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As histórias que são postadas aqui são de ficção, porém apenas pra degustação para que os leitores possam conhecer os personagens e a trama envolvida. Caso o autor tenha interesse em compartilhar um conteúdo na íntegra, o site lhe informará automaticamente, portanto não deixe de ativar nossas notificações pra ficar por dentro de cada novidade.
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Leandro Elesbão
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segunda-feira, 27 de janeiro de 2020


Robson se preocupa ao ver a reação de Weslley.
- Irmão, não precisa ficar nervoso. Relaxa!
- Pow, foi sem querer! Fiquei surpreso com o que você me perguntou.
- Tudo bem. Então...
- O que eu acho? - Ele se indaga com a pergunta que o irmão fizera antes.
- Sim. O que você acha? Será que ela toparia?
- Mano, você enlouqueceu? Você mal conhece a garota. - Diz ele, catando os vidros na pia e jogando no lixo ao lado.
- Ah cara! Ela é legal, gente boa. Eu curti muito ela e sei que ela deve ter curtido também me conhecer.
- Não acha que está tomando uma atitude precipitada? Afinal, você mesmo disse que ela é diferente de algumas garotas que você conheceu.
- Você tem razão! Acho que eu não posso fazer isso. Pelo menos não agora!
- Escute o que o seu irmão diz aqui: você não pode levar a Mariana pra cama!
- Que isso, brother! Eu não to te entendendo.
- Bom, eu só queria te fazer entender apenas. Nada demais!
- Weslley, você é um bom irmão! Eu sei que você se preocupa comigo, mas pode deixar que eu sei o que faço ok! - Diz Robson, sorrindo e batendo no ombro de Weslley fortemente. - Te amo irmão!
- Também te amo, cara! - Diz Wesley, decidindo sair da cozinha.
Robson volta pra mesa e decide terminar o seu café, quando Nívea chega.
- Eu não pude deixar de ouvir a conversa de vocês dois.
- Ah mãe! A senhora vai tomar o seu café? Está pronto!
- Eu sei filho! Vou sim. Bom, eu fico feliz que você e seu irmão se entendem né?
- Mãe, desde que a senhora pegou o Weslley pra criar como seu filho legítimo, eu sempre curti uma boa companhia.
- Eu sei filho. Lembro de como você o ajudou e continua ajudando ele até hoje.
- É verdade. Eu sempre estive ao lado do meu irmão em todos os momentos e sempre apoiei. Nunca brigamos por coisas infantis e sempre fomos muito unidos. Mãe, até as minhas ex-namoradas ficaram com ele!
Nívea sorri com as palavras de Robson.
- Eu tenho orgulho de vocês dois. Vocês sabem disso!
Robson consente e Nívea continua:
- Eu e seu pai amamos muito vocês! Você e o Weslley são filhos ótimos que com certeza qualquer mãe sonharia em ter.
- Nós sabemos sim mãe e por isso, lhe amamos também! A senhora e o meu pai são os nossos exemplos.
Nívea sorri e o abraça fortemente. Wanderson se aproxima da porta e brinca:
- Acho que esqueceram de me chamar na conversa.
Robson e Nívea sorriem.

Michelle toma o seu café ao lado da amiga Priscila, que decidira passar a noite na casa dela, pois a conversa passada havia se estendido por algumas horas.
- Bom, depois que você me contou que encontrou o Marcelo, tudo ficou claro agora!
- Será que ele ainda pensa... Não! Isso é tolice.
- Eu não acho, Pri. O Marcelo ainda gosta de você.
- Isso é um absurdo, amiga! Eu jamais ficaria com um cara como ele.

Amiguissimas

- E porquê, Pri? Pode ser que ele tenha mudado.
- Eu não gosto dele. Ele é um cara muito diferente. Nossas vidas são tão diferentes que você nem imagina e tem mais: eu não quero me envolver com ninguém agora. Acabei de me separar de uma relação complicada e não quero me envolver novamente com mais ninguém.
- Nossa, amiga! Você fala de um jeito que parece que nunca vai ser feliz novamente.
- Não é isso que eu quis dizer, My! Eu quero sim encontrar alguém futuramente que goste de mim do jeito que sou e que me respeite, mas o Marcelo... Não! Isso é uma grande idiotice!
- Idiotice ou não, eu já disse o que penso disso tudo. Marcelo gosta de você sim e só você não enxerga isso. - Diz a jovem, sensata.
Priscila fica séria diante da amiga.


Edileusa observa as fotografias de um álbum antigo e lamenta por ter errado no passado. Uma amiga que dividia a casa com ela cujo nome era Márcia se aproxima e adivinha a sua tristeza.
- Você ainda sente falta dele né?
- Bastante. Ele nunca deixou de existir pra mim!
- É difícil amar uma pessoa mesmo sabendo que ela não sente mais nada por você.
- Como é amiga! Sabe quando você sente que há esperança e que na verdade você passa o tempo todo procurando alguma chance de encontrá-la?
- Eu sei. - Diz Márcia, sentando ao seu lado e vendo as fotos.
- É assim que eu me sinto, Márcia! Eu não me conformo até hoje porque ele me deixou pra viver com outra.
- Edileusa, siga em frente e desiste do Marcelo! É o melhor que você tem que fazer.
- Eu vou tentar, amiga! Eu juro que vou tentar.
- Qualquer coisa, conte comigo! - Diz Márcia abraçando a amiga.
- Obrigada pelo apoio! Amigas como você jamais serão esquecidas. - Diz Edileusa, sincera.

Pâmela encontra Shania em casa e a abraça.
- O que aconteceu entre você e Robson?
- Bom, eu finalmente o conheci. - Ela revela.
- Mas e como ele era? Me conte!
- Ele é legal, gente fina. Gostei dele, amiga!
- Mas você não tinha perdido o número dele?
- Perdi mas ele me ligou e a gente combinou um encontro. Foi aí que a gente se conheceu.
- Certo. Mas e o Wesley como fica nesta história?
- Eu não sei amiga! - Diz Pâmela, confusa.
Shania decide se sentar ao seu lado.
- Pâmela, estou percebendo que existem dúvidas em seu coração né?
- Sim, Shania! Mas eu vou ver o que faço. Preciso pensar em que atitude tomar agora.
- Ok! - Diz a amiga, a abraçando mais uma vez. - Te desejo sorte.

Odilon pergunta curioso para a filha que estava na sala acompanhada do namorado e da mãe:
- Bem, agora você pode me contar a novidade ou não?
Todos estavam reunidos na sala acompanhados por um bule de café quente e biscoitos, numa mesinha do centro.
- Pai, eu vou te contar! - Se prepara Cínthia pra falar.
Catarina olha a reação do marido e decide ouvir atenta a conversa.
- Bom, pai e mãe.. eu e o Mateus decidimos algo que tínhamos pensado juntos.
- E aí, o que vocês decidiram? - Interfere o pai.
- Eu e o Mateus decidimos...... - Ela analisa o olhar dos pais e continua. - Bem, nós nos amamos muito. Por conta desse nosso envolvimento, nós dois havíamos planejado algo há pouco tempo.
De repente, Catarina abre a boca e diz, atrapalhando a conversa.
- Filha, você não vai me dizer que está grávida, né?
Odilon encara a mulher e se abala.
- Ora essa, mulher! Não fale uma besteira dessas. Pelo amor de Deus! Vamos ouvir os dois.
- Não! Não, mãe. Não estou grávida. Fique tranquila! - Diz Cínthia assustada. - Nós pensamos em morar junto. Apenas isso!
- Nossa vida! Pelo amor que você tem da gente, não nos assuste mais, ok? Eu pensei que a hipótese de sua mãe se realizasse agora. - Diz Odilon, nervoso.
Catarina fica sem reação ao ouvir aquilo.
- Bem, vocês não estão bravos com a minha decisão? Estão? - Ela pergunta.
- Pra te dizer a verdade, eu vou sentir falta da minha filha, mas fazer o quê? - Brinca Odilon.
- Pai, que bom que o senhor aceitou. Eu estou muito feliz por vocês. - Ela o abraça, carinhosamente.
- E a gente feliz por vocês também. Tanto suspense! Meu Deus! - Diz Catarina sorrindo.
- E você, rapaz, espero que faça a minha filha mais feliz do que já é, hein? - Ele diz a Mateus.
- Pode ficar tranquilo, senhor Odilon. Eu amo muito a sua filha e a farei feliz, sim. - Responde ele.
- Por que fez tanto mistério em nos contar isso? Poderia ter nos dito pelo telefone. - Pergunta Odilon.
- Ora, pai. Eu não sabia se isso o faria bem. - Diz ela.
- Filha, o importante é que você está feliz e nós já sabemos de tudo. Eu te desejo muita sorte daqui pra frente. - Diz Catarina, alegremente. - Mateus, meu futuro genro. - Ela o abraça.
- Eu tenho muito orgulho de ser sua filha. - Ela abraça a mãe e o pai ao mesmo tempo em seguida.
- Seja bem vindo em nossa família, Mateus! - Diz Odilon, sorridente para o rapaz que via a cena.

Enquanto isso, Yuri chega na casa de Verônica na ilha do Abraão, de iate e os dois se encontram.
- Eu sinto muito se te magoei. Me desculpa! - Ele pede.
- O que faz aqui, Yuri? Será que nada do que eu disse não valeu nada pra você?
- Olha, eu sei que eu cometi uma grande bobagem contigo, mas vamos passar uma borracha em tudo, ok? Vamos tentar de novo!
- Eu quero você fora da minha casa agora! - Ela o expulsa.
- Você não pode fazer isso comigo, Verônica. Eu te amo!
- Caia fora antes que eu chame os seguranças.
- Você vai me tirar da sua vida pra sempre?
- Se for necessário, eu tiro, sim. Agora, saia da minha frente e desapareça.
- Verônica, você vai se arrepender do que está fazendo comigo.
- Será mesmo, Yuri? Mais fácil você ter arrependimento do que eu. Agora, a porta é a serventia da casa. Suma! - Ela abre a porta.
Yuri a encara com desprezo e sai porta afora, ouvindo por trás um grande barulho ao ser fechado.
- Você não tem mais o meu sentimento! - Ela diz em tom alto.
A partir daquele dia, Yuri nunca mais procurou Verônica e nem Daniela. Segundo os boatos, ele havia viajado para Fortaleza sozinho. Por lá, ele tinha encontrado um novo amor.


Nesse momento, Ronaldo chega em Angra. Ele decide se hospedar num hotel no balneário de frente para o mar, onde pretende tirar algumas horas do dia descansando para o dia seguinte. O azul do mar é transparente e a brisa suave vem sempre do horizonte, onde se encontra o sol, bem distante, disposto a mergulhar nas ondas, preenchendo o céu de tons alaranjados e vermelhos. Ronaldo se encanta com a despedida do sol que mergulha devagar no mar, fazendo um pequeno chiado. Logo depois, a lua surge no céu acompanhado das estrelas e a região se ilumina. O centro da cidade é ocupado por um inúmero grupo de pessoas, que ficam nas praças e principalmente, nos pontos de ônibus esperando o transporte chegar. Em Angra, só existe uma viação coletiva de ônibus: é a Senhor do Bomfim, que se localiza na grande Japuíba, um dos municípios principais.

Angra dos Reis
Vista da Sapinhatuba

Na ilha de Lopes Mendes, está tudo pronto para a grande festa dada por Verônica. Ela chama os amigos que lotam a mansão de Humberto. Entre bebidas e muita música rolando, a patricinha se diverte sem se importar com o dia de amanhã. Os empregados ficam doidos com tanto trabalho de última hora. Já em São Paulo, Humberto fica pensativo com a filha e recebe uma ligação de Tenório, que avisa da tal festa. Ele fica irado por dentro mas ao mesmo tempo se contém.
"Essa Verônica vai me ouvir quando eu chegar. Ah se vai!"

Há duas horas de Angra, se localiza uma cidade chamada Paraty. Conhecida como patrimônio histórico nacional, preserva encantos arquitetônicos e naturais. As pedras "pés-de-moleques" de suas ruas nos remetem à uma época colonial em que a escravidão prevalecia. Os casarões, as igrejas e os misteriosos símbolos maçônicos nos levam a um túnel do tempo. Foi fundada em 1667 em torno à Igreja de Nossa Senhora dos Remédios, padroeira da cidade.

Paraty
Rua do Centro Histórico

E é nesta cidade que vamos conhecer personagens importantes.
Um veleiro ancora no píer e algumas pessoas desembarcam. Entre eles, Alan, um rapaz turista que veio conhecer a cidade de Paraty e que fica encantado com a beleza do lugar. Ele é um modelo, bem requisitado pelas maiores revistas pornográficas do mundo. Alan decide registrar cada momento, com muitas selfies, gravações de vídeos e boas compras.

Paraty
Rio de Paraty

Na mesma cidade, Christian estuda com amigos na escola e após entrar em intervalo, ele recebe uma ligação de sua mãe avisando da chegada de Pâmela.
- Minha prima vai vim para Paraty? - Ele se empolga no telefone.
- Vai sim, meu filho! Deve chegar de hoje pra amanhã!
- Opa! Que bom, mãe! - Diz ele, feliz da vida.
Chegando em casa, Christian decide confirmar com a mãe se é mesmo verdadeiro a notícia que ela deu a ele e Vânia ouve da sala.
- Eu não sei porque tanta felicidade. Ela vai vim ocupar espaço mais ainda.
- Pára com essa implicância, filha! - Diz a mãe.
- Deixa ela, mãe! A gente não pode fazer nada se a Vânia não gosta da Pâmela.
- Eu vou sair um pouco. Estou cansada de discutir! - Diz Vânia, saindo porta afora.
Christian e a mãe Cleusa se entreolham.

Na baía da Ilha Grande, um barco de pesca fica ancorado próximo da praia de Japariz. Dentro do barco alguns pescadores conversam com um rapaz inteligente e perspicaz chamado Fabrício, o conhecido como "Biólogo do mar".
- Eu vou ter que levar amostras dessas espécies para o meu laboratório.
- fique a vontade, doutor! - Diz um dos pescadores.
- Essa baía da Ilha Grande guarda muitas riquezas naturais.
- São 365 ilhas em um arquipélago inteiro. - Rebate o outro pescador.
- Talvez um dia eu conheça todas elas. - Diz Fabrício, sorrindo.

"A praia de Japariz é parada obrigatória para quem passeia de escuna, lancha ou barco e tem uma vizinha conhecida, que vale a pena conhecer também e é chamada de Praia do Funil."
Praia do Japariz
Praia do Japariz

Algumas horas depois, André ensaia uma cena com sua equipe de teatro quando o diretor surge trazendo uma nova aluna pra participar também dos ensaios. A jovem se apresenta como Joseane e cumprimenta á todos. André admira a beleza da jovem iniciante e o diretor pede para a equipe continuar a cena que estava em pausa. A equipe obedece e André não consegue desviar os olhares de Joseane.

Neste ínterim, Helen prepara o jantar quando Walter chega do trabalho.
- Tudo bem querida?
- Tudo certo, amor. - Responde ela, servindo os pratos.
Walter percebe que Renata se arruma pra sair e decide conversar com a esposa.
- Pra onde ela vai? - Ele pergunta curioso.
- Ela vai sair hoje á noite. - Responde a mulher, atarefada.
- Você não vai cuidar do filho dela de novo não vai?
- Amor, eu prometi á ela. - Responde Helen.
- Será que isso nunca vai acabar Helen? O filho é dela, não seu! - Diz Walter, de forma arrogante e deixando a mulher sem graça.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020


Weslley decide voltar para o carro e fica incomodado com a cena que acabara de ver no clube: seu irmão com a garota que ele gostava. Os momentos de Pâmela ficaram grudados em sua mente, transmitindo por diversas vezes cenas do primeiro beijo no clube e da primeira música que dançaram juntos. E agora, a cena de Robson pegando nas mãos da sua amada e os dois cada vez mais próximos. Weslley fica impaciente e pensa em voltar para o clube com o propósito de chegar até eles e dizer que a tal jovem da internet fora a mesma que ele havia ficado naquela noite, mas a decepção de seu irmão mais novo falou mais alto e ele se conteve por um momento. E quanto ao fato de saber que Pâmela não tinha falado seu verdadeiro nome ao seu irmão? Por quê ela fez isso? Em sua mente se passava várias coisas. Ela poderia estar mentindo pra ele também.
Weslley sabia como era Robson particularmente, ou seja, conhecia suas qualidades e seus defeitos e um dos seus princípios era a verdade absoluta em tudo. Robson jamais perdoaria uma traição e mesmo que falasse á ele que tudo não passara de um grande engano, ele não acreditaria. Se sentiria péssimo, magoado e um verdadeiro otário por ter deixado o caminho livre para seu irmão naquele dia que seria especial pra ele. Especial porque tudo que Robson queria de Pâmela era que os dois tivessem algo mais do que um mero encontro, cuja palavra referente designava apenas prazer. Uma possível troca de forças mútuas, uma relação mais envolvente de desejo e paixão veraneio, diferentemente de qualquer sentimento de carinho e dedicação no qual Weslley admirava muito e tinha forte consciência de tal.
Segundo Weslley, Robson era um cara “pegador”. Conquistava as mulheres só pra conseguir um objetivo: passar a noite com elas e depois, ele a descartava, que no bom português, não fazia a menor questão de vê-las novamente. Ele sempre fora assim desde a adolescência. 
Já Weslley não! Pra ele, sentimento que tinha amor e fidelidade era um grande trunfo de alegria em sua vida. Namorou algumas garotas e sempre foi atencioso com elas, dando-lhe respeito e aproveitando cada momento da sua vida ao lado das suas parceiras. Foram paixões que duraram pouco, mas que marcaram sua vida pra sempre, deixando um traço de amizade e companheirismo em cada fase que vivia.
E relembrando tudo que vivera até agora, Weslley decide não voltar ao clube, mas decidiu voltar pra casa e pensar num jeito de esmagar aquele sentimento por dentro. Somente assim, ele estaria deixando seu irmão ser feliz com a pessoa que tanto ama.

Marcelo decide puxar conversa com Priscila, que fica calada o tempo todo enquanto estava no carro.
- Você conseguiu terminar a faculdade? - Ele pergunta.
- Sim. - Ela responde, sem desviar os olhos do lado de fora da janela.
- Eu tranquei a minha. Tive que trabalhar fora do país por alguns meses. - Ele responde.
- Hum. Você ainda pretende continuar? - Ela questiona.
- Talvez sim, mas estou pensando no assunto.
- Que bom! - Ela diz, sem dar muita importância.

Carona

- Eu soube que você se separou de uma relação conturbada.
- Eu não gostaria de entrar neste assunto. Por favor!
- Ok. Eu me calo! - Responde ele. - Desculpe se fui inconveniente.
- Melhor assim. Por favor, pode me deixar naquela esquina ali? - Ela indica.
- Mas por quê? Olha, se foi porque eu toquei no assunto do seu casamento, me desculpe ok! - Diz Marcelo, já intrigado.
- Por favor, Marcelo! Eu gostaria de ficar por aqui. Tudo bem pra você?
- Bom, já que você insiste tanto. - Diz Marcelo, estacionando o carro na esquina em frente.
- Obrigada pela carona! - Ela agradece e sai do carro.
- Você não vai ficar chateada comigo, vai?
- Claro que não! Imagina. Tchau! - Ela se despede com um aceno e segue em frente.
Marcelo fica pensativo diante do volante e se acha um tolo por ter feito tudo errado.

Alguns minutos depois, Priscila bate á porta de Michele e as duas decidem conversar um pouco.
- Eu não sabia que você viria, amiga! Se soubesse, tinha preparado mais um prato na mesa.
- Sem problemas, My! Eu só passei pra vê-la mesmo e conversar com você por alguns minutos.
- Ah claro! Entre então! Só não repare na bagunça. Não tive tempo de limpar nada ainda. Cheguei do trabalho quase agora.
- Não esquenta com isso!  - Diz ela, ignorando.
- Mas diga o que aconteceu pra você vir em minha casa hoje?
- Bom, a gente se conhece há muito tempo né?
- Sim. Mais ou menos uns cinco anos desde os tempos da faculdade.
- Bom, lembra-se do Marcelo?
- Se lembro. Ele foi um tremendo chato na faculdade. Vivia correndo atrás de qualquer menina e até você não escapava das perseguições dele. - Diz ela, rindo.
- Nem me fale, amiga! Foi uma chatice ter topado com ele na faculdade. - Diz ela, seriamente.
- Mas até que foi engraçado, né? Eu me divertia muito com ele! - Diz Michele, percebendo o olhar diferente da amiga. - Mas o que houve, amiga? O que o Marcelo tem a ver com isso?
- É que eu peguei uma carona com ele agora há pouco depois do trabalho e senti que ele está tentando se aproximar de novo. - Ela revela, deixando a amiga em silêncio.


Ao chegar em casa no seu carro, Weslley percebe que seus pais estão dormindo e é forçado á acordá-los, tocando a campainha da porta de entrada. Wanderson e Nívea ouvem o sinal estridente da campainha e despertam assustados.
- Só pode ser um dos nossos filhos! - Diz Nívea.
- Mas eles estão com as chaves. - Responde Wanderson.
- Algo deve ter acontecido então! - Diz ela. - Não acha melhor abrir?
- Eu vou verificar antes. Fique aqui! - Diz Wanderson, saindo da cama e vestindo seu roupão.
Chegando na porta, Wanderson ouve o chamado de Weslley e abre.
- Filho, você não estava com as chaves não?
- Não pai. Eu esqueci com o Robson. - Diz ele, entrando.
- Aconteceu alguma coisa?
- Não pai. Desculpe ter te acordado á esta hora da noite!
- Tudo bem! Eu vou avisar á sua mãe que você acabou de chegar.
Weslley decide ir á cozinha pra pegar algo pra comer e Wanderson volta para o quarto.
"Pensando melhor, acho que não vou desistir da Pâmela não! Se ela quiser que eu saia da sua vida, ok! Mas por mim, eu não vou desistir! Não vou mesmo." Ele reflete sob á mesa.

Na saída do clube, Pâmela fica hesitante em contar que conheceu outro rapaz á Robson, mas percebendo que ele era simpático e parecia ser uma pessoa bacana de lidar, ela acabou se apaixonando por seu jeito simples e descontraído.
- Saiba que hoje foi uma noite muito especial pra mim! - Diz Robson, feliz.
- Eu também digo o mesmo. - Diz ela. - Mas...
- Não diga nada! - Ele a beija em seus lábios suavemente e ela se rende.
Logo após, ele sussurra em seu ouvido:
- Desde que te conheci no chat, eu sabia que daríamos certo. Você é perfeita, Mariana!
A jovem sorri um pouco e diz o mesmo á ele.

Mãos Juntas


Nesse ínterim, Wanda recebe a ligação de Yuri, que exige falar com Dani.
- Yuri, eu não quero mais que você procure a minha filha. Ela está magoada com você e, portanto, não quer te ver nem pintado. Acho melhor você parar de ligar pra cá.
- Eu gosto da sua filha, D. Wanda. Eu sei que cometi uma bobagem. Eu não devia ter feito aquilo, mas a senhora precisa me deixar falar com ela. Eu queria muito que ela me escutasse.
De repente, Dani entra porta adentro.
- Mãe, quem está no telefone?
- Filha, é o Yuri. Ele quer falar contigo! - Ela diz, ao vê-la.
- Mãe, diz que eu não estou. Por favor!
- Eu já tentei. Ele quer falar com você. Pelo amor de Deus, dê uma chance a ele e o escute. Nem que seja a última vez.
- Tudo bem! - Ela pega o telefone das mãos de Wanda, que sai. - Diga, Yuri? O que quer?
- Dani, estou feliz que tenha atendido. Por favor, eu preciso que você me ouça com atenção.
- Yuri, eu não tenho muito tempo. Portanto, fale logo o que quer.
- Eu te amo, Dani. Eu te amo muito. Acredite!
- Você me ligou pra dizer isso? Ora!
- Não! Eu também queria te pedir desculpas e te dizer que o meu namoro com a Verônica não é serio. Ela sempre quis investir em nós dois e eu não gosto muito dela. Eu queria terminar tudo. Acredite em mim.
- Por que, Yuri? Por que me decepcionou? Eu achava que você era diferente. Eu vi que me enganei.
- Dani, você precisa acreditar no meu amor.
- Sabe de uma coisa, Yuri? Vá procurar a Verônica e nunca mais me procure. Esqueça esse número e desista de uma vez por todas. Eu jamais vou cair nas suas lábias de novo. Estamos entendidos?
- Dani! - Ele suplica ao telefone.
Ela desliga num só toque e sente-se aliviada.
"Eu prometi que não ia me lamentar. Hoje, não!"

De manhã na ilha de Lopes Mendes, Humberto se despede da filha, antes de entrar no helicóptero. Os empregados recebem as ordens do patrão.
- Filha, você vai ficar bem. Não se preocupe! - Diz ele, a abraçando.
- Eu espero que o senhor volte logo. Eu não quero ficar sozinha por muito tempo. - Diz Verônica.
- Não vai! Agora preciso ir.
Ele entra no helicóptero. Tenório liga os motores.
- Tenório, vê se cuida da minha filha quando voltar! - Ele pede.
- Claro, senhor. Pode ficar trânqüilo!
Humberto acena as mãos pra Verônica, que o olha séria.
O helicóptero levanta vôo e parte. A ilha e todo resort é deixado pra trás naquele exato momento. Tenório sorri com Humberto, ao vê-lo próximo a janela e diz:
- Senhor, faremos uma viagem trânqüila. Não tenha medo!
- Ora, eu não estou com medo. - Ele brinca. - Eu só estou preocupado com a minha filha.
- Não precisa se preocupar, senhor. Verônica está bem grandinha. Ela sabe se cuidar. Fica frio!
- Você tem razão! - Ele diz. - Acho que estou me preocupando á toa.
- E agora o senhor não tem mais motivos pra isso né já que ela terminou o namoro com o rapazinho lá. - Ele comenta.
- Tenório, você não imagina o quanto eu fiquei aliviado com isso.
Verônica fica observando o helicóptero se afastar e fica matutando sozinha:
"Acho que preciso dar uma festa aqui em casa"
- Matildeeee!!!!!!!! - Ela grita a empregada que chega logo rapidamente.
- Oi patroa! Em que posso ajudá-la?
- Eu quero dar uma enorme festa. Preciso disso aqui todo arrumado.
- Sim, senhora! - Diz a empregada, gentil.

Praia de Lopes Mendes
Lopes Mendes
"Conhecida como a mais famosa de toda a Ilha Grande, Lopes Mendes oferece muita sombra por debaixo de suas amendoeiras e ponto ideal para quem procura um dia de surfe."
Ronaldo se despede de D. Cândida na pousada.
- Então, você vai viajar? - Ela pergunta, intrigada.
- Sim. E aqui está o dinheiro que eu devo à senhora. - Ele entrega uma pequena quantia. - Eu queria me desculpar pelo atraso.
- Obrigada, Ronaldo! Mas que mal lhe pergunte: por quê está se ausentando do Rio? Aconteceu algo?
- Não, senhora. Eu tenho um assunto pra resolver e é de grande importância. Mas brevemente, estarei de volta.
- Espero que faça uma boa viagem.
- Obrigado! E me desculpa qualquer coisa! - Diz ele.
- Que isso! Nada pra se desculpar.
Gabriela ouve a conversa e fica chateada.
Ronaldo a abraça contente e sai ao encontro de Rafaela, que já o aguarda no carro, onde o leva direto para a rodoviária. Enquanto o casal conversa no carro, D. Cândida resolve falar com sua filha Gabriela.
- Por que está com essa carinha hein?
- Eu não queria que ele fosse embora.
- Você está gostando do Ronaldo, filha?
- Poxa mãe tá tão na cara assim?
D. cândida faz um gesto positivo com a cabeça e sorri.
- Ele ama a Rafaela filha. Melhor você esquecê-lo.

Rafaela observa o jeito de Ronaldo e o ajuda com algumas coisas que estavam em seus ombros.
- Achei que não viria mais. Pensei que tivesse desistido.
- Não. Eu não posso desistir, Rafa.
- Vê se não me trai por lá, tá! Vou ficar contando cada minuto pra te ver novamente.
- Jamais! Rafa, tem certeza de que não quer vir mesmo?
- Eu já disse que não posso. Tenho um trabalho á cumprir aqui.
- Eu prometo que voltarei logo, ok!
- Eu acredito em você! Se você não voltar daqui á uma semana, eu vou atrás de você, ok! Você não vai escapar de mim tão fácil.
Ronaldo sorri e lhe beija os lábios.
- Jamais vou esquecer de você, meu amor!
- Acho bom mesmo porque senão vou ficar arrependida por não ter comprado um rastreador. - Diz ela, fazendo ele sorrir novamente.
O carro parte em direção á rodoviária.
Ronaldo se despede de Rafaela e entra no ônibus. Ele acena pra ela com uma das mãos pela janela.
- Eu amo você Rafaela!
Sorrindo, ela responde:
- Eu também te amo, Ronaldo!
E o ônibus se prepara pra sair da rodoviária Novo Rio.
Nos olhos de ambos, lágrimas.
O seu sonho está próximo de ser realizado. Agora, só resta um pouco de esperança. Um traço que o separa do encontro de sua família.
“Será que vou encontrá-lo?”
Seu pensamento ainda está preso nesse argumento, mas a saudade...

Robson e Weslley tomam o seu café na cozinha. Entretanto, Robson estava com uma preguiça e tanto, mas estava feliz pela noite que passara.
- E aí, como foram as coisas por lá? - Pergunta Weslley, curioso.
- Foram ótimas irmão!
- Hum - Diz ele, tomando um gole de café e comendo uma barra de cereal.
- Ela é incrível, mano! Jamais conheci uma pessoa tão diferente quanto ela. Nós ficamos ontem! - Conta Robson entusiasmado.
- Legal, irmão! - Diz ele, já ciente da situação. - Mas agora, eu vou ter que ir para o trabalho. A gente se fala depois, ta legal? - Ele sai da mesa.
Robson percebe a indiferença em Weslley.
- Você está estranho! Aconteceu alguma coisa?
- Não, mano! Não aconteceu nada não.
- Ok! Sabe o que estou pensando?
- Diga! - Diz Weslley, lavando as louças rapidamente.
- Eu vou levar a Mariana para aquele hotel que costumo ir aos finais de semana. O que você acha?
Aquela pergunta deixa Weslley muito sério, fazendo escorregar um copo da mão dele e se quebrar dentro da pia.

Copo Quebrado

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