Grace, à medida que ela ia caminhando devagar e se aproximando do barco
que estava ancorado ao cais e que via aquele rapaz em sua frente, seu coração
parecia disparar e ela estava deslumbrada com tudo aquilo.
O lugar que era paradisíaco, com o cenário do mar a sua vista, a Ilha
grande no horizonte e há poucas horas de barco daquele ponto e o vento sudoeste
da tarde fazia esvoaçar seus cabelos e que também fazia fascinar o misterioso
rapaz que ela conhecera pela Internet.
Seus cabelos dourados e seus olhos claros, juntamente com seu porte
físico dourado pela luz do sol daquela tarde, vislumbrava Grace e ele não podia
esperar tanto. Ele estava no convés do barco com uma taça de bebida na mão
olhando ela se aproximar e ela quase não podia acreditar no que estava vendo na
sua frente.
Com o copo na mão, o peito descoberto denotando seu físico definido,
ele saiu do convés e veio até ao estrado e estendeu-lhe a mão.
O olhar dele parecia hipnotizar a menina e ela erguia a cabeça para
olhar pra ele, bem em seu olhar fascinante e que fazia respirar mais forte.
– Vem! – disse ele com uma ponta de sorriso nos
lábios umedecidos pelo cálice que acabara de sorver mais uma vez à medida que
se aproximava.
Grace sentiu as mãos dele apertarem as suas e estava estonteada com tudo aquilo.
Um rapaz belo, num lugar daqueles, num convés de um iate que chamava
sua atenção, só podia ser um "um filhinho de papai" solitário e que
estava à procura de um grande amor pra preencher os seus dias tristes, pensava
ela.
– Eu estava doida pra chegar aqui e te ver. –
Ela balbuciava
aquelas palavras sem perceber o que estava falando, pois estava impressionada
demais.
– Valeu a pena pra você? – perguntou ele
levando a mão ao rosto delicado dela.
– Sim. Apesar de tudo, o que ficou pra trás
ficou. De agora em diante eu quero ficar perto de você.
– Finalmente nos conhecemos Grace e a partir de
hoje, você vai ser feliz comigo.
Ele pousou sua taça de bebida numa mureta na entrada do estrado do
barco e envolveu Grace com seus braços fazendo ela ficar bem juntinho ao seu
peito bronzeado pelo sol daquele dia e ela estremeceu quando o calor do seu
corpo a envolveu.
Ela deixou sua bagagem cair junto aos pés dele e se deixou envolver por
aquele abraço quente e envolvente e que nunca sentira antes com alguém tão
especial.
O vento do mar da baía de Sepetiba envolvia os dois fazendo exalar um
perfume suave e delicado que trazia em sua pele e que o impressionara também.
Os rostos estavam bem próximos e não podia ser de outro jeito depois de
tanto tempo se flertando pelo WhatsApp, a quilômetros um do outro.
Ela fechou os olhos, pois já estava sentindo seu rosto queimar à medida
que ele aproximava seu rosto calorento com seus lábios quentes aos lábios dela.
E a saudação de "boas-vindas" naquele cais de Angra não
poderia ser de outra maneira depois de tanta ansiedade de se conhecerem um ao
outro pessoalmente.
Os dois se beijam ardentemente.
Mais perto dali um carro de luxo pára bem próximo ao shopping e o
motorista particular sai do volante e volta para o outro lado da porta para
abrir para um casal que desembarcara a fim de curtir aquela tarde também. O empresário sai do carro segurando uma
mulher muito bela pela mão e colocam os óculos escuros em vista do confronto do
sol forte.
Os dois se beijam também e ela parece estar se sentindo bem de estar
naquele lugar e naquela linda tarde à beira mar.
– O senhor vai às compras, Doutor? – perguntou o
motorista.
– Sim, Rafael. Se quiser pode dar uma volta e
daqui a uma hora esteja aqui.
– Ah querido – fala a mulher – Eu pensei que
íamos passear no iate. Você prometeu navegar comigo até a Ilha do Abraão, na
Ilha Grande.
– Poxa querida, eu havia esquecido de avisar: o
barco tem que ir pra manutenção, pois o motor não está bom e os mecânicos dizem
que está prestes a dar uma pane. Por isso preferi deixar parado aqui na marina,
pois já chamei os técnicos pra revisarem.
– O senhor esqueceu de avisar ao marinheiro que
toma conta do barco, Dr. Rodolfo. Acho melhor procurá-lo e avisá-lo da manutenção e
de que o senhor se encontra aqui. – diz Rafael.
– Verdade, Rafael. Até porque eu não avisei que
ia chegar e é bom avisá-lo antes que ele dê na cabeça de sair com o barco como
é o costume dele para “aquecer” os motores como ele diz. – E vira-se para a mulher –
Querida, pode acontecer um acidente com o estado do motor do barco do jeito que
está. Vamos ao Shopping escolher algo pra você e depois vamos pra mansão.
– Combinado então, Dr. Rodolfo – disse o motorista
Rafael –
Dou avisar o Demétrio e depois vou dar uma volta na cidade até a hora que o
senhor quiser ir embora.
O rapaz empresário envolve os braços às costas de sua amada e saem
caminhando para o saguão do Shopping ali das Marinas de Angra.
Rafael, o motorista do empresário entra no saguão também mas toma
caminho inverso em direção ao cais para localizar o empregado do barco do Dr.
Rodolfo que provavelmente estaria no iate de plantão.
Aliás – Pensava o fiel motorista caminhando com o celular na mão enquanto se dirigia ao cais – O Doutor já deveria ter avisado há alguns dias que o barco estava com problema e que o marinheiro não podia sair em hipótese alguma com a embarcação com o risco de correr sério um grave acidente.
Gisele não suporta a ideia de Daniel evitá-la
sempre que os dois se encontram na empresa e decide tomar uma atitude drástica.
– Posso saber porque está me evitando?
– diz Gisele, intrigada.
Daniel fica sério em relação à jovem.
– Então, to esperando uma resposta! –
diz ela, determinada a fazê-lo responder sua pergunta.
– Olha, Gisele! Estamos num local de
trabalho e acho que não é um bom momento de a gente conversar agora.
– Eu não sei o que está acontecendo
Daniel, mas eu preciso de uma resposta conclusiva.
– Ah é? Você quer uma resposta?
Gisele, desejo toda a felicidade do mundo pra você.
Gisele fica confusa e diz:
– Eu não estou entendendo porque está
me dizendo isso.
– Você e aquele cara merecem ser
felizes.
– Que cara? Você enlouqueceu?
– Ah não me venha com cinismo agora
não. Eu vi Gisele. Ninguém me contou nada não!
Gisele tenta entender a que cara
Daniel se referia e de repente se lembra.
– Daniel, eu posso explicar. O Zeca...
– Ah então esse é o nome dele. Gisele,
eu preciso trabalhar ok!
– Eu e o Zeca não temos nada um com o
outro.
– Desculpa Gisele, mas eu preciso
realmente trabalhar. – diz ele, tentando se afastar.
– Não antes de eu fazer isso! –Ela o
agarra e o beija em seus lábios fortemente, fazendo com que Daniel se
entregasse ao amor dela.
Wallace chega na empresa onde o irmão
trabalha e Doroth o atende gentil.
– Estou à procura do meu irmão que
trabalha aqui. Ele se chama Daniel.
– Ah sim eu conheço. Vou levá-lo até
ele!
De repente, Amanda, uma funcionária da
empresa traz alguns arquivos e as entrega em mãos.
– Muito obrigada, Amanda! Precisava
disso mesmo pra hoje. – agradece Doroth, gentil.
– Por nada. Só revisei algumas pautas
e pedi para os fornecedores assinarem. Sr. Otávio estava com muita pressa em
relação a esses documentos, né?
– E como minha amiga. Você nem faz
ideia. Mas fico grata que está tudo aqui prontinho. Você é dez!
– Doroth, e como está a Gisele? Fiquei
sabendo da situação da Grace.
– Amiga, a Gisele está na tentativa de
encontrar ela. Mas vamos conseguir achar a Grace, pode ter certeza.
– Grace não tem juízo né? Sair de casa
assim fugida sem comunicar a ninguém.
– Amanda, a Grace está passando por
uns problemas sérios mesmo, mas ela tem a gente. Nós como amigos dela, estamos
dispostos a ajudá-la sempre. Onde quer que Grace esteja, nós vamos achá-la
porque somos uma equipe. – diz Doroth, confiante.
– Tá certíssima! – consente Amanda,
sorrindo.
– Vem Wallace! – chama Doroth. – Vou
levá-lo ao seu irmão.
Wallace agradece e segue a jovem.
Ao atravessar o corredor e entrar sala
adentro, Wallace e Doroth se surpreendem com a cena do beijo de Gisele e
Daniel.
– Eita. – diz Doroth ao ver os dois
juntos.
Gisele e Daniel param por um momento,
envergonhados e os encontram na porta.
– Irmão, você é o cara! – diz Wallace, completando.


0 Comments:
Postar um comentário
Deixe o seu feedback sobre o que ando postando regularmente!