18º Capítulo de Fascínio


Dias se passam… 

Lisiane fica pensativa em frente ao espelho e está prestes a tomar uma importante decisão.

“Já que estou dentro do jogo, preciso seguir as regras dele.”

Ela decide ligar pra Suany.

— É isso mesmo que ouviu, Suany! Eu quero me aliar a você.


Há duas semanas da tal esperada cerimônia que vai ocorrer num dos lugares mais lindos da França, Verena precisa correr contra o tempo para que as questões financeiras acabem não afetando essa ocasião importante para o filho e conversando com o setor de contabilidade, ela tenta ver a melhor saída para se livrar dessa situação. E a resposta que ela mais temia, chega. 

— O desfalque foi grande e isso afetou fornecedores estrangeiros, mas a boa notícia é que o casamento pode ocorrer, sem riscos. 

— Ah que bom! Mas e se não houver casamento? 

A contadora estranha aquela pergunta da Verena e responde: 

— Não vai influenciar em nada, porém não vai conseguir receber de volta tudo aquilo que foi devidamente pago. Vai perder uma boa quantia líquida e não vai conseguir reaver depois. 

— Bom, seria uma grande perda de investimento irreparável e eu estou ciente disso. Só perguntei por que criei certas dúvidas. 

A contadora olha para Verena com um olhar mais carinhoso e a questiona: 

— Dona Verena, a gente se conhece há anos e nunca te vi tão insegura desse jeito. Seu filho está pensando em adiar uma cerimônia tão linda? 

— Eu não sei. Só estou pensativa a respeito disso. Meu filho é um bom rapaz e tudo o que mais quero é fazer uma festa de casamento merecida pra ele. 

— Não se preocupa, dona Verena. Tenho certeza de que tudo vai dar certo e o sonho de toda mulher é se casar no exterior, sabia? 

Verena dá um sorriso e consente, tentando disfarçar a cara de quem desaprova essa relação. 

 

Suany se encontra com Lisiane em um restaurante discreto, num shopping. As duas ficam de frente uma à outra. 

— Confesso que fiquei surpresa com sua ligação.

— Eu precisava vê-la. Pensei em tudo que você disse. — diz Lisiane, parecendo decidida.

— Você fez o que te pedi? — pergunta a jovem, com um olhar autoritário. 

— Sim, Suany! Eu estou evitando o seu futuro noivo. 

— Melhor assim. Está se saindo bem, minha querida! 

De repente, Richelle chega no restaurante e Suany comenta ao ver a presença dela ali: 

— Acabou de chegar quem eu queria. 

— Quem? — se indaga Lisiane, olhando pelos lados pra ver se achava alguém conhecido. 

Suany faz um gesto chamativo pra Richelle e a jovem, fica séria ao ver Lisiane com ela. Ela se aproxima da mesa, onde estavam as duas sentadas. 

— Conhece Lisiane? — provoca Suany. 

Lisiane e Richelle se entreolham e em seguida, a jovem responde: 

— Mas que brincadeira é essa, Suany? 

Suany dá um sorriso de deboche. 

— Ah, não esperava né pela visita surpresa? Por que a cara de espanto, minha querida? — provoca Suany mais uma vez, tentando intimidá-la. — vocês são grandes amigas ou não? 

Lisiane decide interferir. 

— Richelle, eu não sabia que ela ia te chamar aqui. 

Três-jovens-em-um-restaurante

Suany sorri mais uma vez com aquela cena e Richelle, coloca a mão no ombro de Lisiane, a confortando. 

— Fica tranquila! Afinal, esse encontro ia acontecer de qualquer jeito, né? 

— Não vejo motivos pra vocês ficarem assustadas comigo. Eu só juntei o útil ao agradável. 

Richelle decide sentar-se à mesa, junto com as duas. 

— Agora que se juntou a nós, precisamos ter uma conversa séria e definitiva. Comece, Lisiane! — ela dirige a palavra a jovem. — fala pra sua amiga o que você falou pra mim dias atrás? 

Lisiane fica com um olhar sério e Richelle, tenta tranquilizá-la fazendo um gesto bem discreto com um olhar. 

— Eu falei pra Suany, Richelle que estou caindo fora do nosso acordo. Pensei bastante e resolvi aceitar o pedido dela, até porque tem coisas nessa vida que não é fácil conquistar, entende? 

— E não se preocupa, Richelle! A Lisiane vai continuar no seu apartamento porque eu vou comprar pra ela. — declara a jovem, astuta sob o olhar sério da arqui-inimiga. 

— Me desculpa, Richelle mas eu não quero mais ter nenhum vínculo com você. Passei noites pensando nisso e tomei uma decisão. — diz Lisiane, mantendo o olhar firme. 

Suany se sente nas nuvens ao ver que a amizade dàs duas estava acabando ali em sua frente e comenta: 

— Parece que algumas pessoas finalmente aprenderam de que lado devem ficar. 

Richelle faz uma expressão desagradável em relação às duas e solta um comentário: 

— Você se aliando a essa salafrária, me dá pena! 

— Aceite a perda, minha querida! Você acha que a Lisiane é o seu brinquedo pra você controlá-la? Eu abri os olhos dela contra você! — diz Suany, determinada. 

— É isso mesmo, Richelle! Desde a nossa última briga, eu não confio mais em você. — diz Lisiane, se sentindo segura de si — se você tivesse sido honesta comigo, nada disso aconteceria. 

— Lisiane acordou pra vida e ela sabe que comigo, ganha mais! Agora, dê o fora daqui antes que eu chame os seguranças. — diz Suany, jogando sua cartada final e deixando Lisiane séria. — eu te disse pra não mexer comigo, não disse? 

— Vocês duas não valem porcaria nenhuma. Vocês se merecem! — diz Richelle, se retirando da mesa e deixando às duas sozinhas. — ah, e uma última coisa: ainda tenho chances de detonar você, Suany! 

— Ah, é? — provoca Suany, desconfiando. 

— Não se esqueça que sua mãe está rompida com você. Talvez esteja na hora de eu mostrar uma coisa pra ela. 

Suany se levanta da cadeira imediatamente e lança o olhar desafiador novamente contra a jovem. 

— Não se meta com a minha mãe, serpente! 

Richelle se aproxima de Suany. 

— Você acha que está por cima de tudo? Está redondamente enganada. E você, Lisiane, se prepara porque vou acabar com sua vida também. — ela declara em claras palavras e se afasta, deixando a ex atendente de lanchonete pensativa. 

— O que que eu fiz, meu Deus? — ela coloca as mãos na cabeça. 

— Fica tranquila, Lisiane! Você fez o que era certo fazer. — diz Suany, a abraçando com aquele olhar de falsidade. 

 

Fabiano fica em dúvidas em relação ao casamento e o amigo Denílson percebe seu olhar longe. 

— Alô, planeta terra chamando! — ele brinca, sorrindo. 

Fabiano volta para a realidade imediatamente. 

— Está acontecendo alguma coisa, amigo? 

O empresário fica em silêncio por alguns instantes e depois, responde: 

— Eu estou com algumas dúvidas. 

— Alguma coisa que posso ajudar? 

— Denílson, se você tivesse com dúvidas duas semanas antes de se casar, você se casaria mesmo assim? 

— Depende da dúvida, meu amigo. O que está acontecendo? — insiste Denílson. 

— Eu acho que não estou tão a fim da Suany como estava até um certo tempo atrás. — ele dá o veredito. 

— Amigo, isso é complicado. tem alguma coisa a ver com aquela garota que você falou pra mim? 

— Pior que tem, sim. Estou me sentindo atraído pela Lisiane e isso me faz distanciar da ideia de se casar com a Suany. 

Denílson fica surpreso com as palavras de Fabiano. 

— O que você faria nessa situação? 

— Nossa, Fabiano. Eu nem sei o que dizer. Suany e Lisiane são bem diferentes uma da outra. Quando você está com a Lisiane, você sente algum desejo sexual ou aquela vontade de tê-la, como sua companheira? 

— Cara, é algo intenso, mas não é passageiro, entende? Eu tenho vontade de conhecê-la mais, entrar no mundo dela. Estou gostando muito da nossa conexão. Cada dia, eu fico mais admirado por ela. 

— E pela Suany, o que você sente quando está com ela? 

— Diferente. A Suany é legal e tudo, mas quando estou com ela, sinto desejo de tê-la nos meus braços, mas na verdade, cara, não tem mais aquela atração de antes. É como se ela não estivesse mais ocupando algo em mim, entende? 

— Se você realmente sente isso, precisa pensar muito antes de subir naquele altar. 

O empresário fica sério com aquelas palavras e em seguida, se lembra das juras de amor feita pra noiva. 

— Será que estou fazendo isso por capricho? A Suany não merece, isso né? Ela está tão feliz com esse casamento. 

— Ela está, mas você não. — declara Denílson, deixando-o mais sério. 

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