20º Capítulo de Fascínio


Dias depois, Suany e Lisiane entram na loja de Richelle e escolhem roupas e jóias. Sob o olhar ameaçador da rival, Suany não se intimida e joga todas as peças de roupa sobre o balcão. 

A atendente olha para Richelle, que faz um gesto afirmativo e separa as peças que estavam todas misturadas. 

— Deseja algo mais, senhora? 

— Isso é tudo. Foram as peças mais bonitas que vi por aqui. — diz Suany, com um tom arrogante. 

Lisiane decide puxar assunto. 

— Acho que não deveríamos fazer compras aqui. 

Suany a encara e em seguida, encara a rival que fica observando de longe. 

— Não se preocupe, querida! Dificilmente visitaremos essa loja novamente. Aqui não tem nada que me agrade. 

Lisiane fica em silêncio e Richelle após ouvir o comentário, diz: 

— Então, não leve nada de minha loja.  

— Eu só estou levando aquilo que gostei. Nada mais. 

— Não importa. Deixe tudo e vá embora. As duas! 

— Por isso que essa loja é decadente, principalmente sendo de quem é. 

— Melhor irmos embora, Suany! — interfere Lisiane. 

Suany vira-se pra atendente e diz: 

— Não vamos levar mais nada. Muito obrigado pela sua atenção, queridinha! 

E assim que as duas iam se afastando um pouco até a porta de entrada, Richelle as detém. 

— Acho bom vocês duas tomarem muito cuidado comigo, porque eu não vou me rebaixar para ninguém. 

Suany dá um sorrisinho e puxa Lisiane pelo braço e sai. 

Assim que sai da loja de Richelle, Lisiane comenta: 

— Você gosta de provocar, hein? 

Suany sorri com a pergunta e de repente, fica deslumbrada com uma roupa na vitrine numa loja mais próxima. 

Amigas-no-shopping

— Uau! Que roupa mais linda! Vamos lá agora mesmo! 

Ela anda um pouco mais rápida e Lisiane a segue em passos devagar. 

Uma mensagem no WhatsApp chega e ela olha pelo visor. 

“Você e Suany viraram amigas?” 

Lisiane sorri discretamente e responde: 

“Sim. Estamos nos aproximando da forma que você queria.” 

O desconhecido sorri com a resposta dela, assim que a mensagem chega no celular. 

 

Suany dá um banho de loja em Lisiane. As duas se tornam bem próximas uma da outra e vai até o salão de beleza. Enquanto Suany cuida das unhas, a ex atendente aproveita a deixa pra hidratar os cabelos. Richelle detesta a proximidade das duas e Dionatan fica em silêncio. 

Após terminarem de fazer as compras, Lisiane fica admirada com um panfleto na vitrine de uma auto-escola e Suany percebe. 

— Tem vontade de dirigir um carro ou moto? 

Lisiane é pega de surpresa pela pergunta. 

— Ah, sei lá. Só tenho vontade de dirigir algo. Mas… 

Suany entra na auto-escola, sem a jovem terminar de responder e decide se informar com a atendente sobre os custos. 

Alguns minutos depois, ela volta ao encontro da jovem e responde: 

— Vai querer fazer a sua matrícula agora ou amanhã? 

Lisiane fica séria. 

— Suany, já compramos muitas coisas. Não tem necessidade de você pagar uma auto-escola pra mim. 

— A partir do momento que você fecha comigo, não tem volta. — diz Suany, decidida. — agora, responde: hoje ou amanhã? 

Lisiane consente, pois nunca imaginara ter acesso a tudo aquilo. 

 

Dionatan leva a novidade para Richelle, em sua loja. 

— Lisiane aprendendo a dirigir? 

— Pois é, amiga! E quem vai pagar os custos é a sua arqui-inimiga. 

A jovem tenta se manter calma, mas a sensação de raiva é inevitável. 

— Desgraçada! — grita Richelle, atirando um copo contra a parede com força. 

Cacos de vidro caem no chão. 

— Melhor você se controlar, Richelle! 

— Eu preciso agir rápido contra a Suany. Ela não está me deixando sem escolhas. Continua de olho nessas duas e qualquer novidade, me aciona! 

— Pode deixar! — diz ele, desligando o telefone. 

 

E Richelle não perde tempo. Ela procura Verena em seu escritório, na empresa Empire Essencials. As duas ficam frente a frente. 

— Confesso que estou surpresa com a sua visita. Não esperava te ver por aqui. — diz a socialite, recolhendo alguns papéis e organizando sua mesa. 

— Senhora Verena, é sempre bom visitar quem nos faz bem e por ser próxima de sua filha Guilhermina e de vocês, eu também vim prestar minha solidariedade em relação sobre os últimos acontecimentos. 

— Ah, nem me fale disso, minha querida. É vergonhoso pra mim admitir que o meu próprio filho fez uma discrepância contra um império, no qual eu mesma construí com toda a minha vida. 

— Sinto muito por isso de coração, mas também venho aqui por outro motivo. 

Verena a encara séria. 

— E qual seria o outro motivo, minha querida? 

— Suany, sua futura nora. A senhora deve saber que fomos amigas no passado, certo? 

— Ah, claro! De fato, vocês eram muito próximas uma da outra. Só acho estranho que hoje, vocês duas não sejam tão ligadas assim. 

— Queria te mostrar uma coisa. — diz Richelle, pegando um antigo caderno de recortes e mostrando a Verena, que estava com um olhar atento a cada detalhe. 

— Mas o que seria isso, Richelle? 

— Esse é o meu passado, senhora Verena. Aqui você vai conhecer melhor a futura noiva do seu filho. 

— Um caderno de anotações e recortes? Por que isso agora, justo há alguns dias do casamento dela? 

— Pra senhora perceber que Suany não é quem realmente pensa que é. Ela tem segredos e os segredos dela já começam na minha amizade. Eu conheci Suany, eu convivi com ela. Eu sei exatamente do que ela é capaz de fazer. 

Verena fica assustada com aquilo tudo. 

— Richelle, meu filho Fabiano ama essa mulher. E é por ele que vai acontecer esse casamento. 

— Seu filho não pode se casar com ela, senhora Verena! Ela tem um amante fora do matrimônio. — dispara a jovem. 

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