29º Capítulo de Fascínio

 

No hospital, Verena pega na mão de Fabiano, que estava deitado em coma e desperta com o toque. A bondosa mãe sorri.

— Parece aquele menino que caiu da árvore, quando brincava no quintal.

Fabiano sorri com as palavras dela.

— Te dei muito trabalho quando era pequeno, né?

— Admito que você me deixava com os cabelos brancos.

Fabiano continuava a sorrir com aquele momento descontraído e decide mudar de assunto:

— Mãe, a Suany precisa pagar por isso. Ela quase me matou!

Verena pega na mão do filho fortemente e beijando sua mão, declara:

— Não pense nisso agora. Vai ficar tudo bem. A Suany vai se entender com outra pessoa, meu filho. Fica tranquilo!

Fabiano fica sério diante da mãe e de repente, o médico chega e interrompe o momento.

— Doutor, quais são as novidades? — pergunta Verena preocupada, ao encará-lo assim que ele entra porta adentro.

— Fabiano é um homem de sorte. Ele vai ser liberado. Fica tranquila! Não houve danos graves na cabeça.

— Fico aliviada em saber disso. — diz Verena, sorrindo pro filho.


E parece que Suany vai ter visitas.

Assim que ela abre a porta, se depara com Noêmia que lança um olhar bem sério.

— Não esperava te ver a essa hora aqui. Veio me dizer que eu estava certa quanto ao seu amado? — provoca Suany.

Noêmia dá um tapa no rosto da filha, que fica chocada com aquela atitude.

— Mas por que fez isso?

— Porque você além de ser uma filha ingrata, sem noção e totalmente gananciosa, é uma pessoa ruim, mal-amada e sem sentimentos.

— Você não pode descarregar a sua raiva contra mim por causa do seu amante filho da puta.

— Cale-se, Suany! Eu estou cansada de ficar limpando as merdas que você faz. Eu não vim aqui pra discutir com você sobre o Fernando, não. Eu vim pelo Fabiano.

Suany dá um sorrisinho de deboche ao ouvir aquilo.

— Ah, para. Veio perder seu tempo comigo pra falar de Fabiano. Que ele se foda!

— Escute aqui, mocinha! — diz Noêmia, segurando o braço da filha fortemente e a encarando.

— Mãe, está me machucando! Para!

— Você merecia umas palmadas, Suany por ser tão idiota. — diz Noêmia, lhe dando alguns puxões de orelha e empurrões, seguidos de pequenos tapas.

— Para, mãe! Para com isso!

— Você quase matou o Fabiano. Será que você tem merda na sua cabeça? Sua infeliz!

— Ele mereceu!

Noêmia empurra a filha, que cai no chão, arrasada e descomposta.

— Eu não quero mais que se aproxime da família Salles, ouviu bem? É um aviso de mãe!

Suany fica com os olhos arregalados pra cima da mãe.

— E quanto ao Fernando, eu tirei a prova dos nove que você jogou na minha cara. Ele não tem nenhuma marca.

— Você não soube olhar direito.

— Cale-se! Morreu o assunto! Eu quero esquecer você, Suany por mais que me doa muito.

— Não faz isso com a sua própria filha. Um dia, você vai me dar a razão sobre o Fernando. Ele não é o que você imagina.

— Não se meta na minha vida, ok! Você chegou no limite. Tá na hora de parar, ouviu bem? — diz Noêmia, jogando tais palavras e se retirando do apart-hotel, deixando a filha com lágrimas nos olhos.


O homem misterioso se encontra com Lisiane e os dois se abraçam carinhosamente.

— Você fez o que era pra fazer. Não se preocupa! — diz ele, se demonstrando afetuoso.

— Espero que tenha razão. Segui o seu conselho e resolvi tentar.

— O importante é que você foi sincera.

— Mas não acredito muito que Suany vai parar, não!

— Por que diz isso? — ele pergunta intrigado.

— Porque pelo que conheço a Suany, percebo que ela vai até o fim pra destruir a Richelle.

— Mas você não falou pra ela que a Richelle está disposta a investigar o paradeiro de Christopher?

— Mas o que adianta ter falado isso? Suany não vai entregar o jogo tão fácil, assim não!

— Bom, mas o importante é que você está livre disso. Isso me deixa mais aliviado.

— Eu não contaria com isso também não. Acho que eu devo me preparar em relação a Suany. Sei lá, apenas uma intuição. — diz Lisiane, séria.


Christopher chega na cidade e consegue o endereço do apart-hotel onde Suany se hospeda. Ele decide alugar o quarto no mesmo apart-hotel e a recepcionista entrega as chaves.

Assim que entra no ambiente, ele se vê satisfeito com a comodidade e reflete sobre o que fazer em relação a jovem, que quase lhe tirou a vida no passado.

“Dessa vez, você vai ver do que sou capaz, amor!”

Recém-chegado-no-Hotel

Na mansão, Guilhermina se encontra com Verena que se sente um pouco cansada, acompanhada de Fabiano.

— Meu irmão, você está bem? Fiquei preocupada.

— Agora está tudo bem. Nada não passou de um susto. — diz Verena, se jogando no sofá. — nossa! Que dia tenso!

— Eu vou providenciar algo pra vocês. — diz Guilhermina.

— Eu estou doido pra comer aquele suflê delicioso. — diz Fabiano.

— Vou pedir pra fazer. — diz Guilhermina, sorrindo. — mas me conta, mãe: como vai ficar a situação com a Suany?

Verena ergue a cabeça um pouco do sofá e diz:

— Eu queria denunciá-la, mas a mãe dela me pediu pra não fazer isso.

— Eu não concordo com isso, mãe. Ela quase me matou. Precisa pagar por isso! — rebate Fabiano, tenso.

— Eu também acho que ela deveria ser presa por conta disso.

— Calma! Eu confio na Noêmia. Pelo menos, ela demonstrou estar do nosso lado e contra a filha. E por respeito a ela e por tudo que fez pra tentar impedir essa tragédia, eu decidi manter a decisão. — diz Verena, tentando tranquilizar a situação.


Ao chegar em casa, Noêmia se depara com Fernando na sala.

— Desculpa o atraso. Tive que resolver umas coisas pessoais.

— Sem problemas, amor. — diz ele, levando uma taça de champanhe em direção a ela.

— Acho que não é um bom momento pra brindar.

— Aconteceu algo? — ele se intriga.

— Você acredita que a Suany teve a coragem de jogar o Fabiano no hospital?

Fernando fica sério.

— Mas ele está bem?

— Agora sim. Mas eu tive que falar com ela. Ah, Fernando estou me sentindo tão cansada que você nem possa imaginar.

— Eu tenho um presente pra você, mas acho que não é uma boa hora.

— Não. Amo presentes. O que você comprou? — diz Noêmia, demonstrando interesse.

— Pera aí. — diz ele, pegando uma caixinha da mesa do centro e lhe entregando.

— O que é isso, Fernando?

— Abre. — ele pede, gentilmente e todo romântico.

Noêmia abre a caixa e se depara com um anel de compromisso com uma pedra de rubi.

— Mas que lindo! Amei!

Fernando, nesse momento se ajoelha diante dela e pede:

— Quer casar comigo?

Noêmia fica surpresa com a proposta.

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