No hospital, Verena pega na mão de Fabiano, que estava deitado em coma e desperta com o toque. A bondosa mãe sorri.
— Parece aquele menino que caiu da árvore, quando brincava no quintal.
Fabiano sorri com as palavras dela.
— Te dei muito trabalho quando era pequeno, né?
— Admito que você me deixava com os cabelos brancos.
Fabiano continuava a sorrir com aquele momento descontraído e decide mudar de assunto:
— Mãe, a Suany precisa pagar por isso. Ela quase me matou!
Verena pega na mão do filho fortemente e beijando sua mão, declara:
— Não pense nisso agora. Vai ficar tudo bem. A Suany vai se entender com outra pessoa, meu filho. Fica tranquilo!
Fabiano fica sério diante da mãe e de repente, o médico chega e interrompe o momento.
— Doutor, quais são as novidades? — pergunta Verena preocupada, ao encará-lo assim que ele entra porta adentro.
— Fabiano é um homem de sorte. Ele vai ser liberado. Fica tranquila! Não houve danos graves na cabeça.
— Fico aliviada em saber disso. — diz Verena, sorrindo pro filho.
E parece que Suany vai ter visitas.
Assim que ela abre a porta, se depara com Noêmia que lança um olhar bem sério.
— Não esperava te ver a essa hora aqui. Veio me dizer que eu estava certa quanto ao seu amado? — provoca Suany.
Noêmia dá um tapa no rosto da filha, que fica chocada com aquela atitude.
— Mas por que fez isso?
— Porque você além de ser uma filha ingrata, sem noção e totalmente gananciosa, é uma pessoa ruim, mal-amada e sem sentimentos.
— Você não pode descarregar a sua raiva contra mim por causa do seu amante filho da puta.
— Cale-se, Suany! Eu estou cansada de ficar limpando as merdas que você faz. Eu não vim aqui pra discutir com você sobre o Fernando, não. Eu vim pelo Fabiano.
Suany dá um sorrisinho de deboche ao ouvir aquilo.
— Ah, para. Veio perder seu tempo comigo pra falar de Fabiano. Que ele se foda!
— Escute aqui, mocinha! — diz Noêmia, segurando o braço da filha fortemente e a encarando.
— Mãe, está me machucando! Para!
— Você merecia umas palmadas, Suany por ser tão idiota. — diz Noêmia, lhe dando alguns puxões de orelha e empurrões, seguidos de pequenos tapas.
— Para, mãe! Para com isso!
— Você quase matou o Fabiano. Será que você tem merda na sua cabeça? Sua infeliz!
— Ele mereceu!
Noêmia empurra a filha, que cai no chão, arrasada e descomposta.
— Eu não quero mais que se aproxime da família Salles, ouviu bem? É um aviso de mãe!
Suany fica com os olhos arregalados pra cima da mãe.
— E quanto ao Fernando, eu tirei a prova dos nove que você jogou na minha cara. Ele não tem nenhuma marca.
— Você não soube olhar direito.
— Cale-se! Morreu o assunto! Eu quero esquecer você, Suany por mais que me doa muito.
— Não faz isso com a sua própria filha. Um dia, você vai me dar a razão sobre o Fernando. Ele não é o que você imagina.
— Não se meta na minha vida, ok! Você chegou no limite. Tá na hora de parar, ouviu bem? — diz Noêmia, jogando tais palavras e se retirando do apart-hotel, deixando a filha com lágrimas nos olhos.
O homem misterioso se encontra com Lisiane e os dois se abraçam carinhosamente.
— Você fez o que era pra fazer. Não se preocupa! — diz ele, se demonstrando afetuoso.
— Espero que tenha razão. Segui o seu conselho e resolvi tentar.
— O importante é que você foi sincera.
— Mas não acredito muito que Suany vai parar, não!
— Por que diz isso? — ele pergunta intrigado.
— Porque pelo que conheço a Suany, percebo que ela vai até o fim pra destruir a Richelle.
— Mas você não falou pra ela que a Richelle está disposta a investigar o paradeiro de Christopher?
— Mas o que adianta ter falado isso? Suany não vai entregar o jogo tão fácil, assim não!
— Bom, mas o importante é que você está livre disso. Isso me deixa mais aliviado.
— Eu não contaria com isso também não. Acho que eu devo me preparar em relação a Suany. Sei lá, apenas uma intuição. — diz Lisiane, séria.
Christopher chega na cidade e consegue o endereço do apart-hotel onde Suany se hospeda. Ele decide alugar o quarto no mesmo apart-hotel e a recepcionista entrega as chaves.
Assim que entra no ambiente, ele se vê satisfeito com a comodidade e reflete sobre o que fazer em relação a jovem, que quase lhe tirou a vida no passado.
“Dessa vez, você vai ver do que sou capaz, amor!”
Na mansão, Guilhermina se encontra com Verena que se sente um pouco cansada, acompanhada de Fabiano.
— Meu irmão, você está bem? Fiquei preocupada.
— Agora está tudo bem. Nada não passou de um susto. — diz Verena, se jogando no sofá. — nossa! Que dia tenso!
— Eu vou providenciar algo pra vocês. — diz Guilhermina.
— Eu estou doido pra comer aquele suflê delicioso. — diz Fabiano.
— Vou pedir pra fazer. — diz Guilhermina, sorrindo. — mas me conta, mãe: como vai ficar a situação com a Suany?
Verena ergue a cabeça um pouco do sofá e diz:
— Eu queria denunciá-la, mas a mãe dela me pediu pra não fazer isso.
— Eu não concordo com isso, mãe. Ela quase me matou. Precisa pagar por isso! — rebate Fabiano, tenso.
— Eu também acho que ela deveria ser presa por conta disso.
— Calma! Eu confio na Noêmia. Pelo menos, ela demonstrou estar do nosso lado e contra a filha. E por respeito a ela e por tudo que fez pra tentar impedir essa tragédia, eu decidi manter a decisão. — diz Verena, tentando tranquilizar a situação.
Ao chegar em casa, Noêmia se depara com Fernando na sala.
— Desculpa o atraso. Tive que resolver umas coisas pessoais.
— Sem problemas, amor. — diz ele, levando uma taça de champanhe em direção a ela.
— Acho que não é um bom momento pra brindar.
— Aconteceu algo? — ele se intriga.
— Você acredita que a Suany teve a coragem de jogar o Fabiano no hospital?
Fernando fica sério.
— Mas ele está bem?
— Agora sim. Mas eu tive que falar com ela. Ah, Fernando estou me sentindo tão cansada que você nem possa imaginar.
— Eu tenho um presente pra você, mas acho que não é uma boa hora.
— Não. Amo presentes. O que você comprou? — diz Noêmia, demonstrando interesse.
— Pera aí. — diz ele, pegando uma caixinha da mesa do centro e lhe entregando.
— O que é isso, Fernando?
— Abre. — ele pede, gentilmente e todo romântico.
Noêmia abre a caixa e se depara com um anel de compromisso com uma pedra de rubi.
— Mas que lindo! Amei!
Fernando, nesse momento se ajoelha diante dela e pede:
— Quer casar comigo?
Noêmia fica surpresa com a proposta.

0 Comentários