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Leandro Elesbão
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quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Algumas horas depois, Betina chega na casa de Beatriz e procura por Mateus.
- Ele não está aqui! - Responde a irmã logo de imediato.
- Como não está aqui? Ele veio pra cá.
- Betina, precisamos conversar sobre o Mateus.
- Aquele filho de uma égua está se escondendo da babaca aqui né?
- Não. Ele fugiu novamente.
- Eu não acredito em você. Você sempre foi uma songamonga. Agora mentirosa nunca ouvi dizer.
- Então, eu não posso fazer nada.
- Diz aonde ele está agora? Por favor, eu preciso saber.
- Acho melhor você se sentar primeiro, pois a nossa conversa vai demorar algumas horas. -Diz Beatriz firme.
Betina fica impaciente com a irmã.

Discussão

- Você tem mais ou menos duas horas pra ter essa conversa comigo. Duas horas!
- Não vai precisar de muito tempo não! Fica tranquila.
- Acho bom porque ainda tenho manicure e o peste desse menino desaparece de casa me deixando angustiada e num ataque de nervos. Delinguete!
- Olha aqui sua desavergonhada! Se você continuar maltratando o Mateus, eu a denuncio pra polícia.
Betina fica chocada.
- Você me chamou de quê?
- É isso mesmo que você ouviu. Você não tem um pingo de vergonha no meio desta cara! Eu estou cansada da sua frieza e do jeito que você maltrata o meu sobrinho.
Betina fica séria com as palavras de Beatriz.

Vera chega no condomínio e encontra a filha Martha tomando chá em frente à TV.
- Oi, filha. Como você está?
- Tudo bem, mãe.
- Que cara é essa? Posso saber? -Diz ela, percebendo sua expressão.
- Mãe, por que quer comprar a empresa de Rubens? Qual é a sua intenção? -Diz Martha séria.
- Que conversa é essa?
- É isso mesmo que a senhora ouviu.
- O Rubens esteve aqui?
- Não importa.
- Importa, sim. Eu sou dona dessa casa também.
- E se ele esteve? O que há de errado nisso?
- Eu já te disse que eu não o quero aqui dentro.
- Eu moro nessa casa também, mãe.
- Eu não permito! Se você exige a presença dele, arrume as suas coisas e saia de minha casa. Eu já lhe disse isso várias vezes.
- A senhora tem tanto ódio do Rubens que às vezes, eu chego a desconfiar.
- Desconfiar de que hein?
- Eu não sei. Tudo o que eu sei é que eu não vou ficar aqui por muito tempo, não. Eu vou encontrar uma casa pra mim. Não se preocupe!
- Martha, eu não queria que você me entendesse mal.
- Eu já disse que vou sair da sua casa. Eu entendi tudo.
- Você me deixou transtornada em relação ao Rubens.
- Sim, eu a deixei. Mãe, eu estou muito decepcionada com a senhora. Rubens é o meu melhor amigo.
- Eu sei que você tem um apreço por ele, mas saiba que eu não gosto da presença dele aqui nesta casa. Desculpe-me por ser tão franca!
- Nada vai desculpar o que a senhora acabou de me dizer aqui nesta sala.
- Filha, eu tive um dia cheio. Eu quero que me perdoe. Apenas isso.
- Eu também tive um dia cheio. Eu estou cansada, mãe. Eu quero descansar um pouco. Estou ficando louca. Entende-me?
- Eu sei como é estar assim. -Diz Vera.
- Não sabe, mãe. A senhora nunca perdeu um filho. A senhora jamais entenderia a minha situação.
- Eu sinto muito por tudo que lhe disse a você. Se você quer que o Rubens freqüente essa casa, eu não me importo mais. Desde que eu não o encontre, pra mim está ótimo.
- Eu ainda não entendi por que quer a empresa dele.
- Esse assunto não vai ser tratado aqui, filha. Você não entende de negócios.
- Eu sei que eu não entendo, mas o Rubens não pode perder a empresa, afinal, ela foi construída com suor.
- Você o defende muito, filha. Eu já disse que os negócios não são do seu interesse.
- É por isso que ás vezes, eu não sinto falta da sua presença aqui, pois nós duas sempre nos desentendemos. Mãe, se a senhora continuar querendo a empresa de Rubens, eu vou me chatear com a senhora e vou fazer de tudo para impedir qualquer ato seu.
- Nossos desentendimentos se devem ao Rubens, o causador de tudo. E o que está dizendo agora é tolice. Você jamais vai interferir nos meus assuntos, porque você não entende absolutamente nada do ramo empresarial.
­- Nisso, a senhora tem toda razão, mas eu posso aprender á lidar com assuntos referentes ao ramo que a senhora se especifica.
- Filha, mais uma vez peço desculpas e quero que saiba que estou disposta á refletir sobre a possibilidade de não comprar mais a empresa de Rubens, já que você exige tanto.
- Posso confiar na senhora?
- Que pergunta! Eu vou pensar muito á respeito e fique despreocupada.
Martha sente que suas palavras mexeram um pouco com a mãe e ela á vê sair porta afora.

Beatriz conversa com Betina sobre Mateus, agora numa situação mais calma.
- Desculpe se me excedi nas palavras com você. Mas você merecia ouvir algumas coisas. – Diz Beatriz.
- Tudo bem. Eu percebi que estava mais nervosa quanto eu.
- Dê um tempo ao Mateus. Vai ser melhor pra ele e pra você.
- Você quer que eu dê um tempo ao meu filho?
- Por que não? Ele não vai voltar tão cedo pra casa, enquanto você estiver por perto.
- Você está doida! Mateus é a minha vida.
- Não parece, Tina. Você o agride, fere qualquer relação de afeto com ele. Como ele pode ser a sua vida? Como um adolescente pode amar a mãe desse jeito? Ele está se tornando um rebelde á cada dia que passa.
- Eu amo o meu filho. Entendeu?
- Então, por que o faz roubar? Por que o torna um criminoso?
- Eu não peço pra ele roubar nada. -Diz ela, mentindo.
- Safada e mentirosa. Mateus não me esconde nada dos seus podres e eu lhe conheço perfeitamente minha irmã.
- Está bem. Eu cometo algumas bobagens sim. Admito.
- Tina, você deve provar o seu amor, seu carinho á ele. Prove que você o ama de verdade, para que ele possa amá-la também.
- Eu vou provar à ele. Onde ele está?
- Você me promete?
- Sim, minha irmã. -Diz ela, jurando.
- Me siga! -Diz a irmã, levando para o quarto.
Ao encontrá-lo, Mateus a olha com desprezo.
- Filho! Eu senti tanto a sua falta.
- Por que a trouxe aqui, tia?
- Ela quer se desculpar, Mateus. Ouça!
- Filho, vamos voltar pra casa. -Diz Betina tentando ser bondosa.
- Eu não volto mais pra aquela casa, entendeu! -Diz Mateus revoltado.
- Você não pode me abandonar desse jeito.
- Eu posso, sim, porque quem sabe da minha vida sou eu.
- Mateus, pega leve com ela. Ela está sofrendo. -Interfere Beatriz.
- Sofrendo? Quem sofre sou eu, tia. Ela é falsa.
Tina não suporta mais a ofensa e grita, brava.
- Acabou o show, mocinho! Eu sou a sua mãe e você me deve obediência.
- Você não é a minha mãe. -Ele fala alto com ela. - Você é uma meretriz! Uma aproveitadora!
Tina lhe dá um tapa em seu rosto e o joga contra o chão.


quarta-feira, 13 de novembro de 2019

O taxista encara para Mateus e diz:
- Tudo bem. Você não está fugindo, né?
- Claro que não. -Ele mente.
- Ta certo. Então, onde te deixo?
- Você conhece a rua Marechal Floriano?
- Sim. - Ele responde.
- Pode me deixar lá? -Diz o garoto.
- Ok! Mas não levo ninguém de graça.
Mateus tira do bolso uns trocados e lhe entrega. Em seguida, o taxista liga o carro.

Laís chega em casa e encontra o filho Daniel sentado em frente á televisão jogando vídeo game. Daniel tinha dezoito anos, era magro, moreno claro e um pouco alto.
- Filho, você ainda não foi para o colégio?
- Eu vou, mãe. Deixa eu virar esse jogo. -Diz ele, dando de ombros.
Martha encontra Daniel feliz e vira a Laís.
- Você tem muita sorte de ter o seu filho em casa.
- Martha, você não pode sofrer assim.
- Eu sinto falta do meu filho, Laís. Eu conto os dias, as horas, pra encontrá-lo.
- Eu entendo a sua aflição, amiga. Se eu perdesse o Daniel, também me sentiria assim.
- Eu sinto que ele está vivo.
- Você nunca deixou de acreditar nisso, né?
- Nunca. Eu sonho com ele, Laís. Sonho que está voltando pra casa.
- Quantos anos ele teria hoje?
- Vinte e um, segundo o meu cálculo.
- Martha, você não disse que a polícia fechou o caso?
- A polícia fechou, sim, Laís. Mas eu não acho que ele está morto.
- Bem, procuramos em todo canto. Até pela internet, tentamos encontrá-lo.
- Eu sei, Laís. Mas o que eu não consigo entender é por que ele sumiu. Ele estava tão próximo de mim naquela festa.
- Eu também não entendo, Martha. -Diz Laís. - Mas quando as coisas têm que acontecer, elas acontecem sem a nossa permissão.

Consolo de Amiga

Roney, um senhor de quarenta anos, passeia pela rua da cidade de carro e avista alguns pontos do seu bairro. De repente, ele pára o carro e sai. Ele percebe um grupo de jovens que sorriem juntos, sentados num banco da praça e se lembra dos seus momentos da infância.
Um táxi se aproxima no mesmo local e de dentro dele, sai Mateus, que observa tudo.
- Pronto! Aqui é a rua marechal Floriano!-Diz o motorista.
- Valeu, cara! - Diz ele.
O táxi sai e deixa o adolescente parado na esquina.
- Acho que é aqui que eu vou encontrar a minha tia. - E lá vai ele, seguindo pela calçada com a mochila nas costas.

Betina procura pelo filho assim que esvazia mais uma garrafa de cerveja.
- Mateus, onde você está? - Ela pergunta ao ver o quarto vazio. - Mas que droga! Ele não pode ter saído.
De repente, ela vê que a janela está quebrada.
- Filho da mãe! - Ela se ira. - Você vai me pagar caro por isso!

Mariana chega em casa e encontra a mãe, que olha a foto de Luís sobre a prateleira.
- Filha, você já chegou?
- Sim, mãe. O que está fazendo?
- Apenas olhando a foto de seu irmão.
- Mãe, essa lembrança só lhe faz sofrer ainda mais.
- Eu não me conformo, filha.
- Eu sei que a senhora sente saudades dele, mas vamos ter que reconhecer uma coisa. Nós fizemos de tudo para encontrá-lo.
- Você desistiu de procurar o seu irmão?
- Mãe, eu não desisti. Ainda tenho esperança como a senhora. Mas eu não posso deixar de viver a minha vida, pra tentar achar uma agulha num palheiro.
- Eu entendo, filha. Mas o que eu vou fazer, se ainda sinto falta dele? Eu sinto que meu filho está em algum lugar a minha espera.
- Mãe, a senhora precisa seguir sua vida. Não é fácil pra nenhum de nós essa situação, mas a vida que segue. A senhora já viu como está o seu estado? Poxa, a senhora deixou de viver por causa do Luís.-Diz Mariana.


- Filha, enquanto eu não achar o meu filho eu não vou sossegar. O meu coração diz que ele está vivo e eu preciso seguir essa intuição.
- Já se passaram anos minha mãe!
- Não importa Mariana. Luís vai voltar pros meus braços e a gente vai formar uma família novamente. Filha, eu quero muito que você fique do meu lado sempre.
- Eu estarei sempre do seu lado, mãe. - Ela a beija no rosto. - E a minha avó? Passou por aqui?
- Não. Acredito que nem venha. -Diz Martha.
- Bom, então, eu vou para o meu quarto tomar um banho que o dia hoje foi cansativo.
- Como vai o seu trabalho lá?
- Vai bem. O Orlando acredita no meu trabalho e no meu potencial.
- Que bom! E a Sandra, filha? Ela tem feito muita provocação?
- Ela continua a mesma rabugenta de sempre. Mãe, acredita que ela quer me tirar de lá?
- Toma cuidado, filha.
- Pode deixar! Não estou mais no tempo da escola. Uma hora, ela vai ter que entender isso.

Adalberto chega na empresa de Rubens e os dois ficam de frente.
- Eu não sabia que você viria aqui?
- Rubens, eu vim te dar um aviso. Não se meta com Vera.
- Por que, Adalberto? Vocês acham que eu vou desistir da luta, né?
- Eu se fosse você, desistiria. Rubens, você não tem escolha, a não ser vender a empresa.
- Esse é o meu local de trabalho e vocês não podem se intrometer nisso. É um direito meu!
- Veja bem! Você não tem nada a perder.
- Eu não vou me entregar fácil como vocês imaginam. Eu vou continuar lutando.
- Então, você não vai aceitar a proposta de Vera?
- Minha resposta é não. Agora, caia fora do meu escritório.
- Tudo bem, eu vou embora. Mas depois não diga que lhe avisei, Rubens. Fique sabendo que a Vera não vai desistir nunca.-Ele diz e sai.
- Idiota! - Rubens se ira ao fechar a porta.- Se eles pensam que vão me comprar com dinheiro, estão muito enganados.

Rivalidade

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

2019.

No seu primeiro dia de trabalho, Mariana conhece o seu novo chefe Orlando e alguns funcionários de lá. Sua maior surpresa foi encontrar uma antiga rival de escola. Sandra era o seu nome. Ela tinha cabelos curtos negros e olhos da mesma cor, além de um corpo magro e estatura baixa. Diferente de Mariana, que tinha olhos claros e cabelos meio chanel, num corpo físico atlético.
- Posso saber o que está fazendo aqui? -Pergunta Sandra com a mão na cintura.
- Meu pai do céu! Você aqui garota? Eu devo ter cometido algum pecado. Só pode!-Diz Mariana.
- Quanto tempo hein Mariana? Desde o colegial que não olho para as suas fuças. Posso saber porque está invadindo meu pedaço?
- Seu pedaço. Ora! Não me faça rir. Aqui é um hospital, um lugar público e eu sou a mais recente contratada pelo Dr. Orlando.
- Ele não pode te contratar porque já tem a mim aqui.
- Ah é? Bom, então vai falar com ele querida já que o pedaço é todo seu né? 
- Mariana, vamos deixar bem claro que eu não quero a sua amizade. Você pode estar trabalhando aqui, mas eu não quero ter nenhum tipo de amizade contigo.
- Sandra, eu pensei que você mudou em relação a mim.
- Você se enganou, Mariana. Eu ainda a odeio, desde os tempos da escola.
- Você não vai esquecer o passado mesmo, né? Você jamais me perdoou por eu ter competido contigo naquele concurso de representante da escola.
- Você sabe que não é só por isso que eu a odeio. Você sempre foi a queridinha da turma. Foi uma boa representante, se fez de uma pessoa intelectual, companheira. Eu nunca tive esse privilégio. Você foi a melhor da escola.
- Isso tudo é tão infantil, Sandra. Nós crescemos, nos tornamos adultas. Amadurecemos. Vamos esquecer o passado por favor!
- Você pode esquecer o passado, mas eu não. Mariana, quero que saiba que eu vou fazer de tudo pra você sair daqui. Nem que pra isso, eu tenha que fazer o impossível.
- Você me odeia tanto assim, a ponto de me prejudicar?
- E o que você acha, Mariana? Acha que eu vou passar uma borracha em tudo e deixar como está? Eu estou no meu local de trabalho e você não merece ficar aqui queridinha.
- Sandra, eu não vou sair daqui tão rápido quanto pensa. Eu só saio, se Orlando mandar. Tenha um bom dia! -Ela sai.
- Você vai sair ou eu não me chamo Sandra.-Ela diz, pegando em seu braço esquerdo.
Mariana fica boquiaberta com as palavras da rival.
- Você é louca! -Diz Mariana em seguida.
- Mas você se acha né garota! -Diz Sandra, cheia de si apontando o dedo pra ela.
- Quem está se achando aqui é você! -Diz Mariana nervosa.
Orlando chega e encontra as duas discutindo.
- Mas que algazarra é essa aqui no hospital?
- Desculpa chefe! Eu perdi a compostura. -Diz Sandra, tentando ser inocente.
- Aconteceu alguma coisa para que vocês duas pudessem estar nervosas?
- Não! -Diz Mariana, tentando amenizar aquele clima. - Só houve um pequeno mal-entendido, entre mim e essa garota, mas está tudo bem né Sandra?
- Sim. Está tudo ótimo. -Diz ela, séria e imóvel.
- Mariana venha pra minha sala! -Diz Orlando sério e fazendo a jovem a acompanha-lo.
Sandra fica irada por dentro ao ver que a sua rival se encontra no mesmo local que ela.

Sério?

Enquanto isso, um rapaz rouba uma padaria e provoca confusões nas ruas. A polícia o segue em cada esquina. Esse rapaz de vinte e um anos é um encalço para o delegado local que tem um forte desejo de prendê-lo.
- E vocês, conseguiram pegá-lo? - o delegado pergunta, bravo á um dos policiais que chegam no seu gabinete.
- Não conseguimos. O moleque é mais rápido que nós, senhor. -Diz o oficial.
- Que droga! Da próxima vez que o encontrar, seja esperto do que ele. Não o deixe escapar.

O adolescente volta pra casa e encontra a mãe embriagada.
- O que você pegou pra mim hoje? -Ela pergunta.
- Eu não consegui nada. -Ele mente, escondendo o dinheiro por detrás do bolso.
- Seu mentiroso, safado! -Ela o agride com palavras. -Eu quero a grana.
- Esse dinheiro é meu! Fui eu que peguei. -Diz o adolescente rebelde, de boné vermelho, olhos negros, cabelos da mesma cor e caucasiano, ao ver que a mãe o tomara dele.
- Seu é uma pinóia! Quem te sustenta aqui? Sou eu ou você? -Diz a mulher irritada.
- Eu que me sustento, mãe. A senhora não trabalha, mas manda eu roubar.
- Filho ingrato! Você vai ficar de castigo. Merece uma coça pra aprender a respeitar os mais velhos.
- Eu tenho vinte e um anos. Eu cresci, mãe.
- E daí? Você vai para o seu quarto agora e vai ficar sem jantar.
- Eu odeio a senhora. -Ele sai, irritado. - Eu odeio tudo nessa casa.
- Lava essa boca com sabão antes de falar da comida que come e das roupas que usa. -Diz ela, enchendo o copo de cerveja.
Essa mulher que hoje se passa como mãe, tem 1.75 de altura, cabelos compridos negros, pele morena e olhos castanhos. Ela se chama Betina, a sequestradora.
- Um dia vai me agradecer por tudo que estou fazendo. – Diz ela.

Na mesma cidade, existe uma família que espera um novo membro chegar. Estou falando de Beth, uma mulher viúva de cinqüenta anos, dona de cabelos loiros e olhos castanhos que tem um filho chamado Carlos Augusto e que espera ansiosa pelo outro filho, Marcos. Carlos tem uma namorada chamada Vivian, uma jovem dançarina de clube, que possui cabelos longos negros até o pescoço e um corpo magrelo, no qual a ama muito. Mas Beth não a suporta por achar ela muito esnobe.
Já Marcos é um playboy, boa pinta, que faz da vida uma festa. Ele não se preocupa com nada e acha que tudo é normal. Apesar de ter largado a escola cedo, o rapaz tem um forte desejo de ganhar grana fácil sem nenhum tipo de esforço. A faculdade de administração ele nem mais pensa em continuar.
Quanto á Augusta, uma mulher negra e de olhos claros e destemida, que tem um casal de filhos chamados Natan e Rayane, passa por certas dificuldades em sua vida, mas luta dia por dia pra trazer o sustento para o seu simples lar. Ela possui uma casa que sofre com alagamentos e rachaduras e o seu maior sonho é reformá-la. Só que a sua situação financeira não é das boas, portanto o motivo de sua tristeza. Seu marido a largou pra viver uma aventura amorosa e a deixou com os dois filhos sem se importar com o futuro deles. Mas ela não se entrega a amargura. Ela luta até o fim pra realizar seu sonho da casa própria, nem que para isso, ela tenha que pedir ajuda.

No escritório de umas das empresas mais luxuosas do país, Vera Lopez, uma das famosas empresárias, de cabelos castanhos avermelhados e um par de olhos negros, assina alguns documentos importantes, quando Rubens Couto, de pele caucasiana, usando óculos e corpo magro, a encontra.
- Rubens, você por aqui? Qual é o motivo de sua visita?
- Vera, deixa de ser cínica uma vez na vida.
- Por que está me ofendendo em meu local de trabalho?
- Você sabe por que estou aqui.
- Ah, claro. Eu imagino a sua raiva contra mim. É por causa da empresa, não é?
- Sim. O meu assunto é sobre a empresa. Por que está tentando comprar os meus sócios?
- Rubens, sua empresa não vale mais nada. Ela está falindo. Você tem que reconhecer isso. Eu sou a sua esperança.
- Eu não vou deixar você se meter nos meus negócios.
- Presta atenção! Eu quero comprar a sua empresa e salvar a sua vida Rubens. Você só tem que me vender ela pra mim.
- Jamais farei isso, Vera. Você pensa que vou desistir assim? Está enganada ao meu respeito.
- Ótimo. É guerra que você quer?
- Sim. -Responde ele.
Então, você terá, Rubens. Sua empresa irá ser meu um dia. Pode acreditar!
- Nem passando pelo meu cadáver, sua cobra! -Diz ele, saindo da sala transtornado e atraindo atenção dos funcionários dela.
Ela senta e reflete sozinha pensativa:
“A sua sorte de que não me tem como sogra”


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