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Leandro Elesbão
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segunda-feira, 10 de junho de 2019


Nair recebe a visita de um primo seu, chamado Irineu, em sua casa e Rubi desconfia.
- Como anda o Teófilo, prima? -Ele pergunta, curioso.
- Ele vai bem, primo. - Ela responde.
Rubi chega e se apresenta.
- Oi, meu nome é Rubi.
- Oi. Eu sou Irineu, primo de Nair.
- Que legal! Eu não sabia que ela tinha primos próximos.
Nair interrompe a conversa um pouco.
- Eu vou passar um café. Sente-se e fique à vontade!
- Tá bom, Nair! -Ele senta num sofá.
Ao deixá-la sair, Rubi diz:
- Seja bem-vindo em nossa casa, Irineu!
- Obrigado, Rubi! -Ele responde, feliz.         

Arthur decide participar de um campeonato de natação e o professor o incentiva muito.  O estudante tem grandes chances de ser tornar um campeão. Já Wellington fica decepcionado por dentro ao saber que Kathleen está namorando Hiroshi e decide esquecê-la de vez. Ele se simpatiza com Hiroshi, mas tenta disfarçar os olhares em Kathleen. Na hora da despedida, os dois têm a chance de conversar um pouco.
- Bom, acho que está na hora de ir embora. -Ele responde, tentando sair dali o mais rápido possível.
- Obrigada por ter vindo! Fico feliz que você tenha voltado a Minas. -Ela diz.
De repente, os dois se aproximam um pouco e o clima muda.
- Eu vou nessa! - Ele diz, sem jeito.
- Espero que você volte algum dia.
- Tá bom! - E ele se despede dela, com um beijo no rosto e se afasta um pouco.
Ela sente uma coisa estranha dentro de si, como se alguma coisa pedisse pra ela falar o que sentia naquele momento mas invés disso, ela se cala.


Olho no Olho

Ele sorri um pouco e sai porta afora se despedindo, deixando-a observar até o portão se fechar. Kathleen se conforma ao vê-lo ir embora.

De repente, o telefone toca e Hiroshi, que estava na cozinha, resolve atender. Era seu pai Takiro de novo.
- Pai, que bom ouví-lo de novo! - Se alegra o rapaz.
- Filho, eu gostaria de falar com a sua namorada. Pode passar a ela? - Ele pergunta sem rodeios.
- Por que essa iniciativa agora?
- Por favor! - Ele parece implorar.
- Tudo bem! -Ele passa o telefone a ela. - Kathleen! Meu pai quer falar contigo!
Kathleen chega próximo ao telefone e o atende, com ar de seriedade. Ela toma um pouco de fôlego antes de puxar conversa.
- Alô! -Ela diz uma única palavra.
- Alô! É a Kathleen? -Ele pergunta.
- Sim. O senhor fala com ela.
- É um prazer conhecê-la pelo telefone.
- Obrigada. -Ela agradece, já nervosa.
- Kathleen. -Ele inicia o assunto. -Eu soube que você está se relacionando com o meu filho e você deve imaginar o que eu penso disso, não é?
- Claro. Eu imagino, sim!
- Bom, eu estou telefonando pra pedir que se afaste de Hiroshi.
- Como é que é? -Ela se indaga.
- Afaste-se dele e deixa-o voltar para a sua casa, onde ele não deveria ter saído em hipótese alguma.
- Eu não estou prendendo ninguém, senhor Takiro!
Nessa hora, Hiroshi que estava perto, fica irritado por dentro.
- Se você gosta do meu filho, vai acatar o meu pedido. -Ele continua a falar. - Hiroshi foi ao Brasil a turismo e não a namoro.
- O senhor está sendo ríspido comigo!
- A sua sorte é que eu não te conheço, Kathleen!
- Isso é algum tipo de ameaça?
- Não. É apenas um aviso de pai, que quer muito proteger um filho.
- Eu sinto muito, senhor Takiro, mas eu não consigo entender os seus motivos. -Ela se defende.
- Bem, eu já dei o meu conselho. -Responde ele, furioso.
Hiroshi encara Kathleen e pega o telefone de sua mão.
- Pai, o que o senhor pensa que está fazendo? O senhor e ninguém vão conseguir me afastar da Kathleen. Estamos entendidos?
- Hiroshi, não me afronte, entendeu! Eu sei muito bem lidar com essa situação. Tenha um bom dia! -Ele desliga.
- Pai! - Hiroshi se irrita.
Kathleen o abraça fortemente e o conforta.
- Não fique assim, não! Tudo vai acabar bem!
- Eu não entendo. Sinceramente, eu não entendo. - É tudo que ele diz.

Estela aguarda Wellington no hotel ansiosa quando a fechadura se move. Ela observa a porta e o encontra, abrindo-a.
- Estela? O que está fazendo aqui? -Ele se surpreende.
- Oi, amor! Gostou da surpresa?
- Sim. Mas ainda estou curioso pra saber o que faz por aqui?
- Digamos que eu fiquei com saudades de você.
- Saudades? Nós acabamos de nos falar pelo telefone ontem.
- Poxa, Wellington! Que bela recepção, hein?
- Desculpe, Estela, mas eu não acredito que você esteja aqui à toa.
- Ok! Você venceu outra vez! -Diz ela, sentando-se na beira da cama. -Eu vim falar contigo sobre nós dois e dessa vez, é sério.


Conversa Séria

- Estela, se você está pensando em casamento....
- Sim, Wellington! Eu estou pensando, sim!
- Eu não acredito que você ainda teima com isso.
- Na verdade, eu vim com uma proposta em mente. Wellington, eu estou cansada de ser passada pra trás.
- Como assim?
- É isso mesmo que ouviu. Eu quero uma resposta definitiva! Não posso esperar mais.
- Mais que resposta, Estela?
- Ou você casa comigo ou a gente termina de uma vez?
- Isso é chantagem!
- Não importa o que você pense, Wellington. Você não vai me enrolar o tempo todo não! Eu preciso saber dessa resposta em imediato. Caso contrário, eu caio fora da sua vida pra sempre.
O rapaz a encara e responde.
- Então, vamos terminar! Já está mais que na hora da gente resolver as nossas vidas.
Estela fica impassível com a resposta e responde.
- Não, amor! Não foi isso que eu quis dizer.
- Acabou, Estela! É o fim!
- Você deve estar entendendo mal, Wellington.
- Não. Eu entendi perfeitamente tudo que você me disse até agora.
- Você não pode fazer isso comigo. Você não tem esse direito. Você me ama Wellington!
- Estela, eu estou farto de ser pressionado. Eu não quero me casar e ponto.
- Bom, eu esqueço, então, esse papo de casamento. Mas não termina comigo não. -Diz ela, se ajoelhando aos seus pés e dos seus olhos já caindo algumas gotas de lágrimas.
- Não dá, Estela! Há outro motivo que me fez tomar essa decisão.
- Wellington, não brinca comigo desse jeito!
- Eu estou falando sério, Estela. Eu conheci alguém.
- Mentira! -Ela se irrita.
- Eu conheci uma pessoa aqui em Minas.
- Não, não e não! -Ela perde a noção emocional.
- Eu sinto muito! -Ele responde, friamente.
Estela fica com ódio de Wellington e resolve mudar sua expressão.
- É ela, não é?
- Ela quem, Estela?
- É a Kahtleen, sua paixão de infância.
- Como sabe disso?
- Eu tenho meus meios, Wellington. Eu não sou tola, não. Ouviu bem? Há dias que eu sigo seus passos.
- Estela, é impressionante a sua capacidade de espionar os outros, hein?
- Eu estava cuidando do que é meu. Apenas isso! Eu não estava fazendo nada de errado, ao contrário de você, né, que corre atrás de qualquer uma, sabendo que já tem.
- Bom, já que descobriu por si mesma, então, acho que você não precisa entender mais nada.
- Isso não vai ficar assim, Wellington. Eu te prometo isso! -Ela sai e bate a porta, furiosa. -Isso vai ter volta!
Wellington levanta a cabeça e reflete pensativo.
“Será que eu agi bem, meu Deus?”

Já Daisy deixa Ariosvaldo fazer o seu trabalho de física e vai ao banheiro. Cecília aproveita a oportunidade pra falar com ele, na sala de aula.
- Oi, Ariosvaldo! -Ela o cumprimenta.
- Oi, Cecília. -Ele responde.
- Posso me sentar aqui?
- Claro. Fique à vontade!
- Você mudou mesmo, né?
- Aonde quer chegar?
- Você sabe. Antes, não parava de me cercar.
- É. Eu mudei, sim. Isso te incomoda?
- Não. Eu queria me desculpar por tudo que lhe fiz com você.
- Cecília, vamos esquecer o passado, tá legal!
- Eu não quero que a nossa amizade tenha um término.
- Por mim, vamos continuar sempre sendo amigos.
- Tem razão! Eu também quero muito que a gente continue assim.
- Pois é! Como você pode perceber, eu estou diferente, sim, mas eu tive motivos pra mudar radicalmente as minhas atitudes.
De repente, Daisy se aproxima e Cecília se despede.
- Bom, já vou indo!
- Tchau! -Ele responde.
Cecília passa perto de Daisy e se afasta, sentando em outra carteira.
- O que ela queria contigo?
- Não sei. Acho que ela está começando a perceber que me perdeu.
- Não estou gostando disso.
- Fica fria! Eu não tenho mais nada a ver com Cecília.
- Você dizendo isso, já me dá um alívio, sabia?
- Gata, eu te curto muito. Não vamos ligar para o passado. Ok?


Amigos de colégio

Daisy beija Ariosvaldo nos lábios, quando a professora e o restante da turma entram pela porta.
- E aí, pessoal, como anda os nossos trabalhos? -A professora já chega perguntando.
A turma se prepara pra entregar os trabalhos prontos.
De repente, a professora decide fazer um comunicado importante e pede a atenção dos alunos. Ela convida um agente de saúde a entrar na sala de aula, que se apresenta e inicia seu diálogo.
- Boa tarde jovens! Como vocês todos devem estar cientes, está tendo um surto de dengue na região e muita gente está trabalhando pra tentar erradicar essa doença, inclusive fiquei sabendo da campanha elaborada pela escola e pelo desempenho de cada um de vocês em levarem informações importante para a comunidade. Bem, a dengue ganhou um avanço e se antes estávamos preocupados em preveni-la, desta vez temos que ser fortes e unidos nas medidas de defesa contra ela. Além do que já conhecemos, existem mais dois tipos agora, provenientes da mesma doença: Zika e Chikungunya e sem contar que tem a que transmite Febre Amarela. Muitos macacos estão sendo mortos porque as pessoas acreditam serem os transmissores, mas não é verdade. Os macacos alertam que o surto da Febre Amarela se encontra na localidade. Então, vamos se conscientizar disso. Portanto, meus amigos, vamos se unir e colocar em prática qualquer medida de proteção. Se vocês perceberem alguns sintomas tais como dor no corpo, febre, mal-estar, perda de apetite, manchas avermelhadas ou náusea, não esperem! Procurem imediatamente o médico. E quem não se vacinou contra a Febre Amarela, procurem se vacinar também...


Palestra sobre Dengue
Palestras contra a Dengue acontecem em todo Brasil

Enquanto isso em Tókio, Takiro recebe a visita de Yuko que toma chá ao seu lado.
- Eu sinto muito pela sua relação com meu filho não ter dado certo.
- Seu filho me decepcionou muito, senhor Takiro.
- Eu compreendo. Hiroshi é cabeça dura. Fez essa viagem ao Brasil e acabou me decepcionando também. Eu não queria que fosse assim. A gente tem uma tradição aqui e meu filho está quebrando as regras por causa de uma aventura amorosa.
- Senhor Takiro, infelizmente eu não posso esperá-lo mais. Eu preciso seguir a minha vida e tentar ser feliz também.
Takiro compreende aquelas palavras e consente.

Já Wellington pensa no relacionamento de Kathleen e Hiroshi e acredita que chegara tarde demais. Ele liga pra Francisco e conta o ocorrido. O amigo incentiva Wellington á procurá-la de novo e se declarar. Ele fica duvidoso a respeito.



Próximo Capítulo: 14/06 (20hs)

sexta-feira, 31 de maio de 2019


Mais tarde, Teófilo chega em casa e encontra Rubi transtornada.
- O que houve minha filha?
- Aquela mulherzinha quer estragar a minha vida, meu pai.
- Quem que você está falando?
Nair e Arthur chegam na hora exata.
- Da Simone, meu pai. Ela me ameaçou só porque eu briguei com a filha dela. -Desabafa Rubi.
- Por que você fez isso Rubi? Eu estou cansado de dizer pra evitar as provocações da filha dessa mulher.
- Pai, eu não vou deixar ela falar mal do senhor né? Eu tenho que te defender oras.
- Você é um grande orgulho pra mim, Rubi. Sempre a Simone atrapalhando nossas vidas. Você viu Nair? Agora você acredita na cobra que anda fazendo o nosso inferno aqui dentro dessa casa. Com ela em nossas vidas, eu não tenho paz, nem mesmo dentro da minha própria casa. - Esbraveja Teófilo.
- Pai, o que o senhor vai fazer? A Simone não pode nos tratar desse jeito.
- Não se preocupe. Eu vou tomar minhas providências.
- Teófilo, o que você vai fazer? -Interfere Nair, preocupada.
Teófilo sai irritado porta afora e não responde a mulher.
Rubi vibra com a atitude do pai e Arthur a encara.
- O que está olhando? Nunca viu? -Ela questiona.
- Rubi, o que você aprontou hein? -Pergunta Nair, determinada.
- Não é da sua conta, Nair. -Ela se retira.


Conflito Familiar

Simone fecha a janela quando a campainha toca. Ela atende.
- Você por aqui? -Ela se surpreende.
- Simone, que história é essa de você ameaçar a minha filha?
- Ah, eu vejo que já ficou sabendo.
- Como você pode ser tão vil?
- Vil? Você não sabe o que a sua filha fez né? Sua filha humilhou a Débora mais uma vez e eu não fiquei calada não. Eu defendo a minha filha com unhas e dentes. Eu sou mãe da Débora e não vou deixar sua filha maltratar ela não.
- Simone, eu quero que você deixe a minha família em paz.
- Se for com a Rubi, pode ficar sabendo que não vai ter paz. Enquanto ela estiver aprontando, eu vou interferir sim.
- O que você pretende fazer com a minha filha, hein?
- Se necessário, eu a mando prendê-la. Eu ligo pro ajuizado de menores ou pra polícia, seja o que for, mas eu a denuncio. Eu tenho coragem, Teófilo!
- Você não vai fazer isso! Você não vai prender a minha filha! Entendeu?
- Ela que não ande na linha senão eu tomo as minhas providências.
- Como você não tem coração!
- Quem não tem coração é você, que não consegue enxergar os erros da Rubi. Pra você, ela é um anjo de candura, mas para os outros que a conhece, ela não passa de uma adolescente rebelde que anda sentindo falta da escola e de uma boa surra. -Ela fala determinada com fúria.

Uma semana depois, Kathleen percebe um pouco de febre em Vinícius que não consegue dormir. Ela acorda cedo, chama o pai e os dois decidem analisar a situação do menino. Keyla acorda com o barulho na cozinha e encontram-nos se preparando pra sair.
- O que está acontecendo? Vocês vão aonde?
- Keyla, cuide da casa que eu vou levar a sua irmã e o Vinícius ao médico. Ele não amanheceu bem esta manhã. -Diz o pai, colocando uma jaqueta por cima do ombro.
- Pai, o que ele tem? -Ela pergunta curiosa.
- Eu não sei, filha. Pode ser uma virose, talvez. -Ele responde, preocupado. - Kathleen, está pronta?
- Sim, pai. - A jovem responde do quarto, trazendo a criança. - Tchau, maninha!
- Tchau! -Keyla despede-se dos dois.

Chegando ao posto de saúde público, Kathleen observa a quantidade de pessoas na fila e se preocupa com o estado de saúde do filho. Ezequiel a conforta.
- Ele está mesmo ruím, não é?
- Sim, pai. Eu não sei o que eu faço.
- Vamos ter que aguardar.
- Esse é o problema, meu pai. Aguardar.
De repente, uma senhora passa mal e é socorrida por algumas pessoas e procura atendimento médico rapidamente pra ela. A recepcionista diz que ela precisa aguardar pois não tem como ajudá-la naquele momento. Kathleen olha pra Ezequiel indignada com o menino ao lado.
Enquanto muitos reclamavam pela falta de atendimento do posto, a senhora não conseguia ficar bem. Ezequiel deixa Kathleen um pouco e decide ajudar a senhora também a ser atendida depressa. Percebendo a gravidade, os enfermeiros enfim a socorrem e a levam pra emergência, priorizando tal ocorrido.
- Foi uma atitude muito nobre da sua parte. -Diz Kathleen ao pai.
- Eu tinha que fazer algo né? Você me conhece perfeitamente! -Diz ele sorrindo um pouco.
Depois de meia hora na fila da emergência, Kathleen é atendida e Vinícius é examinado pelo doutor Ricardo, um especialista que cuida de várias crianças do bairro.
- E então, doutor? O que ele tem? -Pergunta ela aflita.
Ele vira-se à jovem e diz:
- Seu filho está com Dengue. Ele vai ficar em observação por algumas horas, mas não se preocupe, ele vai ficar bem. Eu vou passar uma receita e você pode pegar aqui mesmo na farmácia os medicamentos necessários pra dar à ele na hora certa, ouviu? Mas antes quero que ele fique por algumas horas no soro fisiológico ok!
- Obrigada, doutor! Eu fiquei muito preocupada.
- Não precisa se preocupar, Kathleen. A sorte dele é que essa Dengue não é das graves. Mas é muito importante que você e a sua família se previna dela.- Recomenda o médico.
- Claro, doutor! Eu vou tomar as melhores precauções possíveis.


Prevenção

- Bem, o seu filho vai precisar tomar bastante líquido, como suco, água e um repouso também seria ideal.
- Eu não sei como vou lhe agradecer. -Ela responde, gentil.
O médico sorri com o jeito de Kathleen e responde:
- Que tal começando a analisar melhor o lugar onde vocês moram.

Enquanto isso, Estela decide procurar informações de Kathleen e descobre que ela já estudara com seu namorado. Já Daisy decide investir no namoro com Ariosvaldo e Cecília decide iniciar um curso de informática com a amiga Mel. O seu primeiro dia é super legal.

Kathleen cuida do Vinícius quando Hiroshi a encontra.
- Oi, amor! Como está o nosso menino?
- Está bem agora. Ele está em observação.
- Você precisa de alguma coisa?
- Sim. Eu preciso da sua companhia.
- Claro. Eu vou ficar com vocês.
- Hiroshi, eu falei brincando. Às vezes, você pode ter algum compromisso.
- Não se preocupe! Eu não tenho nada pra fazer hoje mesmo. -Ele sorri, alegremente.

Mais tarde, os alunos da escola participam de um movimento na luta contra a Dengue. Os professores organizam grupos de patrulha pra fiscalizarem as casas da população do bairro. Daisy e Ariosvaldo visitam a casa de Simone que os recebem gentilmente e Cecília e Mel, a casa de Nair. Os adolescentes vasculham tudo, principalmente vasos de plantas, tonéis, caixas d’águas e outros recipientes. Daisy enche de areia o prato do vasinho de planta de Simone e recomenda:
- Lave com esponja, água e sabão todos os pratos de vasos de plantas que você tiver em sua casa, pelo menos uma vez por semana. Se você tiver plantas aquáticas, troque a água também uma vez por semana, sempre os lavando bem.
- Obrigada pela dica, Daisy. Eu vou saber direitinho o que fazer. A Dengue não vai entrar em minha casa, não! Não mesmo!
Ariosvaldo interrompe um pouco o diálogo:
- É sempre bom evitar água da chuva acumulada sobre a laje de sua casa. As calhas, as garrafas destampadas também precisam ser cuidadas. É muito importante deixar a tampa da caixa d’água bem fechada pra evitar a proliferação do mosquito Aedes Aegyphti.
- Então, é necessário tratar a piscina também, né? -Pergunta curiosa Simone.
- Sim. O tratamento é feito com cloro. -Ele responde.


SBP lança movimento contra o Aedes
Ao saírem da casa de Simone, Ariosvaldo é surpreendido com um beijo da namorada.
- O que foi? -Ele se espanta.
- Nada. Você mereceu, sabe tudo!
Ariosvaldo sorri alegre.

Enquanto isso, Cecília também está com a mão na massa. Ela verifica as vasilhas, os ralos de banheiros e os recipientes que armazenam água facilmente. Nair fica despreocupada quando a vistoria termina.
- E então, está tudo ok? -Ela pergunta preocupada.
- Sim, Nair. A sua casa está cuidada.
- Nossa! Que boa notícia! Com essa epidemia por aí, eu já estou preocupada.
- É só você tomar as melhores medidas que a Dengue jamais vai entrar na sua casa. -Ela responde. - Não é isso, amiga?
- É isso, sim, Cecília. Se todos ajudarem, o nosso país estará livre dessa doença. - Finaliza Mel.
- Vocês têm razão, meninas! Vamos lutar que um dia, venceremos!
- É assim mesmo que se fala, Nair! -Diz Mel.

No escritório, Estela aguarda um telefonema ansiosa quando o celular toca.
- Alô, senhorita Estela! Posso ajudá-la?
- Sim. Eu preciso saber daquelas informações que eu lhe dei sobre Kathleen.
- Claro! Eu verifiquei-as pra senhorita.
- Ótimo! E quais são as boas notícias?
- A tal Kathleen que a senhora pediu pra me checar é uma moradora mineira, residente de São Lourenço. Mora com o pai e a irmã e possui um filho chamado Vinícius.
- Esse filho não é do Wellington, não é? -Ela fica preocupada.
- Não, senhorita! Ele é filho de um rapaz chamado Fábio, morador do estado de Alagoas. Ele está separado da jovem.
- Interessante! O que mais tem pra mim?
- Apenas isso, senhorita. Qualquer coisa, eu ligo pra lhe trazer mais informações sobre a jovem.
- Obrigada por tudo! Continue investigando que o seu dinheiro está garantido. -Ela se despede e desliga.




Próximo Capítulo: 03/06 (20hs)

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