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  • COM QUEM EU FICO?: AS BELEZAS DE ANGRA E PARATY/RJ

As histórias que são postadas aqui são de ficção, porém apenas pra degustação para que os leitores possam conhecer os personagens e a trama envolvida. Caso o autor tenha interesse em compartilhar um conteúdo na íntegra, o site lhe informará automaticamente, portanto não deixe de ativar nossas notificações pra ficar por dentro de cada novidade.
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Leandro Elesbão
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quarta-feira, 24 de junho de 2020


Pâmela resolve ignorar a pergunta de Robson, que a questiona intrigado:
- Vai fugir agora da pergunta? Esse cara parece que mexe contigo de uma forma que me deixa intrigado.
Ela vira-se à ele neste momento e rebate:
- Eu não estou fugindo não e se você não confia em mim, então o problema é seu!
- Eu não lhe disse que não confiaria. Só fico intrigado.
- Robson, eu não tenho nada com esse cara. A gente se viu algumas vezes mas não rolou nada.
- Eu confio em você, Pâmela. Eu não sei quem é esse cara mas gostaria de saber pelo menos o nome dele. Me diga o nome. - Pede Robson, sério.
- Por que isso é importante agora pra você?
- Ah sei lá. Mas tudo bem, vamos esquecer isso. Eu não quero que você se sinta magoada comigo só por causa de uma pergunta idiota que te fiz. Se você gostasse dele de verdade, nem estaria comigo não é mesmo?
- Com certeza. - Ela diz, o abraçando fortemente com uma seriedade no olhar.

Tão Perto

Daniela e Ronaldo sentam num banco da praça e os dois ficam ali conversando, sob o céu estrelado enquanto os foliões se divertem na rua.
- Você parecia preocupado mais cedo. O que houve?
- Minha namorada que ficou no Rio. Ela ficou com ciúmes quando falei que tinha conhecido você.
- Sério? Mas você explicou à ela...
- Relaxa. Sim. A gente conversou mas acho que ela não entendeu muito.
- Ela parece gostar muito de você a ponto de ter uma atitude dessas.
- Sim. Mas ela é legal. Gente boa. Depois que eu resolver minhas coisas pessoais aqui em Angra, vou voltar pro Rio e reencontrá-la. - Ele diz, decidido.
Daniela fica séria neste instante.

No dia seguinte, Tenório conversa com a empregada sobre ir para a região de Bomfim e Verônica acaba escutando a conversa de repente. Ela deduz que o piloto pode visitar Wanda e fica pensando na ideia de que seu pai também pode estar ciente da situação. Ela resolve ir ao escritório para falar com ele, mas é tarde.
- Onde meu pai foi? - Ela questiona a uma empregada que estava limpando o chão próximo da porta.
- Ele saiu bem cedo, senhorita Verônica mas não disse onde ia.
Verônica se sente irritada e vai até o heliporto, onde avista Tenório arrumando umas coisas.
- Por acaso pretende sair com o helicóptero hoje?
- Sim, Verônica! - Responde o piloto.
- Meu pai vai junto? - Ela o questiona.
- Sim. Por que? - Ele pergunta intrigado.
- Pra onde vão?
- Desculpa, mas não é da sua conta. - Diz Tenório, se afastando.
- Escute aqui: você é apenas um empregado nesta casa e eu mereço respeito.
Tenório a encara e diz:
- Eu só devo satisfação ao senhor Humberto. A você não!
Verônica sai como uma fúria e a empregada de longe, faz um gesto negativo à Tenório.

Matheus e Cínthia entram no supermercado e compram umas coisas, sempre juntinhos e trocando carinhos um com o outro. Ao passarem no caixa, os dois disputam quem vai pagar pelas compras e Giuliano fica olhando a cena surpreso. Mas finalmente alguém decide.
- Vai ser no dinheiro ou cartão? - Pergunta Giuliano à Cínthia.
- Cartão de crédito, por favor! - Diz ela, sorrindo.
Giuliano passa o cartão na maquininha e tenta disfarçar os olhares para a jovem.
- Sua senha.
Enquanto ela digita, Giuliano fica a admirando mas Matheus percebe e fica com ciúmes por dentro. Ao liberar as compras, Giuliano entrega o comprovante e Cínthia agradece.
- Volte sempre! - Ele diz, gentilmente à ela.
- Pode deixar! Nós voltaremos. - Diz Matheus, de uma forma arrogante e saindo com ela do estabelecimento.
- O que deu em você pra falar daquele jeito com aquele rapaz? - Se intriga ela.
- Ele não tirava os olhos de você.
- Ficou com ciúme? Que fofo!
- Pára. Eu não gostei da forma que ele te olhava.
Cínthia sorri e o beija na boca.
- Deixa de ser bobo. Estou contigo e não abro mão disso.

Rafaela pensa em Ronaldo e acaba se lembrando dos momentos que passara com o rapaz antes de ele viajar pra Angra. Ela pega uns livros e acaba folheando algumas páginas, mas o pensamento parece voar para Angra e focar somente em Ronaldo. Ela resolve pegar o celular, mas ás vezes desiste de ligar. Depois, volta a pegar o aparelho novamente e fica pensando uma, duas, três vezes. E enfim, ela vê uma fotografia dele no porta-retrato e ao pegar o objeto, coloca contra o peito.
Em Angra, Ronaldo também pensa nela e deitado, fica olhando a foto da jovem e se lembrando dos momentos que passara no Rio.
Ele decide discar para Rafaela, mas uma mensagem de texto surge de repente. Era Daniela, convidando-o pra sair.
- E então, ele vem com a gente? - Pergunta Mirella ao ver a expressão de Daniela.
- Não sei, mas acho que sim. - Responde ela.
Wanda ouve e sente que sua filha pode estar se precipitando em relação ao rapaz e decide conversar com ela em particular.
- O que foi agora, mãe? - Pergunta Daniela.
- Eu quero que seja sincera comigo: você está gostando desse Ronaldo?
Daniela fica encabulada com a pergunta da mãe.
- Somos apenas amigos.
- Não é o que os seus olhos dizem, minha filha. Eu vejo sentimento. Você parece estar encantada por esse turista. - Diz Wanda, séria. - E se minha suspeita estiver certa, eu acho que você devia colocar os pés no chão firme e parar de voar.
- Mãe, eu não estou entendendo onde quer chegar.
- Se situa, Daniela. Eu não quero que se magoe novamente como aconteceu com aquele tal de Yuri. Você é minha única filha e eu me preocupo seriamente contigo.
- Obrigada, mãe! A senhora tem razão. Preciso focar um pouco mais em mim.
Wanda a abraça fortemente.
"O que difere da Ilha de Itanhangá das demais é que nela existe uma trilha no qual se passarmos, chegamos num topo de uma pedra que nos permite ver um paraíso de águas claras."
Ilha de Itanhangá - Angra dos Reis/RJ
Ilha de Itanhangá

Algumas horas depois, Tenório chega no Centro e se encontra com Humberto que o espera. Os dois vão até a praia do Bonfim de Uber. Chegando por lá, Tenório pergunta ao empresário:
- Tem certeza de que quer mesmo vê-la?
- Sim. - Diz Humberto, decidido. - Ela ainda mora na mesma casa?
Tenório faz um gesto positivo e o empresário sai do carro em seguida. O piloto resolve acompanhá-lo.

Robson deixa Pâmela em casa e se despede dela com um beijo e se afasta. Sorrindo, ela acena ao vê-lo partir de carro e decide destrancar o portão pra entrar dentro de casa. Mas Weslley a interrompe, por um momento.
- Weslley, você quer me deixar doida? Fica me pegando de surpresa. Seu irmão pode nos ver!
- Eu não consigo suportar ver você com ele. - Diz o rapaz, lhe beijando.
A jovem se rende ao momento e acaba retribuindo aquele beijo prazeroso e intenso.
Elaine ouve barulhos no portão e flagra a filha com o rapaz, pela janela e se surpreende.

quarta-feira, 17 de junho de 2020


Ao ver Pâmela aos beijos com seu irmão Robson, Weslley se sente péssimo e começa a acreditar que a jovem não vai dar um basta na situação. Ele se afasta da rua e se aproximando do carro, começa a beber goles de cerveja exageradamente até que o amigo André o encontra.
- Weslley, aconteceu algo? Parece abatido!
- Sabe quando você encontra uma garota que te deixa amarradão? Eu acabei achando ela. - Diz o rapaz, olhando pro céu com a garrafa na mão.

Sem Chão

- Entendo e o que houve com essa garota? Quer conversar sobre isso?
- Mano, você é um dos poucos amigos que eu converso mas vou te falar, tá complicado viu? A história que to tendo com essa garota ta me deixando numa sinuca de bico que tu não faz ideia.
- Pow, já vi que a coisa é séria mesmo. Nunca te vi falando assim desse jeito.
- André, ela tá me enrolando. E com o meu próprio irmão.
- Como é que é? - Se indaga André, perplexo.

Enquanto isso na folia, Marcelo segura o braço de Edileusa firme e diz, com toda a coragem:
- Ou você pára de ficar dando esses chiliques ou eu nunca mais vou olhar pra sua cara. Não temos mais nada um com o outro há anos. Entenda isso de uma vez por todas!
- Desculpa! Eu me excedi. - Diz ela, voltando à si e largando a lata de cerveja de lado. - Você tem toda razão. 
Marcelo, continuando sério com ela diz:
- Tenta se controlar pra não estragar mais o clima. A gente está aqui pra se divertir e não pra sair que nem cachorro brigando no meio do sambódromo.
Edileusa não reage e Renata, interfere:
- Eu também resolvo pedir desculpas. Agi mal. Foi uma brincadeira péssima de mau gosto.
- Tudo bem. Já está resolvido. - Diz Marcelo, continuando a beber.
Edileusa, colocando um pouco a mão na consciência resolve pedir um abraço à Renata, que aceita.

Em Lopes Mendes, Humberto assiste o carnaval pela TV quando a empregada se aproxima e pergunta:
- O senhor ainda vai precisar dos meus serviços?
- Não. Pode ir dormir. Sabe me informar se minha filha vai dormir fora de casa hoje?
- Ela não me deixou nenhum aviso, senhor mas se quiser eu posso tentar ligar pra ela.
- Não precisa. Deixa que eu resolvo isso. Peça para o Tenório vir aqui, por favor!
- Tá bom, senhor! Com licença! - Ela diz e sai.
Alguns minutos depois, Tenório chega.
- O senhor me chamou. Precisa de algo?
- Tenório, eu quero te pedir uma coisa muito importante.
- Sim. Diga-me. - Diz o piloto, sério.
- Você ainda se mantém informado sobre a Wanda?
- Bom, senhor de vez em quando eu dou umas voltas por aquela região lá mas se encontrar com ela e conversar, o senhor sabe que não. Mas por quê?
- Eu estou pensando em visitá-la.
- Visitá-la? Mas faz muito tempo.
- Sim. Eu sei. Mas eu queria vê-la de novo. - Diz Humberto, sério.
- E quanto sua filha?
- Esquece ela. Tenório, me leve até ela amanhã.  - Pede o empresário.
- Tudo bem. Eu levo o senhor até ela. - Ele consente.

André fica pasmo ao saber a história pelo amigo Weslley.
- Como você pretende resolver essa situação, mano?
- Eu não sei. Eu achei que a Pâmela iria resolver, mas parece que não.
- Caramba! Que história doida a sua. Robson vai ficar louco.
- E o pior que ele ta amarradão também nela. Você tem que ver, André como eles estavam agora há pouco. 
- Faço ideia de como você está se sentindo. Mano, parte pra outra! Deixa essa garota aí.
- Difícil. To apaixonado, cara! Eu não sei se vou conseguir ficar longe dela não. - Diz Weslley, sincero.

Wanda curte a folia acompanhada da filha Daniela e da amiga Mirella, quando Ronaldo chega. Daniela ao ver o rapaz, diz às duas que vai falar com um amigo e decide se afastar. Mirella e Wanda se entreolham curiosas.
- Quem é o bonitão? - Pergunta Wanda à jovem.
- Juro que eu não sei. - Responde ela.

Amigas no Carnaval

Ao se aproximar de Ronaldo, Daniela sorri pergunta:
- Por acaso, está perdido?
- Claro que não! - Ele sorridente, responde. - Esqueceu que eu já tinha vindo aqui antes contigo?
- Eu sei. Estou feliz por ter vindo.
- Obrigado por me convidar.
- Disponha. Minha mãe e minha amiga estão ali. - Ela aponta para as duas que sorriem e acenam juntas.
- Ah legal! Parecem ser legais. 
- Vou te apresentar. - Diz Daniela, pegando na mão do rapaz e o levando até as duas.
Ronaldo fica surpreso com a atitude da jovem e um pouco envergonhado, acaba conhecendo Wanda e Mirella ali no meio da rua, em plena noite de carnaval.
Mas de repente, o celular toca e ele decide atender, pedindo desculpas às três.
Mirella cutuca Daniela e a questiona, séria:
- Amiga, onde você arrumou um gato desses? Me conta tudo!
- Somos apenas amigos. - Diz Daniela.
Wanda interfere:
- Tudo começa na amizade, minha filha. Tenho que concordar com a sua amiga: ele é mesmo um gato. 
- Pára mãe! Até a senhora. Ele veio do Rio pra cá e está procurando pelo avô que não vê há anos. - Revela Daniela. - A gente tem uma história parecida. Eu procuro pelo meu pai e ele pelo avô.
Wanda e Mirella se entreolham de novo enquanto Ronaldo conversa no telefone.
- Eu to curtindo o carnaval com uma amiga que conheci aqui em Angra.
- Você está aproveitando o carnaval com uma amiga? - Pergunta Rafaela séria.
- Sim. Mas é apenas uma amiga. Vai ficar com ciúmes não né?
- Você sabe muito bem que não tenho ciúmes. Mas estou surpresa em saber que você tem uma amiga agora em Angra.
- Eu conheci a Daniela por acaso. Ela tem uma história parecida com a minha. Pode ser uma chance de eu encontrar o meu avô.
- Ronaldo, mas o seu amigo Jeff não lhe deu informações precisas sobre isso? Por que você tinha que fazer amizade com uma garota?
- Ah meu Deus! Já ta com ciúmes. Rafaela, você não confia em mim não?
- Eu confio só não confio nessa garota. - Rebate Rafaela, séria. - Agora, aproveita o seu carnaval!
Ao sentir a ligação ser desligada, Ronaldo fica sério e Wanda diz à filha:
- Acho que o seu boy está preocupado com algo.

Em Paraty, o clima de carnaval toma conta da cidade.
Enquanto Vânia se diverte com Alan e Christian, Cleusa conversa com Elaine por telefone.
- Não se preocupa com isso! A Vânia não interfere em minha decisão. Se é da vontade da Pâmela de vir pra cá, então ela virá.
- Eu me preocupo porque as duas não se bicam muito sabe?
- A Vânia precisa entender que certas coisas tem limite e além do mais, as duas não são mais crianças. Estão bem grandinhas né? Pra que ficar remoendo coisas do passado?
- A gente acha isso, mas elas não! Bom, pelo menos da parte da minha filha acho que ta tudo certo. O problema é a Vânia concordar com isso.
- Avise a Pâmela que ela tem total liberdade pra visitar a minha casa. As portas estarão sempre abertas pra ela. - Diz Cleusa, gentil.
Vânia escuta a mãe falar essas palavras e fecha a cara de raiva.
- Obrigada, Cleusa por tudo! Meu coração fica mais tranquilo. - Diz Elaine.
- Nós somos família. Conte comigo pro que for. - Diz ela, sorrindo.

Nesse ínterim, Pâmela e Robson ficam abraçadinhos quando de repente, ele diz:
- Eu vou pegar uma bebida. Aceita?
- Sim. - Diz ela.
- Tá. Fique aqui! - Ele pede e se afasta.
Pâmela pega o celular e começa a mexer quando Weslley a encontra:
- Pelo visto, está tendo uma noite agradável né?
A jovem se assusta.
- Nossa, Weslley! Me assustou. O que faz aqui?
- Por que ainda não contou pra ele?
- Ainda não é o momento.
- Eu sinto que você está me enrolando.
- Eu gosto de você tá legal. Gosto muito mesmo e você precisa confiar em mim.
- Pâmela, eu te amo muito. Não me decepcione!
- Robson não pode ver a gente junto pelo menos por enquanto. Vá embora antes que ele chegue!
Weslley se afasta rapidamente e Pâmela começa a ficar chateada. Robson chega e diz:
- Eu trouxe sua bebida. O que houve? - Ele percebe sua expressão.
- Não foi nada.
- Como assim não foi nada? Você estava bem há alguns minutos atrás.
- Eu vou te contar o que houve. Ta legal! Eu encontrei o rapaz do clube. Foi isso?
- E onde esse filho da mãe está agora? Cadê ele?
- Calma! - Pede Pâmela. - Por que essa atitude bruta agora?
- Você mudou por causa dele. Por acaso, ele falou algo que te chateou? Eu acabo com ele! - Diz Robson, intolerante.
- Não falou nada que me chateou. Eu só fiquei surpresa de encontrá-lo de novo por aqui.
- Pâmela, me conta a verdade: você gosta desse rapaz? - Questiona Robson, sério.

sábado, 29 de fevereiro de 2020


Verônica aproveita que o pai sai junto com Tenório e invade o escritório, mexendo nas gavetas e armários, procurando qualquer indício da tal amante. A jovem folheia algumas anotações, livros e fuxica todos os cantos. Inconformada, ela acredita que exista mais alguma coisa da amante do pai naquele escritório quando decide parar um pouco pra pensar. Alguns minutos depois, ela vai até o quarto dele e começa a procurar pelo guarda-roupa e observa o cofre em sua frente. Ao perceber que o pai estava se aproximando, ela se esconde rapidamente fechando tudo. Humberto entra no quarto e abrindo o guarda-roupa, decide abrir o cofre pra guardar algo. Verônica observa o pai colocando a senha. Assim que ele volta a trancar o cofre, sai e ela decide abrir. Verônica descobre o nome completo da ex do pai e também encontra o endereço dela, assim como outras coisas a mais. A jovem fica pensativa com as informações que acha.

Pâmela fica perplexa ao saber por Weslley, o que Robson fizera.
- Eu não disse nada que iria. Você precisa confiar em minha palavra!
- Desculpa, Pâmela! Mas é que está difícil confiar em você. Eu achei que você ia resolver isso, mas pelo que estou percebendo você não está se importando.
- Não diga isso, Wesley! Eu vou resolver esta questão mas preciso pensar um pouco numa forma de dizer isso à ele.
- O tempo está passando e ele vai descobrir a verdade sobre a gente. - Diz Weslley, preocupado.
- O seu irmão não podia ter criado uma situação dessas. Dizer pra sua família que vai me apresentar, sendo que não foi combinado nada.
- Mas você quer conhecer a minha família do lado dele?
- Por enquanto não, mas vou ter que conversar com teu irmão sobre isso. - Diz Pâmela, séria.

Não Sei o que Fazer

No jantar na casa de Cleusa, Alan fica sabendo que a prima Pâmela pretende passar alguns meses em sua residência e Vânia desaprova.
- Por que ela está mal humorada desse jeito? - Pergunta ele ao vê-la subir a escada irritada.
- Ela não gosta da Pâmela, meu filho! - Diz Cleusa, pensativa.
- A Vânia precisa entender que as coisas mudaram e o passado ficou lá atrás, oras. - Diz Alan.
- Ela nunca vai entender isso, meu filho. Eu estou quase ligando pra minha irmã e pedindo pra avisar a Pâmela pra não vir. - Diz Cleusa.
- Que situação complicada hein? Espere um pouco que vou conversar com minha irmã.- Diz Alan, deixando a mesa e subindo a escada.
Cleusa fica em silêncio e deixa o prato de lado.


Ronaldo encontra um ateliê na rua do comércio e se encanta com os quadros que o pintor Odilon faz. Percebendo a expressão do rapaz ao ver um dos quadros, o artista se aproxima dele e comenta:
- Trindade é um dos meus favoritos.
Ronaldo se vira para falar com ele:
- Eu ainda não tive a oportunidade de conhecer.
- Então, não perca tempo meu amigo. Aposto que vai gostar muito de passar as férias.
- Eu estou precisando tirar férias mesmo. O senhor faz excelentes trabalhos. Gostei muito do espaço.
- Muito obrigado meu amigo!
- Como se chama?
- Me chamo Odilon e você?
- Ronaldo. - Ele se apresenta e os dois apertam as mãos.

"O local é paradisíaco e sua beleza natural e preservada parece ter parado no tempo. Ideal para quem gosta de praias menos lotadas. Nesta mesma vila, se encontram as praias de Cepilho, Meio, Fora, Cachadaço, Ranchos e Brava."
Trindade - Paraty
Praia de Trindade - Paraty

Chegando em Praia do Bonfim, Verônica procura por Wanda e indicada por algumas pessoas que moram na região, consegue encontrar a casa da mulher. Ela decide apertar a campainha. Wanda, que estava sozinha, atende:
- Oi! - Ela cumprimenta.
- Oi, você é a Wanda? - Pergunta Verônica.
- Sim. Sou eu mesma. Quem é você?
- Meu nome é Verônica. Sou filha de Humberto Fontana. Esse nome lhe lembra algo?
Naquele momento, as pernas de Wanda se bambeavam. Ela nunca podia imaginar que a filha de um empresário, que porventura, foi seu amante, estaria na porta de sua casa. Aquilo era inacreditável! Parecia ser uma coisa irreal!
Por que ela estava ali? O que ela queria depois de tanto tempo?
Aquilo era uma surpresa inesperada pra ela.
- Bem, eu conheço seu pai pela televisão, pelos jornais. - Diz Wanda.
- Não é disso que estou falando.
- Então, o que é?
- Eu vou ser bem clara e direta. - Inicia Verônica. - Meu motivo de estar aqui é um motivo muito sério. Eu vim por causa de meu pai.
- Bem, eu não estou entendendo aonde quer chegar.
- Wanda, não se faça de sonsa, porque você não é. Eu já estou sabendo de tudo o que houve no passado. Você foi amante do meu pai durante anos.
Wanda se surpreende com o assunto.
- Você sabe de tudo?
- Sei. Agora, confesse que não teve um caso com o meu pai!
- Depois de tanto tempo, você vem me procurar pra me dizer isso?
- Sei que é tarde pra nos falarmos desse assunto, mas eu não tive a única saída a não ser procurá-la.
- Por que, Verônica? Seu pai e eu não temos mais nada.
- Será? E o que houve com aquele episódio do passado, hein? - Ela decide jogar um verde pra colher maduro, ou seja, fala algo pra saber mais coisas a respeito.
- Como sabe disso? - Ela se intriga.
- Não importa como eu sei. Eu só quero saber aonde você vai com essa história.
- Você deve estar louca! Eu não preciso do dinheiro de seu pai. Eu só quero que a minha filha o conheça, porque ela tem direitos. Só isso! - Ela acaba confessando.
- Então, você está disposta a fazer os dois se encontrarem? Que boa notícia!
- Por quê? O que você vai fazer a respeito?
- Se você acha que meu pai vai fazer algo por sua filha, saiba que ele não fará absolutamente nada. Enquanto eu estiver viva e morando com ele, jamais você ganhará algo com isso. - Diz Verônica, sem medir as palavras.
Wanda sente ódio pela jovem, que por dentro fica contente de saber que seu jogo deu certo.
- Eu quero que vá embora agora!
- Claro mas não se esqueça: eu vou voltar, ok!
- Vá embora agora! - Se irrita Wanda com a ousadia de Verônica, que sai.

Alguns dias se passam e o carnaval se aproxima. 
Edileusa e Renata reúnem as amigas do bairro e vão para a sapucaí no Rio de Janeiro pra curtirem a folia. Enquanto as escolas de samba colorem a avenida, as duas caem no samba e bebem cervejas à vontade. Marcelo encontra Edileusa na sapucaí e os dois se cumprimentam. Renata não perde a chance de dar em cima do ex da amiga e acaba ocorrendo um desentendimento.
- Tu ficou doida, Renata de ficar dando em cima do meu homem? - Grita Edileusa.
- Nem seu homem ele é, Edileusa! Está livre e desimpedido.
- Tu não tem noção do que está falando. Tu sabe o quanto eu ainda quero esse homem.
- Edileusa, pára com isso! - Interfere Marcelo, tentando controlar a situação.
- Marcelo, paro nada! A minha melhor amiga dando em cima de você e eu vou ficar calada. Jamais! Eu quebro a cara dela aqui mesmo. - Diz Edileusa, revoltada deixando Marcelo sério e Renata perplexa.

Em Folia

Viradouro
Viradouro - Campeã 2020

Enquanto as pessoas curtem o carnaval, Robson e Pâmela discutem em plena folia, no bairro.
- Eu só fiz isso pra poder você se tocar de que realmente estou interessado em você.
- Mentindo? Falando pra tua família que eu vou conhecer eles?
- Mas isso não vai acontecer cedo ou tarde? O que é que tem falar isso. - Questiona Robson.
- Eu acho isso muito desagradável da sua parte. A gente devia combinar as coisas antes de pôr em prática. - Diz ela, se sentindo chateada.
- Pâmela, eu quero você na minha vida! - Se declara Robson, a abraçando.
- Eu não posso conhecer tua família. Pelo menos ainda!
- Tudo bem. A gente esquece esse assunto. Tá legal! - Diz ele, a beijando nos lábios.
Pâmela se rende aos beijos do rapaz e Weslley, distante vê a cena.

sábado, 22 de fevereiro de 2020


Pâmela tenta disfarçar mas Robson insiste:
- E então, vocês se reencontraram? Me fala!
Ela o encara séria e finalmente responde, para surpresa do rapaz.
- Sim! A gente se reencontrou, Robson.
- Poxa, Pâmela! E a gente? - Ele fica totalmente sem chão, já imaginando um monte de coisas.
- Calma, Robson! - Diz ela, percebendo que ele já estava mudando de expressão e ficando um pouco nervoso com a situação, decidindo ocultar a verdade. - Não rolou nada entre eu e ele depois daquela noite.
- Como assim, Pâmela? Difícil acreditar, viu! - Diz Robson, já tenso.
- Isso significa que você não confia em mim, né?
- Pâmela, você reencontrou o cara do clube. Vocês devem ter conversado e...
- Nem mais uma palavra, Robson! - Diz ela, já mudando sua expressão. - Você acha que sou o quê? Respeito é bom e eu gosto.
- Pâmela, desculpa...
- Eu já falei o que era pra ter dito. Peço desculpas por ter escondido isso de você, mas não me compare com qualquer uma não! Eu não sou mulher de ficar com um e com outro.
- Pâmela, eu não disse isso.
- Mas me pareceu e não gostei. - Diz ela, tensa.
- Me desculpa tá! Eu não quis te ofender. Eu só não quero te perder pra este cara aí.
- Robson, vou indo! Eu ainda preciso organizar umas coisas pois tenho uma viagem pra fazer ou você esqueceu que vou pra Paraty neste fim de semana?
- Não me esqueci mas vou poder te visitar?
- Quem sabe! Até! - Diz ela, se afastando e deixando-o chateado.


Me Esquece

Enquanto isso, Humberto senta e olhando seriamente para a filha, resolve falar a verdade sobre a fotografia que ela achara sem querer.
- Essa mulher da foto era a minha amante no passado. 
Verônica fica cheia de raiva neste momento e rebate.
- O senhor não tem um pingo de vergonha que seja. Por que ainda guarda essa maldita foto aqui dentro deste escritório?
- Filha, eu não fazia a menor ideia de que esta foto ainda estava aqui dentro.
- Mentiroso! Ah como sou tão burra! Meu pai, mesmo com a minha mãe morta, ainda pensa na tal amante. E essa foto te faz lembrar dela, né? Te traz boas lembranças, meu pai?
- Desculpa! Eu realmente deveria ter me livrado dessa foto há muito tempo.
Verônica observa a foto cautelosamente e olhando para o pai com ira, diz:
- Olha o que vou fazer com a sua doce lembrança do passado!
- Verônica, não faça isso! - Tenta impedir Humberto, quando a filha resolve rasgar a única foto que ele tinha do passado e se faz em mil pedaços. - Você não tinha esse direito!
- O senhor que não tinha esse direito de ficar desejando a sua amante até os dias de hoje.
- Verônica, tem certas coisas que você não entende.
- Por causa dessa mulher, a minha mãe morreu!
- Não fale besteiras. A sua mãe já se encontrava doente quando soube do meu caso.
- A sorte dessa mulher é que não a conheço porque se eu a conhecer, meu pai eu vou fazer da vida dela um inferno. - Diz a jovem, saindo porta afora e deixando o pai nervoso.

André decide convidar Joseane pra sair e ela aceita gentilmente. Os dois tomam sorvete juntos e passeiam pela praça conversando alegremente sobre os ensaios na peça de teatro e o dia-a-dia corrido deles.
- Eu curti muito a sua apresentação da noite passada. - Ela diz.
- Que bom, Joseane! Fico feliz que tenha gostado. - Ele responde, grato.
- Você é um ótimo ator. Sabe representar bem nos palcos.
- Que nada! Você que é uma boa atriz. Admiro muito a sua determinação em cena. - Ele a elogia.
Joseane sorri um pouco e ele continua.
- Mas falando sério agora, você tem futuro no teatro.
- Hum. Obrigada! - Diz ela, sorrindo.


Encontro

Na manhã seguinte em Paraty, Cleusa faz seus afazeres da casa quando tocam a campainha. Ela deixa a panela de feijão cozinhando no fogo e resolve atender a porta.
- Oi! Já vou abrir! - Diz ela, destrancando a fechadura.
Ao abrir a porta, ela se surpreende com a chegada do filho, que abre um sorriso largo ao vê-la.
- Alan, meu filho amado! Quanta saudade de você! - Os dois se abraçam apertados, emocionados com aquele encontro.

Alan passara cinco meses na academia militar e estava se formando pra ser piloto de avião de caça, já que era seu sonho pilotar aviões deste tipo. Seu interesse por aviação começou desde cedo aos cinco anos, quando via desenhos infantis que continham personagens pilotos e que faziam várias piruetas no céu. Certo dia, ganhara do pai – quando ainda estava vivo – um helicóptero da defesa civil e aquela vontade de ser um piloto ficava cada vez mais forte e incontrolável. Quando o pai falecera aos dezesseis anos, ele disse para Alan correr atrás do seu sonho e ir em busca da sua felicidade. Alan entendera aquelas palavras como um incentivo para a sua carreira que iria começar dois anos depois e tomou uma importante decisão: ele queria ir para a marinha e se formar como piloto de avião de caça e Cleusa não podia detê-lo e nem impedi-lo de realizar seu sonho. Ela se segurou e apertou seu forte coração e permitiu que o filho seguisse a tal carreira. Cleusa não era diferente de muitas mães. Ela tinha preocupação e tinha também aquela pontinha de manter os filhos sobre a sua guarda, como se quisesse protegê-lo o tempo inteiro. Como uma mãe coruja, ela era uma pessoa que se esforçava ao máximo pra ver seus filhos felizes e cada abraço que ela dava era um incentivo, uma maneira de dizer que estava sempre ali por perto, quando fosse necessário e tanto Alan quanto Vânia eram privilegiados por terem a companhia da mãe por perto.
- Mãe, senti muito a sua falta! - Diz o filho, largando a mochila no sofá.
- Eu também, filho! mas conta as novidades! - Diz a mãe, se sentando no sofá.
- Mãe, o lugar onde estudei é incrível. - Diz ele, decidindo contar passo á passo como era viver em uma academia militar.
Cleusa decide ouvi-lo por alguns instantes.

Mirela vai à casa de Daniela e Wanda a cumprimenta. Aproveitando a ausência da filha, Wanda decide conversar com Mirela sobre um assunto particular.
- Minha filha está determinada em encontrar o Humberto. Acredito que isso não deva ser bom pra ela.
- Dona Wanda, me desculpa te dizer isso mas a Dani tem esse direito.
- Eu sei, mas eu quero evitar que ela se meta numa confusão. Apenas isso!
- Vamos deixar a Dani decidir sobre esse assunto. Ela já sabe que o pai é um empresário milionário e dono de um resort luxuoso. 
- Tenho medo de perder minha filha. - Diz Wanda, preocupada.
Mirela a abraça e a consola.
- Dani te ama. Não vai perdê-la!
- Obrigada! - Diz Wanda, sorrindo.

Ronaldo decide fazer uma ligação para o Jeff e os dois conversam.
- Eu preciso confirmar contigo se realmente a pista é certa.
- É sim, Ronaldo só não posso confirmar a suspeita de que ele é mesmo o seu avô desaparecido. - Diz Jeff, determinado. - Mas eu pesquisei sobre o assunto e minhas informações chegaram até ao senhor Odilon.
- Odilon! - Diz Ronaldo, repetindo por algumas vezes.
- Sim.
- Eu só vou confirmar de que ele é mesmo o meu avô quando eu estiver cara a cara com ele.
- Bom, se passaram muito tempo como você mesmo disse. Ele pode não te reconhecer.
- Verdade mas eu quero entrar na vida dele e descobrir tudo.
- Uma visita ao ateliê dele seria um passo importante agora. - Diz Jeff.
- Mas isso está nos meus planos desde que cheguei aqui. Agora tem uma outra coisa me incomodando.
- O que seria?
- Saudade da minha branquinha. Preciso ligar pra ela. - Diz Ronaldo.
- Ah sim! - Diz Jeff, sorrindo. - Faça isso e boa sorte com a sua visita. Acho que desta vez a gente acertamos na mosca.
- Obrigado Jeff pelas informações. Agora é comigo! - Diz Ronaldo, decidido.

Robson decide reunir a sua família pra contar uma novidade.
- Que novidade é essa meu filho? - Pergunta Nívea.
- Eu gostaria de trazer a minha namorada aqui em casa, mãe! - Diz Robson feliz.
Weslley se levanta do sofá da sala e encara a notícia perplexo.
- Que bom, meu filho! Eu adoraria conhecê-la. - Diz Nívea, junto do marido. - Quando você pretende trazê-la?
- Em breve, mãe! Eu vou conversar com a Mariana pra combinar direitinho.
Nívea fica radiante ao ver a alegria transparecer no sorriso do filho.
Weslley decide puxar assunto também.
- E Se depender de mim, eu também vou trazer a minha namorada pra vocês conhecerem. Ela se chama Pâmela.
- Pâmela é um belo nome. Não vejo a hora de conhecermos também. - Diz Nívea, contente.
Weslley decide ir á cozinha pegar uma cerveja e Robson o segue.
- Você está bem? Parece que não curtiu muito a novidade?
- Que isso irmão! Curti sim. Tem certeza que quer mesmo trazer a sua namorada pra todos conhecerem? Você sabe como nossa mãe é!
- Relaxa, mano! Mariana é diferente de todas as garotas que conheci e acho que vou investir nessa relação. - Ele responde, sincero. - Você não imagina o quanto a amo.

“Eu também, irmão! Eu também sou apaixonado por ela desde o instante que a conheci naquele clube no sábado á noite.” - Pensa ele por alguns instantes, quando Robson o distrai:
- Tem alguém ae?
- Ah desculpe! Foi mal, irmão! - Diz Weslley, se desculpando.
- Tudo bem. Acho que você precisa encontrar a sua garota, mano! Você não está legal hoje. - Ele brinca.
- Tem razão, Robson! E é o que vou fazer agora. - Diz Weslley, saindo porta afora.



E Weslley telefona pra Pâmela e pede que o encontre pela manhã. A jovem fica sem entender mas não recusa o pedido do rapaz. Ao desligar o telefone, ela vira-se á Shania e diz:
- O Weslley acabou de marcar um encontro comigo. Ele quer que eu o encontre amanhã!
- Amiga, o que será que houve? Por que o Weslley quer te ver amanhã?
- Eu não sei, Shania! Será que o Robson descobriu que eu conheci o irmão dele antes?
- Não pode ser, Pâmela! Se Robson descobrisse a verdade, ele estaria te ligando agora furioso. Se ele não ligou, é porque existe outro motivo!
- Eu só espero que tudo dê certo e que essa situação seja resolvida com calma e sem nenhum desentendimento.
- Amiga, vamos torcer para que tudo dê certo mesmo!
- Mas e ae, o que faço? Vou neste encontro ou não?
- Mas é claro que você vai. Você precisa saber o que está acontecendo!
- Eu vou ligar pra ele, Shania! - Diz Pâmela, começando a discar o número.
Shania fica aguardando a jovem telefonar.
No primeiro toque, Weslley atende com uma voz séria e diferente.
- Eu estou ligando pra saber o que está havendo por ae? - Pergunta ela preocupada.
- Não está havendo nada, Pâmela! Não está havendo nada ainda.
- Como assim, Weslley? - Ela se indaga.
- Pâmela, por que você continua ocultando a verdade para o meu irmão?
- Weslley, eu não tive coragem de dizer a verdade á ele.
- E agora pra completar, você vai vir na minha casa e conhecer a família inteira?
- Oi? - Pâmela fica em choque.

Verônica fica pensativa enquanto toma seu uísque de frente para a piscina quando se lembra de que Tenório pode saber onde mora a amante do seu pai e ela não hesita e pede para a empregada chamá-lo imediatamente. Assim que o piloto se aproxima, ela o interroga:
- Eu quero o endereço da amante do meu pai.
- Como assim, Verônica? Ficou doida!
- Não mas vou ficar se você não me disser.
- Eu não vou lhe dizer nada. Eu só devo obrigações para o meu patrão.
- Tudo bem. Deixa pra lá. Eu mesma vou descobrir sozinha. - Diz ela, se afastando e o deixando sério.
Em imediato, Tenório vai no escritório e passa a informação para Humberto que fica irritado.
- Verônica não pode interferir no meu passado desse jeito. Mas que raiva!
- Pior se ela descobrir aquele assunto, patrão. - Diz Tenório.
- Jamais. Vire essa boca pra lá! Vamos tentar ser discretos e não deixar que ela chegue na Wanda. - Diz o empresário, preocupado.
Do lado da porta, Verônica ouve a conversa e fica com um olhar sério.
"Então ela se chama Wanda? Bom saber!"


sábado, 8 de fevereiro de 2020


Pâmela tenta reorganizar suas ideias, já pensando num pretexto de entender o que Weslley falara ali em sua frente e diz para o rapaz, que esperava por uma resposta sua, com uma expressão bem séria:
- Posso pelo menos saber do que está falando pra eu entender melhor esta sua conversa?
Weslley sorri com sua resposta, de uma forma um pouco debochada e diz:
- Não acredito que está me perguntando isso!
- Por favor, que história é essa de eu estar mentindo pro seu irmão? Quem é seu irmão? - Interroga Pâmela que já se sente um pouco desconfortável com a situação.
Weslley coloca a mão na cabeça e respira ofegante. Em seguida, responde:
- Eu a vi beijando meu irmão no mesmo clube que nos conhecemos.
Ao ouvir aquilo, a jovem fica perplexa e aparentando um jeito diferente de agir, diz:
- Desculpa. Eu não sabia que vocês dois eram irmãos.
- Sabe o que me impressiona, Pâmela é a sua ideia de revelar seu nome verdadeiro pra ele.
Pâmela fica sem hesitação no momento e responde:
- Eu ia dizer a verdade ok! Tudo no seu momento certo. A gente se conheceu pela internet e eu não tinha noção nenhuma antes de como era o seu irmão. Eu menti sobre minha identidade pra tentar me preservar.
- Já se passaram dias. - Diz Weslley, rebatendo. - Você devia ter dito que não se chama Mariana e sim, Pâmela. Mas isso não é o pior não! Ele não faz ideia que a gente também se conheceu e que nos beijamos.
- Nosso encontro foi legal também. - Diz ela, séria. - Se eu soubesse que você era irmão dele, eu nunca teria me aproximado.

Revelação

- A culpa não é só sua! Eu também me aproximei. Aliás, fui o primeiro a puxar conversa naquela mesa de bar. - Responde Weslley, se sentindo chateado.
- Vocês dois são legais. Bastante diferentes, claro! Mas eu preciso pensar no que vou fazer daqui pra frente. Eu não quero magoar ninguém.
- Eu já estou sentindo que nesta guerra eu vou perder feio. 
- Por que diz isso? Weslley, pode parar ok! Foi apenas um encontro. Eu estou me sentindo confusa agora e querendo apenas descansar um pouco pra ver o que eu vou fazer.
- Um encontro apenas que me fez gostar de você. Mas você já declarou sua resposta. Você quer o Robson e não a mim. - Diz ele, saindo imediatamente e a deixando desolada.



Helen e Walter tentam conversar sem que houvesse algum desentendimento, mas ambos não conseguem. E o assunto é Renata como sempre!
- Eu já lhe disse mais de mil vezes para você não tomar conta de uma criança que não é sua. Já basta a nossa filha! - Diz Walter sério.
- Eu sei que você disse, mas eu gosto do menino, oras!
- Você é muito boba, Helen! Você precisa mudar, mulher! A Renata precisa ter consciência de que ela é mãe e que você não deve ter obrigações de cuidar do filho dela.
- Walter, eu já conversei com a Renata e ela está disposta á arrumar um canto pra ela e o filho morarem. Não vejo problemas nenhum em cuidar do menino. E além do mais, ela está procurando.
- Sei. Está procurando há três meses. Se tivesse realmente procurando, já teria achado.
- Você implica demais com ela. A Renata até se sente desconfortável com essa situação.
- Sério? Não me diga! Ela tem que se sentir sim. Enquanto ela se diverte, você cuida do filho dela que nem uma otária. - Diz Walter, tenso. - Acho melhor ela ir embora dessa casa mesmo. A estadia dela já passou dos limites. 
Ele sai e ela fica pensativa no sofá.

Dani e Ronaldo tomam um café numa lanchonete e o assunto rende.
- O que um turista como você faz aqui em Angra? - Pergunta Dani.
- Eu vim a negócios. - Disfarça Ronaldo.
- Interessante. E já conhece as ilhas?
- Ainda não tive tempo. Mas eu pretendo um dia.
- Se quiser, a gente pode dar um passeio.
- Eu vou gostar. Mas onde você iria me levar? - Se intriga Ronaldo.
- Logo você vai saber. - Diz Dani, pedindo a conta.
Alguns minutos depois, os dois passeiam juntos pela orla da Costeirinha, que se segue para a área do Colégio Naval. Ronaldo se encanta com a beleza do lugar e decide tirar uma selfie. 

Mirante da Costeirinha

No fim do dia, ele agradece Dani por o ter levado à lugares que ele não conhecia e ela sorrindo, diz:
- Você ainda não viu nada, Ronaldo! Amanhã está livre?
- Sim. - Diz ele, sorrindo.
- Então vamos marcar de se ver de novo.
- Tá bom. Vamos sim! - Diz Ronaldo satisfeito.
E conforme combinado na manhã seguinte, os dois saíram novamente juntos. Dani mostrou alguns lugares conhecidos pra Ronaldo e até andaram de jet-sky. Foram momentos intensos de alegria e prazer. 

Cafezinho

Na manhã seguinte, Humberto chega na ilha de Lopes Mendes, por volta das sete e meia da manhã. Ele encontra Tenório a sua espera no resort.
- Que surpresa vê-lo, senhor! Eu não sabia que já estava de volta. Por que não me disse? Eu o iria buscá-lo no aeroporto. - Diz o piloto, lhe ajudando com as malas.
- Não seria necessário. Agradeço a sua gentileza, Tenório! Eu peguei um avião fretado. Queria fazer uma surpresa pra Verônica. Ela está?
- No quarto. - Ele responde.
- Eu vou até lá. - Diz Humberto, se dirigindo ao quarto da filha enquanto os empregados e Tenório recolhem as bagagens.
Ao chegar lá, ele encontra a filha, que o olha pasma.
- Você não vai me dar um abraço?
- Pai, por que demorou tanto á chegar?
- Eu peguei um tempo ruim em São Paulo e os negócios....
- Eu já entendi, tá legal!
- Filha, porque você está me tratando assim? Nem parece que está feliz com a minha presença.
- O senhor sabe que eu odeio essa casa e odeio viver aqui sozinha. Se eu estivesse em Abraão, tudo bem, mas aqui é chato demais.
- Filha, você precisa entender que a nossa casa é aqui e eu não gosto que você fique na casa dos outros.
- São minhas amigas e os pais delas gostam de mim. Me dão atenção, coisa que o senhor não faz.
- Você acha que eu não lhe dou atenção né? - Pergunta ele, já se sentindo indignado.

Na parte de baixo da casa, os empregados já conseguem ouvir a discussão e Tenório comenta:
- Essa Verônica só arranja problemas pro pai. Se fosse minha filha, eu não deixaria falar desse jeito comigo não!
- Se aquieta Tenório. O problema da Verônica é que ela se acha demais nesta casa e o próprio pai não consegue perceber isso. - Diz uma das empregadas.
Tenório muda de expressão um pouco e a governanta percebendo, pede silêncio entte os empregados e chegando próximo do piloto, diz:
- Aconteceu alguma coisa?
- Só estou pensando. 
- Eu acho que já sei o que está pensando. Quer um conselho: por que você não vai atrás dele logo?
- Eu não tenho como achá-lo. Se passaram anos. - Diz Tenório.

Verônica e o pai ainda não se entendem.
- Eu não quero morar aqui com o senhor, meu pai. Eu quero a casa de minha mãe. Eu quero viver no mesmo lugar em que ela morou até o meu nascimento.
- Filha, a nossa primeira casa está fechada há anos. Eu não vejo nenhum problema da gente morar aqui.
- Claro que o senhor não vê problema, porque foi aqui que o senhor traía a minha mãe.
Humberto sente uma raiva por dentro e a ameaça lhe dar um tapa no rosto, mas ele não toma a atitude.
- Por que o senhor não me bate, meu pai? Ande! Estou esperando!
- Filha, eu cheguei cansado da viagem. Portanto, não me chateie com a sua infantilidade. Eu sei que você ainda não superou a morte de sua mãe, como eu também não superei, é claro. Mas eu quero que saiba que essa é a sua casa agora e que a gente tem um ao outro.
- Eu seria mais feliz se minha mãe estivesse viva e o senhor, morto!
- Então é assim que você me agradece? Eu te dou tudo e faço de tudo pra você se sentir feliz e em troca, eu recebo essa ingratidão. Você é muito diferente da sua mãe! - Diz Humberto, que sai do quarto apressado e se dirige ao escritório, deixando a filha sozinha resmungando.
Ao trancar a porta do escritório, ele se lembra de sua falecida mulher que prometeu amor eterno ao seu lado no altar e dos momentos que viveram juntos.
"- Você me ama, Humberto? - Ela perguntou numa das noites tristes que passara ao lado do marido, após uma crise de sua doença, que havia se manifestado pelo corpo.
- Sim, meu amor. Eu te amo muito! - Ele respondeu.
- Se eu morrer hoje, morrerei feliz, sabia? Feliz por você ter me contado toda a verdade sobre o seu caso e por você estar na minha companhia nesses momentos tão difíceis.
- Você não vai morrer, Valquíria! Você vai se recuperar dessa doença e nós dois iremos ter uma vida tranquila e cheia de planos.
- Eu quero tanto acreditar nisso, meu amor. Como eu queria acreditar?
- Você é a mulher da minha vida. Eu não saberia viver sem a sua presença.
- Você vai conseguir viver sem mim, Humberto. Você vai criar a Verônica, vai dar amor a ela, vai ensinar tudo que você sempre sonhou. Você vai conseguir porque você é forte, batalhador, sentimental do jeitinho que eu conheço. Humberto, você não vai se sentir sozinho. Nunca!
- Mesmo assim, eu não quero ficar sem você! Vai ser difícil cuidar dela sozinha.
- Mas você precisa, meu amor! Eu sei que você vai conseguir.
Humberto começa a se lamentar diante da mulher, que já estava se sentindo fraca.
- Amor? - Ela chama sua atenção ao vê-lo de cabeça baixa.
- Oi. 
- Eu vou ficar bem. Não se preocupa! Promete que vai seguir sua vida a partir de hoje?
- Eu não quero que você me deixe, mas te prometo sim!
- Eu te amo muito! Isso é tudo que você precisa saber. - Disse ela, no momento em que fechou os olhos e adormeceu.
A partir daquela exausta noite, Humberto decidira esquecer o passado. Ele nunca mais procurou a amante e decidiu dar uma guinada em sua vida. Criou a filha única.
Após a morte de sua mulher, ele saiu de Mambucaba, com a filha e o empregado Tenório, que já estava trabalhando há dois anos. Naquele tempo, ele ainda não era piloto experiente. Só depois de um certo tempinho, é que ele fez um curso pago pelo seu próprio patrão, para que pudesse pilotar o helicóptero recém-comprado.
A casa em Mambucaba fora fechada. Em memória a mulher, Humberto não vendera e nem alugara. Apenas fechara."

Vila Histórica de Mambucaba
Vila Histórica de Mambucaba

Humberto pensara naquele assunto há horas, quando de repente, decide pegar um livro na prateleira da biblioteca. Ele folheia as páginas do livro denominado Espumas flutuantes de Castro Alves, quando Verônica bate a porta.
Distraído, Humberto decide guardar o livro novamente na prateleira, mas uma fotografia cai das páginas. Ele destranca a porta.
- Eu queria me desculpar por ser tão rude contigo!
- Não precisa, filha! Você tinha motivos, não é mesmo?
- Sim. Eu acho que sou mesmo infantil e ingrata. O senhor me dá tudo e eu não valorizo isso.
Humberto fica em silêncio.
- Desde que mamãe se foi, eu vejo o quanto o senhor se esforçou pra me deixar bem e confortável.
- Que bom! Você é a minha única filha e o dia que eu partir desta vida, você precisa estar pronta pra administrar tudo.
- Por que falar desse jeito agora? O senhor não vai morrer!
- Ninguém sabe o dia de amanhã, Verônica. Tudo isso aqui que eu construí é seu patrimônio.
- Eu sei meu pai e vou fazer de tudo pra cuidar muito bem deste patrimônio.
- Eu não tenho dúvidas disso. - Diz Humberto, virando-se e indo pra mesa.
Verônica se aproxima da mesa onde estava o pai e o abraça fortemente, porém ao ver a fotografia de uma mulher caída no chão, sua expressão muda radicalmente.
Ela larga o pai em seguida e pegando a foto, pergunta séria:
- Eu posso saber quem é essa mulher da foto?
Humberto fica sem jeito com a pergunta.

Pâmela trabalha na loja quando Weslley reaparece.
- Será que a gente pode conversar?
- Da última vez que conversamos, não foi legal.
- Pâmela, eu não quero que o Robson saiba que a gente se conheceu no clube.
- Como é que é? Mas você e ele são irmãos! Ele precisa saber que nos conhecemos no clube.
- Ele não iria entender. Pâmela, o Robson é uma pessoa totalmente diferente do que você imagina. Ele se sentiria traído entende?
- Isso é loucura, Weslley! Eu não vou conseguir encarar o seu irmão sem dizer a verdade á ele.
- Eu estou apaixonado por você, Pâmela e quero ficar contigo pra sempre!
Pâmela fica atônita com a situação.
- Eu sei que você sente o mesmo por mim. O brilho dos seus olhos diz que o nosso primeiro encontro é o começo de tudo que ainda poderemos viver juntos. - Diz Weslley, pegando a mão delicada de Pâmela e levando em seu peito.
- Por favor, Weslley não faça isso!
- Sinta o meu coração, Pâmela! Cada batida significa uma palavra que se transforma num imenso carinho que sinto por sua pessoa.
- Não fala assim....
Sem dizer mais nada, ele o beija nos lábios dela e ambos se entregam ao profundo sentimento, que antes estava oculto, mas que agora estava vivo e em chamas novamente.


Shania chega na loja e os encontram, interrompendo a cena do beijo.
- Acho que cheguei numa má hora né?
Pâmela se afasta surpresa e fica confusa com o que acabou de acontecer.
- Deixa de ser boba. - Diz a jovem sem pensar. - Este é Weslley, irmão do Robson!
Shania encara Pâmela com um olhar surpreso e cumprimenta o bom moço.
- É um prazer conhecê-lo! - Ela diz.
- O prazer é todo meu! - Responde Weslley, gentilmente. - Pâmela, pensa no que eu te disse com carinho. 
- Pode deixar. - Diz a jovem.
Ele se despede das duas e sai porta afora.
Shania encara Pâmela com um olhar paralisante e questiona:
- Posso saber o que aconteceu aqui?
- Claro! - Ela responde, sem hesitação.

A noite, Robson encontra Pâmela na praça.
- Senti tanto a sua falta, meu amor! - Ele diz.
- Eu também! - Diz ela, lhe abraçando.
- Você está bem? - Ele pergunta.
- Sim. Estou! E você?
- Levando. Você disse que queria falar comigo algo importante. O que se trata, gata? - Ele fica curioso.
- Eu queria te contar uma coisa que houve no dia em que nós dois marcamos o primeiro encontro.
- Ah se for aquele mesmo assunto, sem problemas! Eu até nem lembro mais. Aquela noite foi péssima pra nós dois. Eu e você desencontramos e não rolou nada. Mas hoje finalmente as coisas mudaram né?
- O que eu queria te falar era mais do que isso, Robson! - Ela se prepara pra contar a verdade.
Robson a encara surpreso.
- Você está me assustando! O que houve naquela noite?
- Eu devia ter te contado quando nos conhecemos dias atrás, mas eu não te contei talvez por medo de perdê-lo, eu não sei.
- Por favor, me conta logo e sem rodeios!
- Ok!  - Ela suspira fundo. - Quando nos desencontramos no clube naquela noite, eu conheci uma pessoa e rolou um certo clima entre nós dois. Eu não sabia que voltaria à te ver novamente. Desculpa! - Ela diz, ofegante.
Robson fica hesitante um pouco.
- Eu não sei o que dizer. Mas Pâmela, porque me conta isso agora? Você e esse cara se reencontraram? - Pergunta Robson fazendo a jovem ficar séria.

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