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As histórias que são postadas aqui são de ficção, porém apenas pra degustação para que os leitores possam conhecer os personagens e a trama envolvida. Caso o autor tenha interesse em compartilhar um conteúdo na íntegra, o site lhe informará automaticamente, portanto não deixe de ativar nossas notificações pra ficar por dentro de cada novidade.
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Leandro Elesbão
Mostrando postagens com marcador Traição. Mostrar todas as postagens
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segunda-feira, 16 de dezembro de 2019


No dia seguinte logo ao acordar, Weslley e Robson conversam sobre a noite passada.
- Ela é incrível, irmão! Eu gostei muito dela. - Weslley comenta da jovem que conhecera no clube.
- Que bom, mano! E qual é o nome dela?
- É Pâmela!
- Ah sim. - Diz Robson, desanimado.
- Bom dia, meninos! - Interrompe Nívea na conversa dos filhos.
- Bom dia! - Diz os dois juntos.
- Que cara é essa hein, Robson? Está um dia maravilhoso lá fora! - Percebe Nívea o olhar desanimado do filho mais velho.
- A noite ontem foi péssima pra mim. - Diz Robson, descontente.
- Ele está assim porque levou um bolo da menina da internet. - Revela Weslley.
Nívea encara Robson com uma expressão curiosa e diz:
- Filho, existem outras meninas por aí e tenho certeza de que você vai conhecer alguém que realmente goste de você, do jeito que você é.
- Mas essa garota é linda demais, mãe! - Diz Robson. - Eu a conheci pela webcam. Agora só falta nos conhecermos pessoalmente.
- Ok! E você, Weslley? Conhece essa garota?
- Não, mãe! Eu nada sei sobre ela. - Diz Weslley, sincero.
- Mas o meu irmão sempre tem sorte. Ele conheceu uma garota ontem e por isso, está feliz desse jeito. - Retruca Robson.
- Verdade, filho? - Fica curiosa Nívea.
- É sim, mãe. Ela é gente fina á beça. Chama-se Pâmela.
Nívea fica admirada ao saber que Weslley conhecera alguém que ele considera muito especial á princípio.

Enquanto isso, Pâmela esquece o celular na mesa do centro da sala quando sua mãe Elaine recebe a visita de uma amiga chamada Helen acompanhada da filha Nanda em sua casa. Enquanto as duas conversam distraidamente, Nanda de cinco anos encontra o celular e decide jogar um pouco. Como ela não entende por ser muito nova, acaba deletando alguns contatos de Pâmela, tais como o número de Robson. Minutos depois, Pâmela sai do quarto e desce a escada quando encontra o celular nas mãos da pequena e fica preocupada. Ela o tira das mãos da menina apressadamente e diz:
- Não pode ficar brincando com o telefone da tia.

Cuidado

Nanda entende aquelas palavras e as guarda em silêncio.
Pâmela resolve verificar se estava tudo normal, quando Elaine pergunta o ocorrido.
- Não foi nada, mãe! O meu telefone estava com a Nanda.
Helen se preocupa e pergunta:
- Pâmela, me desculpe! Eu nem vi que o celular estava com a minha filha.
- Sem problemas, Helen! É tanta coisa na cabeça que a gente esquece.
De repente, ela percebe que alguns contatos foram excluídos do aparelho e diz, insatisfeita:
- Não acredito!
Elaine encara a filha e pergunta:
- O que aconteceu agora?
Sem medo de dizer a verdade, a jovem confessa:
- A Nanda apagou alguns contatos meus.
Helen se sente péssima com a situação e Pâmela diz pra não se preocupar. Aliás, foi um pequeno acidente e isso é normal acontecer.

Enquanto Pâmela tenta se conformar com o que houve com o seu celular, bem próximo dali, Edileusa cuida da casa curtindo o rádio novo que foi recém-comprado alguns dias antes, quando o telefone toca.
- Oi, amiga! Como vai? - Pergunta Renata.
- Oi! Tudo bem e você?
- Comigo está ótima! Está sabendo do pagode que vai rolar nesta sexta á noite?
- Claro, amiga que estou sabendo.
- Então você vai, Edileusa?
- Mas é claro! Eu não iria perder uma roda de samba né?
- Bom, vamos juntas então!
- Perae, mas e a Helen ta sabendo que você vai neste pagode?
- Eu vou avisar ela, mas não se preocupe! Helen é gente boa. Vai quebrar o galho pra mim!
- Amiga, essa história de você deixar o seu filho sempre nas mãos da Helen, não é bom! Vá por mim!
- Amiga, não tem problema não! A Helen nunca se importou com isso. E além do mais, meu filho gosta muito dela.
- E quanto ao Walter? O que ele pensa sobre isso?
- Bom, o Walter continua o mesmo de sempre, amiga. Ele sempre é o contra, mas a Helen não se importa com isso e tenho certeza de que ela vai mais uma vez me ajudar nessa. - Diz Renata.
Edileusa fica em silêncio.


Shania encontra Pâmela na sua loja de roupas e a cumprimenta.
- Está tudo bem? - Ela percebe um olhar triste.
- Não, Shania! Não foi nada demais.
- Não foi nada demais e você está triste assim? Ande, me conte!
- Tudo bem! É que eu perdi alguns contatos importantes no meu telefone e um deles, foi de um cara que conheci pela web.
- Você está falando do Robson?
- Exatamente. A minha sorte é que não perdi o número de outro rapaz que conheci no clube neste fim de semana passado. Se eu tivesse perdido, eu não saberia o que fazer.
- Como assim, amiga? Existe outro na parada agora?
- Bem, é mais ou menos isso. Eu conheci o Weslley no clube neste sábado passado e nós ficamos, entende?
- Não acredito! E o tal Robson que você estava ansiosa pra conhecer?
- Não rolou, amiga! O Robson me deu o maior bolo então, Weslley apareceu e pra não terminar a noite sozinha, você me entende né?
- Eu entendi o recado, Pâmela! Mas que bom que você conheceu alguém.
- É verdade, Shania. Ele é muito legal.
- Hum. Mas e você? Vai mesmo pra casa da sua tia Cleusa nesta semana?
- Eu pretendo sim. Vou passar alguns dias por lá, mesmo que tenha que aturar aquela insuportável da minha prima.
- É verdade, Pâmela! Não sei como a sua tia suporta aquela menina.
- Ela é mãe, Shania e tem carinho pela Vânia. Sentimento de mãe é eterno!
- Isso eu sei, amiga mas a Vânia é do tipo de pessoa que não tem sentimentos. Ela não se importa com ninguém.
- Mas não vamos falar sobre ela, ta legal! Vamos deixar a Vânia de lado.
- É melhor mesmo! - Diz Shania. - Bom, eu vou indo! Tenho que passar numa floricultura antes de ir pra casa.
- Flores? Pra quem será hein?
- Não vem de graça! - Diz Shania, sorrindo alegremente. - Eu amo flores e ponto final!
De repente, o celular toca e Pâmela confere a ligação antes de atender.
- Quem é amiga? - Pergunta Shania curiosa.
- É o Robson! - Ela responde, séria.
- Bom, vê o que ele quer dessa vez?
Pâmela decide atender a ligação e Robson se surpreende ao ouvir a sua voz.
- Oi! Tudo bem? - Ela pergunta.
- Oi! Será que podemos conversar?
Pâmela fica hesitante, mas no final aceita e conversa com o rapaz enquanto Shania acena e sai.

Amizade

Weslley confere a sua agenda no telefone celular e ele fica pensativo ao ligar pra Pâmela. De repente, ele toma coragem e disca, mas dá chamada ocupada.
Nívea o encontra na cozinha e diz:
- Filho, preparei aquele bolo que você adora!
- Que bom, mãe! - Diz ele.
- Aconteceu alguma coisa?
- Não. Por quê?
- Por nada. Eu só estou sentindo você meio desanimado.
- Bom, não é nada que eu possa resolver, mãe. Te amo! - Ele o abraça fortemente e o beija no rosto. - Bom, vou tomar uma ducha! E o Robson, onde está?
- Ele deve estar correndo atrás da tal moça da internet. - Diz ela, sorrindo.
Weslley sorri e vai para o banheiro.

No Rio de janeiro, tudo está sendo uma maravilha pra Cínthia que cursa a sua faculdade e mantém uma relação de afeto com o namorado Mateus. Os dois se preparam pra viajar pra Angra nesse final de semana.
- Será que seus pais vão gostar de mim? - Pergunta Mateus.
- Mas é claro. Eles vão se simpatizar muito com você.
- Tomara, Cínthia. Eu quero muito conhecer sua família.
- Eu sei. E também, está chegando o meu aniversário. Eles vão ficar super felizes quando souber da novidade.
- Como é viver em Angra dos Reis? Eu só conheço por fotos e acho a cidade muito bacana.
- Mateus, é uma cidade belíssima. Possui 365 ilhas e tem pontos turísticos imperdíveis. Você tem que ver a casa da cultura. São tantos quadros que fazem você se sentir em casa. Meu pai é artista plástico, sabia?
- Bem, até aí, eu imagino. Eu vi outro dia um depoimento na TV falando da sua cidade e mostrando algumas obras de artes que estavam sendo expostos por lá mesmo.
- Pois é! Você vai conhecer tudo, meu amor. Eu vou ter bastante tempo pra lhe mostrar detalhe por detalhe.
- Eu sei. - Diz ele, a beijando.
Cínthia era a filha mais nova de Odilon e Catarina. Sempre dedicada aos estudos, ela provou a família que não é uma simples jovem brincalhona, mas sim, uma mulher determinada que faz de tudo pra ver seus sonhos serem realizados. Apesar de ser extrovertida, Cínthia é uma jovem doce, de olhos negros e num corpo físico atlético. É uma mulher que sonha alto e se preocupa em primeiro lugar com a família. Seu relacionamento com Mateus é serio. Eles se conheceram na faculdade e estão juntos há seis meses. Atualmente, existe algo entre eles, que pode fazer seus pais se sentirem felizes ou péssimos, dependendo da reação, é claro, que a tal novidade irá causar. Mas esse medo que existe em contar ou não contar está lhe deixando com sérias dúvidas. Já Mateus é um rapaz ciumento, que não perde a chance de grudar na namorada. Ele é um estudante como ela, que sonha fazer medicina. É filho de um dos governadores do país e almeja viajar com Cínthia depois da faculdade pra Miami, onde por sinal, pretende se casar e formar uma família. Mas isso é apenas um plano!

Em Abraão, Verônica sai de jet-ski e espera Yuri na casa dele. Ao chegar lá, a empregada da casa avisa que ele deu uma volta e ela decide averiguar. Nesse mesmo instante, o rapaz passeia pelo píer com Dani de mãos dadas e nem sonha encontrar a filha de Humberto por ali.

Aventura

- Você está pensando em viajar mesmo. Vou sentir muito a sua falta. - Diz ela, triste.
- Dani, vai ser por alguns meses, mas não vamos deixar de manter contato. Vamos nos falar sempre que der.
- Eu sei. Se eu pudesse, eu ia contigo.
- Mas você não pode! Sua mãe ficaria irada comigo se eu te levasse pra longe dela.
Dani sorri por alguns instantes.
- Não se preocupe, ok! Eu nunca vou te abandonar. Você sabe muito bem disso!
- É claro que eu sei, Yuri! Mas o fato é que eu vou estar sozinha aqui. Por que você não adia?
- Porque eu vou estar com ele, meu bem! - Diz Verônica, com um olhar sério, interrompendo a conversa íntima.
 Os três se encontram.
- Verônica, você por aqui? - Ele se pasma.
Verônica descobre a traição do namorado e responde:
- Acho que eu cheguei na hora certa, né?
- Não é nada disso que você está pensando. - Ele se defende.
- Como, Yuri? Como você pode ter feito isso comigo? Você tem outra!
Daniela fica sem palavras ao ver Verônica no estado de ira.
- Yuri, quem é essa mulher? - Dani decide interrogá-lo.
- Dani, eu..... - Ele não consegue falar.
- Eu sou a namorada dele, entendeu. - Diz Verônica.
- Você o que? - Dani se intriga com a resposta. - Yuri, diga que não é verdade?
Sem ouvir nada em sua defesa, Yuri se cala e Daniela, o empurra irritada, jogando-o no mar.
- Por que você não me disse que estava indo viajar com outra garota?
- Dani, desculpa!
- Eu te odeio! - Diz Dani, péssima. - Seu falso! Mentiroso! Seu sentimento é pura ilusão. Não me procure mais!
Verônica e Dani se encaram de frente. 
- Eu sinto muito por tudo isso mas não sabia. - Diz Dani.
Verônica não menciona palavra alguma e Dani se afasta correndo, pegando seu jet-ski.
Verônica se aproxima de Yuri que estava saindo da água e tirando o anel do dedo, joga-lhe no rosto.
- Yuri, nunca mais me procure, ok! E curta a viagem sozinho, porque eu estou farta de você!- Diz ela, saindo devagar.
Yuri é abandonado pelas duas jovens no píer.

Dani chega em casa e Wanda a encontra triste.
- O que aconteceu agora, filha?
- Eu não quero mais ver o Yuri, mãe.
- Por quê? O que ele fez agora?
- Ele tem outra. Ele me enganou, mãe.
Wanda abraça a filha, que se lamenta.
- Ele parecia ser um bom rapaz.
- Mas não é. Ele é um falso. Ele nos enganou direitinho e eu tola, caí nas lábias dele.
- Mesmo assim, eu ainda fico desconfiada. Ele me provou que te ama.
- Era tudo mentira. Eu conheci a jovem que diz ser namorada dele. Mãe, a senhora não sabe a raiva que estou sentindo por dentro. - Diz Daniela, entristecida.
- Não fica assim não meu amor! Se ele fez isso com você, é porque ele não te merece. Você é linda e vai encontrar alguém melhor do que ele.

“Jamais senti que Yuri fosse desleal comigo. Ele parecia um cara legal. Parecia que nunca iria me fazer sofrer, mas me enganei. Como sou tola em ter acreditado que ele seria diferente como os outros rapazes. Eu nunca vou perdoá-lo por isso. Quero esquecer que essa fase ruím da minha vida ocorreu há poucas horas deste trágico dia. A minha vontade era de matá-lo com as minhas próprias mãos, mas não vou me sujeitar á tal ato. Quero rabiscar esse momento do meu caderno!”

Verônica também chega em casa e encontra o empregado Tenório, que arruma o helicóptero.
- Ora, quem chegou cedo! É a princesinha.
- Não vem cheio de graça pra cima de mim, não.
- Por quê? Já está mordida, é?
- Sim, eu tive um dia péssimo hoje, ok? Meu pai está?
- Não. Ele saiu faz duas horas.
- Que droga! Você ainda não consertou essa porcaria?
- Não. Por quê? Pretende usufruir dos meus serviços?
- Você gosta de zoar, né? Eu não vou pegar o helicóptero hoje, não. Eu vou de iate, que é mais seguro.
- Está com medo de que possa acontecer algo?
- Se você pilotar, eu tenho medo, sim. Sou muito nova pra morrer. - Ela sai.
- Riquinha egoísta! - Ele diz, num tom baixo.
Nesse momento, a empregada Isadora chega e os dois conversam.
- Você adora cutucar a onça com vara curta né?
- Eu gosto de provocar mesmo. Nunca fui com a cara dessa menina.
- Eu também não mas ela é filha do magnata. Por isso nem gosto de dar certas opiniões. Emprego hoje em dia está difícil e se eu perder este, eu tô ferrada com minhas prestações do mês.
- Eu entendo você. Eu não sei como o Senhor Humberto aguenta essa garota mimada. Se eu fosse o pai dela, ela não estaria assim não.
- Bom, vamos mudar de assunto né? Já tomou o seu café?
- Ainda não.
- Vem tomar então! - Ela o convida e ele a acompanha.
Tenório era o empregado braço-direito de Humberto. Ele mantinha uma relação de confiança com o seu patrão. Eram cúmplices em tudo. Ele tem um segredo oculto, que maltrata seu coração e sua alma por dentro. Um segredo que só Humberto sabia e que cansava de aconselhá-lo a respeito. Atualmente, ele não é casado. Ele se dedica inteiramente ao trabalho e faz disso, um hobbie. Gosta de pilotar o helicóptero da família e se diverte pescando nas melhores localidades da baía da Ilha Grande.

Praia Vermelha - Ilha Grande
Praia Vermelha

Na manhã seguinte, Rafaela se encontra com Ronaldo. Ele decide lhe contar algo.
- Você queria falar comigo? O que se trata?
- Senta aí. - Ele pede.
Rafaela senta num banco da praça e ouve.
- Bem, o que foi?
- Você se lembra de quando eu disse que não iria sossegar enquanto não achar o meu avô?
- Claro. Eu até estou do seu lado nesse desafio. Por quê?
- Porque eu recebi uma chance de encontrá-lo.
- Que boa notícia, meu amor. Onde ele está?
- Eu não sei direito onde ele está. Eu só tenho uma pista.
- O Jeff  ligou pra você avisando?
- Eu que liguei. Ele me contou sobre um senhor aposentado que tem um ateliê no centro de Angra e que possui o mesmo sobrenome de minha mãe. Ele acredita que é o meu avô.
- Bem, o que você vai fazer agora?
- Só tem um jeito de descobrir a verdade.
- Que jeito, Ronaldo?
- Eu vou ter que ir pra Angra. Vou procurar saber desse ateliê e desse senhor.
Rafaela muda de expressão.
- O que foi? Não gostou de saber da novidade?
- Não é isso. Eu gostei mas...
- Mas?
- Eu não vou poder ir com você.
Ronaldo fica surpreso.
- Por quê?
- Ronaldo, eu tenho o meu trabalho aqui e não vou poder me ausentar.
- Entendo. - Diz ele, a abraçando. - Eu queria muito que você fosse comigo.
- Eu também queria mas desculpa! Não vai dar.
- Tudo bem. Você fica então mas eu vou estar de volta em alguns dias ok!
- Ta bom! Ronaldo, e se não for o que você procura? Pode ser que seja mais uma pista falsa.
- Meu amor, eu só vou ter certeza da verdade se eu tentar. Me deseja sorte!
- Claro. Toda a sorte do mundo. Você sabe que eu te dou a maior força, né? Pode contar comigo sempre!
- Como eu queria que você fosse comigo.
- Eu não posso, Ronaldo. Eu já disse! Eu dependo do meu trabalho. Você sabe disso! Não se preocupe, eu vou ficar bem. - Diz ela, sorrindo.
- Eu vou sentir muito a sua falta. Eu não vou saber o que fazer sem você por lá.
- Deixa de bobeira tá! Você precisa ir ao encontro de seu avô. Eu não posso seguir com você. Esse desafio é só seu e de mais ninguém. Nós vamos manter contato sempre, através do telefone e além do mais, você não estará tão distante assim. São apenas alguns dias.
- Eu sei disso, Rafa. Mas não faz sentido eu te largar aqui.
- Ronaldo, escute! - Ela olha em seus olhos. - Eu te amo muito! Você não vai estar sozinho. Você vai conseguir encontrar o que tanto procura e aí, sim, eu ficarei muito feliz por você ter conseguido. Você não pode desanimar, não! Vá à luta, acredite que eu estarei do teu lado e siga em busca do seu caminho.
- Obrigado! - Ele a abraça feliz. - Tenho muito orgulho de ter lhe conhecido.
- Eu que tenho orgulho de você. - Ela diz, feliz. - Você é uma pessoa maravilhosa.

“Bem, queria tanto que ela fosse comigo! Que ela estivesse ao meu lado nos momentos em que eu me sentisse sozinho. Ah, como seria legal tê-la o tempo todo comigo. Eu não pensaria em mais nada, a não ser, beijá-la, abraçá-la carinhosamente, afagar seus lindos cabelos, dormir ao seu lado em cada noite. Acho que eu vou sentir muito a falta dessa mulher. Ela não imagina o quanto eu vou me sentir sem a sua presença. Mas, eu preciso focar o meu propósito em encontrar o paradeiro da minha família, nem que eu tenha que ir longe. Eu preciso achar o meu avô e saber dele onde está o meu pai. Essa é a chave de toda a minha história. Eu vou ficar com o meu coração partido em deixá-la, mas o que posso fazer? Ela tem o trabalho dela. Eu não posso atrapalhar a sua vida agora. Eu preciso me concentrar no meu plano. Eu tenho que achar a resposta dessa agonia que me tortura por dentro.”


*Continua...

segunda-feira, 15 de abril de 2019


Suzi acende um cigarro de dentro do carro e depois, retoca a maquiagem. Em alguns minutos, ela sai e vai até o galpão antigo e encontra alguns seguranças na portaria. Um deles a reconhece de longe
- É a Suzi! Deixa entrar! - Ele ordena aos companheiros que fazem a segurança do local.
Suzi agradece com um olhar sedutor e um deles comenta ao próximo:
- Como essa mulher é gostosa, hein?
Ao chegar perto da entrada do escritório, Suzi abre a porta e o desconhecido a cumprimenta.
- Ora, ora! Quem está aqui! É a minha princesa Suzi. A razão da minha vida! - Ele beija sua mão.
- Vamos parar de brincar um pouco e falar sério agora.
- Hum. E o que você quer conversar, gata?
- Eu quero saber o que você fez com o Mathew.
- Caramba! Você só veio aqui por causa do policial? Eu não estou acreditando nisso, Suzi!
- Me diga a verdade! Diga que Mathew está bem!
- Quer saber mesmo a verdade? Ele está bem, sim! Não fizemos nada com o seu amado. O nosso plano está saindo muito bem, Suzi! Agora tenho um trabalho pra você!
- Olha, eu não vou mais fazer trabalho nenhum pra você. Você já tem o Matt, conforme combinamos. Não faço mais parte do seu grupo.
- Você está me dispensando, Suzi? Olha que posso fazer com que Matt descubra a verdade sobre você.
- Isso é uma ameaça? Porque se for, saiba que eu já contei á Matt que sou prostituta. Não tenho mais nada a esconder.
- É mesmo, Suzi? E aquele outro segredo que tínhamos? Matt não vai gostar nadinha de saber que a amante tem ficha criminal na polícia e que ela sabe mentir tão bem, a ponto de manipular quem cerca. É o caso do roubo no supermercado, ou pelo menos, a tentativa de roubo, no qual a heroína salva a mulher do príncipe.
- Você não deve estar falando sério. Nós tínhamos um acordo. Matt jamais iria saber disso. Você prometeu!
- Eu sinto muito, mas eu mudei minhas táticas. Se você pensa em cair fora do jogo agora, saiba que não é uma boa hora. Bom, você decide, Suzi?
- Eu te odeio, viu? - Diz Suzi, irritada.
- Aceite o trabalho que vou te propor e não me decepcione ou o seu segredo será escancarado pra cidade inteira. A polícia vai gostar de saber que você matou um cara, Suzi!
Suzi fica sem palavras e senta-se na cadeira. O desconhecido toca seu rosto e ela o encara fixamente.
- Você é tão bonita com essa expressão irritada!
De repente, ela cospe em seu rosto, que fica surpreso com tal ato. Ele se enche de fúria por dentro e lhe dá um soco no rosto.
- Nunca mais faça isso ou eu acabo com você, vagaba! - Diz ele, a deixando com marca no rosto.


Não me Provoque

Enquanto isso, Mathew fica pensativo com tudo que o tal homem disse a respeito de Smith e de Regina. Ele chega à conclusão de que deve sair dali o mais rápido possível e tentar descobrir a verdade sozinho pra ter certeza de que tudo que soube é verdadeiramente um fato lógico ou um simples engodo pra que ele não consiga resolver o caso em imediato.
De repente, ele ouve vozes vindo do escritório e escuta a voz de Suzi com o desconhecido.
- Não pode ser! Eu estou reconhecendo essa voz feminina. É a Suzi!

Já Smith fica preocupado em não receber a ligação de Matt e decide entrar em ação. Ao cercar todo o velho depósito, ele não o encontra e fica confuso.
- O que aconteceu com o Matt? Ele não está aqui!
Um dos policiais comenta:
- Senhor, o Matt não está em lugar nenhum. Algo deve ter acontecido a ele.
- Isso não pode acontecer. Vasculhe tudo! Matt tem que ser encontrado.
- Sim, senhor! - Diz um dos policiais.
Smith decide fazer uma ligação e avisa:
- O Matt desapareceu com o dinheiro. Fiquem alerta! - E desliga.

O desconhecido esquece a arma sob a mesa e vai no banheiro. Suzi aproveita a oportunidade que desejava ter.
- Vamos ver quem é o mais esperto aqui, otário!
Ela pega a arma da mesa e aponta em direção a porta do banheiro. O tal homem ao sair se surpreende ao ver o seu próprio revólver apontado em sua direção.
- Suzi, o que pensa que está fazendo?
- Estou fazendo o que deveria ter feito há muito tempo.
- Você não pode me matar. Você sabe disso tanto quanto eu! Eu ainda sou útil pra você.
- É claro que eu não posso te matar. Não ainda, mas vai chegar o dia em que não haverá mais nenhum motivo de deixá-lo vivo. Você sabe disso tanto quanto eu! Agora, me leve até o Matt!
- Você é uma safada, uma ordinária!
- Eu aprendi com você, meu amor! Agora, vá antes que eu perca a paciência e exploda seus miolos. - Diz ela, com a mão sob o gatilho.
O desconhecido leva Suzi até a sala onde Matt se encontra e os dois ficam frente a frente.
- Suzi? O que está fazendo aqui? - Se intriga Matt.
- Oi, Matt! É um prazer revê-lo, mas estou ocupada agora. Se puder fazer tudo que digo, vai me ajudar muito!
Matt consente e Suzi ordena que o desamarre.
O desconhecido desamarra Matt aos poucos, com uma expressão irada e Suzi olha para os lados, tentando ver se vinha alguém.  Depois de desamarrado, Matt se liberta de algumas cordas que ainda o envolvia e Suzi pede para o policial ficar próximo dela. Ele obedece.
- Suzi, eu preciso que ele me responda uma coisa importante. - Diz Matt, sensato.
- Tudo bem! - Diz ela. - Só não demore muito.
- Eu quero saber da Brendha. Onde ela está? - Ele interroga o tal homem.
- Eu não vou responder pergunta alguma. - Diz ele, irado.
- Você vai responder, sim antes que eu acabe com a sua vida nesta sala. - Diz ela, cheia de raiva com a arma na mão.
- Eu não vou falar porcaria nenhuma. Se quiser, pode me matar!-Diz ele.
Matt vira-se á Suzi e a encara. Depois, vira-se a ele e lhe dá um murro em seu tórax, que o faz cair no chão, se contorcendo de dor.
- Ui! Essa doeu até em mim! - Diz ela.
- Suzi, o que pretende fazer com ele? - Pergunta Matt, se afastando. - Ele pode ser útil. Ele sabe onde está Christine e o meu filho e a Brendha também. E sabe de umas paradas que ainda me confundem as ideias.
- Matt, você é um tolo em achar que a Suzi é de confiança. Ela também esconde algo de você. - Diz o homem, atrapalhando a conversa.
Nessa hora, Matt e Suzi se entreolham.
- Então, vai falar ou não desgraçado! - Diz ela, irritada, mudando um pouco o assunto.
- Vocês venceram! - Ele grita bravo.
Quando ele ia falar, ouvem-se rajadas de tiros e os dois são obrigados a cair fora dali o mais rápido possível.
- Vamos mantê-lo aqui dentro. E não se preocupe, meu amor! Apenas confie em mim. - Diz ela, correndo pra porta e trancando-o por dentro.
- Sua vagabunda! Me tira daqui! - Ele começa a gritar furioso de raiva. - Saibam que não vão escapar de mim, seus otários!
Suzi e Matt fogem correndo do escritório e os capangas decidem segui-lo por todo o galpão abandonado. Com a arma apontada em sua direção, o segurança libera acesso pra Suzi e Matt passarem. Depois, eles entram no carro e fogem apressadamente.
- Você é louca, Suzi! Agora percebi o quanto você é louca. - Diz Matt, aliviado por ter se livrado da prisão.
- Você ainda não me viu louca, Matt! - Diz Suzi, acelerando o carro.
- Posso saber por que está envolvida nisso e porque devo confiar em você?
- Claro, meu amor! Eu vou te contar tudo. Prometo! Agora, se você não confiar em mim, em quem você confiaria?
- Acho bom mesmo, Suzi, porque já estou farto de ser enganado.- Diz Matt, revoltado e observando as fotos em que estava Smith nos dias dos crimes. - Agora, o que me preocupa é a Brendha.
- Fica tranqüilo, Matt! - Diz Suzi. - Você vai achá-la!



Nesse ínterim, Smith folheia alguns documentos quando o telefone toca.
- Oi, é o Sr. Smith falando! O que descobriu?
- Senhor, até agora nem sinal do Mathew. - Diz um dos policiais.
- Tudo bem. Continue na posição e me avise se o virem.
De repente, o telefone celular toca e ele vê no visor. É uma chamada de Mathew.
- Espera um instante! - Ele deixa o telefone fora do gancho e atende o celular. - Mathew, onde está, meu rapaz?
- Sr. Smith, o plano não deu certo. Tive problemas na operação, mas está tudo bem agora. - Ele revela.
- Mas onde você estava? - Pergunta Smith, preocupado.
- Eu fui deixado num terreno baldio e me levaram toda a grana. Consegui encontrar o celular por sorte e por isso, estou te ligando. - Ele resolve mentir, sob o olhar fixo de Suzi no volante.
Suzi que estava ao seu lado fica atenta na conversa do rapaz com o delegado, mas não desvia a atenção do volante.
- Quer que eu mande alguém pra te buscar?
- Não será necessário. Eu consegui uma carona e estou indo pra delegacia agora. Alguma informação nova por aí?
- Bom, por enquanto nada. Mas é bom saber que você está vivo e que está bem. E agora, quais são as chances de pegar esse bandido?
- Senhor Smith, vamos continuar com o plano da festa de Justine. Se estivermos certos desde o início, o criminoso vai atacar outra vez e desta vez, será quem imaginamos. - Diz Matt.


Sei o que Fazer

- Ok! - Diz o delegado, consentindo.
Ao desligar o telefone, Matt diz á Suzi:
- Vamos ver até aonde vai esse jogo?
- Mas você tem certeza de que o seu chefe está envolvido?
- Eu não sei de mais nada, Suzi! Eu não sei nem se devo confiar em alguém.
- Matt, não diga isso! Você sabe que estou do seu lado. Até te salvei.
- Mas um mistério pra mim, Suzi! Porque está nesse jogo e porque me salvou? Eu só queria pelo menos entender isso.
- Não se preocupe, Matt! Você vai entender tudo. - Diz Suzi, confiante. - Agora, vamos até a Brendha!
Ao chegarem no local, os dois ficam desolados ao perceber que a menina sumira novamente e que mais uma vez, não conseguiram encontrá-la.
- Nada por aqui! - Diz ele, se lamentando.
- Tenha calma meu amor! Vamos fazer o jogo deles.- Diz Suzi, determinada.
- Tem algum plano em mente?
- Acho que sim! - Diz ela, séria.

Dias se passam e Suzi resolve fazer uma ligação anônima. Em seguida, alguém atende do outro lado da linha.
- Então, você quer mesmo fazer isso?
- Sim. Eu quero! - Ela responde, determinada.
- Está entrando numa área arriscada moça.
- Eu já estou envolvida. Não tenho escapatória.
- Ótimo! Aguarde meu contato que brevemente estarei te ligando novamente.
- Obrigada! Você não sabe o favor que me presta.
- Preciso te fazer uma pergunta antes que desligue.
- Diga! - Diz ela, já ciente do que deveria ser.
- Tem algum motivo pessoal pra me pedir isso? Suzi, você sabe que a conheço bem.
- Se eu dissesse que não, estaria mentindo.
- Entendi. Enfim, se cuida ok! Tenho muito carinho por você.
- Obrigada! Aguardo contato! - Diz Suzi, desligando. - Agora, Matt vai perceber o quanto eu sou de confiança pra ele.

Na delegacia, Sr. Smith pensa em tudo que Matt lhe disse sobre o fato de ter sido abandonado e ter perdido toda a grana que havia arrecadado para a liberdade da menina.
- Alguma coisa não está certa. - Diz ele, pensativo sobre a mesa.
De repente, Matt surge no escritório e o encontra.
- Como anda os preparativos pra festa de Justine?
- Até agora, tudo está indo bem. Matt, me responda algo?
- Sim. - Ele diz, pegando um café.
- Você chegou a reconhecer algum dos bandidos que o deixaram neste tal terreno baldio?
- Não senhor, porque eu praticamente caí numa cilada organizada por eles.
- Hum. Entendi! Mas você, Matt um cara super corajoso, equilibrado, cair numa cilada?
- O que está insinuando?
- Você vacilou legal, Matt! Onde estava com a cabeça? Só podia ser naquela mulher de novo né?


Preciso descobrir a Verdade

- Sr. Smith, eu caí naquela cilada totalmente de propósito. Não houve vacilo! Apenas deixei-me levar todo o dinheiro. Foi uma simples jogada de mestre.
- Sabe o que eu acho, Matt? Você está sabendo de algo e não quer contar-me. Alguma coisa aconteceu neste depósito.
- Sr. Smith, por acaso está desconfiando da minha pessoa? Você acha que eu iria mentir justamente para o senhor que cuidou de mim durante esse tempo todo, que me ensinou como se comportar como um policial honesto e corajoso? – Questiona Matt - Não me conhece?
Smith fica pensativo com as palavras do policial e diz:
- Desculpa, Matt! Eu confio em você, meu amigo e sei que não mentiria pra mim.
Matt se sente aliviado por dentro e responde:
- Então, está preparado pra pegarmos de vez esse criminoso?
- Com certeza, meu amigo! - Diz ele, apertando a sua mão.

Suzi consegue encontrar o paradeiro de Brendha e a jovem decide ligar para Matt. Sem hesitar, ele reúne alguns policiais e vão para o endereço marcado. Smith acredita que pode ser outro alarme falso.
Chegando no local, Matt reconhece alguns comparsas do tal desconhecido que falou com ele naquele galpão abandonado e dá sinal pra avançarem. Ele entra escondido num antigo prédio, onde parecia ser um cárcere privado e luta com alguns homens a mão armada. As frotas policiais circundam a área e conseguem prender alguns homens que faziam a segurança do local. Matt finalmente encontra Brendha, que estava toda amarrada e amordaçada. Ele retira as cordas que a prendem e depois, a abraça fortemente, trazendo conforto e esperança.
- Obrigada! - Diz ela, agradecendo aos prantos, tentando conter a emoção de que foi salva daquela prisão.
- Não precisa agradecer, Brendha! Eu estou aqui e nada vai lhe acontecer de mal agora. Fica calma! - Diz ele, determinado a levá-la pra bem longe dali.
Horas depois, o delegado brinda por Brendha estar viva e Matt fica feliz que conseguiu salvá-la das mãos dos bandidos.
Já o desconhecido homem pra quem Suzi trabalha, fica irritado ao saber do acontecimento e promete fazer vingança. De repente, o telefone toca e ele atende num só toque.
- O que você quer, sua cadela, safada?
- Eu vim te dizer que o seu plano falhou, meu amor!
- Vagabunda! Por que você arruinou meus planos?
- Simples. Porque eu não sou mais a sua mulher, o seu objeto sexual, o seu ursinho de dormir. Eu me tornei uma pessoa de princípios e eu estou disposta a mudar pra melhor. Não quero mais ser sua escrava!
- Você acha que Matt vai viver ao seu lado pra sempre? Está enganada, Suzi! Quando ele descobrir quem é você de verdade, pode esperar! Seus dias estarão contados. Ah e não se esqueça querida: eu ainda tenho a família de Matt comigo!
- Eu não tenho medo de ameaças e nem do que pode acontecer comigo. Se Matt descobrir a verdade, tudo certo! Mas é bem provável que ele descubra uma coisa antes e você sabe perfeitamente o que é. Você arruinou o passado de Matt. Quanto a família dele, se prepare porque ele não vai deixar barato.
- Eu o quê? Está brincando comigo! Eu não tenho nada a ver com o passado do seu namoradinho. - Diz ele, resmungando.
- Tem certeza? Porque conforme eu descobri pelos meus contatos, você causou a morte de pessoas inocentes no passado. Matt, por incrível que pareça, jamais perdoaria que os seus pais foram cruelmente assassinados e que o assassino está bem perto do que ele possa imaginar.
- Você andou se informando demais ao meu respeito e isso não é bom, minha cara! - Diz ele, sendo ameaçador.
- Fazer o quê, meu amor? Eu aprendi com a vida e você me ensinou muita coisa. Mas chegou a hora de você saber que eu sei me cuidar sozinha e que aquela garota inexperiente, hoje se tornou uma mulher determinada e que vai fazer de tudo pra ser feliz e escrever a sua própria história, sem que ninguém impeça isso! - Ela termina o assunto e desliga o telefone, fazendo com que ele fique furioso de raiva.


Atenção: Para dar continuidade a leitura de "Atração Fatal", a obra está disponibilizada na Amazon e Plataforma Wattpad:


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