Suany fica se lamentando pra Guilhermina sobre a possibilidade de não haver mais casamento, pois teve um atrito com Fabiano. Ciente da situação ocorrida, Guilhermina defende as atitudes do irmão e Suany admite seu erro.
— Eu não quero perder seu irmão, Guilhermina! Ele é tudo pra mim.
Guilhermina fica em silêncio, quando Verena interrompe a cena.
— Filha, deixa eu falar com ela a sós.
A jovem consente e a matriarca da família se posiciona diante de Suany, que a encara severa.
— Me perdoa, dona Verena! Eu amo o seu filho e não fiz por má intenção.
— Sabe o que me impressiona, Suany? É o seu impulso, sua falta de controle. Estamos passando por uma crise no momento e tudo o que não queremos agora é paparazzi na nossa porta, acompanhados de repórteres. A sua sorte é que eu tenho pessoas competentes, que agem rápido em certas situações. Pense, Suany se eu não as tivesse?
— Me perdoa de verdade, dona Verena! Eu errei, feio sim mas por favor, reconsidere. Eu sou uma boa pessoa.
Verena fica em silêncio por alguns minutos.
— A senhora é como uma mãe pra mim. Sabe perfeitamente disso!
— Tudo bem, Suany e que essas coisas não se repitam mais. Eu vejo a felicidade no olhar do meu filho em relação a essa união com você. Portanto, não se preocupe! Esse casamento vai acontecer, sim. Só dê um tempo pro Fabiano, ok!
Suany enxuga as lágrimas e abraça Verena rapidamente, agradecendo pelo apoio.
Mafalda entra no escritório de Adonias e procura por algo importante. Ela revira as coisas, sem bagunçar muito. Olha gavetas, armários, escrivaninha, mesa e qualquer outra cômoda que existia por ali. De repente, ela acha um envelope preso dentro de um fundo falso de uma gaveta velha e abrindo, acha as provas da traição de Suany. Agora, prestando atenção no rosto do amante, ela percebe que já viu aquele rosto só não se recorda de onde. Pensativa por alguns instantes, ela pega o envelope e guarda na bolsa.
E as mesmas fotografias que evidenciam a relação secreta de Suany com Tony estão nas mãos de Noêmia que guarda rapidamente no guarda-roupa assim que Tony se aproxima do quarto dela.
— Vim trazer seu uísque, minha querida!
— Você é muito gentil, um verdadeiro gentleman.
Eles se abraçam.
Apesar do abraço, sua mente ainda estava presa às fotografias escondidas no guarda-roupa.
— Você me deixa louco! — diz ele, cheirando o pescoço dela.
— Você está me proporcionando muitas coisas boas, seu danado!
— Eu estou feliz por ter te conhecido, Noêmia.
— Eu também. Só achei que teria o apoio de minha filha, né?
— Esquece sua filha e foca na gente. Um dia, ela vai perceber que sou um cara legal e vai acabar me aceitando. — diz ele, a beijando.
Noêmia se rende aos beijos de Tony e os dois acabam caindo na cama. Ela corresponde ao carinho de Tony, mas as fotografias escondidas continuavam rondando seus pensamentos, principalmente um detalhe: aquela tatuagem de aranha, no quadril.
Verena também olha as fotografias e fica pensativa no que fazer em relação àquele material sujo e obsceno.
“Só de olhar isso, me dá nojo e o pior de tudo é que tenho que agir com falsidade pra cima dessa garota.”
Ela pega uma taça e se serve de vinho.
“Eu não vou deixar o meu filho se casar com essa vigarista.”
Na praça em plena noite de céu estrelado, Lisiane e Fabiano cada vez mais próximos um do outro.
— Eu não sei mais o que sinto.
— Fabiano, calma! — pede Lisiane, já percebendo que o rapaz está se sentindo confuso.
— Eu sinto que estou cometendo um erro em relação a esse casamento.
— Somos diferentes, Fabiano.
— O que eu mais quero é ser feliz.
— Eu fico preocupada com a Suany. Se ela souber disso, ela nunca vai me perdoar. Eu não posso perder o meu emprego.
— Você não vai perder nada. A gente se aproximou naturalmente. As coisas aconteceram entre a gente e ela não pode interferir nisso.
— Fabiano, sua família conta com esse casamento.
— Eu achei que estava apaixonado por ela. Hoje já não tenho tanta certeza.
Lisiane se afasta de Fabiano por um momento.
— Eu não posso deixar você fazer isso. A Suany é a sua felicidade e não, eu! Acho que a gente deve parar por aqui.
— Você não entende, Lisiane. Eu me senti interessado de verdade por você. Vai desperdiçar isso?
Lisiane fica em silêncio com aquelas palavras.
— Por mais que você queira me evitar, eu sei que no fundo você me quer como eu te quero.
— Fabiano…
— Deixa eu falar. Eu sei que estou prestes a me casar e que está tudo já organizado pra isso acontecer. Jogar tudo pro alto agora seria uma loucura mesmo. Sim! Mas eu tenho que pensar no que é melhor pra mim também.
— A gente mal se conhece, Fabiano. Tem muita coisa que ainda não sabe sobre mim. Não pode desistir de se casar, só porque sente algo por mim.
— Então me deixa conhecer você de verdade.
Lisiane fica em silêncio, pensativa sobre Richelle, o emprego e aí vem Suany também rondando sua mente, enfim… uma confusão de ideias a tenta colocar diante de uma realidade tão cruel.
— Não. Você é tão… Eu nem sei o que dizer.
Fabiano se aproxima dela novamente e ela sente seu corpo estremecer um pouco. A presença dele mexe com seu subconsciente e por mais que ela queira se afastar, algo em seu coração o deseja. Ela fecha os olhos por um instante. Sabia que deveria se afastar. Sabia que aquilo era errado. Mas quando voltou a encará-lo, não encontrou forças pra recuar. E então ocorre um segundo beijo, a impedindo de falar mais nada.
Richelle ouve a campainha tocar e abrindo a porta, se depara com Suany.
— Você por aqui?
— Eu vim te falar uma coisa, sua serpente! Eu conheci a sua marionete e tenho que reconhecer: ela é muito boa.
— Você não é bem-vinda aqui!
Suany entra pelo apartamento adentro e impedindo Richelle de fazê-la entrar.
— Nunca imaginei que você pudesse fazer algo pra me atingir depois de tudo que vivemos.
— Corta essa, Suany! Não vem com esse papo de melhores amigas. Você sabe que me traiu e não foi poucas vezes, não!
— Você também me traiu, querida. Eu só retribuí o que fez comigo. Ninguém foi santa. Agora, usar uma inimizade do passado e transformar em vingança no presente já deu, né?
— Assim como você arruinou a minha vida no passado, eu vou arruinar a sua no presente. Pode apostar!
— Querida, você não conhece a verdadeira Suany agora. Tente atravessar o meu caminho pra ver o que eu faço.
— Isso é uma ameaça?
— É apenas um aviso. Aliás, tem um belo apartamento. Tudo organizado. Está lindo! Continue cuidando assim.
Antes que Suany saísse da porta pra fora, Richelle solta um comentário irônico:
— Aproveite pra cuidar bem do seu casamento também. Pode ser que nem ocorra!
Suany lança um olhar desafiador sobre ela.



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