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Leandro Elesbão
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sexta-feira, 4 de outubro de 2019


Toc, toc...
- Daniel, você está aí?
Meu irmão vem me incomodar de novo com aquela história de que eu tenho que apresentar a ele umas amigas que conheci há alguns dias no clube, e como eu sei que ele não vai me deixar em paz, decido me levantar da cama e deixar um pouco de lado o meu jogo favorito sendo transmitido pela televisão. Abro a porta e o encontro sorridente.
- Sabia que estava assistindo ao jogo. Não perde uma partida do Corinthians. - Diz Wallace, entrando porta adentro e observando o jogo na televisão.
- Pois é, irmão! Sou torcedor deste time e não perco nenhuma partida mesmo.
- Eu sei disso. Preciso falar com você.
- Eu até já sei o que você quer falar comigo, Wallace. Eu ainda não tive contato com as meninas, mas pode deixar que assim que eu falar com uma delas, eu falo com você ok!
- Ah sim. Tudo bem! Mas não era sobre isso que eu vim falar com você, irmão.
- Não?  - Ele estranha, mas em seguida pergunta:  - Então o que seria?
- Daniel, sabe aquela empresa que você deixou um currículo mês passado?
- Sim. Eu sei. - Ele muda sua expressão.
- Então, a empresa me ligou hoje de manhã e me pediu pra te avisar de uma entrevista que vai rolar amanhã ás duas da tarde.
- Sério, cara? Mas isso é muito bacana. - Diz Daniel feliz da vida.

Torcendo pelo Time

- Eu sabia que você ia gostar disso. Por isso eu vim pra te trazer esse recado.
 - Muito obrigado, irmão! Nossa, eu estou feliz por demais. Essa é uma oportunidade de ouro e eu preciso dela.
- Eu sei. Bom, o meu recado está dado e espero que você consiga este emprego, porque é muito ruim viver sem dinheiro.  - Diz Wallace, sorrindo e batendo no ombro de Daniel.
- É verdade, irmão! Obrigado por ter vindo e me trazer essa novidade boa. - Diz ele contente.
Os dois apertam as mãos.
Daniel e Wallace moram separados. Wallace é formado em arquitetura e mora sozinho em um bairro próximo do irmão que divide a casa com os pais e mais dois irmãos mais novos. Daniel é um estudante que cursa informática e no momento, procura por oportunidades de emprego, até que recentemente, ele deixara um currículo numa empresa conhecida nacionalmente e conseguiu uma vaga pra trabalhar como auxiliar de escritório. Foi a melhor notícia que recebeu naquele dia. Conseguira uma entrevista e acreditava fielmente que iria ser aprovado.
No dia seguinte, às duas da tarde Daniel faz a sua entrevista e preenche alguns dados citados da secretaria de recursos humanos. Após a conclusão, Daniel é aprovado em alguns testes e seu primeiro dia de trabalho seria no dia seguinte. Ao sair da entrevista, ele se encontra com Wallace do lado de fora e o convida a ir ao shopping mais tarde. Ele aceita.
- Como foi lá dentro? – Wallace pergunta.
- Agora é esperar, irmão! Estou confiante.
- Você vai conseguir, cara! – Diz ele, na torcida.

Enquanto isso, Gisele atende telefonemas e faz anotações no bloco de papel. Em seguida, digita no computador e imprime alguns arquivos. Coloca na pasta, organiza a mesa, lê as mensagens de texto do celular rapidamente e depois volta a sala do chefe pra entregar alguns documentos importantes.
- Ufa! Acho que hoje consegui terminar mais um dia. - Diz ela logo após o final do expediente para a amiga Doroth, a quem considera como uma irmã.
- É verdade, amiga! Ainda bem que a gente vai contar com um auxiliar amanhã né?
- Pois é, amiga! Espero que esse funcionário nos ajude porque o que foi contratado meses atrás não nos ajudou em nada.

No Expediente

- Vamos ver como vai ser o desempenho deste novato na empresa né?
- Bom, você vai ao shopping ainda hoje? Se for, me avisa que eu vou passar em casa e me arrumar. - Diz Gisele, secretária de uma empresa multinacional.
- Sim. Eu vou ligar para a Grace e para os outros pra ver se eles vão também.
- Ótimo. - Diz Gisele, desligando o computador e organizando sua bolsa pra sair.

Horas mais tarde, as duas amigas já se encontram no shopping e decidem visitar algumas lojas de roupas e calçados. Grace, Murilo, Júlia e Zeca as encontram por lá e juntos vão à uma pizzaria.
Gisele é uma jovem que curte boas amizades e seus amigos são como irmãos pra ela. A admiração que sente por eles é um sentimento fraterno e verdadeiro.
Grace é uma adolescente que sofre na convivência familiar. Seus pais estão em guerra, com o casamento indo para a separação e ela não aceita isso. Seu mundo está confuso e perdidamente vazio.
Murilo é um rapaz fera no skate, curte a vida com aventuras e não tem medo de enfrentar desafios. Seu sonho é ser um brilhante ator de cinema.
Júlia é uma pessoa sonhadora, que acredita que um dia vai encontrar o príncipe da sua vida e que será feliz nos assuntos do coração. Ela é popular e sempre anda na moda.
Zeca é um cara determinado e ousado. Ele trabalha para uma oficina mecânica e sempre gosta de ser o líder seja em casa ou no trabalho.
Já Doroth é uma jovem que tem pés no chão, decidida e que sonha em conhecer o exterior e se formar como veterinária. Companheira de todos, ela é a única com que Gisele compartilha suas emoções e segredos, pois apesar de serem amigas de trabalho, as duas se conhecem desde os tempos do primário e sua amizade se tornou de grande valor.
Ainda no shopping, Gisele e Júlia decidem deixar os outros conversando e vão à uma loja de roupas que fica bem na frente da pizzaria. Gisele mostra algumas peças de roupas para a amiga que fica indecisa em escolher. De repente, surge Daniel e começa a escolher algumas roupas também, quando Gisele se esbarra nele e deixa cair uma peça de roupa feminina no chão. Daniel pega a roupa e a entrega.
- Desculpe!  - Diz a jovem, pegando a roupa das mãos do rapaz.

Decisão Difícil

- Sem problemas. - Diz ele, simpático.
Gisele agradece e sai, deixando Daniel atraído por sua beleza. Ela se afasta com a amiga e ao sair da loja, Júlia comenta:
- Percebi o jeito que ele te olhou. Parece que gostou de você.
- Que isso, Júlia! Eu nem conheço.
- Mas é por isso mesmo, amiga! Por não te conhecer que ele gostou de você.
- Deixa de conversa fiada, ok? Você sabe muito bem que eu não quero envolvimento nenhum com ninguém agora.
- Gisele, às vezes o amor nos surpreende de uma forma que você nem acredita.
- Você virou filósofa agora? - Diz ela, sorrindo.
- Não. Eu só apenas acho que você precisa esquecer o passado e viver o presente, dar uma nova chance ao seu coração e se envolver num novo relacionamento.
- Júlia, as coisas não são assim como parecem ser. Eu preciso de um tempo, entende? Eu não quero mais tomar atitudes precipitadas e me envolver como me envolvi num relacionamento complicado e que só me trouxe mágoas e ressentimentos.
- Tudo bem, Gisele! Mas conhecer novas pessoas é legal, vai te fazer bem. Você necessariamente não precisa se envolver, mas curtir seria uma boa.
- Eu vou pensar no que você me disse ok? - Ela muda de assunto. - Bom, acho melhor ver os outros né? O que será que eles estão aprontando?
Júlia consente sorrindo.
E as duas amigas caminham juntas abraçadas para a pizzaria.

Já Daniel encontra Wallace no celular telefonando.
- Eu já disse mãe: meu pai vai voltar em alguns dias. Não! Ele me falou por telefone ontem à noite. Mãe, a senhora não consegue entender né?
Alguns minutos depois, ele se despede da mãe e desliga o telefone.
- Nossa mãe de novo né? - Questiona Daniel.
- Ela não acredita que nosso pai volta essa semana.
- É complicado essa relação dos dois, irmão. Eu canso de falar com nosso pai pra ele mudar de emprego, pelo menos tentar algo por aqui perto.
- Mas ele nunca vai fazer isso, Daniel! Nosso pai ama aquele trabalho e o patrão dele paga uma grana boa.
- Nisso você tem toda a razão.
- Mas e aí o que você comprou de bom?
- Pouca coisa que me interessou. Ah, te contar uma coisa aqui: encontrei uma garota muito linda, irmão.
- Sério? E de onde ela é?
- Eu não sei. Eu não cheguei a puxar assunto com ela.
- Irmão fala sério! Tu encontras uma garota linda e nem puxa papo com ela. O que houve?
- Não sei, cara! Me senti inseguro. Estou assim desde que terminei com a Maria.
- Cara, desencana! Essa Maria foi uma cilada na sua vida. Você fez muito bem de ter terminado com ela. - Diz Wallace, sincero deixando Daniel pensativo.

No dia seguinte, Gisele e Doroth se preparam pra trabalhar quando o Sr. Otávio surge na porta, avisando de que se Daniel chegasse, para ele ir procurá-lo em seu escritório.
Gisele obedece a ordem e Doroth diz:
- Está na hora de ir pra recepção! Boa sorte! - E sai porta afora.
Gisele concorda.
Alguns minutos depois, surge Daniel todo arrumado e com um envelope na mão.
- Bom dia! Eu me chamo Daniel e fui contratado pra trabalhar nesta empresa. - Ele dirige à Doroth que estava já no corredor e que indica a sala de Gisele.
- É só entrar por aquela porta ali! - Diz Doroth, gentil.
- Obrigado! - Ele agradece e se afasta.
Gisele confere alguns arquivos no computador e de repente, surge Daniel em sua frente.
- Bom dia! Eu me chamo Daniel e sou o novo auxiliar de escritório. Você? - Diz ele, surpreso ao vê-la novamente.
Aquilo foi uma incrível e boa coincidência.


Capa Corações Desimpedidos

*Disponível na Amazon e Clube de Autores. Sua degustação também está na plataforma gratuita do Wattpad.

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sexta-feira, 12 de abril de 2019

Abertura de Encontros Casuais, obra que virou webnovela.

Kathleen, uma jovem de cabelos compridos morenos e numa estatura baixa, com apenas 18 anos de idade, olhos castanhos e magra surge na porta da casa de Fábio que a abraça contente por vê-la.
A expressão dela era totalmente seriíssima.
- Algum problema, meu amor? -Pergunta ele intrigado ao olhá-la de frente.
- Sim, Fábio. - Ela responde, chateada.
- Diz o que é que está havendo?
Ele fica preocupado.
- Eu estou grávida!
Seu tom de voz muda.
- O quê?
Ele fica pasmo.
Na sala, o diálogo termina em discussão e nenhum dos dois consegue se entender.
- Kathleen, eu não quero que você tenha essa criança. -Diz ele, cabelos negros, baixo, olhos verdes claros.
- O que você está me pedindo é um absurdo.
- Então, cuide dela sozinha porque eu não pretendo te ajudar, não.
- Você é um canalha! Se meu pai souber que eu estou grávida e que o filho é seu, ele me mata. Você sabe como meu pai age quando fica furioso. -Diz ela, aos prantos.
- Esse é um problema seu e não meu.
- Eu contava contigo. Pensei que formaríamos uma família juntos quando essa criança nascer. Eu nunca pude imaginar que você fosse tão irresponsável.
- Kathleen eu te amo muito, mas eu não quero me responsabilizar por este bebê.
- Você jamais me amou, Fábio. Eu não sei por que ainda estou falando com você ainda. Se você não quer se responsabilizar por esta criança que está aqui no meu ventre, me esqueça. Se quiser, volte pra sua ex-namorada que eu não me importo mesmo.
- Eu só quero que você entenda os meus motivos. Eu tenho vinte e dois anos e não estou pronto pra ser pai. Meus pais jamais suportarão essa ideia.
- E eu, Fábio? Como me sinto? Tenho dezoito anos e ainda vivo nas costas do meu pai assim como você. Eu sou culpada por ter cedido.
- Essa gravidez veio no momento errado. - Ele fica irado. - Eu não quero nem pensar no que meus pais poderão dizer.
- Você tem toda razão! Essa gravidez veio no momento errado e você é a pessoa errada por quem eu me apaixonei e me entreguei de verdade. - Ela sai agoniada porta afora e o deixa confuso na sala.

As ideias não batem nunca

A casa de Kathleen ficava do lado da casa de Fábio. Era uma residência de pintura amarelada nas paredes, portas e janelas envernizadas, tinha um muro branco que cercava todo o jardim e havia flores coloridas em todo canto. Ela morava com o pai Ezequiel, um homem simples e rígido que cuidava sozinho do lar e de sua irmã mais nova, Keyla, que era espevitada. Ezequiel fora largado da esposa há dois anos e faz de tudo para pôr a filha caçula na linha, tal que Kathleen, como a mais velha, ele acreditava ser a ajuizada e, portanto, dedicava o seu carinho maior. Pra ele, ela era o seu maior orgulho e Keyla ficava excluída em algumas atividades. Mesmo assim, ela não se importava com os mimos que ele dava à irmã mais velha.

Chegando em casa, Kathleen deixa a irmã sair pra conversar com o pai. Ela decide contar-lhe tudo.
- Filha, o que tem de tão importante pra me dizer que não pode ser adiado? - Inicia Ezequiel.
- Eu nem sei por onde começar.
- Comece pelo início, oras! -Ele diz.
De repente, a campainha toca e Kathleen se cala, interrompendo a conversa.
- Eu vou atender a porta. -Diz Ezequiel, disposto a abrí-la.
- Tudo bem. -Ela se angustia.
Ezequiel atende a porta e Fábio o encontra.
- A sua filha está?
- Sim. Estou aqui. -Ela responde.
- Gostaria de falar contigo, Kathleen. -Ele pede com a voz trêmula.
- Filha, eu vou deixar você conversando com o Fábio e vou dar uma saída. Prometo que já volto num instante. -Interfere Ezequiel, pegando o seu chapéu e saindo. - Não demoro ok!
- Por que veio, Fábio? -Ela pergunta, ao deixá-lo sair.
- Eu vim te pedir pra você tirar esse bebê.
- Será que estou ouvindo bem? Você vem na minha casa com essa cara de pau me pedir isso de novo? Fábio se retire daqui por favor! -Ela o expulsa.
- Me escute! Será melhor pra nós dois.
Ele fica mais sério ainda.
- Nada é melhor do que nós dois sermos os pais pra esta criança porque um dia, ele vai precisar da gente.
- Isso significa que você vai realmente criá-lo?
- Sim. Eu não vou ter coragem pra tirar esse bebê que está crescendo aqui dentro. Eu vou trazê-lo ao mundo e ele será muito feliz. Jamais se lembrará que o pai abandonara quando souber de sua existência. -Ela provoca.
- Eu te desejo boa sorte, porque você vai precisar e muito.
- É uma pena que nossa conversa termine desse jeito. Por favor, não me procure mais, ok?
- Fique tranquila que eu jamais vou te procurar. Eu só espero que o seu pai não lhe faça sofrer.
- Com meu pai, eu me entendo, Fábio. Mas antes que saia por aquela porta, saiba de uma coisa: meu filho jamais vai ouvir o seu nome.
- Faça como quiser Kathleen, só não me peça nada em troca. Você vai estar me tirando um peso e tanto cuidando dele sozinha e me tirando da sua vida.
Fábio abre a porta e a encara sério. Depois, sai batendo-a com força.
Kathleen chora sozinha no sofá da sala.

Mais tarde, Ezequiel traz os pães da padaria e a encontra na cozinha, preparando algumas guloseimas.
- Trouxe os pães. Estão quentinhos como você gosta. - Ele deixa o embrulho na mesa e percebe o olhar triste da filha. - Algum problema?
- Eu estava pensando em minha mãe. Será que ela se lembra de nós?
- Pensei que este assunto já foi explicado.
- Já foi, pai.  Mas o fato é que eu não paro de pensar na ideia de ela ter nos deixado.
- Filha, sua mãe tinha planos diferentes dos meus. Eu sinto falta dela, mas não posso esquecer o que ela fez conosco. Ela traiu a nossa confiança e acreditou que seria feliz sem a gente por perto. Não se preocupe, minha filha. Ela deve se lembrar da gente, sim.
- Pai, desculpe ter de fazer lembrar dela. Sei que o senhor já sofreu com esse assunto.
- Não se sinta culpada. Nós três somos uma família unida pro que der e vier. Estamos entendidos?
- Claro, meu pai. -Ela sorri feliz, servindo o café.
- Bom, você tinha algo pra me contar mais cedo. O que se trata?

- Nada não pai. -Diz Kathleen, ocultando a verdade.

Um abraço que conecta o próximo

Meses se passam e a jovem não consegue contar o que vem lhe afligindo há tempos. Ela começa a ter enjoos e Ezequiel desconfia ainda mais. Até a irmã caçula acha que Kathleen não está bem. Pai e filha decidem conversar severamente.
- O que anda acontecendo com você, hein?
- Pai, não é nada grave. Não se preocupe.
- Eu não quero que minta pra mim, Kathleen.
- Pai! - Ela suplica as lágrimas.
- Eu não acredito que você está com um problema simples de saúde, não. Você tem outra coisa e não quer me dizer. Kathleen, olhe pra mim! -Diz o pai, já nervoso com a filha. -E diga o que você tem pelo amor de Deus?
- Eu não tenho nada, pai. É sério!
Ezequiel encara a filha com fúria e pergunta:
- Você não está grávida, está?
Kathleen não consegue disfarçar a mentira e tenta desviar o olhar.
- Filha, responda! -Diz ele, forte e alto, um pouco musculoso e com poucos cabelos na calvície.
- E se eu disser que estou? – Dispara ela.
- Eu não acredito que você teve essa coragem. -Fixa Ezequiel nos olhos da filha. - Você é o meu orgulho. Você é a única filha que tinha todo o meu carinho, todo o meu respeito. Como pode fazer isso comigo?
- Pai, não faça nada comigo. Eu não queria que isso tivesse acontecido. - Ela se lamenta.
- Agora é tarde pra se arrepender, Kathleen. Quem é o pai dessa criança?
- Eu não quero que o senhor entre nesse assunto, meu pai.
- Eu já estou nesse assunto. Agora, diga: quem fez isso contigo?
- Pai, promete que não irá fazer nada contra ele?
- Kathleen, não me faça perder a paciência contigo. Eu sei que você vai precisar do meu apoio quando essa criança nascer. Como você vai se ajudar nessa situação? Ande, me diga! Por favor, diz logo quem é o responsável por isso?
- É o Fábio, meu pai. - Ela confessa as lágrimas. - Ele é o pai dessa criança que estou esperando há três meses.

Horas mais tarde, a mãe de Fábio, D. Lurdes, atende a porta e encontra Ezequiel bravo.
- Que bom vê-lo aqui!
- Olá, D. Lurdes! O seu filho está?
- Não. Ele viajou pra Alagoas ontem. Por que? - Pergunta a gentil senhora de cabelos longos morenos, estatura baixa e gordinha.
- Seu filho é um irresponsável!
- Como? O que há contigo, homem, pra agir desse jeito?
- Sabe o que há comigo? Seu filho engravidou a minha filha Kathleen e não quer se responsabilizar pelo que fez.
- Ele fez isso? -Ela fica desolada.
- Sim. Ele fez. D. Lurdes, com todo respeito que tenho da senhora, seu filho vai ter que assumir o que fez ou eu serei obrigado a tomar uma atitude drástica, nem que eu tenha que caçá-lo até o fim. Não adianta ele fugir de mim, não!
Ezequiel sai bravo da casa de D. Lurdes, que fica preocupada.
Ela liga pra ele alguns minutos depois.
 - Oi mãe! - Diz Fábio atendendo a chamada dentro do avião.
- Posso saber porque engravidou a Kathleen?
A expressão do rapaz muda de repente.
- Mãe, aconteceu! Eu não evitei sabe?
- Como você pode ser tão irresponsável! Ezequiel está bravo com você e ele tem toda a razão. Filho, o que deu na sua cabeça? Você devia ter evitado isso.
- Agora não vai me julgar né? Aconteceu e pronto! Oh mãe e eu não quero assumir essa criança. Eu pedi pra ela tirar, mas ela não quis. Ela que assuma a responsabilidade sozinha. – E ele desliga o telefone, deixando D. Lurdes perplexa.
A aeromoça lhe serve o café e biscoitos.
- Como você é linda hein? Sairia comigo um final de semana desses? Você não iria se arrepender não.
A jovem fica sem graça e decide ignorá-lo e ele sorri.

Daquele dia em diante Kathleen jamais soube de Fábio. D. Lurdes quando tinha uma hora vaga do serviço, a visitava e levava todo o seu apoio. Ela ajudava a jovem mãe que esperava o seu primeiro neto. Ezequiel lutava com garra dia por dia pra ajudar a filha, mas quando o nome de Fábio era pronunciado, seu ódio aumentava. Kathleen largou os estudos pra se dedicar cada vez mais a gravidez. Keyla não deixava a família na mão. Ela também fazia de tudo pra ajudar nos serviços domésticos. Enquanto isso, Fábio desfrutava seu descanso e passava a rotina brincando, indo a festas, mergulhando e aproveitando melhor a vida no estado de alagoas, sem se preocupar com a situação que deixara pra trás. D. Lurdes sabia disso, mas ela era a mãe dele. Ela a defendia em todo momento. A família de Kathleen tinha que lutar sozinha pra conseguir criar mais um membro.

Seis meses depois, Kathleen se agonia ao ver um líquido se escorrer ao chão.
- Pai! -Ela grita, desesperada.
- O que foi filha? -Ele atende ao seu chamado.
- Minha bolsa estourou. -Ela se preocupa.
Ao ser levada pelo hospital ás pressas, Ezequiel fica do lado da filha o tempo todo.
- Vai ficar tudo bem tá meu anjo! -Diz ele, a apoiando.
- Eu estou com medo pai! -Diz ela, nervosa.
- Não fica Kathleen. Eu estou do seu lado ok! -Diz ele, apertando sua mão fortemente e ela sorri alegremente com aquele gesto dele.
As enfermeiras chegam e ajeitam a maca pra Kathleen repousar e Ezequiel precisa sair da sala cirúrgica.
- Vai ficar tudo bem Kathleen! Você é forte e vai conseguir gerar essa criança aí dentro viu? É só se manter calma e respirar fundo. -Diz a enfermeira, tentando orientá-la e controlar o nervosismo da paciente.
Kathleen obedece à enfermeira e imagina seu filho em seus braços naquele momento.
- Você já tem um nome pra ele? -Pergunta a enfermeira, preparando os materiais cirúrgicos.

- Sim. Vinícius. Este será o nome. -Ela diz, ofegante.

Conexão entre uma grávida e um bebê

- Então vamos fazer o possível pra conhecermos o Vinícius né?
Kathleen mesmo sentindo fortes dores no parto, consente e a enfermeira se alegra ao ver a força de uma mãe jovem querendo realizar o sonho de ter o primeiro filho naquela noite.
No hospital, Kathleen sofre de dor e os enfermeiros pedem a ela mais coragem naquela situação.
As lágrimas escorrem pelo seu rosto no momento que se ouve choros.
- Kathleen, você conseguiu! Seu filho veio ao mundo. -Diz a enfermeira que corta o cordão umbilical do recém-nascido e o levanta pra ela ver.
Kathleen sorri ao ver o pequeno bebê ali nas mãos da enfermeira, que sorri feliz.
(...)

Capa Encontros Casuais

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*Sua degustação está na plataforma gratuita do Wattpad. Este conteúdo faz parte da primeira edição da trilogia denominada "Meu Filho, Minha Vida".

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domingo, 3 de março de 2019

Abertura que virou webnovela

*CAPÍTULO DEDICADO PARA WELLINGTON DRUMMOND, CÉSAR MOURA, FABRICIO XAVIER, LUCAS DE PAULA, DAIANE PASQUALI, LETTY FARIAS, MICHELE GLEICE, ADRIANA VIEIRA, ALLYSON SILVA, LUKIN E MAXI.

Por entre algumas ruas da cidade do Rio de Janeiro, uma jovem é seguida por um desconhecido e a cada vez que ela anda, os passos dele se tornam fortes. Ela fica desesperada tentando ser mais ágil, mas ele parece não desistir do que quer.
Ela corre com sua bolsa a tiracolo e ele corre atrás dela, como um leopardo atrás da sua presa. Até que de repente, ela se atrapalha e cai no chão e ele diminui os passos, andando devagar até ela que fragilizada e insegura, se torna mais uma vítima inocente daquele crime tão banal.
E ela começa a gritar por socorro quando ele saca um revólver. Mas os gritos não são suficientes para que aquela situação arriscada e tensa se resolva em imediato. O criminoso se aproxima dela e a abusa sexualmente.

Dois dias depois...
- Já leu o jornal de hoje? -Diz Ingrid para a filha Jéssica que toma o seu café matinal.
- O que aconteceu dessa vez mãe? -Pergunta a jovem, pegando o jornal em imediato.
- Mais uma jovem foi violentada sexualmente. Sabe o que isso significa né? Rio de Janeiro mudou e está cada vez mais perigoso.
- E como está mãe! Mas isso está em todo lugar. Não só no Rio e a senhora sabe perfeitamente disso.
- Eu me preocupo com você filha. Tenho medo de que algo pode acontecer com você por essas ruas.
- Mãe, eu sei que a senhora gosta de me proteger sempre, mas eu não posso ficar o tempo todo dentro de casa. Tenho meu trabalho, meus estudos e preciso conquistar meus objetivos. Nada vai me acontecer de mal ok!
- Você é o meu orgulho Jéssica! Eu amo muito você sabia?
- Ah mãe! Eu também amo a senhora. -Diz a jovem a abraçando fortemente.
Ao ver a cena, Amaury se surpreende.
- Posso participar desse abraço?
- Pai, junta aí! -Diz Jéssica sorrindo e fazendo Ingrid sorrir também.
- Qual a comemoração hein? -Pergunta Amaury.
- Apenas um abraço qualquer. Um abraço que significa o quanto vocês dois são importantes para mim. -Responde a jovem, tirando o sorriso do rosto de ambos.

Nesse ínterim, Gracindo organiza os doces da vitrine da sua padaria quando a esposa Bárbara chega e pergunta pelo filho Edmílson.
- Ele deve ter ido pra escola amore mio. -Ele responde.
- Tão cedo? Nesse angu tem caroço!
- Já vai começar mulher!
- Quando Edmílson sai cedo assim, alguma coisa está errada.
- Você acha que ele não foi pra escola?
- Eu não sei. Eu só sei que ele deve estar aprontando alguma coisa errada por aí.
- Mulher desconfiada! -Diz Gracindo voltando aos serviços.
- Eu dou minha cara a tapa se ele não foi procurar aquela bandida.
- Quem? A Eleonora? Nosso filho não quer mais saber dela.
- Isso é o que você pensa. Ele não a esqueceu.
- Bom, pra mim ele não me conta nada a respeito.
- Se eu souber que ele está se encontrando com aquela vadia sem vergonha, eu tomo minhas providências. Aquela mulher só entrou na vida do meu filho pra atrapalhar o futuro dele.
- Edmílson aprendeu a lição amore mio. Ele não vai mais encontrar com aquela mulher.
- Acho bom! -Diz a mulher, ranzinza. - Senão ele vai levar uma bela surra.

E Edmílson não está na escola mesmo não. Ele está na casa de Eleonora e sentindo-se feliz.
- Se sua mãe descobre que você vai perder aula pra ficar na minha casa, ela me mata. -Diz Eleonora, deitado ao seu lado na cama.
- Relaxa! Ela não vai saber não. Você não está curtindo esse momento não?
- É claro amor que estou. Eu gosto quando você vem me visitar.
- Eu vou te visitar sempre.
- Que bom! Só espero não trazer problemas pra sua família já que seus pais me odeiam.
- Fica tranquila! Eles nem fazem ideia que eu voltei a te encontrar. -Diz o rapaz, a beijando nos lábios.

Querer você é um desejo meu

Danilo pega no sono justamente na aula de Física e é acordado pelo professor Juca. A turma sorri ao ver a cara dele de sono.
- Muito bem Sr. Danilo, enquanto todos prestam atenção na aula, você está tirando uma soneca daquelas.
- Ah professor desculpa!
- Nada de desculpas. Como é conhecida as três leis de Newton?
- As três leis de Newton? -Ele fica sem saber. - Professor, seria a primeira, segunda e terceira.
- Engraçadinho. Ande logo! Me diga as três respostas.
- Eu não sei.
- Claro que não sabe. Dormiu a aula inteira. Eu acabei de explicar na sala. -Ele vira-se a uma aluna e diz. -  Diga-me as respostas!
A aluna confiante responde:
- Professor, a primeira lei é conhecida como lei da inércia; a segunda, princípio fundamental da dinâmica e a terceira; lei da ação e reação. – E pisca o olho para Danilo que faz uma cara de que não curtiu.
- Bravo! É exatamente isso! Parabéns!  -Ele volta a encarar Danilo. - Quanto ao senhorzinho, melhor você começar a prestar atenção na aula porque no dia da prova não vou facilitar. Ou você ganha um dez ou eu coloco um zerinho bem grande para que seus pais possam ver o quanto você não se importa muito com estudos.
O sinal bate e o professor dispensa a turma.
Danilo sai da sala levando a mochila com raiva e Júnior o acompanha zoando ele.
- Vai me zoar até eu chegar em casa?
- Cara, você é maluco! Como pode dormir na sala de aula? Ahahahah -E ele sorri bastante.
- Eu não curto Física ok! Não sou CDF como você tá que vive com a cara no livro.
- Nossa! Que bicho te cutucou agora? Problemas em casa?
- Que se dane os meus problemas. Você não tem nada a ver com isso.
- Ohh! Não vai me esculachar agora né? Eu só tô zoando.
- Eu estou cansado de tudo. Vou pegar minhas coisas e ir embora para um lugar onde ninguém me conheça.
- E vai esquecer seus amigos aqui? Nossa! Desvalorizou legal!
- Eu tô de saco cheio de todo mundo, inclusive de você que vive colado o tempo todo comigo, se fazendo de bonzinho, mas na verdade fica falando de mim por trás das minhas costas.
- Você endoidou? Não falo de você ok!
- Sei. Admite pra si mesmo: você sempre teve inveja de mim.
- Por que você está dizendo isso? Só porque eu quis pegar sua mina. Eu tinha intenção sim de levar ela pra minha cama, mas ainda não fiz porque não sou fura-olho.
- Filho da mãe! -Ele ameaça dar um soco no rosto dele, mas não faz.
- É isso mesmo Danilo! Você sempre teve as garotas mais bonitas aos seus pés e nunca deu valor à elas. Eu sou diferente de você. Se uma delas ficarem comigo, eu pego.
- Escuta aqui! Se você se aproximar da Victória, vai se ver comigo entendeu?
- O que você vai fazer Danilo? Vai me bater?
- Eu vou quebrar a sua cara.
- Valoriza a Victoria então brow. Se você não a valorizar, eu roubo de você!
- Não me provoca rapaz! Você não sabe do que sou capaz.
- Sei sim. Eu te conheço muito bem. Ah Danilo, você acha que o mundo gira somente pra você né? Que pena tenho de você! - E ele se afasta, deixando o rapaz irritado.
O diretor olha a cena e fica em silêncio.

Jéssica chega na casa de Suzane e as duas decidem conversar na sala. Ela percebe que o notebook da amiga está ligado e que a jovem está teclando em um chat de namoro online.
- Namoro virtual? -Pergunta Jéssica.
- Pois é amiga! Estou nessa onda também. -Diz ela sorrindo.
- Hummmm... Não acredito muito nisso. Acho besteira tentar encontrar alguém pela internet. Pelo menos nunca me importei com isso.
- Amiga, você devia tentar. Esse chat é muito bom. Eu fiz boas amizades através dele. Vou te explicar como funciona. - E ela começa a ensinar algumas dicas para Jéssica que presta atenção em tudo.

Alguns minutos depois, Jéssica acha interessante o chat e é incentivada pela amiga a fazer o cadastro.

Conectada ao mundo virtual

Danilo entra no seu quarto e liga o notebook. Ele decide entrar no mesmo chat de namoro online quando seu irmão menor Jordan chega.
- O que está fazendo aqui prego? -Pergunta Danilo.
- Eu vim ver se você tem um dinheiro pra me arrumar. Preciso ir ao jogo de basquete com os meus amigos.
- Já pediu ao nosso pai?
- Ele disse que você tem.
- Sempre né? Peraí que vou dar uma olhada. - E ele se afasta do notebook quando o menino olha de relance que ele estava teclando no chat.
- O que é isso? -Ele pergunta.
- Ohh! Isso é pra adultos. Está aqui o dinheiro. Dê o fora!
- Poxa, você nem vai me dizer o que é.
- Vai rapaz! Vai para o seu jogo e me deixa em paz.

O menino sai do quarto irritado e Danilo volta a teclar no notebook.

Não me desconecto pra nada

De repente, um sinal sonoro alerta aviso de mensagem e Jéssica que neste momento já estava em seu quarto e sobre sua cama, decide verificar.
- Quem será hein? Bom, vou responder. -Ela pensa.
E ela digita um "Oi". E depois "Tudo bem?"
E assim começa o jogo de perguntas e respostas. Um responde ao outro sucessivamente. Até chegar na seguinte pergunta: "Solteira?"
Jéssica responde que sim e Danilo diz a mesma coisa.
Um sorriso abre no rosto de ambos.
"Podemos marcar um encontro?"
Agora ela fica em silêncio sem saber o que dizer.
Mas de repente, seus dedos teclam nas seguintes letras que correspondem à palavra "Sim".
"Que bom! Fico feliz que queira me encontrar".
"Posso te ver pela cam?"
Jéssica fica em dúvida e recusa o convite. Danilo por sua vez fica chateado, mas entende.
E passam dias e dias e a conversa entre os dois fica boa demais. Quando Danilo não a chama no chat, ela mesma toma a iniciativa. E vice-versa. Os dois trocam experiências de vida, conselhos, as vezes brincam um com o outro, falam de sonhos, até mesmo da política do país. E assim cada um sabe a vida do outro.

- Amiga, você está apaixonada! -  Diz Suzane para Jéssica que se surpreende.
- Que isso! Eu mal conheço ele. -Diz Jéssica.
- Mas você gosta dele. Dá pra ver nos seus olhos. -Diz Suzane, sorrindo. - Viu só como o chat te ajudou amiga.
- Só você mesma né? Mas eu vou te confessar: eu gostei dele sim. Ele parece ser uma pessoa legal.
- Sintomas do amor, Jéssica!
- Pára com isso tá! Danilo é apenas um amigo e a distância entre a gente atrapalha muito.
- Você acha que distância atrapalha duas pessoas de se amarem?
- Eu acho. Moramos longe um do outro. Não vai dar certo viu.
- Para o amor não tem distância Jéssica. Se vocês se apegarem um ao outro e quiserem mesmo ter algo sério, a distância não vai atrapalhar em nada. Pense nisso!
Jéssica fica em silêncio com as palavras de Suzane.



Victoria visita Danilo em sua casa e os dois conversam.
- Você está diferente gato? O que houve?
- Eu não estou diferente. Continuo o mesmo.
- Está diferente sim. -Diz ela. - Posso saber o que está havendo?
- Não é nada Victoria. Impressão sua.
- Bom, então tá! Vamos sair hoje?
- Pra onde?
- Sei lá para algum lugar especial onde tenha só nós dois.
- Um motel?
- Pode ser. Até gosto da ideia de passar a noite com você.
- Só que não estou a fim de sair hoje para lugar nenhum.
- E porquê?
- Simplesmente não estou a fim.
- Tem certeza de que não quer me contar nada não?
- Victoria, eu só queria ficar sozinho.
- Tem mulher na parada né? Me diz qual é o nome dela?
- Victoria, não exagera! Não conheci ninguém não!
- Danilo, você está estranho e nem quer sair comigo. Alguma coisa de errado está acontecendo e eu quero saber ok! Quem é a ordinária que está roubando você de mim?
Danilo fica sem saída.
(...)

Capa Distante Amor

Já está disponível às vendas na Amazon e Clube de Autores

*Sua degustação está na plataforma gratuita do Wattpad. Este conteúdo faz parte da primeira edição da obra, que tem sua história dividida em duas.

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