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Leandro Elesbão
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segunda-feira, 15 de abril de 2019


Suzi acende um cigarro de dentro do carro e depois, retoca a maquiagem. Em alguns minutos, ela sai e vai até o galpão antigo e encontra alguns seguranças na portaria. Um deles a reconhece de longe
- É a Suzi! Deixa entrar! - Ele ordena aos companheiros que fazem a segurança do local.
Suzi agradece com um olhar sedutor e um deles comenta ao próximo:
- Como essa mulher é gostosa, hein?
Ao chegar perto da entrada do escritório, Suzi abre a porta e o desconhecido a cumprimenta.
- Ora, ora! Quem está aqui! É a minha princesa Suzi. A razão da minha vida! - Ele beija sua mão.
- Vamos parar de brincar um pouco e falar sério agora.
- Hum. E o que você quer conversar, gata?
- Eu quero saber o que você fez com o Mathew.
- Caramba! Você só veio aqui por causa do policial? Eu não estou acreditando nisso, Suzi!
- Me diga a verdade! Diga que Mathew está bem!
- Quer saber mesmo a verdade? Ele está bem, sim! Não fizemos nada com o seu amado. O nosso plano está saindo muito bem, Suzi! Agora tenho um trabalho pra você!
- Olha, eu não vou mais fazer trabalho nenhum pra você. Você já tem o Matt, conforme combinamos. Não faço mais parte do seu grupo.
- Você está me dispensando, Suzi? Olha que posso fazer com que Matt descubra a verdade sobre você.
- Isso é uma ameaça? Porque se for, saiba que eu já contei á Matt que sou prostituta. Não tenho mais nada a esconder.
- É mesmo, Suzi? E aquele outro segredo que tínhamos? Matt não vai gostar nadinha de saber que a amante tem ficha criminal na polícia e que ela sabe mentir tão bem, a ponto de manipular quem cerca. É o caso do roubo no supermercado, ou pelo menos, a tentativa de roubo, no qual a heroína salva a mulher do príncipe.
- Você não deve estar falando sério. Nós tínhamos um acordo. Matt jamais iria saber disso. Você prometeu!
- Eu sinto muito, mas eu mudei minhas táticas. Se você pensa em cair fora do jogo agora, saiba que não é uma boa hora. Bom, você decide, Suzi?
- Eu te odeio, viu? - Diz Suzi, irritada.
- Aceite o trabalho que vou te propor e não me decepcione ou o seu segredo será escancarado pra cidade inteira. A polícia vai gostar de saber que você matou um cara, Suzi!
Suzi fica sem palavras e senta-se na cadeira. O desconhecido toca seu rosto e ela o encara fixamente.
- Você é tão bonita com essa expressão irritada!
De repente, ela cospe em seu rosto, que fica surpreso com tal ato. Ele se enche de fúria por dentro e lhe dá um soco no rosto.
- Nunca mais faça isso ou eu acabo com você, vagaba! - Diz ele, a deixando com marca no rosto.


Não me Provoque

Enquanto isso, Mathew fica pensativo com tudo que o tal homem disse a respeito de Smith e de Regina. Ele chega à conclusão de que deve sair dali o mais rápido possível e tentar descobrir a verdade sozinho pra ter certeza de que tudo que soube é verdadeiramente um fato lógico ou um simples engodo pra que ele não consiga resolver o caso em imediato.
De repente, ele ouve vozes vindo do escritório e escuta a voz de Suzi com o desconhecido.
- Não pode ser! Eu estou reconhecendo essa voz feminina. É a Suzi!

Já Smith fica preocupado em não receber a ligação de Matt e decide entrar em ação. Ao cercar todo o velho depósito, ele não o encontra e fica confuso.
- O que aconteceu com o Matt? Ele não está aqui!
Um dos policiais comenta:
- Senhor, o Matt não está em lugar nenhum. Algo deve ter acontecido a ele.
- Isso não pode acontecer. Vasculhe tudo! Matt tem que ser encontrado.
- Sim, senhor! - Diz um dos policiais.
Smith decide fazer uma ligação e avisa:
- O Matt desapareceu com o dinheiro. Fiquem alerta! - E desliga.

O desconhecido esquece a arma sob a mesa e vai no banheiro. Suzi aproveita a oportunidade que desejava ter.
- Vamos ver quem é o mais esperto aqui, otário!
Ela pega a arma da mesa e aponta em direção a porta do banheiro. O tal homem ao sair se surpreende ao ver o seu próprio revólver apontado em sua direção.
- Suzi, o que pensa que está fazendo?
- Estou fazendo o que deveria ter feito há muito tempo.
- Você não pode me matar. Você sabe disso tanto quanto eu! Eu ainda sou útil pra você.
- É claro que eu não posso te matar. Não ainda, mas vai chegar o dia em que não haverá mais nenhum motivo de deixá-lo vivo. Você sabe disso tanto quanto eu! Agora, me leve até o Matt!
- Você é uma safada, uma ordinária!
- Eu aprendi com você, meu amor! Agora, vá antes que eu perca a paciência e exploda seus miolos. - Diz ela, com a mão sob o gatilho.
O desconhecido leva Suzi até a sala onde Matt se encontra e os dois ficam frente a frente.
- Suzi? O que está fazendo aqui? - Se intriga Matt.
- Oi, Matt! É um prazer revê-lo, mas estou ocupada agora. Se puder fazer tudo que digo, vai me ajudar muito!
Matt consente e Suzi ordena que o desamarre.
O desconhecido desamarra Matt aos poucos, com uma expressão irada e Suzi olha para os lados, tentando ver se vinha alguém.  Depois de desamarrado, Matt se liberta de algumas cordas que ainda o envolvia e Suzi pede para o policial ficar próximo dela. Ele obedece.
- Suzi, eu preciso que ele me responda uma coisa importante. - Diz Matt, sensato.
- Tudo bem! - Diz ela. - Só não demore muito.
- Eu quero saber da Brendha. Onde ela está? - Ele interroga o tal homem.
- Eu não vou responder pergunta alguma. - Diz ele, irado.
- Você vai responder, sim antes que eu acabe com a sua vida nesta sala. - Diz ela, cheia de raiva com a arma na mão.
- Eu não vou falar porcaria nenhuma. Se quiser, pode me matar!-Diz ele.
Matt vira-se á Suzi e a encara. Depois, vira-se a ele e lhe dá um murro em seu tórax, que o faz cair no chão, se contorcendo de dor.
- Ui! Essa doeu até em mim! - Diz ela.
- Suzi, o que pretende fazer com ele? - Pergunta Matt, se afastando. - Ele pode ser útil. Ele sabe onde está Christine e o meu filho e a Brendha também. E sabe de umas paradas que ainda me confundem as ideias.
- Matt, você é um tolo em achar que a Suzi é de confiança. Ela também esconde algo de você. - Diz o homem, atrapalhando a conversa.
Nessa hora, Matt e Suzi se entreolham.
- Então, vai falar ou não desgraçado! - Diz ela, irritada, mudando um pouco o assunto.
- Vocês venceram! - Ele grita bravo.
Quando ele ia falar, ouvem-se rajadas de tiros e os dois são obrigados a cair fora dali o mais rápido possível.
- Vamos mantê-lo aqui dentro. E não se preocupe, meu amor! Apenas confie em mim. - Diz ela, correndo pra porta e trancando-o por dentro.
- Sua vagabunda! Me tira daqui! - Ele começa a gritar furioso de raiva. - Saibam que não vão escapar de mim, seus otários!
Suzi e Matt fogem correndo do escritório e os capangas decidem segui-lo por todo o galpão abandonado. Com a arma apontada em sua direção, o segurança libera acesso pra Suzi e Matt passarem. Depois, eles entram no carro e fogem apressadamente.
- Você é louca, Suzi! Agora percebi o quanto você é louca. - Diz Matt, aliviado por ter se livrado da prisão.
- Você ainda não me viu louca, Matt! - Diz Suzi, acelerando o carro.
- Posso saber por que está envolvida nisso e porque devo confiar em você?
- Claro, meu amor! Eu vou te contar tudo. Prometo! Agora, se você não confiar em mim, em quem você confiaria?
- Acho bom mesmo, Suzi, porque já estou farto de ser enganado.- Diz Matt, revoltado e observando as fotos em que estava Smith nos dias dos crimes. - Agora, o que me preocupa é a Brendha.
- Fica tranqüilo, Matt! - Diz Suzi. - Você vai achá-la!



Nesse ínterim, Smith folheia alguns documentos quando o telefone toca.
- Oi, é o Sr. Smith falando! O que descobriu?
- Senhor, até agora nem sinal do Mathew. - Diz um dos policiais.
- Tudo bem. Continue na posição e me avise se o virem.
De repente, o telefone celular toca e ele vê no visor. É uma chamada de Mathew.
- Espera um instante! - Ele deixa o telefone fora do gancho e atende o celular. - Mathew, onde está, meu rapaz?
- Sr. Smith, o plano não deu certo. Tive problemas na operação, mas está tudo bem agora. - Ele revela.
- Mas onde você estava? - Pergunta Smith, preocupado.
- Eu fui deixado num terreno baldio e me levaram toda a grana. Consegui encontrar o celular por sorte e por isso, estou te ligando. - Ele resolve mentir, sob o olhar fixo de Suzi no volante.
Suzi que estava ao seu lado fica atenta na conversa do rapaz com o delegado, mas não desvia a atenção do volante.
- Quer que eu mande alguém pra te buscar?
- Não será necessário. Eu consegui uma carona e estou indo pra delegacia agora. Alguma informação nova por aí?
- Bom, por enquanto nada. Mas é bom saber que você está vivo e que está bem. E agora, quais são as chances de pegar esse bandido?
- Senhor Smith, vamos continuar com o plano da festa de Justine. Se estivermos certos desde o início, o criminoso vai atacar outra vez e desta vez, será quem imaginamos. - Diz Matt.


Sei o que Fazer

- Ok! - Diz o delegado, consentindo.
Ao desligar o telefone, Matt diz á Suzi:
- Vamos ver até aonde vai esse jogo?
- Mas você tem certeza de que o seu chefe está envolvido?
- Eu não sei de mais nada, Suzi! Eu não sei nem se devo confiar em alguém.
- Matt, não diga isso! Você sabe que estou do seu lado. Até te salvei.
- Mas um mistério pra mim, Suzi! Porque está nesse jogo e porque me salvou? Eu só queria pelo menos entender isso.
- Não se preocupe, Matt! Você vai entender tudo. - Diz Suzi, confiante. - Agora, vamos até a Brendha!
Ao chegarem no local, os dois ficam desolados ao perceber que a menina sumira novamente e que mais uma vez, não conseguiram encontrá-la.
- Nada por aqui! - Diz ele, se lamentando.
- Tenha calma meu amor! Vamos fazer o jogo deles.- Diz Suzi, determinada.
- Tem algum plano em mente?
- Acho que sim! - Diz ela, séria.

Dias se passam e Suzi resolve fazer uma ligação anônima. Em seguida, alguém atende do outro lado da linha.
- Então, você quer mesmo fazer isso?
- Sim. Eu quero! - Ela responde, determinada.
- Está entrando numa área arriscada moça.
- Eu já estou envolvida. Não tenho escapatória.
- Ótimo! Aguarde meu contato que brevemente estarei te ligando novamente.
- Obrigada! Você não sabe o favor que me presta.
- Preciso te fazer uma pergunta antes que desligue.
- Diga! - Diz ela, já ciente do que deveria ser.
- Tem algum motivo pessoal pra me pedir isso? Suzi, você sabe que a conheço bem.
- Se eu dissesse que não, estaria mentindo.
- Entendi. Enfim, se cuida ok! Tenho muito carinho por você.
- Obrigada! Aguardo contato! - Diz Suzi, desligando. - Agora, Matt vai perceber o quanto eu sou de confiança pra ele.

Na delegacia, Sr. Smith pensa em tudo que Matt lhe disse sobre o fato de ter sido abandonado e ter perdido toda a grana que havia arrecadado para a liberdade da menina.
- Alguma coisa não está certa. - Diz ele, pensativo sobre a mesa.
De repente, Matt surge no escritório e o encontra.
- Como anda os preparativos pra festa de Justine?
- Até agora, tudo está indo bem. Matt, me responda algo?
- Sim. - Ele diz, pegando um café.
- Você chegou a reconhecer algum dos bandidos que o deixaram neste tal terreno baldio?
- Não senhor, porque eu praticamente caí numa cilada organizada por eles.
- Hum. Entendi! Mas você, Matt um cara super corajoso, equilibrado, cair numa cilada?
- O que está insinuando?
- Você vacilou legal, Matt! Onde estava com a cabeça? Só podia ser naquela mulher de novo né?


Preciso descobrir a Verdade

- Sr. Smith, eu caí naquela cilada totalmente de propósito. Não houve vacilo! Apenas deixei-me levar todo o dinheiro. Foi uma simples jogada de mestre.
- Sabe o que eu acho, Matt? Você está sabendo de algo e não quer contar-me. Alguma coisa aconteceu neste depósito.
- Sr. Smith, por acaso está desconfiando da minha pessoa? Você acha que eu iria mentir justamente para o senhor que cuidou de mim durante esse tempo todo, que me ensinou como se comportar como um policial honesto e corajoso? – Questiona Matt - Não me conhece?
Smith fica pensativo com as palavras do policial e diz:
- Desculpa, Matt! Eu confio em você, meu amigo e sei que não mentiria pra mim.
Matt se sente aliviado por dentro e responde:
- Então, está preparado pra pegarmos de vez esse criminoso?
- Com certeza, meu amigo! - Diz ele, apertando a sua mão.

Suzi consegue encontrar o paradeiro de Brendha e a jovem decide ligar para Matt. Sem hesitar, ele reúne alguns policiais e vão para o endereço marcado. Smith acredita que pode ser outro alarme falso.
Chegando no local, Matt reconhece alguns comparsas do tal desconhecido que falou com ele naquele galpão abandonado e dá sinal pra avançarem. Ele entra escondido num antigo prédio, onde parecia ser um cárcere privado e luta com alguns homens a mão armada. As frotas policiais circundam a área e conseguem prender alguns homens que faziam a segurança do local. Matt finalmente encontra Brendha, que estava toda amarrada e amordaçada. Ele retira as cordas que a prendem e depois, a abraça fortemente, trazendo conforto e esperança.
- Obrigada! - Diz ela, agradecendo aos prantos, tentando conter a emoção de que foi salva daquela prisão.
- Não precisa agradecer, Brendha! Eu estou aqui e nada vai lhe acontecer de mal agora. Fica calma! - Diz ele, determinado a levá-la pra bem longe dali.
Horas depois, o delegado brinda por Brendha estar viva e Matt fica feliz que conseguiu salvá-la das mãos dos bandidos.
Já o desconhecido homem pra quem Suzi trabalha, fica irritado ao saber do acontecimento e promete fazer vingança. De repente, o telefone toca e ele atende num só toque.
- O que você quer, sua cadela, safada?
- Eu vim te dizer que o seu plano falhou, meu amor!
- Vagabunda! Por que você arruinou meus planos?
- Simples. Porque eu não sou mais a sua mulher, o seu objeto sexual, o seu ursinho de dormir. Eu me tornei uma pessoa de princípios e eu estou disposta a mudar pra melhor. Não quero mais ser sua escrava!
- Você acha que Matt vai viver ao seu lado pra sempre? Está enganada, Suzi! Quando ele descobrir quem é você de verdade, pode esperar! Seus dias estarão contados. Ah e não se esqueça querida: eu ainda tenho a família de Matt comigo!
- Eu não tenho medo de ameaças e nem do que pode acontecer comigo. Se Matt descobrir a verdade, tudo certo! Mas é bem provável que ele descubra uma coisa antes e você sabe perfeitamente o que é. Você arruinou o passado de Matt. Quanto a família dele, se prepare porque ele não vai deixar barato.
- Eu o quê? Está brincando comigo! Eu não tenho nada a ver com o passado do seu namoradinho. - Diz ele, resmungando.
- Tem certeza? Porque conforme eu descobri pelos meus contatos, você causou a morte de pessoas inocentes no passado. Matt, por incrível que pareça, jamais perdoaria que os seus pais foram cruelmente assassinados e que o assassino está bem perto do que ele possa imaginar.
- Você andou se informando demais ao meu respeito e isso não é bom, minha cara! - Diz ele, sendo ameaçador.
- Fazer o quê, meu amor? Eu aprendi com a vida e você me ensinou muita coisa. Mas chegou a hora de você saber que eu sei me cuidar sozinha e que aquela garota inexperiente, hoje se tornou uma mulher determinada e que vai fazer de tudo pra ser feliz e escrever a sua própria história, sem que ninguém impeça isso! - Ela termina o assunto e desliga o telefone, fazendo com que ele fique furioso de raiva.


Atenção: Para dar continuidade a leitura de "Atração Fatal", a obra está disponibilizada na Amazon e Plataforma Wattpad:


sábado, 13 de abril de 2019


Diante da porta está Christine com a chave na mão disposta a abrir o apartamento de sua Rival. Cenas de Matt e Suzi viram retrospectivas em sua mente. Mas nada a impede de continuar firme em sua decisão e desmascarar os dois amantes de uma vez por todas. Ela abre a porta com cuidado para não fazer barulho e ouve vozes, que saem do quarto. Com passos leves, ela se dirige até o quarto e assiste a cena que seus olhos jamais queriam ter visto. Suzi estava se sentindo nas nuvens ao lado de Mathew que também parecia à vontade. Christine se sentiu mal, completamente no chão e sua mente só dizia uma coisa: que entrasse naquele quarto e despejasse tudo o que estava se sentindo. Ela tentou se manter calma naquele momento e nem mesmo as lágrimas que caíam dos seus olhos, a faziam desistir de sair dali. Afinal porque desistir? Não adiantaria fechar simplesmente os olhos pro que estava ocorrendo em sua vida e ir pra casa, fazer as tarefas do dia-a-dia e dizer a mesma ladainha pro filho de que o pai estava trabalhando e logo, estará de volta. E toda aquela raiva se transformou em verdadeira fúria. Com os nervos à flor da pele, ela não hesitara. Apenas deixou-se levar pela sua atitude de mulher traída e com ódio dos dois, entrou naquele cômodo.
- Sua salafrária, bandida! Como você pode fazer isso comigo? Vagabunda! - Entra Christine, irada com a cena que vê, sem se importar de que eles estavam totalmente nus naquele quarto.
Suzi e Matt ficam perplexos ao encontrá-la ali naquele exato momento.
- Christine, eu posso explicar tudo. - Diz Matt, tentando controlá-la.
- Cala a boca, Matt! - Ela lhe dá um tapa no rosto e o empurra contra o chão, fazendo-o bater com a cabeça na parede.
Suzi decide partir pra cima de Christine e as duas caem na briga.
- Sua ordinária! - Ela soca a face de Suzi e a joga no chão, lhe dando murros e puxando seus cabelos.
Matt fica desesperado e tenta afastar as duas, segurando a esposa.
- Me solta que eu quero acabar com a vida dessa mulher! - Diz Christine, furiosa.
Suzi se levanta do chão brava e Matt pede pra Christine ir embora, controlando Suzi com o braço esquerdo e impedindo-na de avançar sobre a mulher.
- Pode ficar tranqüilo, Matt! Eu vou embora. Eu não tenho mais nada pra fazer aqui neste lugar. Ah, e antes que eu me esqueça: fique com ela, Matt! Sei que ela vai te fazer mais feliz do que eu, porque vocês dois realmente se merecem. - Diz Christine, com um olhar sério e totalmente descomposta.
Suzi a encara com um olhar sério e Matt fica sem palavras.
- Nunca mais quero ver a sua cara, bandida! Safada! - Ela diz à rival e sai porta afora. - Fingia ser minha amiga, mas no fim não passava de uma cobra apenas. Eu te odeio, Suzi! Sua ladra de maridos! - Diz ela, saindo porta afora imediatamente.
Suzi deixa Matt por alguns segundos e segue Christine, dizendo:
- Vai embora mesmo! Eu não tenho culpa se o teu marido me deseja. Ele sente mais prazer comigo do que com você.
Christine volta a encará-la novamente com um olhar ameaçador e Matt tenta colocar Suzi pra dentro.
- Parem as duas com isso! Christine, desculpa...
- Vocês dois me dão nojo! – Diz Christine, pegando o elevador depressa.
Matt decide ir atrás de Christine e Suzi o impede.
- Já não basta o que ela causou aqui, Matt? Por que vai atrás dela?
- Porque ela ainda é a minha mulher. - Diz Matt, revoltado e saindo porta afora também.
Suzi se lamenta com tais palavras.


Acabou

Dias se passam e o delegado recebe o telefonema do desconhecido seqüestrador de Brendha, marcando o encontro para tal horário a fim de negociar a troca do dinheiro pela menina. Matt é comunicado do encontro e decide se preparar pra agir. Já Christine decide pedir a separação e pensa em levar o filho Renan pra casa de uma irmã que mora em outra região próxima dali. Embora não concorde Matt não consegue impedir a atitude da esposa e promete que não desistirá de seu próprio filho. Christine e Renan decidem pegar o ônibus na estação.
- Tem certeza de que quer mesmo fazer isso? - Questiona Matt.
- Eu preciso, Matt! Vai ser necessário nos afastarmos um pouco.- Diz Christine. - Espero que você fique bem!
- Eu vou sentir muito a sua falta. Você e a do nosso filho!
- Matt, por favor, chega de lamentações! Você não vai se afastar do seu filho por muito tempo. Eu vou permitir que o visite. Renan precisa de um pai, mesmo que ele seja ausente. - Diz ela, rígida.
- Por que está sendo tão dura comigo? Eu já não lhe pedi desculpas por tudo que lhe causei?
- Desculpas não é o suficiente. Você deveria saber disso, Matt! Mas não quero discutir com você sobre esse assunto de novo.


Matt abaixa a cabeça e abraça o filho Renan.
- Pai, eu não quero ir embora sem você!
- Eu vou estar sempre por perto, meu filho! Assim que meu trabalho terminar, eu vou te visitar na casa da sua tia. Eu prometo!- Diz Matt, triste.
- Pai, eu te amo! - Diz Renan, com lágrimas nos olhos e abraçando fortemente Matt.
- Eu também, meu filho! Eu também te amo muito, viu? Você é tudo na minha vida. Promete uma coisa para o seu pai?
- Sim, pai! - Diz Renan, atento, se afastando um pouco.
- Promete que vai cuidar de sua mãe? Ela precisa de você, meu filho!
- Prometo, pai! Prometo, sim! - Diz Renan, entristecido.
- Bom garoto! Agora, você precisa ir antes que perca o ônibus. E lembre-se: seu pai te ama muito e nunca vai te abandonar.
Christine interfere a conversa dos dois e diz a Renan:
- Filho, o ônibus chegou! Precisamos ir agora!
Matt acena pra Renan, que acompanha a mãe até a porta do ônibus.
- Christine, saiba que eu não vou desistir do Renan. - Diz o policial, determinado.
- Eu sei disso, Matt! Mas não se preocupe: nosso filho estará bem e você poderá visitá-lo sempre que possível. - Diz ela, entrando com o filho no ônibus, que se prepara pra partir.
Os olhos de Renan se enchem de lágrimas diante da janela do veículo que aos poucos se distancia.
De repente, o telefone toca e Matt atende.
- Matt, é Smith! Está pronto pra ir ao encontro?
- Ah, claro! Eu já vou agora pra lá, Sr. Smith!
- E quanto á Christine e Renan? - Ele pergunta. - Eles realmente foram embora da cidade?
- Sim, Sr. Smith! É difícil te falar isso, mas eu vou sentir muito a falta deles. - Diz Matt, triste. - Mas o que posso fazer né?
- É verdade, Matt! O que podia fazer? E agora, como será a sua vida sem a Christine e o Renan?
- A vida continua, Sr. Smith e agora, eu estou determinado a terminar de uma vez por todas com esse caso da Regina Winston.- Diz Matt, equilibrado e convicto de que vai resolver logo o crime que anda deixando todos preocupados e temidos.
Sem perceber, alguém o observa disfarçadamente.

Enquanto isso, Suzi liga para o desconhecido e comunica-lhe que Christine está fora da cidade com o filho, o qual o caminho estará livre pra ela e o policial Mathew. O desconhecido avisa que a prostituta deve continuar seguindo o plano normalmente, pois em poucas horas, ele conhecerá o policial de perto e que fará suas negociações.
- O que você está planejando com este encontro? - Pergunta Suzi, curiosa.
- Eu vou entregar a ele todas as respostas que ele procura. A morte de Regina, a morte de Anderson, Dinorah e D. Juliet.
- Então, você está por trás do caso de Regina Winston? Muito interessante!
O desconhecido sorri e continua.
- Suzi, existem muitos segredos envolvidos neste caso. Você nem imagina!
A jovem fica com uma expressão séria no telefone.


Como assim?

Horas depois, Matt chega numa estação ferroviária abandonada, local marcado pelo seqüestrador e em uma de suas mãos, ele carrega uma mochila em que está armazenado o dinheiro que fora pedido em troca da liberdade de Brendha. Afastado dali, Sr. Smith espera o sinal do policial pra agir. Matt se preocupa, mas também não demonstra receio. Agora era tudo ou nada e ele tinha que correr esse risco. Enquanto isso, alguém chega de carro e estaciona numa esquina ao lado.
- Que demora! O que será que ele está aprontando? - Pensa Matt, sério.
De repente, ele decide gritar.
- Olá!!!!!! Alguém está aí? Eu acabei de chegar. Por favor, me responda!
Depois de alguns minutos sem resposta, Matt decide se sentar num banco de madeira e resolve esperar um pouco mais. Sempre atento ao relógio, ele já estava se cansando de esperar.
- O que será que está havendo com Matt? Ele está demorando muito a dar o sinal pra gente avançar. - Diz Sr. Smith á um dos oficiais que o acompanham na operação.
- Pode ser que ele esteja em perigo, senhor! - Responde um dos policiais que estava por perto.
Sr. Smith fica pensativo.
Matt decide cancelar a operação e sem esperanças de que vai encontrar Brendha por ali com os bandidos, ele decide se preparar pra ir embora, quando um desconhecido o chama pelo nome.
Matt vira-se pra responder.
- Pediram pra eu levá-lo até eles. - Diz um homem forte e alto.
- Ótimo!  E como vou saber que Brendha está bem?- Pergunta Matt.
- Não se preocupe! Você já vai encontrá-la. Me acompanhe! - Diz o homem, deixando-o ir na frente.
Matt segue até um velho depósito e o homem o manda abrir a porta. Ele obedece e ao abrir a porta, ele encontra as paredes marcadas com os nomes das vítimas mortas inocentemente: Regina, Dinorah e Juliet. A surpresa maior foi quando ele leu a seguinte frase: Os próximos são Justine, Olivier e Christine. Quando ele ia se virar pra falar com o tal desconhecido, um golpe é acertado em sua nuca, que o faz cair fortemente ao chão.

Mais tarde, Matt desperta e se sente confuso ao ver que estava numa grande sala toda iluminada, com as mãos amarradas por trás da cadeira e seu corpo quase despido envolto por correntes fortes e presas. De repente, a porta se abre e surge um homem negro com boné e roupa de marca famosa e com um cigarro na boca. Ele tira os óculos pretos e encara fixamente o policial, que pergunta:
- Onde estou e o que vai fazer comigo? - Diz Matt, sentindo dores em sua nuca.
- Não se preocupe! Você está seguro conosco. Só não posso te falar ainda onde você está porque temos muito a conversar.
- Eu quero saber da Brendha. Como ela está?
- Vai bem, Mathew. - Ele responde.
- Posso saber o que você quer de mim?
- Claro. Você se lembra do velho depósito e das marcações na parede?
- Como eu poderia esquecer. Me diga: você também pegou Christine e o meu filho?
- Policial Mathew, eu costumo responder perguntas ordenadamente. Então, eu vou te responder a primeira pergunta que fez: O que eu vou fazer com você, exato?
- Se for assim, tudo bem! Exato! - Consente o policial.
- Bom, o que eu vou fazer com você é o seguinte: eu lhe trouxe aqui porque quero ajudá-lo a desvendar todo o mistério que envolve o caso Regina Winston e também particularmente a sua vida.
- Minha vida? Onde eu e a minha família entramos nesse assunto da Regina?
- Simples. Você, Matt é a chave principal do caso Regina Winston! Vou ser mais específico, caso não esteja entendendo. A sua relação com este caso não é nada incomum. O fato, policial Mathew é que existe uma relação muito forte entre você e a família de Regina. Você não sabe, Matt mas Regina o adotara como um filho secreto. Feliciano e nenhum de seus amigos sabiam desse fato e a única que guardava esse segredo era a sua tia Juliet, que sempre deu um jeito de te sustentar ás escondidas.
- Quer dizer que Regina era como se fosse uma mãe pra mim e Juliet sabia disso? Cara, você deve estar doido! Eu não faço parte da família Winston.
Ele dá um sorriso largo e mexe com a cabeça, dando a entender que ele não sabia nada a respeito desse fato.
- As coisas não parecem ser o que são Matt. Regina te conheceu na rua logo depois que seus pais vieram a falecer. Você não se lembra?
Mathew fica sério por alguns instantes e relembra cenas do passado.
“- Oi, tudo bem? - Pergunta uma gentil mulher a ele, que se sentia triste e desamparado. - Você quer ir pra casa? Onde você mora, meu bem?
- Eu não tenho pra onde ir, senhora. - Ele respondeu, inocentemente.
- Entendi. E os seus pais, querido? Onde eles estão?
Houve um momento de prantos e ela abraçou-lhe fortemente.
- Não se preocupe, querido! Eu vou te levar para um lugar tranqüilo, longe das ruas onde você possa ser feliz, ok! - Diz ela, o pegando pela mão. - Não tenha medo, meu bem! Você vai ficar bem.”
Matt desperta das lembranças e encara o desconhecido fixamente.
- Lembrou-se agora como tudo começou?
- Não entendo. Se Regina me adotara como um filho, porque eu fui cuidado pelo Sr. Smith durante a minha adolescência?
- Regina conseguiu um lar de adoção pra você, Matt! Você viveu um tempo numa casa de abrigo e depois que completou maioridade, conheceu o delegado, a qual lhe deu um emprego e te ajudou a ingressar na carreira da polícia. Pelo menos disso você deve se lembrar muito bem, né?
- Com certeza, só não sabia que Regina tinha me ajudado na época.
- Ela te ajudou sim Matt, mas ela nunca quis se identificar pra você porque Feliciano na época estava de compromisso marcado com ela e ele não gostava de crianças. Regina fora uma mãe pra você! Tanto que quando você saiu do abrigo e foi morar com o Smith, ela ficou péssima e decidiu seguir a sua vida, ou seja, cumpriu seu papel de boa samaritana.
- Eu não sabia disso! Quem é você, afinal e qual é o seu interesse nesta história?
Ele sorri um pouco e continua:
- Mathew, você não quer saber as respostas que tanto procura? Bem, eu posso te levar até elas.
- Ainda não entendi a sua jogada.
- Sabemos que você foi o protegido de Regina durante a sua infância. De início, tudo certo! Mas o que houve depois, você nem sonha ter acontecido. Matt, existem mais coisas que vão deixar você perplexo e que se eu contar-lhe, não teria graça. Então, vou te deixar ver para que você saiba quem é quem nesta vida.
- O que afinal está dizendo, seu idiota? Pára de enrolar e fala logo. - Questiona Matt, confuso.
Ele pede pra que tragam uma pasta e um dos comparsas o entrega em mãos.
Abrindo a pasta, ele tira algumas fotografias e mostra a Matt.
- Essas fotos foram tiradas no dia da morte de Dinorah.
Matt fica surpreso ao ver a fotografia e ele continua.
- Reconhece essa pessoa que está saindo do carro uma hora antes de Dinorah sair do apartamento? - Pergunta o desconhecido.
- Reconheço, sim! É o delegado, pra quem eu trabalho. Por quê?
- Simples, meu caro rapaz. Por que será que o delegado estava naquela noite e naquele mesmo endereço onde estava Dinorah? Você seria capaz de raciocinar, Matt?
- Isso é loucura! O delegado estava apenas verificando o local. Ele não estava ali por acaso. Essa foto não prova nada!
- Certo e o que você me diz sobre essas aqui? - Ele joga todas as fotos na mesa, onde aparece o delegado em todas elas.
- Isso é um absurdo! Totalmente inaceitável!
- Tão inaceitável que a polícia não conseguiu proteger as vítimas dos homicídios né? Que descaso tolo!
Matt fica confuso ao ver as cenas dos crimes, mas volta a fazer a sua pergunta que ficou despercebida no início da conversa:
- Você me disse a sua jogada, mas quero saber da Christine e do meu filho Renan? O que fez com eles?
O desconhecido encara o policial friamente e diz:
- Essa resposta você terá em breve, meu caro!
-  Não façam nada com eles! Entendeu? Se acontecer algo com os dois, eu lhe mato!
-  Você não está em condições de ameaçar ninguém agora, Matt! E quer saber de um fato curioso: como um pai de família resolve trair a esposa com a amiga dela e ao mesmo tempo, investigar o caso de Regina? Você é um sujeito bem esperto e admiro isso sabia.
-  Você anda me espionando?
- Sim, Matt! Eu sei quem é a mulher que cruzou o seu caminho. Eu sei dos encontros que você teve com ela. Eu sei do flagra de Christine. Eu sei tudo sobre você! – Diz o desconhecido, olhando seriamente nos olhos de Matt.


Próximo Capítulo: 15/04 (20hs)

quarta-feira, 10 de abril de 2019


No dia seguinte, Christine organiza a cozinha quando se lembra da discussão com Matt sobre a sua infidelidade e a cena do recente desentendimento ainda martela em sua mente. “(...)você sempre foi superior e indiferente em tudo. Quando estou ao seu lado, eu não consigo respirar direito. São tantas cobranças. É tanto isso e aquilo. Eu estou ficando louco! - As palavras de Matt ecoavam em sua cabeça. - Eu traí você sim, mas não foi intencional!”
Christine se sente confusa e acaba cortando a mão com uma faca, causando um ferimento pequeno.
- Droga! - Ela se aflige por dentro. - Se Matt pensa que eu vou ficar parada sem tomar uma atitude, ele está muito enganado.
Ela decide telefonar pra Sr. Smith, que a atende gentilmente.
- Eu preciso falar com o senhor. É importante! Podemos nos encontrar?
- Claro, Christine! Eu vou estar na delegacia daqui a uma hora. Podemos nos falar por lá. - Diz Sr. Smith.
- Ótima ideia! Me espere que eu te encontro. - Ela desliga, com lágrimas no rosto e cheia de raiva.


Pensativa

Ao chegar na delegacia, Sr. Smith recebe a visita de Christine que o cumprimenta.
- É um prazer vê-la, Christine! Posso ajudá-la?
- Sr. Smith, o senhor já deve imaginar os motivos que me trouxeram até o seu escritório né?
- Bom, eu imagino sim. É sobre o Matt né?
- Sim. O senhor está informado que eu descobri a traição dele?
Sr. Smith muda sua expressão de repente e Christine percebe.
- Quem é ela, Sr. Smith? Provavelmente, o senhor a conhece!
- Christine, eu juro a você que eu não a conheço.
- Mas então você sabe que ele tem outra?
- Sim. Perfeitamente. Matt havia me contado que conheceu uma mulher e que ela está deixando-lhe completamente confuso.
- Eu quero saber de tudo, Sr. Smith! Eu quero conhecer essa mulher.
- Christine, o Matt nunca me apresentou a ela. Eu só a conheço por nome.
- E qual seria o nome dela? - Ela o questiona, curiosa.
De repente, entra um funcionário da delegacia e o chama.
- Senhor, acabou de chegar os documentos que o senhor pediu!
- Ótimo! Obrigado por trazê-los! - Diz Smith agradecendo.
- Então, Sr. Smith! Diga-me o nome dessa safada.
- Christine, vamos fazer uma coisa! Por que você não tenta descobrir sozinha?
- Sr. Smith, o que está dizendo? Eu achava que você era meu amigo.
- Eu sou o seu amigo Christine, mas Matt trabalha pra mim. Eu não posso me envolver em assuntos familiares.
- Eu já entendi tudo. Mas tudo bem! É como o senhor mesmo disse: eu mesma vou descobrir sozinha sem a ajuda de ninguém. Com licença! - Diz Christine, saindo porta afora irritada e deixando o delegado péssimo.
- Ah e muito obrigado pela sua ajuda! O senhor é um verdadeiro anjo de candura!
Sr. Smith fica sob a mira dos funcionários.

Suzi volta a mexer no tal pacote que havia chegado semanas atrás e com um marcador, ela risca alguns nomes listados.
- Vejamos quem será o próximo da lista!- Ela se serve de café quente e toma alguns goles antes de continuar.
- Eu acho que eu já sei quem é a próxima vítima. Está na hora de fazer uma visita!
Neste momento, Matt decide pensar nos fatos ocorridos quando Justine o telefona.
- Oi, Matt! Você queria falar comigo?
- Sim. Justine, o Sr. Smith lhe fez uma proposta?
- Sim. Ele fez, Matt! Mas eu não entendi direito o que devo fazer.
- É fácil, Justine! Você fará uma festa em sua casa e convidará a todos. Não hesite em chamar Feliciano para o evento.
- Matt, o que pretende fazer?
- Você não quer ajudar a polícia a pegar o criminoso que anda fazendo vítimas a cada segundo?
- Eu quero muito Matt, mas tenho medo de que algo possa acontecer.
- Não se preocupe! Você será vigiada pela polícia e qualquer ato suspeito, entraremos em cena.
- Bom, se é assim que façamos o plano, então!
- Obrigado, Justine por colaborar conosco!
Justine desliga e Matt recebe outra chamada. Desta vez é Sr. Smith!
- Localizamos um suspeito endereço onde podemos encontrar a Brendha.
- Que endereço? Como achou?
- Recebemos uma denúncia anônima. Estamos indo pra lá!
- Espere que eu vou com vocês! - Diz Matt, agitado.
- Me passa o endereço que estou indo agora! Sr. Smith indica a localização e Matt agradece.

Já Christine desorganiza as roupas de Matt no guarda-roupa e de um dos bolsos da calça comprida, cai um cartão do condomínio.
- Mas este é o mesmo condomínio em que uma amiga minha mora. - De repente, ela observa o verso e percebe o número de telefone anotado por caneta.
Sem hesitar, ela pega o celular rapidamente e liga para o número e o telefone toca no apartamento de Suzi, que a atende depois de alguns segundos.
- Alô! -Diz a sensual mulher.
- Oi! - Christine tenta se manter calma e inventa uma outra voz. - Com quem eu falo?
- Suzi Vielmont. Quem deseja? - Ela se identifica.
Christine fica sem palavras ao ouvir o tal nome e desliga o telefone no ato.
- Não é possível! Não pode ser! - Ela fica surpresa consigo mesma, tentando se manter calma e reorganizar suas ideias.


Não Pode Ser

Matt e o delegado Smith chegam no local informado pela denúncia anônima e cercam toda a área. Matt saca seu revólver e empurra a porta com o pé rapidamente e não encontra ninguém na casa.
- Não tem ninguém, Sr. Smith!
- Que coisa estranha, Matt! E agora o que faremos?
- Vamos continuar alerta. Foi apenas um alarme falso ou alguém tentando nos intimidar. -Diz Matt, irritado.
O delegado decide comunicar á todos os policiais que aguardam do lado de fora.
Matt observa a casa inteira e de repente, ele encontra uma blusa no meio de várias coisas caídas ao chão. Ele supõe que a blusa seja de Brendha e fica pensativo por alguns instantes. O delegado o encontra novamente.
- Está tudo bem, Matt?
- Sim. Sr. Smith, encontrei isso! - Ele mostra a blusa no chão. - Brendha estava aqui, mas ela foi levada embora antes que chegássemos.
De repente, o telefone toca e Matt atende num só toque.
- Policial Mathew? - Pergunta a voz.
- Sim. Sou eu mesmo! Quem está falando?
- Primeiramente peço desculpas por ter chamado a polícia em vão, mas quero que saiba que Brendha está segura.
- O que você quer em troca da Brendha, seu miserável? - Questiona Matt, deixando Sr. Smith preocupado.
- Eu quero que você me encontre, Mathew! Vou lhe dar o seguinte endereço e mais: não quero a polícia envolvida nesse encontro, porque se eu desconfiar que os tiras estão por perto, eu mato a Brendha em imediato. Estamos entendidos?
- Tudo bem! Eu não vou envolver a polícia nisso. Pode confiar em mim! - Diz Matt, fazendo silêncio ao delegado, que se mantém sério.
- Também tenho uma exigência a fazer! Quero quinhentos mil reais e que você traga a grana na hora marcada do nosso encontro. E nada de gracinhas, Mathew senão a menina morre e todas as pessoas envolvidas no seu grupo de amizades. Saiba que eu tenho meus contatos e eu estou de olho em cada passo que você der.
O policial fica com uma expressão séria e consente.
- Ok! Eu vou tentar arranjar a grana. E não se preocupe, eu vou estar no endereço marcado. Quero ouvir a Brendha agora!
Há um momento de silêncio no telefone e de repente, Brendha diz algumas palavras rapidamente.
- Por favor, me ajuda! Eu quero sair daqui. Por favor!
De repente, a voz interfere e deixa Matt preocupado e convencido de que não se trata de um blefe.
- Você já tem a prova suficiente de que não estou brincando?
- Sim. Eu percebi sim! - Responde Matt,confiante.
- Ótimo! - A voz finaliza a conversa e desliga o telefone.
Matt encara Sr. Smith e diz:
- Agora é tudo ou nada! Devemos ser ágeis, Sr. Smith! Temos um pepino pra fatiar.
- Bom, e como vai conseguir essa grana, Matt?
- Vamos dar um jeito. Só espero que nada dê errado! - Diz Matt, preocupado.

Já Suzi desliga o chuveiro assim que termina o banho. Após sair do banheiro, ela ouve a campainha tocar e pensa com seus botões.
- Só pode ser o Matt! Ele sempre chega nesse horário.
Ela abre a porta animada quando encontra Christine em sua frente.
- Christine? Você por aqui, amiga? Mas por que está tão arrumada assim?
- Oi, Suzi! Gostou do meu novo visual?
- Nossa, Christine! Você está muito bonita! O que aconteceu pra ficar tão arrumada desse jeito? Vai pra algum lugar especial?
- Sim, Suzi! Eu vou para um evento.
- Que legal, Christine! E quanto ao Matt?
- Matt é passado, Suzi! Desde que eu soube que ele anda me traindo, eu resolvi abrir mão dele. Eu não quero mais saber do Mathew em minha vida.
- Nossa, Christine! Eu não sei o que dizer._diz Suzi, alegre por dentro.
- Bom, eu só passei aqui pra vê-la como está e te agradecer por ter me ouvido naquele dia.
- Que isso, Christine! Espero que você esteja tomando a atitude certa em relação ao seu casamento.
- Obrigada, querida! – Agradece Christine, parecendo ser amiga da rival. - É uma sorte ter uma amiga como você.
- A sorte é minha, Christine por ter conhecido você e a sua família. Sempre tive uma pontinha de inveja de você por ter uma família realizada. Eu só sinto muito com essa situação que anda acontecendo ultimamente.
- Não se preocupe, Suzi! Quando Matt perceber que ele fez tudo errado e que agiu conforme o seu pensamento, ele vai se tocar de que não é feliz e vai se arrepender muito de ter me traído com a primeira ordinária que apareceu em nossas vidas. Bom, eu já vou indo! Até mais, amiga!
Ela se despede de Suzi e sai, deixando a jovem pensativa.  Ao fechar a porta, Suzi fica feliz da vida.
- Agora o Matt será meu! Eu tenho certeza disso.

Algumas horas depois, Christine se senta no banco da praça e aguarda Matt chegar no condomínio.  A sua intenção é pegar os dois amantes no flagra e dar o pontapé inicial da separação. De repente, a sua intuição não falha. Matt chega no condomínio, conforme ela previra. Estava chegando a hora de pôr o seu plano em ação, só lhe faltara coragem. Pelo menos, de uma coisa ela tinha certeza: Mathew não era mais aquele homem apaixonado que se dedicava totalmente a ela e ao filho. Ele estava confuso, diferente e Suzi seria a culpada por ter atravessado o seu caminho. Talvez a culpa também seria dele, por se deixar levar por uma atração mútua do sexo e por um simples prazer da vida.


    
Obs: Devido a problemas técnicos, o capítulo foi postado atrasado. Lamentamos o inconveniente.
Próximo Capítulo: 13/04 (20hs)

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