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As histórias que são postadas aqui são de ficção, porém apenas pra degustação para que os leitores possam conhecer os personagens e a trama envolvida. Caso o autor tenha interesse em compartilhar um conteúdo na íntegra, o site lhe informará automaticamente, portanto não deixe de ativar nossas notificações pra ficar por dentro de cada novidade.
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Leandro Elesbão
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quarta-feira, 17 de junho de 2020


Ao ver Pâmela aos beijos com seu irmão Robson, Weslley se sente péssimo e começa a acreditar que a jovem não vai dar um basta na situação. Ele se afasta da rua e se aproximando do carro, começa a beber goles de cerveja exageradamente até que o amigo André o encontra.
- Weslley, aconteceu algo? Parece abatido!
- Sabe quando você encontra uma garota que te deixa amarradão? Eu acabei achando ela. - Diz o rapaz, olhando pro céu com a garrafa na mão.

Sem Chão

- Entendo e o que houve com essa garota? Quer conversar sobre isso?
- Mano, você é um dos poucos amigos que eu converso mas vou te falar, tá complicado viu? A história que to tendo com essa garota ta me deixando numa sinuca de bico que tu não faz ideia.
- Pow, já vi que a coisa é séria mesmo. Nunca te vi falando assim desse jeito.
- André, ela tá me enrolando. E com o meu próprio irmão.
- Como é que é? - Se indaga André, perplexo.

Enquanto isso na folia, Marcelo segura o braço de Edileusa firme e diz, com toda a coragem:
- Ou você pára de ficar dando esses chiliques ou eu nunca mais vou olhar pra sua cara. Não temos mais nada um com o outro há anos. Entenda isso de uma vez por todas!
- Desculpa! Eu me excedi. - Diz ela, voltando à si e largando a lata de cerveja de lado. - Você tem toda razão. 
Marcelo, continuando sério com ela diz:
- Tenta se controlar pra não estragar mais o clima. A gente está aqui pra se divertir e não pra sair que nem cachorro brigando no meio do sambódromo.
Edileusa não reage e Renata, interfere:
- Eu também resolvo pedir desculpas. Agi mal. Foi uma brincadeira péssima de mau gosto.
- Tudo bem. Já está resolvido. - Diz Marcelo, continuando a beber.
Edileusa, colocando um pouco a mão na consciência resolve pedir um abraço à Renata, que aceita.

Em Lopes Mendes, Humberto assiste o carnaval pela TV quando a empregada se aproxima e pergunta:
- O senhor ainda vai precisar dos meus serviços?
- Não. Pode ir dormir. Sabe me informar se minha filha vai dormir fora de casa hoje?
- Ela não me deixou nenhum aviso, senhor mas se quiser eu posso tentar ligar pra ela.
- Não precisa. Deixa que eu resolvo isso. Peça para o Tenório vir aqui, por favor!
- Tá bom, senhor! Com licença! - Ela diz e sai.
Alguns minutos depois, Tenório chega.
- O senhor me chamou. Precisa de algo?
- Tenório, eu quero te pedir uma coisa muito importante.
- Sim. Diga-me. - Diz o piloto, sério.
- Você ainda se mantém informado sobre a Wanda?
- Bom, senhor de vez em quando eu dou umas voltas por aquela região lá mas se encontrar com ela e conversar, o senhor sabe que não. Mas por quê?
- Eu estou pensando em visitá-la.
- Visitá-la? Mas faz muito tempo.
- Sim. Eu sei. Mas eu queria vê-la de novo. - Diz Humberto, sério.
- E quanto sua filha?
- Esquece ela. Tenório, me leve até ela amanhã.  - Pede o empresário.
- Tudo bem. Eu levo o senhor até ela. - Ele consente.

André fica pasmo ao saber a história pelo amigo Weslley.
- Como você pretende resolver essa situação, mano?
- Eu não sei. Eu achei que a Pâmela iria resolver, mas parece que não.
- Caramba! Que história doida a sua. Robson vai ficar louco.
- E o pior que ele ta amarradão também nela. Você tem que ver, André como eles estavam agora há pouco. 
- Faço ideia de como você está se sentindo. Mano, parte pra outra! Deixa essa garota aí.
- Difícil. To apaixonado, cara! Eu não sei se vou conseguir ficar longe dela não. - Diz Weslley, sincero.

Wanda curte a folia acompanhada da filha Daniela e da amiga Mirella, quando Ronaldo chega. Daniela ao ver o rapaz, diz às duas que vai falar com um amigo e decide se afastar. Mirella e Wanda se entreolham curiosas.
- Quem é o bonitão? - Pergunta Wanda à jovem.
- Juro que eu não sei. - Responde ela.

Amigas no Carnaval

Ao se aproximar de Ronaldo, Daniela sorri pergunta:
- Por acaso, está perdido?
- Claro que não! - Ele sorridente, responde. - Esqueceu que eu já tinha vindo aqui antes contigo?
- Eu sei. Estou feliz por ter vindo.
- Obrigado por me convidar.
- Disponha. Minha mãe e minha amiga estão ali. - Ela aponta para as duas que sorriem e acenam juntas.
- Ah legal! Parecem ser legais. 
- Vou te apresentar. - Diz Daniela, pegando na mão do rapaz e o levando até as duas.
Ronaldo fica surpreso com a atitude da jovem e um pouco envergonhado, acaba conhecendo Wanda e Mirella ali no meio da rua, em plena noite de carnaval.
Mas de repente, o celular toca e ele decide atender, pedindo desculpas às três.
Mirella cutuca Daniela e a questiona, séria:
- Amiga, onde você arrumou um gato desses? Me conta tudo!
- Somos apenas amigos. - Diz Daniela.
Wanda interfere:
- Tudo começa na amizade, minha filha. Tenho que concordar com a sua amiga: ele é mesmo um gato. 
- Pára mãe! Até a senhora. Ele veio do Rio pra cá e está procurando pelo avô que não vê há anos. - Revela Daniela. - A gente tem uma história parecida. Eu procuro pelo meu pai e ele pelo avô.
Wanda e Mirella se entreolham de novo enquanto Ronaldo conversa no telefone.
- Eu to curtindo o carnaval com uma amiga que conheci aqui em Angra.
- Você está aproveitando o carnaval com uma amiga? - Pergunta Rafaela séria.
- Sim. Mas é apenas uma amiga. Vai ficar com ciúmes não né?
- Você sabe muito bem que não tenho ciúmes. Mas estou surpresa em saber que você tem uma amiga agora em Angra.
- Eu conheci a Daniela por acaso. Ela tem uma história parecida com a minha. Pode ser uma chance de eu encontrar o meu avô.
- Ronaldo, mas o seu amigo Jeff não lhe deu informações precisas sobre isso? Por que você tinha que fazer amizade com uma garota?
- Ah meu Deus! Já ta com ciúmes. Rafaela, você não confia em mim não?
- Eu confio só não confio nessa garota. - Rebate Rafaela, séria. - Agora, aproveita o seu carnaval!
Ao sentir a ligação ser desligada, Ronaldo fica sério e Wanda diz à filha:
- Acho que o seu boy está preocupado com algo.

Em Paraty, o clima de carnaval toma conta da cidade.
Enquanto Vânia se diverte com Alan e Christian, Cleusa conversa com Elaine por telefone.
- Não se preocupa com isso! A Vânia não interfere em minha decisão. Se é da vontade da Pâmela de vir pra cá, então ela virá.
- Eu me preocupo porque as duas não se bicam muito sabe?
- A Vânia precisa entender que certas coisas tem limite e além do mais, as duas não são mais crianças. Estão bem grandinhas né? Pra que ficar remoendo coisas do passado?
- A gente acha isso, mas elas não! Bom, pelo menos da parte da minha filha acho que ta tudo certo. O problema é a Vânia concordar com isso.
- Avise a Pâmela que ela tem total liberdade pra visitar a minha casa. As portas estarão sempre abertas pra ela. - Diz Cleusa, gentil.
Vânia escuta a mãe falar essas palavras e fecha a cara de raiva.
- Obrigada, Cleusa por tudo! Meu coração fica mais tranquilo. - Diz Elaine.
- Nós somos família. Conte comigo pro que for. - Diz ela, sorrindo.

Nesse ínterim, Pâmela e Robson ficam abraçadinhos quando de repente, ele diz:
- Eu vou pegar uma bebida. Aceita?
- Sim. - Diz ela.
- Tá. Fique aqui! - Ele pede e se afasta.
Pâmela pega o celular e começa a mexer quando Weslley a encontra:
- Pelo visto, está tendo uma noite agradável né?
A jovem se assusta.
- Nossa, Weslley! Me assustou. O que faz aqui?
- Por que ainda não contou pra ele?
- Ainda não é o momento.
- Eu sinto que você está me enrolando.
- Eu gosto de você tá legal. Gosto muito mesmo e você precisa confiar em mim.
- Pâmela, eu te amo muito. Não me decepcione!
- Robson não pode ver a gente junto pelo menos por enquanto. Vá embora antes que ele chegue!
Weslley se afasta rapidamente e Pâmela começa a ficar chateada. Robson chega e diz:
- Eu trouxe sua bebida. O que houve? - Ele percebe sua expressão.
- Não foi nada.
- Como assim não foi nada? Você estava bem há alguns minutos atrás.
- Eu vou te contar o que houve. Ta legal! Eu encontrei o rapaz do clube. Foi isso?
- E onde esse filho da mãe está agora? Cadê ele?
- Calma! - Pede Pâmela. - Por que essa atitude bruta agora?
- Você mudou por causa dele. Por acaso, ele falou algo que te chateou? Eu acabo com ele! - Diz Robson, intolerante.
- Não falou nada que me chateou. Eu só fiquei surpresa de encontrá-lo de novo por aqui.
- Pâmela, me conta a verdade: você gosta desse rapaz? - Questiona Robson, sério.

sábado, 29 de fevereiro de 2020


Verônica aproveita que o pai sai junto com Tenório e invade o escritório, mexendo nas gavetas e armários, procurando qualquer indício da tal amante. A jovem folheia algumas anotações, livros e fuxica todos os cantos. Inconformada, ela acredita que exista mais alguma coisa da amante do pai naquele escritório quando decide parar um pouco pra pensar. Alguns minutos depois, ela vai até o quarto dele e começa a procurar pelo guarda-roupa e observa o cofre em sua frente. Ao perceber que o pai estava se aproximando, ela se esconde rapidamente fechando tudo. Humberto entra no quarto e abrindo o guarda-roupa, decide abrir o cofre pra guardar algo. Verônica observa o pai colocando a senha. Assim que ele volta a trancar o cofre, sai e ela decide abrir. Verônica descobre o nome completo da ex do pai e também encontra o endereço dela, assim como outras coisas a mais. A jovem fica pensativa com as informações que acha.

Pâmela fica perplexa ao saber por Weslley, o que Robson fizera.
- Eu não disse nada que iria. Você precisa confiar em minha palavra!
- Desculpa, Pâmela! Mas é que está difícil confiar em você. Eu achei que você ia resolver isso, mas pelo que estou percebendo você não está se importando.
- Não diga isso, Wesley! Eu vou resolver esta questão mas preciso pensar um pouco numa forma de dizer isso à ele.
- O tempo está passando e ele vai descobrir a verdade sobre a gente. - Diz Weslley, preocupado.
- O seu irmão não podia ter criado uma situação dessas. Dizer pra sua família que vai me apresentar, sendo que não foi combinado nada.
- Mas você quer conhecer a minha família do lado dele?
- Por enquanto não, mas vou ter que conversar com teu irmão sobre isso. - Diz Pâmela, séria.

Não Sei o que Fazer

No jantar na casa de Cleusa, Alan fica sabendo que a prima Pâmela pretende passar alguns meses em sua residência e Vânia desaprova.
- Por que ela está mal humorada desse jeito? - Pergunta ele ao vê-la subir a escada irritada.
- Ela não gosta da Pâmela, meu filho! - Diz Cleusa, pensativa.
- A Vânia precisa entender que as coisas mudaram e o passado ficou lá atrás, oras. - Diz Alan.
- Ela nunca vai entender isso, meu filho. Eu estou quase ligando pra minha irmã e pedindo pra avisar a Pâmela pra não vir. - Diz Cleusa.
- Que situação complicada hein? Espere um pouco que vou conversar com minha irmã.- Diz Alan, deixando a mesa e subindo a escada.
Cleusa fica em silêncio e deixa o prato de lado.


Ronaldo encontra um ateliê na rua do comércio e se encanta com os quadros que o pintor Odilon faz. Percebendo a expressão do rapaz ao ver um dos quadros, o artista se aproxima dele e comenta:
- Trindade é um dos meus favoritos.
Ronaldo se vira para falar com ele:
- Eu ainda não tive a oportunidade de conhecer.
- Então, não perca tempo meu amigo. Aposto que vai gostar muito de passar as férias.
- Eu estou precisando tirar férias mesmo. O senhor faz excelentes trabalhos. Gostei muito do espaço.
- Muito obrigado meu amigo!
- Como se chama?
- Me chamo Odilon e você?
- Ronaldo. - Ele se apresenta e os dois apertam as mãos.

"O local é paradisíaco e sua beleza natural e preservada parece ter parado no tempo. Ideal para quem gosta de praias menos lotadas. Nesta mesma vila, se encontram as praias de Cepilho, Meio, Fora, Cachadaço, Ranchos e Brava."
Trindade - Paraty
Praia de Trindade - Paraty

Chegando em Praia do Bonfim, Verônica procura por Wanda e indicada por algumas pessoas que moram na região, consegue encontrar a casa da mulher. Ela decide apertar a campainha. Wanda, que estava sozinha, atende:
- Oi! - Ela cumprimenta.
- Oi, você é a Wanda? - Pergunta Verônica.
- Sim. Sou eu mesma. Quem é você?
- Meu nome é Verônica. Sou filha de Humberto Fontana. Esse nome lhe lembra algo?
Naquele momento, as pernas de Wanda se bambeavam. Ela nunca podia imaginar que a filha de um empresário, que porventura, foi seu amante, estaria na porta de sua casa. Aquilo era inacreditável! Parecia ser uma coisa irreal!
Por que ela estava ali? O que ela queria depois de tanto tempo?
Aquilo era uma surpresa inesperada pra ela.
- Bem, eu conheço seu pai pela televisão, pelos jornais. - Diz Wanda.
- Não é disso que estou falando.
- Então, o que é?
- Eu vou ser bem clara e direta. - Inicia Verônica. - Meu motivo de estar aqui é um motivo muito sério. Eu vim por causa de meu pai.
- Bem, eu não estou entendendo aonde quer chegar.
- Wanda, não se faça de sonsa, porque você não é. Eu já estou sabendo de tudo o que houve no passado. Você foi amante do meu pai durante anos.
Wanda se surpreende com o assunto.
- Você sabe de tudo?
- Sei. Agora, confesse que não teve um caso com o meu pai!
- Depois de tanto tempo, você vem me procurar pra me dizer isso?
- Sei que é tarde pra nos falarmos desse assunto, mas eu não tive a única saída a não ser procurá-la.
- Por que, Verônica? Seu pai e eu não temos mais nada.
- Será? E o que houve com aquele episódio do passado, hein? - Ela decide jogar um verde pra colher maduro, ou seja, fala algo pra saber mais coisas a respeito.
- Como sabe disso? - Ela se intriga.
- Não importa como eu sei. Eu só quero saber aonde você vai com essa história.
- Você deve estar louca! Eu não preciso do dinheiro de seu pai. Eu só quero que a minha filha o conheça, porque ela tem direitos. Só isso! - Ela acaba confessando.
- Então, você está disposta a fazer os dois se encontrarem? Que boa notícia!
- Por quê? O que você vai fazer a respeito?
- Se você acha que meu pai vai fazer algo por sua filha, saiba que ele não fará absolutamente nada. Enquanto eu estiver viva e morando com ele, jamais você ganhará algo com isso. - Diz Verônica, sem medir as palavras.
Wanda sente ódio pela jovem, que por dentro fica contente de saber que seu jogo deu certo.
- Eu quero que vá embora agora!
- Claro mas não se esqueça: eu vou voltar, ok!
- Vá embora agora! - Se irrita Wanda com a ousadia de Verônica, que sai.

Alguns dias se passam e o carnaval se aproxima. 
Edileusa e Renata reúnem as amigas do bairro e vão para a sapucaí no Rio de Janeiro pra curtirem a folia. Enquanto as escolas de samba colorem a avenida, as duas caem no samba e bebem cervejas à vontade. Marcelo encontra Edileusa na sapucaí e os dois se cumprimentam. Renata não perde a chance de dar em cima do ex da amiga e acaba ocorrendo um desentendimento.
- Tu ficou doida, Renata de ficar dando em cima do meu homem? - Grita Edileusa.
- Nem seu homem ele é, Edileusa! Está livre e desimpedido.
- Tu não tem noção do que está falando. Tu sabe o quanto eu ainda quero esse homem.
- Edileusa, pára com isso! - Interfere Marcelo, tentando controlar a situação.
- Marcelo, paro nada! A minha melhor amiga dando em cima de você e eu vou ficar calada. Jamais! Eu quebro a cara dela aqui mesmo. - Diz Edileusa, revoltada deixando Marcelo sério e Renata perplexa.

Em Folia

Viradouro
Viradouro - Campeã 2020

Enquanto as pessoas curtem o carnaval, Robson e Pâmela discutem em plena folia, no bairro.
- Eu só fiz isso pra poder você se tocar de que realmente estou interessado em você.
- Mentindo? Falando pra tua família que eu vou conhecer eles?
- Mas isso não vai acontecer cedo ou tarde? O que é que tem falar isso. - Questiona Robson.
- Eu acho isso muito desagradável da sua parte. A gente devia combinar as coisas antes de pôr em prática. - Diz ela, se sentindo chateada.
- Pâmela, eu quero você na minha vida! - Se declara Robson, a abraçando.
- Eu não posso conhecer tua família. Pelo menos ainda!
- Tudo bem. A gente esquece esse assunto. Tá legal! - Diz ele, a beijando nos lábios.
Pâmela se rende aos beijos do rapaz e Weslley, distante vê a cena.

sábado, 22 de fevereiro de 2020


Pâmela tenta disfarçar mas Robson insiste:
- E então, vocês se reencontraram? Me fala!
Ela o encara séria e finalmente responde, para surpresa do rapaz.
- Sim! A gente se reencontrou, Robson.
- Poxa, Pâmela! E a gente? - Ele fica totalmente sem chão, já imaginando um monte de coisas.
- Calma, Robson! - Diz ela, percebendo que ele já estava mudando de expressão e ficando um pouco nervoso com a situação, decidindo ocultar a verdade. - Não rolou nada entre eu e ele depois daquela noite.
- Como assim, Pâmela? Difícil acreditar, viu! - Diz Robson, já tenso.
- Isso significa que você não confia em mim, né?
- Pâmela, você reencontrou o cara do clube. Vocês devem ter conversado e...
- Nem mais uma palavra, Robson! - Diz ela, já mudando sua expressão. - Você acha que sou o quê? Respeito é bom e eu gosto.
- Pâmela, desculpa...
- Eu já falei o que era pra ter dito. Peço desculpas por ter escondido isso de você, mas não me compare com qualquer uma não! Eu não sou mulher de ficar com um e com outro.
- Pâmela, eu não disse isso.
- Mas me pareceu e não gostei. - Diz ela, tensa.
- Me desculpa tá! Eu não quis te ofender. Eu só não quero te perder pra este cara aí.
- Robson, vou indo! Eu ainda preciso organizar umas coisas pois tenho uma viagem pra fazer ou você esqueceu que vou pra Paraty neste fim de semana?
- Não me esqueci mas vou poder te visitar?
- Quem sabe! Até! - Diz ela, se afastando e deixando-o chateado.


Me Esquece

Enquanto isso, Humberto senta e olhando seriamente para a filha, resolve falar a verdade sobre a fotografia que ela achara sem querer.
- Essa mulher da foto era a minha amante no passado. 
Verônica fica cheia de raiva neste momento e rebate.
- O senhor não tem um pingo de vergonha que seja. Por que ainda guarda essa maldita foto aqui dentro deste escritório?
- Filha, eu não fazia a menor ideia de que esta foto ainda estava aqui dentro.
- Mentiroso! Ah como sou tão burra! Meu pai, mesmo com a minha mãe morta, ainda pensa na tal amante. E essa foto te faz lembrar dela, né? Te traz boas lembranças, meu pai?
- Desculpa! Eu realmente deveria ter me livrado dessa foto há muito tempo.
Verônica observa a foto cautelosamente e olhando para o pai com ira, diz:
- Olha o que vou fazer com a sua doce lembrança do passado!
- Verônica, não faça isso! - Tenta impedir Humberto, quando a filha resolve rasgar a única foto que ele tinha do passado e se faz em mil pedaços. - Você não tinha esse direito!
- O senhor que não tinha esse direito de ficar desejando a sua amante até os dias de hoje.
- Verônica, tem certas coisas que você não entende.
- Por causa dessa mulher, a minha mãe morreu!
- Não fale besteiras. A sua mãe já se encontrava doente quando soube do meu caso.
- A sorte dessa mulher é que não a conheço porque se eu a conhecer, meu pai eu vou fazer da vida dela um inferno. - Diz a jovem, saindo porta afora e deixando o pai nervoso.

André decide convidar Joseane pra sair e ela aceita gentilmente. Os dois tomam sorvete juntos e passeiam pela praça conversando alegremente sobre os ensaios na peça de teatro e o dia-a-dia corrido deles.
- Eu curti muito a sua apresentação da noite passada. - Ela diz.
- Que bom, Joseane! Fico feliz que tenha gostado. - Ele responde, grato.
- Você é um ótimo ator. Sabe representar bem nos palcos.
- Que nada! Você que é uma boa atriz. Admiro muito a sua determinação em cena. - Ele a elogia.
Joseane sorri um pouco e ele continua.
- Mas falando sério agora, você tem futuro no teatro.
- Hum. Obrigada! - Diz ela, sorrindo.


Encontro

Na manhã seguinte em Paraty, Cleusa faz seus afazeres da casa quando tocam a campainha. Ela deixa a panela de feijão cozinhando no fogo e resolve atender a porta.
- Oi! Já vou abrir! - Diz ela, destrancando a fechadura.
Ao abrir a porta, ela se surpreende com a chegada do filho, que abre um sorriso largo ao vê-la.
- Alan, meu filho amado! Quanta saudade de você! - Os dois se abraçam apertados, emocionados com aquele encontro.

Alan passara cinco meses na academia militar e estava se formando pra ser piloto de avião de caça, já que era seu sonho pilotar aviões deste tipo. Seu interesse por aviação começou desde cedo aos cinco anos, quando via desenhos infantis que continham personagens pilotos e que faziam várias piruetas no céu. Certo dia, ganhara do pai – quando ainda estava vivo – um helicóptero da defesa civil e aquela vontade de ser um piloto ficava cada vez mais forte e incontrolável. Quando o pai falecera aos dezesseis anos, ele disse para Alan correr atrás do seu sonho e ir em busca da sua felicidade. Alan entendera aquelas palavras como um incentivo para a sua carreira que iria começar dois anos depois e tomou uma importante decisão: ele queria ir para a marinha e se formar como piloto de avião de caça e Cleusa não podia detê-lo e nem impedi-lo de realizar seu sonho. Ela se segurou e apertou seu forte coração e permitiu que o filho seguisse a tal carreira. Cleusa não era diferente de muitas mães. Ela tinha preocupação e tinha também aquela pontinha de manter os filhos sobre a sua guarda, como se quisesse protegê-lo o tempo inteiro. Como uma mãe coruja, ela era uma pessoa que se esforçava ao máximo pra ver seus filhos felizes e cada abraço que ela dava era um incentivo, uma maneira de dizer que estava sempre ali por perto, quando fosse necessário e tanto Alan quanto Vânia eram privilegiados por terem a companhia da mãe por perto.
- Mãe, senti muito a sua falta! - Diz o filho, largando a mochila no sofá.
- Eu também, filho! mas conta as novidades! - Diz a mãe, se sentando no sofá.
- Mãe, o lugar onde estudei é incrível. - Diz ele, decidindo contar passo á passo como era viver em uma academia militar.
Cleusa decide ouvi-lo por alguns instantes.

Mirela vai à casa de Daniela e Wanda a cumprimenta. Aproveitando a ausência da filha, Wanda decide conversar com Mirela sobre um assunto particular.
- Minha filha está determinada em encontrar o Humberto. Acredito que isso não deva ser bom pra ela.
- Dona Wanda, me desculpa te dizer isso mas a Dani tem esse direito.
- Eu sei, mas eu quero evitar que ela se meta numa confusão. Apenas isso!
- Vamos deixar a Dani decidir sobre esse assunto. Ela já sabe que o pai é um empresário milionário e dono de um resort luxuoso. 
- Tenho medo de perder minha filha. - Diz Wanda, preocupada.
Mirela a abraça e a consola.
- Dani te ama. Não vai perdê-la!
- Obrigada! - Diz Wanda, sorrindo.

Ronaldo decide fazer uma ligação para o Jeff e os dois conversam.
- Eu preciso confirmar contigo se realmente a pista é certa.
- É sim, Ronaldo só não posso confirmar a suspeita de que ele é mesmo o seu avô desaparecido. - Diz Jeff, determinado. - Mas eu pesquisei sobre o assunto e minhas informações chegaram até ao senhor Odilon.
- Odilon! - Diz Ronaldo, repetindo por algumas vezes.
- Sim.
- Eu só vou confirmar de que ele é mesmo o meu avô quando eu estiver cara a cara com ele.
- Bom, se passaram muito tempo como você mesmo disse. Ele pode não te reconhecer.
- Verdade mas eu quero entrar na vida dele e descobrir tudo.
- Uma visita ao ateliê dele seria um passo importante agora. - Diz Jeff.
- Mas isso está nos meus planos desde que cheguei aqui. Agora tem uma outra coisa me incomodando.
- O que seria?
- Saudade da minha branquinha. Preciso ligar pra ela. - Diz Ronaldo.
- Ah sim! - Diz Jeff, sorrindo. - Faça isso e boa sorte com a sua visita. Acho que desta vez a gente acertamos na mosca.
- Obrigado Jeff pelas informações. Agora é comigo! - Diz Ronaldo, decidido.

Robson decide reunir a sua família pra contar uma novidade.
- Que novidade é essa meu filho? - Pergunta Nívea.
- Eu gostaria de trazer a minha namorada aqui em casa, mãe! - Diz Robson feliz.
Weslley se levanta do sofá da sala e encara a notícia perplexo.
- Que bom, meu filho! Eu adoraria conhecê-la. - Diz Nívea, junto do marido. - Quando você pretende trazê-la?
- Em breve, mãe! Eu vou conversar com a Mariana pra combinar direitinho.
Nívea fica radiante ao ver a alegria transparecer no sorriso do filho.
Weslley decide puxar assunto também.
- E Se depender de mim, eu também vou trazer a minha namorada pra vocês conhecerem. Ela se chama Pâmela.
- Pâmela é um belo nome. Não vejo a hora de conhecermos também. - Diz Nívea, contente.
Weslley decide ir á cozinha pegar uma cerveja e Robson o segue.
- Você está bem? Parece que não curtiu muito a novidade?
- Que isso irmão! Curti sim. Tem certeza que quer mesmo trazer a sua namorada pra todos conhecerem? Você sabe como nossa mãe é!
- Relaxa, mano! Mariana é diferente de todas as garotas que conheci e acho que vou investir nessa relação. - Ele responde, sincero. - Você não imagina o quanto a amo.

“Eu também, irmão! Eu também sou apaixonado por ela desde o instante que a conheci naquele clube no sábado á noite.” - Pensa ele por alguns instantes, quando Robson o distrai:
- Tem alguém ae?
- Ah desculpe! Foi mal, irmão! - Diz Weslley, se desculpando.
- Tudo bem. Acho que você precisa encontrar a sua garota, mano! Você não está legal hoje. - Ele brinca.
- Tem razão, Robson! E é o que vou fazer agora. - Diz Weslley, saindo porta afora.



E Weslley telefona pra Pâmela e pede que o encontre pela manhã. A jovem fica sem entender mas não recusa o pedido do rapaz. Ao desligar o telefone, ela vira-se á Shania e diz:
- O Weslley acabou de marcar um encontro comigo. Ele quer que eu o encontre amanhã!
- Amiga, o que será que houve? Por que o Weslley quer te ver amanhã?
- Eu não sei, Shania! Será que o Robson descobriu que eu conheci o irmão dele antes?
- Não pode ser, Pâmela! Se Robson descobrisse a verdade, ele estaria te ligando agora furioso. Se ele não ligou, é porque existe outro motivo!
- Eu só espero que tudo dê certo e que essa situação seja resolvida com calma e sem nenhum desentendimento.
- Amiga, vamos torcer para que tudo dê certo mesmo!
- Mas e ae, o que faço? Vou neste encontro ou não?
- Mas é claro que você vai. Você precisa saber o que está acontecendo!
- Eu vou ligar pra ele, Shania! - Diz Pâmela, começando a discar o número.
Shania fica aguardando a jovem telefonar.
No primeiro toque, Weslley atende com uma voz séria e diferente.
- Eu estou ligando pra saber o que está havendo por ae? - Pergunta ela preocupada.
- Não está havendo nada, Pâmela! Não está havendo nada ainda.
- Como assim, Weslley? - Ela se indaga.
- Pâmela, por que você continua ocultando a verdade para o meu irmão?
- Weslley, eu não tive coragem de dizer a verdade á ele.
- E agora pra completar, você vai vir na minha casa e conhecer a família inteira?
- Oi? - Pâmela fica em choque.

Verônica fica pensativa enquanto toma seu uísque de frente para a piscina quando se lembra de que Tenório pode saber onde mora a amante do seu pai e ela não hesita e pede para a empregada chamá-lo imediatamente. Assim que o piloto se aproxima, ela o interroga:
- Eu quero o endereço da amante do meu pai.
- Como assim, Verônica? Ficou doida!
- Não mas vou ficar se você não me disser.
- Eu não vou lhe dizer nada. Eu só devo obrigações para o meu patrão.
- Tudo bem. Deixa pra lá. Eu mesma vou descobrir sozinha. - Diz ela, se afastando e o deixando sério.
Em imediato, Tenório vai no escritório e passa a informação para Humberto que fica irritado.
- Verônica não pode interferir no meu passado desse jeito. Mas que raiva!
- Pior se ela descobrir aquele assunto, patrão. - Diz Tenório.
- Jamais. Vire essa boca pra lá! Vamos tentar ser discretos e não deixar que ela chegue na Wanda. - Diz o empresário, preocupado.
Do lado da porta, Verônica ouve a conversa e fica com um olhar sério.
"Então ela se chama Wanda? Bom saber!"


segunda-feira, 27 de janeiro de 2020


Robson se preocupa ao ver a reação de Weslley.
- Irmão, não precisa ficar nervoso. Relaxa!
- Pow, foi sem querer! Fiquei surpreso com o que você me perguntou.
- Tudo bem. Então...
- O que eu acho? - Ele se indaga com a pergunta que o irmão fizera antes.
- Sim. O que você acha? Será que ela toparia?
- Mano, você enlouqueceu? Você mal conhece a garota. - Diz ele, catando os vidros na pia e jogando no lixo ao lado.
- Ah cara! Ela é legal, gente boa. Eu curti muito ela e sei que ela deve ter curtido também me conhecer.
- Não acha que está tomando uma atitude precipitada? Afinal, você mesmo disse que ela é diferente de algumas garotas que você conheceu.
- Você tem razão! Acho que eu não posso fazer isso. Pelo menos não agora!
- Escute o que o seu irmão diz aqui: você não pode levar a Mariana pra cama!
- Que isso, brother! Eu não to te entendendo.
- Bom, eu só queria te fazer entender apenas. Nada demais!
- Weslley, você é um bom irmão! Eu sei que você se preocupa comigo, mas pode deixar que eu sei o que faço ok! - Diz Robson, sorrindo e batendo no ombro de Weslley fortemente. - Te amo irmão!
- Também te amo, cara! - Diz Wesley, decidindo sair da cozinha.
Robson volta pra mesa e decide terminar o seu café, quando Nívea chega.
- Eu não pude deixar de ouvir a conversa de vocês dois.
- Ah mãe! A senhora vai tomar o seu café? Está pronto!
- Eu sei filho! Vou sim. Bom, eu fico feliz que você e seu irmão se entendem né?
- Mãe, desde que a senhora pegou o Weslley pra criar como seu filho legítimo, eu sempre curti uma boa companhia.
- Eu sei filho. Lembro de como você o ajudou e continua ajudando ele até hoje.
- É verdade. Eu sempre estive ao lado do meu irmão em todos os momentos e sempre apoiei. Nunca brigamos por coisas infantis e sempre fomos muito unidos. Mãe, até as minhas ex-namoradas ficaram com ele!
Nívea sorri com as palavras de Robson.
- Eu tenho orgulho de vocês dois. Vocês sabem disso!
Robson consente e Nívea continua:
- Eu e seu pai amamos muito vocês! Você e o Weslley são filhos ótimos que com certeza qualquer mãe sonharia em ter.
- Nós sabemos sim mãe e por isso, lhe amamos também! A senhora e o meu pai são os nossos exemplos.
Nívea sorri e o abraça fortemente. Wanderson se aproxima da porta e brinca:
- Acho que esqueceram de me chamar na conversa.
Robson e Nívea sorriem.

Michelle toma o seu café ao lado da amiga Priscila, que decidira passar a noite na casa dela, pois a conversa passada havia se estendido por algumas horas.
- Bom, depois que você me contou que encontrou o Marcelo, tudo ficou claro agora!
- Será que ele ainda pensa... Não! Isso é tolice.
- Eu não acho, Pri. O Marcelo ainda gosta de você.
- Isso é um absurdo, amiga! Eu jamais ficaria com um cara como ele.

Amiguissimas

- E porquê, Pri? Pode ser que ele tenha mudado.
- Eu não gosto dele. Ele é um cara muito diferente. Nossas vidas são tão diferentes que você nem imagina e tem mais: eu não quero me envolver com ninguém agora. Acabei de me separar de uma relação complicada e não quero me envolver novamente com mais ninguém.
- Nossa, amiga! Você fala de um jeito que parece que nunca vai ser feliz novamente.
- Não é isso que eu quis dizer, My! Eu quero sim encontrar alguém futuramente que goste de mim do jeito que sou e que me respeite, mas o Marcelo... Não! Isso é uma grande idiotice!
- Idiotice ou não, eu já disse o que penso disso tudo. Marcelo gosta de você sim e só você não enxerga isso. - Diz a jovem, sensata.
Priscila fica séria diante da amiga.


Edileusa observa as fotografias de um álbum antigo e lamenta por ter errado no passado. Uma amiga que dividia a casa com ela cujo nome era Márcia se aproxima e adivinha a sua tristeza.
- Você ainda sente falta dele né?
- Bastante. Ele nunca deixou de existir pra mim!
- É difícil amar uma pessoa mesmo sabendo que ela não sente mais nada por você.
- Como é amiga! Sabe quando você sente que há esperança e que na verdade você passa o tempo todo procurando alguma chance de encontrá-la?
- Eu sei. - Diz Márcia, sentando ao seu lado e vendo as fotos.
- É assim que eu me sinto, Márcia! Eu não me conformo até hoje porque ele me deixou pra viver com outra.
- Edileusa, siga em frente e desiste do Marcelo! É o melhor que você tem que fazer.
- Eu vou tentar, amiga! Eu juro que vou tentar.
- Qualquer coisa, conte comigo! - Diz Márcia abraçando a amiga.
- Obrigada pelo apoio! Amigas como você jamais serão esquecidas. - Diz Edileusa, sincera.

Pâmela encontra Shania em casa e a abraça.
- O que aconteceu entre você e Robson?
- Bom, eu finalmente o conheci. - Ela revela.
- Mas e como ele era? Me conte!
- Ele é legal, gente fina. Gostei dele, amiga!
- Mas você não tinha perdido o número dele?
- Perdi mas ele me ligou e a gente combinou um encontro. Foi aí que a gente se conheceu.
- Certo. Mas e o Wesley como fica nesta história?
- Eu não sei amiga! - Diz Pâmela, confusa.
Shania decide se sentar ao seu lado.
- Pâmela, estou percebendo que existem dúvidas em seu coração né?
- Sim, Shania! Mas eu vou ver o que faço. Preciso pensar em que atitude tomar agora.
- Ok! - Diz a amiga, a abraçando mais uma vez. - Te desejo sorte.

Odilon pergunta curioso para a filha que estava na sala acompanhada do namorado e da mãe:
- Bem, agora você pode me contar a novidade ou não?
Todos estavam reunidos na sala acompanhados por um bule de café quente e biscoitos, numa mesinha do centro.
- Pai, eu vou te contar! - Se prepara Cínthia pra falar.
Catarina olha a reação do marido e decide ouvir atenta a conversa.
- Bom, pai e mãe.. eu e o Mateus decidimos algo que tínhamos pensado juntos.
- E aí, o que vocês decidiram? - Interfere o pai.
- Eu e o Mateus decidimos...... - Ela analisa o olhar dos pais e continua. - Bem, nós nos amamos muito. Por conta desse nosso envolvimento, nós dois havíamos planejado algo há pouco tempo.
De repente, Catarina abre a boca e diz, atrapalhando a conversa.
- Filha, você não vai me dizer que está grávida, né?
Odilon encara a mulher e se abala.
- Ora essa, mulher! Não fale uma besteira dessas. Pelo amor de Deus! Vamos ouvir os dois.
- Não! Não, mãe. Não estou grávida. Fique tranquila! - Diz Cínthia assustada. - Nós pensamos em morar junto. Apenas isso!
- Nossa vida! Pelo amor que você tem da gente, não nos assuste mais, ok? Eu pensei que a hipótese de sua mãe se realizasse agora. - Diz Odilon, nervoso.
Catarina fica sem reação ao ouvir aquilo.
- Bem, vocês não estão bravos com a minha decisão? Estão? - Ela pergunta.
- Pra te dizer a verdade, eu vou sentir falta da minha filha, mas fazer o quê? - Brinca Odilon.
- Pai, que bom que o senhor aceitou. Eu estou muito feliz por vocês. - Ela o abraça, carinhosamente.
- E a gente feliz por vocês também. Tanto suspense! Meu Deus! - Diz Catarina sorrindo.
- E você, rapaz, espero que faça a minha filha mais feliz do que já é, hein? - Ele diz a Mateus.
- Pode ficar tranquilo, senhor Odilon. Eu amo muito a sua filha e a farei feliz, sim. - Responde ele.
- Por que fez tanto mistério em nos contar isso? Poderia ter nos dito pelo telefone. - Pergunta Odilon.
- Ora, pai. Eu não sabia se isso o faria bem. - Diz ela.
- Filha, o importante é que você está feliz e nós já sabemos de tudo. Eu te desejo muita sorte daqui pra frente. - Diz Catarina, alegremente. - Mateus, meu futuro genro. - Ela o abraça.
- Eu tenho muito orgulho de ser sua filha. - Ela abraça a mãe e o pai ao mesmo tempo em seguida.
- Seja bem vindo em nossa família, Mateus! - Diz Odilon, sorridente para o rapaz que via a cena.

Enquanto isso, Yuri chega na casa de Verônica na ilha do Abraão, de iate e os dois se encontram.
- Eu sinto muito se te magoei. Me desculpa! - Ele pede.
- O que faz aqui, Yuri? Será que nada do que eu disse não valeu nada pra você?
- Olha, eu sei que eu cometi uma grande bobagem contigo, mas vamos passar uma borracha em tudo, ok? Vamos tentar de novo!
- Eu quero você fora da minha casa agora! - Ela o expulsa.
- Você não pode fazer isso comigo, Verônica. Eu te amo!
- Caia fora antes que eu chame os seguranças.
- Você vai me tirar da sua vida pra sempre?
- Se for necessário, eu tiro, sim. Agora, saia da minha frente e desapareça.
- Verônica, você vai se arrepender do que está fazendo comigo.
- Será mesmo, Yuri? Mais fácil você ter arrependimento do que eu. Agora, a porta é a serventia da casa. Suma! - Ela abre a porta.
Yuri a encara com desprezo e sai porta afora, ouvindo por trás um grande barulho ao ser fechado.
- Você não tem mais o meu sentimento! - Ela diz em tom alto.
A partir daquele dia, Yuri nunca mais procurou Verônica e nem Daniela. Segundo os boatos, ele havia viajado para Fortaleza sozinho. Por lá, ele tinha encontrado um novo amor.


Nesse momento, Ronaldo chega em Angra. Ele decide se hospedar num hotel no balneário de frente para o mar, onde pretende tirar algumas horas do dia descansando para o dia seguinte. O azul do mar é transparente e a brisa suave vem sempre do horizonte, onde se encontra o sol, bem distante, disposto a mergulhar nas ondas, preenchendo o céu de tons alaranjados e vermelhos. Ronaldo se encanta com a despedida do sol que mergulha devagar no mar, fazendo um pequeno chiado. Logo depois, a lua surge no céu acompanhado das estrelas e a região se ilumina. O centro da cidade é ocupado por um inúmero grupo de pessoas, que ficam nas praças e principalmente, nos pontos de ônibus esperando o transporte chegar. Em Angra, só existe uma viação coletiva de ônibus: é a Senhor do Bomfim, que se localiza na grande Japuíba, um dos municípios principais.

Angra dos Reis
Vista da Sapinhatuba

Na ilha de Lopes Mendes, está tudo pronto para a grande festa dada por Verônica. Ela chama os amigos que lotam a mansão de Humberto. Entre bebidas e muita música rolando, a patricinha se diverte sem se importar com o dia de amanhã. Os empregados ficam doidos com tanto trabalho de última hora. Já em São Paulo, Humberto fica pensativo com a filha e recebe uma ligação de Tenório, que avisa da tal festa. Ele fica irado por dentro mas ao mesmo tempo se contém.
"Essa Verônica vai me ouvir quando eu chegar. Ah se vai!"

Há duas horas de Angra, se localiza uma cidade chamada Paraty. Conhecida como patrimônio histórico nacional, preserva encantos arquitetônicos e naturais. As pedras "pés-de-moleques" de suas ruas nos remetem à uma época colonial em que a escravidão prevalecia. Os casarões, as igrejas e os misteriosos símbolos maçônicos nos levam a um túnel do tempo. Foi fundada em 1667 em torno à Igreja de Nossa Senhora dos Remédios, padroeira da cidade.

Paraty
Rua do Centro Histórico

E é nesta cidade que vamos conhecer personagens importantes.
Um veleiro ancora no píer e algumas pessoas desembarcam. Entre eles, Alan, um rapaz turista que veio conhecer a cidade de Paraty e que fica encantado com a beleza do lugar. Ele é um modelo, bem requisitado pelas maiores revistas pornográficas do mundo. Alan decide registrar cada momento, com muitas selfies, gravações de vídeos e boas compras.

Paraty
Rio de Paraty

Na mesma cidade, Christian estuda com amigos na escola e após entrar em intervalo, ele recebe uma ligação de sua mãe avisando da chegada de Pâmela.
- Minha prima vai vim para Paraty? - Ele se empolga no telefone.
- Vai sim, meu filho! Deve chegar de hoje pra amanhã!
- Opa! Que bom, mãe! - Diz ele, feliz da vida.
Chegando em casa, Christian decide confirmar com a mãe se é mesmo verdadeiro a notícia que ela deu a ele e Vânia ouve da sala.
- Eu não sei porque tanta felicidade. Ela vai vim ocupar espaço mais ainda.
- Pára com essa implicância, filha! - Diz a mãe.
- Deixa ela, mãe! A gente não pode fazer nada se a Vânia não gosta da Pâmela.
- Eu vou sair um pouco. Estou cansada de discutir! - Diz Vânia, saindo porta afora.
Christian e a mãe Cleusa se entreolham.

Na baía da Ilha Grande, um barco de pesca fica ancorado próximo da praia de Japariz. Dentro do barco alguns pescadores conversam com um rapaz inteligente e perspicaz chamado Fabrício, o conhecido como "Biólogo do mar".
- Eu vou ter que levar amostras dessas espécies para o meu laboratório.
- fique a vontade, doutor! - Diz um dos pescadores.
- Essa baía da Ilha Grande guarda muitas riquezas naturais.
- São 365 ilhas em um arquipélago inteiro. - Rebate o outro pescador.
- Talvez um dia eu conheça todas elas. - Diz Fabrício, sorrindo.

"A praia de Japariz é parada obrigatória para quem passeia de escuna, lancha ou barco e tem uma vizinha conhecida, que vale a pena conhecer também e é chamada de Praia do Funil."
Praia do Japariz
Praia do Japariz

Algumas horas depois, André ensaia uma cena com sua equipe de teatro quando o diretor surge trazendo uma nova aluna pra participar também dos ensaios. A jovem se apresenta como Joseane e cumprimenta á todos. André admira a beleza da jovem iniciante e o diretor pede para a equipe continuar a cena que estava em pausa. A equipe obedece e André não consegue desviar os olhares de Joseane.

Neste ínterim, Helen prepara o jantar quando Walter chega do trabalho.
- Tudo bem querida?
- Tudo certo, amor. - Responde ela, servindo os pratos.
Walter percebe que Renata se arruma pra sair e decide conversar com a esposa.
- Pra onde ela vai? - Ele pergunta curioso.
- Ela vai sair hoje á noite. - Responde a mulher, atarefada.
- Você não vai cuidar do filho dela de novo não vai?
- Amor, eu prometi á ela. - Responde Helen.
- Será que isso nunca vai acabar Helen? O filho é dela, não seu! - Diz Walter, de forma arrogante e deixando a mulher sem graça.

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