Dias se passam…
Há duas semanas da tal esperada cerimônia que vai ocorrer num dos lugares mais lindos da França, Verena precisa correr contra o tempo para que as questões financeiras acabem não afetando essa ocasião importante para o filho e conversando com o setor de contabilidade, ela tenta ver a melhor saída para se livrar dessa situação. E a resposta que ela mais temia, chega.
— O desfalque foi grande e isso afetou fornecedores estrangeiros, mas a boa notícia é que o casamento pode ocorrer, sem riscos.
— Ah que bom! Mas e se não houver casamento?
A contadora estranha aquela pergunta da Verena e responde:
— Não vai influenciar em nada, porém não vai conseguir receber de volta tudo aquilo que foi devidamente pago. Vai perder uma boa quantia líquida e não vai conseguir reaver depois.
— Bom, seria uma grande perda de investimento irreparável e eu estou ciente disso. Só perguntei por que criei certas dúvidas.
A contadora olha para Verena com um olhar mais carinhoso e a questiona:
— Dona Verena, a gente se conhece há anos e nunca te vi tão insegura desse jeito. Seu filho está pensando em adiar uma cerimônia tão linda?
— Eu não sei. Só estou pensativa a respeito disso. Meu filho é um bom rapaz e tudo o que mais quero é fazer uma festa de casamento merecida pra ele.
— Não se preocupa, dona Verena. Tenho certeza de que tudo vai dar certo e o sonho de toda mulher é se casar no exterior, sabia?
Verena dá um sorriso e consente, tentando disfarçar a cara de quem desaprova essa relação.
Suany se encontra com Lisiane em um restaurante discreto, num shopping. às duas ficam de frente uma à outra.
— Você fez o que te pedi? — pergunta a jovem, com um olhar autoritário.
— Sim, Suany! Eu estou evitando o seu futuro noivo.
— Melhor assim. Está se saindo bem, minha querida!
De repente, Richelle chega no restaurante e Suany comenta ao ver a presença dela ali:
— Acabou de chegar quem eu queria.
— Quem? — se indaga Lisiane, olhando pelos lados pra ver se achava alguém conhecido.
Suany faz um gesto chamativo pra Richelle e a jovem, fica séria ao ver Lisiane com ela. Ela se aproxima da mesa, onde estavam às duas sentadas.
— Conhece Lisiane? — provoca Suany.
Lisiane e Richelle se entreolham e em seguida, a jovem responde:
— Mas que brincadeira é essa, Suany?
Suany dá um sorriso de deboche.
— Ah, não esperava né pela visita surpresa? Por que a cara de espanto, minha querida? — provoca Suany mais uma vez, tentando intimidá-la. — Vocês são grandes amigas, né ou não?
Lisiane decide interferir.
Suany sorri mais uma vez com aquela cena e Richelle, coloca a mão no ombro de Lisiane, a confortando.
— Fica tranquila! Afinal, esse encontro ia acontecer de qualquer jeito, né?
— Não vejo motivos pra vocês ficarem assustadas comigo. Eu só juntei o útil ao agradável.
Richelle decide sentar-se à mesa, junto com às duas.
— Agora que se juntou a nós, precisamos ter uma conversa séria e definitiva. Comece, Lisiane! — ela dirige a palavra a jovem. — fala pra sua amiga o que você falou pra mim dias atrás?
Lisiane fica com um olhar sério e Richelle, tenta tranquilizá-la fazendo um gesto bem discreto com um olhar.
— Eu falei pra Suany, Richelle que estou caindo fora do nosso acordo. Pensei bastante e resolvi aceitar o pedido dela, até porque tem coisas nessa vida que não é fácil conquistar, entende?
— E não se preocupa, Richelle! A Lisiane vai continuar no seu apartamento porque eu vou comprar pra ela. — declara a jovem, astuta sob o olhar sério da arqui-inimiga.
— Me desculpa, Richelle mas eu não quero mais ter nenhum vínculo com você. Passei noites pensando nisso e tomei uma decisão. — diz Lisiane, mantendo o olhar firme.
Suany se sente nas nuvens ao ver que a amizade dàs duas estava acabando ali em sua frente e comenta:
— Parece que algumas pessoas finalmente aprenderam de que lado devem ficar.
Richelle faz uma expressão desagradável em relação às duas e solta um comentário:
— Você se aliando a essa salafrária, me dá pena!
— Aceite a perda, minha querida! Você acha que a Lisiane é o seu brinquedo pra você controlá-la? Eu abri os olhos dela contra você! — diz Suany, determinada.
— É isso mesmo, Richelle! Desde a nossa última briga, eu não confio mais em você. — diz Lisiane, se sentindo segura de si — se você tivesse sido honesta comigo, nada disso aconteceria.
— Lisiane acordou pra vida e ela sabe que comigo, ganha mais! Agora, dê o fora daqui antes que eu chame os seguranças. — diz Suany, jogando sua cartada final e deixando Lisiane séria. — eu te disse pra não mexer comigo, não disse?
— Vocês duas não valem porcaria nenhuma. Vocês se merecem! — diz Richelle, se retirando da mesa e deixando às duas sozinhas. — Ah, e uma última coisa: ainda tenho chances de detonar você, Suany!
— Ah, é? — provoca Suany, desconfiando.
— Não se esqueça que sua mãe está rompida com você. Talvez esteja na hora de eu mostrar uma coisa pra ela.
Suany se levanta da cadeira imediatamente e lança o olhar desafiador novamente contra a jovem.
— Não se meta com a minha mãe, serpente!
Richelle se aproxima de Suany.
— Você acha que está por cima de tudo? Está redondamente enganada. E você, Lisiane, se prepara porque vou acabar com sua vida também. — ela declara em claras palavras e se afasta, deixando a ex atendente de lanchonete pensativa.
— O que que eu fiz, meu Deus? — ela coloca as mãos na cabeça.
— Fica tranquila, Lisiane! Você fez o que era certo fazer. — diz Suany, a abraçando com aquele olhar de falsidade.
Fabiano fica em dúvidas em relação ao casamento e o amigo Denílson percebe seu olhar longe.
— Alô, planeta terra chamando! — ele brinca, sorrindo.
Fabiano volta para a realidade imediatamente.
— Está acontecendo alguma coisa, amigo?
O empresário fica em silêncio por alguns instantes e depois, responde:
— Eu estou com algumas dúvidas.
— Alguma coisa que posso ajudar?
— Denílson, se você tivesse com dúvidàs duas semanas antes de se casar, você se casaria mesmo assim?
— Depende da dúvida, meu amigo. O que está acontecendo? — insiste Denílson.
— Eu acho que não estou tão a fim da Suany como estava até um certo tempo atrás. — ele dá o veredito.
— Amigo, isso é complicado. tem alguma coisa a ver com aquela garota que você falou pra mim?
— Pior que tem, sim. Estou me sentindo atraído pela Lisiane e isso me faz distanciar da ideia de se casar com a Suany.
Denílson fica surpreso com as palavras de Fabiano.
— O que você faria nessa situação?
— Nossa, Fabiano. Eu nem sei o que dizer. Suany e Lisiane são bem diferentes uma da outra. Quando você está com a Lisiane, você sente algum desejo sexual ou aquela vontade de tê-la, como sua companheira?
— Cara, é algo intenso, mas não é passageiro, entende? Eu tenho vontade de conhecê-la mais, entrar no mundo dela. Estou gostando muito da nossa conexão. Cada dia, eu fico mais admirado por ela.
— E pela Suany, o que você sente quando está com ela?
— Diferente. A Suany é legal e tudo, mas quando estou com ela, sinto desejo de tê-la nos meus braços, mas na verdade, cara, não tem mais aquela atração de antes. É como se ela não estivesse mais ocupando algo em mim, entende?
— Se você realmente sente isso, precisa pensar muito antes de subir naquele altar.
O empresário fica sério com aquelas palavras e em seguida, se lembra das juras de amor feita pra noiva.
— Será que estou fazendo isso por capricho? A Suany não merece, isso né? Ela está tão feliz com esse casamento.
— Ela está, mas você não. — declara Denílson, deixando-o mais sério.


0 Comentários