Chegando em casa, Fabiano decide conversar seriamente com Suany a respeito do casamento, quando Guilhermina se aproxima da porta do quarto e ouve.
— O que você quer conversar, meu amor? — pergunta a jovem, curiosa se aproximando dele devagar.
— Eu pensei muito nesses dias e acho que tem certas coisas que precisam ser priorizadas, principalmente o que houve com minha mãe e a empresa também. Enfim, passamos por situações tensas ultimamente e diante disso, eu refleti sobre o nosso casamento.
— Eu não estou entendendo aonde quer chegar com isso, Fabiano? — se assusta Suany com as palavras do futuro noivo.
O empresário tenta respirar um pouco antes de continuar o assunto e Guilhermina da porta, fica pensativa.
— O fato, Suany é que…
Quando Fabiano pensa em pronunciar que quer dar um tempo na relação, Guilhermina invade o quarto de repente.
— Suany, desculpa atrapalhar. Eu não sabia que estaria com Fabiano aqui. Preciso que você me dê um feedback sobre uma roupa nova que comprei. — inventa Guilhermina, rapidamente.
— Mas o seu irmão tem algo importante pra conversar comigo. — dispara Suany, interessada.
— Não, Suany! Não é nada demais. — diz Fabiano, mudando de assunto.
— Mas agora fiquei curiosa. Você queria me falar algo importante e depois, muda assim. Diz logo, por favor! Sou ansiosa! — insiste Suany.
— Suany, eu pensei em adiar a nossa lua de mel pelo menos por enquanto até as coisas na empresa se resolverem. É isso! — diz Fabiano, sem rodeios, tentando minimizar a situação.
— Tudo bem. Eu concordo! Vou lá ver a roupa da sua irmã. Beijo, amor! — diz Suany, beijando o futuro esposo e se retirando do quarto, acompanhada de Guilhermina, que pisca o olho pra ele discretamente.
Assim que Suany se afasta, Guilhermina faz um gesto de que precisa conversar com ele depois e ele entende a situação.
Dionatan fica em choque quando ouve da própria Richelle, o que Lisiane fez.
— A sua queridinha não passa de uma covarde! Ela não podia ter feito isso comigo. Malditas!
— Calma, Richelle! Deve haver algum equívoco nisso.
— Filha da mãe, desgraçada! Vão me pagar caro por isso.
— Eu estou surpreso. Não esperava a reação da Lisiane, depois de tudo que você fez por ela.
— Eu criei uma monstra, Dionatan. Mas ela vai me pagar caro, custe o que custar. Cuspiu na própria comida que servi.
Richelle sorri com as palavras dele.
— Nem tudo, meu querido. Elas querem guerra? Vão ver guerra!
— O que você vai aprontar, Richelle?
— O que eu deveria ter feito há muito tempo. Tenho duas visitas surpresas pra fazer. Uma pra Noêmia e a outra pra Verena.
— Mas você acha que as duas vão te receber?
— Acredito que sim, Dionatan. E também se não receberem, pouco me importa. Existem métodos pra se chegar nas duas. Internet é uma delas. — diz Richelle, se sentindo bem segura de si e mostrando que não teme ninguém.
Verena chega na empresa e observa Lisiane trabalhando. Ela fica admirando a jovem, quando de repente Adonias a encontra ali, percebendo seu sorriso.
— Parece feliz com algo.
— Estou me lembrando de como eu era mais nova, olhando pra aquela menina ali. — e aponta para Lisiane.
Adonias fica surpreso.
— É a mesma daquele jantar, né? — ele a reconhece na hora.
— Sim. Eu a convidei pra servir em minha casa. Sabe Adonias, ela tem um jeito tão especial que você nem imagina. Me faz recordar de mim um pouco.
— Eu entendo o que quer dizer. Senhora Verena, o tempo voa!
— E como voa, amigo. Se eu soubesse dos percalços que teria que enfrentar, talvez eu tivesse feito tudo diferente.
— Não se pode mudar o destino, minha cara.
— Pois é! Agora, vou ter que refletir no que fazer em relação ao meu filho e àquela descarada da minha futura nora.
— Está chegando a hora. Melhor agir rápido.
Verena fica séria diante do amigo e toma um gole de vinho.
Mais tarde, Guilhermina se encontra com o irmão Fabiano.
— Por que não me deixou romper com Suany? — ele reclama.
Guilhermina o faz sentar-se em sua frente.
— Ainda não é o momento, meu irmão!
— Como assim?
— Eu estou te fazendo refletir melhor sobre essa loucura.
— Eu não posso continuar negando o que sinto, Guilhermina.
— Espera um pouco, meu irmão. O casamento está chegando e a mídia toda em peso está ciente disso. Se você romper com a Suany agora, vai virar um estrondo internacional e principalmente, com essa crise da empresa também já envolvida.
— Vai ser um grande escândalo pra nossa família.
— Ainda bem que você reconhece isso, meu irmão.
— E o que você quer que eu faça?
— Case-se com ela. Por favor!
Fabiano fica um pouco resistente e Guilhermina pega em sua mão.
— Meu irmão, eu sei que isso não é o ideal, mas romper agora pode destruir a empresa e a nossa família.
— Você não entende. Eu vou me casar pressionado, e não por amor.
Guilhermina fica em silêncio, e em seguida comenta:
— Você pode confessar pra Suany o que sente de verdade e depois do casamento ser concretizado, vocês se afastam como dois bons amigos. Sua noiva vai sofrer com isso, mas o rompimento de vocês agora, vai trazer grandes rumores pra nossa vida.
Fabiano fica recluso em relação a isso.

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