Dias depois, Suany e Lisiane entram na loja de Richelle e escolhem roupas e jóias. Sob o olhar ameaçador da rival, Suany não se intimida e joga todas as peças de roupa sobre o balcão.
A atendente olha para Richelle, que faz um gesto afirmativo e separa as peças que estavam todas misturadas.
— Deseja algo mais, senhora?
— Isso é tudo. Foram as peças mais bonitas que vi por aqui. — diz Suany, com um tom arrogante.
Lisiane decide puxar assunto.
— Acho que não deveríamos fazer compras aqui.
Suany a encara e em seguida, encara a rival que fica observando de longe.
— Não se preocupe, querida! Dificilmente visitaremos essa loja novamente. Aqui não tem nada que me agrade.
Lisiane fica em silêncio e Richelle após ouvir o comentário, diz:
— Então, não leve nada de minha loja.
— Eu só estou levando aquilo que gostei. Nada mais.
— Não importa. Deixe tudo e vá embora. As duas!
— Por isso que essa loja é decadente, principalmente sendo de quem é.
— Melhor irmos embora, Suany! — interfere Lisiane.
Suany vira-se pra atendente e diz:
— Não vamos levar mais nada. Muito obrigado pela sua atenção, queridinha!
E assim que as duas iam se afastando um pouco até a porta de entrada, Richelle as detém.
— Acho bom vocês duas tomarem muito cuidado comigo, porque eu não vou me rebaixar para ninguém.
Suany dá um sorrisinho e puxa Lisiane pelo braço e sai.
Assim que sai da loja de Richelle, Lisiane comenta:
— Você gosta de provocar, hein?
Suany sorri com a pergunta e de repente, fica deslumbrada com uma roupa na vitrine numa loja mais próxima.
— Uau! Que roupa mais linda! Vamos lá agora mesmo!
Ela anda um pouco mais rápida e Lisiane a segue em passos devagar.
Uma mensagem no WhatsApp chega e ela olha pelo visor.
“Você e Suany viraram amigas?”
Lisiane sorri discretamente e responde:
“Sim. Estamos nos aproximando da forma que você queria.”
O desconhecido sorri com a resposta dela, assim que a mensagem chega no celular.
Suany dá um banho de loja em Lisiane. As duas se tornam bem próximas uma da outra e vai até o salão de beleza. Enquanto Suany cuida das unhas, a ex atendente aproveita a deixa pra hidratar os cabelos. Richelle detesta a proximidade das duas e Dionatan fica em silêncio.
Após terminarem de fazer as compras, Lisiane fica admirada com um panfleto na vitrine de uma auto-escola e Suany percebe.
— Tem vontade de dirigir um carro ou moto?
Lisiane é pega de surpresa pela pergunta.
— Ah, sei lá. Só tenho vontade de dirigir algo. Mas…
Suany entra na auto-escola, sem a jovem terminar de responder e decide se informar com a atendente sobre os custos.
Alguns minutos depois, ela volta ao encontro da jovem e responde:
— Vai querer fazer a sua matrícula agora ou amanhã?
Lisiane fica séria.
— Suany, já compramos muitas coisas. Não tem necessidade de você pagar uma auto-escola pra mim.
— A partir do momento que você fecha comigo, não tem volta. — diz Suany, decidida. — Agora, responde: agora ou amanhã?
Lisiane consente, pois nunca imaginara ter acesso a tudo aquilo.
Dionatan leva a novidade para Richelle, em sua loja.
— Lisiane aprendendo a dirigir?
— Pois é, amiga! E quem vai pagar os custos é a sua arqui-inimiga.
A jovem tenta se manter calma, mas a sensação de raiva é inevitável.
— Desgraçada! — grita Richelle, atirando um copo contra a parede com força.
Cacos de vidro caem no chão.
— Melhor você se controlar, Richelle!
— Eu preciso agir rápido contra a Suany. Ela não está me deixando sem escolhas. Continua de olho nessas duas e qualquer novidade, me aciona!
— Pode deixar! — diz ele, desligando o telefone.
E Richelle não perde tempo. Ela procura Verena em seu escritório, na empresa Empire Essencials. As duas ficam frente a frente.
— Confesso que estou surpresa com a sua visita. Não esperava te ver por aqui. — diz a socialite, recolhendo alguns papéis e organizando sua mesa.
— Senhora Verena, é sempre bom visitar quem nos faz bem e por ser próxima de sua filha Guilhermina e de vocês, eu também vim prestar minha solidariedade em relação sobre os últimos acontecimentos.
— Ah, nem me fale disso, minha querida. É vergonhoso pra mim admitir que o meu próprio filho fez uma discrepância contra um império, no qual eu mesma construí com toda a minha vida.
— Sinto muito por isso de coração, mas também venho aqui por outro motivo.
Verena a encara séria.
— E qual seria o outro motivo, minha querida?
— Suany, sua futura nora. A senhora deve saber que fomos amigas no passado, certo?
— Ah, claro! De fato, vocês eram muito próximas uma da outra. Só acho estranho que hoje, vocês duas não sejam tão ligadas assim.
— Queria te mostrar uma coisa. — diz Richelle, pegando um antigo caderno de recortes e mostrando a Verena, que estava com um olhar atento a cada detalhe.
— Mas o que seria isso, Richelle?
— Esse é o meu passado, senhora Verena. Aqui você vai conhecer melhor a futura noiva do seu filho.
— Um caderno de anotações e recortes? Por que isso agora, justo há alguns dias do casamento dela?
— Pra senhora perceber que Suany não é quem realmente pensa que é. Ela tem segredos e os segredos dela já começam na minha amizade. Eu conheci Suany, eu convivi com ela. Eu sei exatamente do que ela é capaz de fazer.
Verena fica assustada com aquilo tudo.
— Richelle, meu filho Fabiano ama essa mulher. E é por ele que vai acontecer esse casamento.
— Seu filho não pode se casar com ela, senhora Verena! Ela tem um amante fora do matrimônio. — dispara a jovem.

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