Logo pela manhã, Gisele acorda com
batidas na porta e saindo da cama às pressas, resolve atender. Ao abrir a
porta, encontra Alda acompanhada do marido.
– Dona Alda? Sr. Emiliano?
– Bom dia Gisele! Desculpa incomodá-la
tão cedo, mas eu tive que vir aqui. É urgente!
– Aconteceu alguma coisa com a Grace? –
Ela se preocupa.
– Bom, foi por isso que viemos em sua
casa. Por acaso, ela se encontra aqui?
– Não, Dona Alda. Grace não está aqui!
Mas o que houve?
– Eu não sei Gisele, mas hoje eu fui
ao quarto da Grace e ela não estava lá. Ela nem ao menos dormiu em casa.
Estamos preocupados!
Emiliano começa a coçar a cabeça.
Gisele convida os dois a entrar e
decide servir um café.
– Você faz alguma ideia de onde ela
esteja, Gisele? – pergunta Emiliano.
– Eu não sei, Senhor Emiliano. Vocês
já procuraram saber com alguns parentes? Pode ser que ela esteja na casa de
alguma tia, prima, talvez...
– Eu liguei pra alguns parentes
próximos e nada. Gisele, a nossa filha sumiu e estamos desesperados. – diz Dona
Alda com lágrimas nos olhos. – Por favor, nos ajudem! Sei que você é a melhor
amiga da minha filha. Por favor, eu quero a Grace de volta!
Gisele se emociona com as palavras de
Alda e Emiliano completa:
– Sei que nós dois cometemos erros,
mas eu me preocupo com a minha filha. Eu não sei o que está acontecendo agora
com ela neste exato momento, mas só o fato de pensar que ela está em algum
lugar sozinha e sem a nossa companhia, eu temo muito por isso.
– Ok! Eu vou ajudá-los. Pode ter certeza disso! Quero a minha amiga de volta também! – diz Gisele, emocionada.
Daniel se arruma pra sair quando o
celular toca.
Ele verifica no visor do aparelho o
número de Maria e decide atendê-la.
– Oi, Daniel! Tudo bem? – pergunta ela
do outro lado da linha.
– Oi, Maria! – Cumprimenta ele.
– Então como anda as coisas?
– As coisas vão bem. Obrigado por
perguntar!
– Hum. Bom, espero que esteja mesmo!
Daniel querido, eu pretendo voltar para o Rio daqui a algumas semanas. – diz
ela, em um ambiente onde tocava pagode.
– E posso saber por que está me
dizendo isso?
– Eu pensei muito e resolvi voltar pra
aí para conversarmos.
– Maria me desculpa, mas eu não tenho
nada pra conversar com você.
– Nossa! Por que está falando assim
comigo? Você nunca agiu desse jeito.
– Eu mudei, Maria! Não sou o mesmo
cara que conheceu antes. Agora preciso desligar! Tenho que trabalhar. – E ele
desliga o telefone, deixando-a surpresa.
Ao ser dispensada por ligação, a jovem
fica pensativa por alguns instantes quando algumas amigas a chamam.
“Eu não vou deixar você escapar de
mim.”
Maria reflete.
No apartamento, Gisele decide reunir
os amigos e falar sobre o acontecido com Grace. Ela aproveita pra ligar para o
Sr. Otávio e comunicar que vai se atrasar um pouco naquele dia, pois teria que
fazer algo importante e explica o ocorrido. Como Sr. Otávio já tinha ciência
desse amor incondicional de Gisele pelas amigas, ele não se importou muito e
entende os motivos da jovem.
Na reunião entre amigos, Zeca se
prontifica a vasculhar a cidade inteira na companhia de Murilo e Júlia decide
procurar informações no quarto da jovem, sob o consentimento de Alda e
Emiliano. Já Gisele pede pra Doroth trabalhar e tentar cobrir ela em algumas
funções da empresa até um determinado horário até ela própria chegar e procura
entender melhor o que anda havendo na família de Grace.
Chegando na empresa, Daniel estranha a
ausência de Gisele e decide perguntar a um colega de trabalho sobre ela.
– Ela vem depois, meu amigo! – Ele responde.
– Aconteceu alguma coisa? – Ele pergunta
curioso.
– Uma das amigas dela sumiu.
– Ah sim. Entendi! – responde ele. –
Que pena!
De repente, ele encontra Doroth
chegando e resolve cumprimentá-la.
– Oi, Daniel!
– Oi! Então, fiquei sabendo que Gisele
vai chegar atrasada.
– Pois é, Daniel! Ela teve um
contratempo e não pôde vir trabalhar cedo. Está sentindo a falta dela?
Daniel sorri sem jeito e consente.
– Não se preocupa não.
– Doroth, será que posso ajudar em
alguma coisa?
– Acho que não, Daniel! Mas obrigada
de verdade.– responde a jovem, saindo pelo corredor e deixando o rapaz
pensativo.
Enquanto isso, Murilo se encontra com
alguns colegas skatistas e procura se informar com eles sobre a Grace. Um deles
o informa que viu uma jovem na noite passada pegando um táxi, mas não souberam
informar o destino. Murilo agradece e decide avisar a todos.
– Então, encontraram a minha filha? –
pergunta Alda sofrida à Gisele que acabara de receber o telefonema de Murilo.
– Dona Alda, viram a Grace entrar num
táxi, mas não souberam dizer pra onde ela foi.
Dona Alda chora nos ombros do marido,
que tenta acalmá-la naquela hora tão difícil.
Gisele abaixa a cabeça pensativa e
decide rezar para que a amiga esteja bem e que tenha consciência de retornar
pra casa.
Murilo decide se separar e Zeca
concorda. Os dois seguem caminhos opostos.
O skatista decide ir no ponto de táxi e se informar sobre o veículo que saíra na noite passada. O gerente responsável decide ajudá-lo fornecendo informações precisas sobre cada veículo que pegara passageiro no turno noturno e resolve fazer ligações para todos os motoristas deste horário. Depois de algumas tentativas, ele consegue uma pista. O motorista que pegara Grace no horário da noite disse que a jovem tinha pegado o táxi por volta das nove e meia e seguia para uma estação de metrô próxima. Era tudo que ele podia fornecer naquele momento. Na mesma hora, Murilo que estava andando de skate, liga pra Zeca e decide avisá-lo.
Daniel faz o seu serviço quando ouve
Doroth falar com Gisele no telefone. Ao perceber o tom da conversa, ele sente
que sua amada deve estar muito preocupada com o sumiço da amiga e decide pensar
em alguma coisa que possa ajudá-la. Mas a quem recorrer? O que ele poderia
fazer naquele momento? Bom, ele não teve hesitação. Assim que Doroth desligou o
telefone, ele se aproximou e perguntou se tinha possibilidade de a jovem levá-lo
até Gisele.
– Você quer que eu te leve à casa da
minha amiga mais tarde? – diz Doroth surpresa.
– Sim. Você poderia me fazer esse
favor?
– Eu não sei se é uma boa ideia.
Gisele não iria gostar disso, Daniel!
– E se você me passasse o endereço? Eu
poderia ir lá sem problemas e se ela perguntasse algo, eu diria que descobri
por conta própria, ou seja, não vou te envolver nisso! Fica tranquila!
– Daniel, não me comprometa nessa
situação. Gisele e eu somos grandes amigas.
– Por favor, confia em mim! Eu estou
preocupado de verdade com a sua amiga e tenho certeza de que posso fazer alguma
coisa pra ajudá-la.
Doroth fica pensativa por alguns
instantes e responde:
– Você tem razão! Talvez você pode
ajudar sim. A minha amiga Grace sumiu e estamos ansiosos por notícias dela.
Gisele ficaria feliz se Grace voltasse! – diz Doroth, consciente e chateada.
Daniel a abraça e agradece.
– Eu vou fazer o possível e o impossível pra tentar ajudar de alguma forma ok? Espera um minuto. – Ele decide fazer uma ligação e Wallace atende.
Após ouvi-lo, Wallace explana:
– Cara, você bebeu? Tá maluco?
– Eu estou sã, entende? Você vai fazer
o que eu pedi ou não?
– Eu vou ver isso pra você, mas não te
prometo nada.
– Wallace, faz isso por mim meu irmão.
Sei que você tem contatos. Portanto me ajude nesse caso da Grace. Você é o
único que pode me ajudar. – diz Daniel
sensato.
– Mas eu não sei como te ajudar nessa,
cara! Não conheço essa garota.
– Irmão, você pode ver com seus amigos
surfistas. Alguém vai dizer algo a respeito.
– Está apaixonadinho mesmo, né?
– Cala essa boca! Assim que eu falar
com a Gisele, eu vou pedir uma foto da Grace e vou te mandar. – diz Daniel
sério, deixando ele surpreso.
– Você quando se apaixona, fica todo
meloso. – provoca Wallace.
– Fica quieto! Ah e você me deve favores, viu? – declara Daniel, desligando o telefone em seguida.
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