Sexto Capítulo de Fascínio

Dionatan se encontra com Denilson e tenta saber mais a respeito do boato que anda rolando dentro da empresa, envolvendo o filho de Verena Salles, e ele próprio confirma a história toda. Ciente da situação, ele passa a informação para Richelle, que fica boquiaberta. Sem saber quem era a jovem que conseguiu fisgar a atenção do empresário, Richelle decide comunicar o assunto a Lisiane por telefone, que dá um sorriso bobo.

— Você está rindo do quê?

— Ué, Richelle! Você está interessada que eu conquiste um cara, mas acabou que ele se interessou por outra, e olha que nem comecei a fazer nada.

— Que raiva! Se eu soubesse quem era a mulher que ele encontrou na lanchonete e que estava tomando um café, pelo menos eu tentaria alguma coisa — solta Richelle, naturalmente fazendo-a ficar séria, por um instante.

Ouvindo aquilo, a jovem não balbucia nenhuma palavra em relação ao assunto, decidindo manter em segredo aquela informação. Agora, ela finalmente chegou à conclusão de que aquele homem simpático, influente e gentil era o mesmo homem que Richelle queria que ela conquistasse e, se depender de Lisiane, Richelle não vai descobrir que houve esse encontro.

Mulher-telefonando

No dia seguinte, Lisiane chega à empresa Empire Essencials e começa seu primeiro dia de trabalho como atendente. Assim que ela começa a servir os funcionários da repartição em um restaurante dentro da repartição, Fabiano a reconhece de longe e a observa, admirando-a. Ao olhar no relógio, que possui um tempinho livre antes de encarar uma reunião, ele decide sair da mesa para ir ao banheiro e assim que passa por ela, ele a cumprimenta gentilmente.

— Oi! Você por aqui! — diz Lisiane, surpresa.

— Te falei que trabalhava aqui. Hoje é seu primeiro dia?

— Ah, sim. — diz ela, um pouco envergonhada.

— Posso te chamar para um café mais tarde?

A jovem fica séria com aquele pedido e os dois percebem alguns olhares em volta.

— Acho melhor não. Fica pra outro dia! — diz ela, pegando a bandeja e se afastando um pouco.

Fabiano consente e vai ao banheiro.

Lisiane chega ofegante à cozinha, fechando os olhos.

“Eu não posso fazer isso, meu Deus. Não é da minha índole.”

Alguns funcionários percebem a reação da jovem. Para tentar disfarçar um pouco, a jovem alega que sentiu um calor de repente e deixa a bandeja no balcão, retirando-se logo após.

Enquanto isso, no banheiro, Fabiano também se sente um pouco balançado com a presença de Lisiane ali naquele restaurante e desafoga um pouco a gravata do pescoço.

“Por que será que ela me atrai tanto? Fabiano, se controla! Você é um homem noivo. Suany te ama e você, olhando para outra mulher.”


Richelle se aproxima do salão de beleza e encontra Suany, fazendo as unhas com a manicure.

— Richelle, querida! Quanto tempo!

— Oi, Suany! Verdade. Muito tempo mesmo.

— O que andou fazendo da vida?

— Tenho trabalhado bastante. E como estão os preparativos para o casamento?

— Fluindo, minha querida. Estou me sentindo nas nuvens.

— Imagino.

— Ai! — grita Suany com a manicure, assustando Richelle. — Você não sabe fazer seus serviços, direito, não?

— Desculpa, senhora — pede a manicure, tentando tranquilizá-la.

— Se você acabar com as minhas unhas, não verá um centavo meu nessa espelunca.

— Calma, Suany! — pede Richelle, tentando dar aquela disfarçada de boa samaritana.

— Tenho que estar linda no dia do meu casamento. Não é qualquer uma que tem a sorte que eu tenho e o noivo que eu tenho. — alfineta Suany, deixando-a com uma raiva por dentro.


Verena analisa alguns relatórios quando a secretária bate à porta e entra, trazendo algumas correspondências para ela.

A socialite e empresária agradece e fica feliz ao ver algumas das correspondências.

— Eles responderam. Que ótimo! Olha, querida. — ela decide mostrar o cartão-postal.

— Que lugar lindo, senhora Verena. — responde a secretária.

— Château de Chenonceau, França. Incrivelmente admirável.

— Será nesse castelo, o casamento?

— Sim, minha querida. E eles acataram o meu pedido.

— Que bom. Vai ser o casamento dos sonhos!

Nesse instante, Verena fica pensativa e joga a carta na mesa.

— Com certeza seria o casamento dos sonhos de qualquer mulher que seja merecedora. — E, virando-se à secretária, que fica sem entender nada, diz: — Querida, muito obrigada, mas pode se retirar. E aproveite, traga um café depois para mim.

Os olhos de Verena brilhavam diante da fotografia do castelo.


No término do expediente, Lisiane pega suas coisas e sai. Na esquina, em plena chuva com vento forte, ela pega seu guarda-chuva e tenta abrir, mas não consegue. Fabiano se aproxima dela e oferece seu guarda-chuva. Ela fica surpresa novamente ao revê-lo.

— Não vai me negar o café outra vez, né?

— Fabiano, eu sei quem você é — diz a jovem, firme.

— E isso muda alguma coisa?

— Muda tudo. Você está prestes a se casar e ver a gente junto não é bom.

— Não estamos fazendo nada demais. Eu gostei de você.

Pela primeira vez, Lisiane deixa a tensão de lado.

— Como assim, gostou?

— Dá pra perceber que você corre atrás do que quer. Não seja tão boba e aceite mais um pedido de café.

Casal-se-encontrando-na-Chuva

Nesse instante, a jovem sorri com as palavras dele e consente.

Ao longe, Dionatan vê a cena e decide comunicar a Richelle, por telefone.

— Você não sabe com quem eu estou vendo Fabiano aqui.

Richelle dá um sobressalto de onde estava.

— Quem?

— Acho que você subestimou demais a sua cobaia.

— Lisiane??

— Exato! Lisiane e Fabiano se conheceram e parecem mais próximos do que deveriam — diz Dionatan, seguro de si, fazendo Richelle sorrir discretamente.

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