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Leandro Elesbão
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segunda-feira, 16 de dezembro de 2019


No dia seguinte logo ao acordar, Weslley e Robson conversam sobre a noite passada.
- Ela é incrível, irmão! Eu gostei muito dela. - Weslley comenta da jovem que conhecera no clube.
- Que bom, mano! E qual é o nome dela?
- É Pâmela!
- Ah sim. - Diz Robson, desanimado.
- Bom dia, meninos! - Interrompe Nívea na conversa dos filhos.
- Bom dia! - Diz os dois juntos.
- Que cara é essa hein, Robson? Está um dia maravilhoso lá fora! - Percebe Nívea o olhar desanimado do filho mais velho.
- A noite ontem foi péssima pra mim. - Diz Robson, descontente.
- Ele está assim porque levou um bolo da menina da internet. - Revela Weslley.
Nívea encara Robson com uma expressão curiosa e diz:
- Filho, existem outras meninas por aí e tenho certeza de que você vai conhecer alguém que realmente goste de você, do jeito que você é.
- Mas essa garota é linda demais, mãe! - Diz Robson. - Eu a conheci pela webcam. Agora só falta nos conhecermos pessoalmente.
- Ok! E você, Weslley? Conhece essa garota?
- Não, mãe! Eu nada sei sobre ela. - Diz Weslley, sincero.
- Mas o meu irmão sempre tem sorte. Ele conheceu uma garota ontem e por isso, está feliz desse jeito. - Retruca Robson.
- Verdade, filho? - Fica curiosa Nívea.
- É sim, mãe. Ela é gente fina á beça. Chama-se Pâmela.
Nívea fica admirada ao saber que Weslley conhecera alguém que ele considera muito especial á princípio.

Enquanto isso, Pâmela esquece o celular na mesa do centro da sala quando sua mãe Elaine recebe a visita de uma amiga chamada Helen acompanhada da filha Nanda em sua casa. Enquanto as duas conversam distraidamente, Nanda de cinco anos encontra o celular e decide jogar um pouco. Como ela não entende por ser muito nova, acaba deletando alguns contatos de Pâmela, tais como o número de Robson. Minutos depois, Pâmela sai do quarto e desce a escada quando encontra o celular nas mãos da pequena e fica preocupada. Ela o tira das mãos da menina apressadamente e diz:
- Não pode ficar brincando com o telefone da tia.

Cuidado

Nanda entende aquelas palavras e as guarda em silêncio.
Pâmela resolve verificar se estava tudo normal, quando Elaine pergunta o ocorrido.
- Não foi nada, mãe! O meu telefone estava com a Nanda.
Helen se preocupa e pergunta:
- Pâmela, me desculpe! Eu nem vi que o celular estava com a minha filha.
- Sem problemas, Helen! É tanta coisa na cabeça que a gente esquece.
De repente, ela percebe que alguns contatos foram excluídos do aparelho e diz, insatisfeita:
- Não acredito!
Elaine encara a filha e pergunta:
- O que aconteceu agora?
Sem medo de dizer a verdade, a jovem confessa:
- A Nanda apagou alguns contatos meus.
Helen se sente péssima com a situação e Pâmela diz pra não se preocupar. Aliás, foi um pequeno acidente e isso é normal acontecer.

Enquanto Pâmela tenta se conformar com o que houve com o seu celular, bem próximo dali, Edileusa cuida da casa curtindo o rádio novo que foi recém-comprado alguns dias antes, quando o telefone toca.
- Oi, amiga! Como vai? - Pergunta Renata.
- Oi! Tudo bem e você?
- Comigo está ótima! Está sabendo do pagode que vai rolar nesta sexta á noite?
- Claro, amiga que estou sabendo.
- Então você vai, Edileusa?
- Mas é claro! Eu não iria perder uma roda de samba né?
- Bom, vamos juntas então!
- Perae, mas e a Helen ta sabendo que você vai neste pagode?
- Eu vou avisar ela, mas não se preocupe! Helen é gente boa. Vai quebrar o galho pra mim!
- Amiga, essa história de você deixar o seu filho sempre nas mãos da Helen, não é bom! Vá por mim!
- Amiga, não tem problema não! A Helen nunca se importou com isso. E além do mais, meu filho gosta muito dela.
- E quanto ao Walter? O que ele pensa sobre isso?
- Bom, o Walter continua o mesmo de sempre, amiga. Ele sempre é o contra, mas a Helen não se importa com isso e tenho certeza de que ela vai mais uma vez me ajudar nessa. - Diz Renata.
Edileusa fica em silêncio.


Shania encontra Pâmela na sua loja de roupas e a cumprimenta.
- Está tudo bem? - Ela percebe um olhar triste.
- Não, Shania! Não foi nada demais.
- Não foi nada demais e você está triste assim? Ande, me conte!
- Tudo bem! É que eu perdi alguns contatos importantes no meu telefone e um deles, foi de um cara que conheci pela web.
- Você está falando do Robson?
- Exatamente. A minha sorte é que não perdi o número de outro rapaz que conheci no clube neste fim de semana passado. Se eu tivesse perdido, eu não saberia o que fazer.
- Como assim, amiga? Existe outro na parada agora?
- Bem, é mais ou menos isso. Eu conheci o Weslley no clube neste sábado passado e nós ficamos, entende?
- Não acredito! E o tal Robson que você estava ansiosa pra conhecer?
- Não rolou, amiga! O Robson me deu o maior bolo então, Weslley apareceu e pra não terminar a noite sozinha, você me entende né?
- Eu entendi o recado, Pâmela! Mas que bom que você conheceu alguém.
- É verdade, Shania. Ele é muito legal.
- Hum. Mas e você? Vai mesmo pra casa da sua tia Cleusa nesta semana?
- Eu pretendo sim. Vou passar alguns dias por lá, mesmo que tenha que aturar aquela insuportável da minha prima.
- É verdade, Pâmela! Não sei como a sua tia suporta aquela menina.
- Ela é mãe, Shania e tem carinho pela Vânia. Sentimento de mãe é eterno!
- Isso eu sei, amiga mas a Vânia é do tipo de pessoa que não tem sentimentos. Ela não se importa com ninguém.
- Mas não vamos falar sobre ela, ta legal! Vamos deixar a Vânia de lado.
- É melhor mesmo! - Diz Shania. - Bom, eu vou indo! Tenho que passar numa floricultura antes de ir pra casa.
- Flores? Pra quem será hein?
- Não vem de graça! - Diz Shania, sorrindo alegremente. - Eu amo flores e ponto final!
De repente, o celular toca e Pâmela confere a ligação antes de atender.
- Quem é amiga? - Pergunta Shania curiosa.
- É o Robson! - Ela responde, séria.
- Bom, vê o que ele quer dessa vez?
Pâmela decide atender a ligação e Robson se surpreende ao ouvir a sua voz.
- Oi! Tudo bem? - Ela pergunta.
- Oi! Será que podemos conversar?
Pâmela fica hesitante, mas no final aceita e conversa com o rapaz enquanto Shania acena e sai.

Amizade

Weslley confere a sua agenda no telefone celular e ele fica pensativo ao ligar pra Pâmela. De repente, ele toma coragem e disca, mas dá chamada ocupada.
Nívea o encontra na cozinha e diz:
- Filho, preparei aquele bolo que você adora!
- Que bom, mãe! - Diz ele.
- Aconteceu alguma coisa?
- Não. Por quê?
- Por nada. Eu só estou sentindo você meio desanimado.
- Bom, não é nada que eu possa resolver, mãe. Te amo! - Ele o abraça fortemente e o beija no rosto. - Bom, vou tomar uma ducha! E o Robson, onde está?
- Ele deve estar correndo atrás da tal moça da internet. - Diz ela, sorrindo.
Weslley sorri e vai para o banheiro.

No Rio de janeiro, tudo está sendo uma maravilha pra Cínthia que cursa a sua faculdade e mantém uma relação de afeto com o namorado Mateus. Os dois se preparam pra viajar pra Angra nesse final de semana.
- Será que seus pais vão gostar de mim? - Pergunta Mateus.
- Mas é claro. Eles vão se simpatizar muito com você.
- Tomara, Cínthia. Eu quero muito conhecer sua família.
- Eu sei. E também, está chegando o meu aniversário. Eles vão ficar super felizes quando souber da novidade.
- Como é viver em Angra dos Reis? Eu só conheço por fotos e acho a cidade muito bacana.
- Mateus, é uma cidade belíssima. Possui 365 ilhas e tem pontos turísticos imperdíveis. Você tem que ver a casa da cultura. São tantos quadros que fazem você se sentir em casa. Meu pai é artista plástico, sabia?
- Bem, até aí, eu imagino. Eu vi outro dia um depoimento na TV falando da sua cidade e mostrando algumas obras de artes que estavam sendo expostos por lá mesmo.
- Pois é! Você vai conhecer tudo, meu amor. Eu vou ter bastante tempo pra lhe mostrar detalhe por detalhe.
- Eu sei. - Diz ele, a beijando.
Cínthia era a filha mais nova de Odilon e Catarina. Sempre dedicada aos estudos, ela provou a família que não é uma simples jovem brincalhona, mas sim, uma mulher determinada que faz de tudo pra ver seus sonhos serem realizados. Apesar de ser extrovertida, Cínthia é uma jovem doce, de olhos negros e num corpo físico atlético. É uma mulher que sonha alto e se preocupa em primeiro lugar com a família. Seu relacionamento com Mateus é serio. Eles se conheceram na faculdade e estão juntos há seis meses. Atualmente, existe algo entre eles, que pode fazer seus pais se sentirem felizes ou péssimos, dependendo da reação, é claro, que a tal novidade irá causar. Mas esse medo que existe em contar ou não contar está lhe deixando com sérias dúvidas. Já Mateus é um rapaz ciumento, que não perde a chance de grudar na namorada. Ele é um estudante como ela, que sonha fazer medicina. É filho de um dos governadores do país e almeja viajar com Cínthia depois da faculdade pra Miami, onde por sinal, pretende se casar e formar uma família. Mas isso é apenas um plano!

Em Abraão, Verônica sai de jet-ski e espera Yuri na casa dele. Ao chegar lá, a empregada da casa avisa que ele deu uma volta e ela decide averiguar. Nesse mesmo instante, o rapaz passeia pelo píer com Dani de mãos dadas e nem sonha encontrar a filha de Humberto por ali.

Aventura

- Você está pensando em viajar mesmo. Vou sentir muito a sua falta. - Diz ela, triste.
- Dani, vai ser por alguns meses, mas não vamos deixar de manter contato. Vamos nos falar sempre que der.
- Eu sei. Se eu pudesse, eu ia contigo.
- Mas você não pode! Sua mãe ficaria irada comigo se eu te levasse pra longe dela.
Dani sorri por alguns instantes.
- Não se preocupe, ok! Eu nunca vou te abandonar. Você sabe muito bem disso!
- É claro que eu sei, Yuri! Mas o fato é que eu vou estar sozinha aqui. Por que você não adia?
- Porque eu vou estar com ele, meu bem! - Diz Verônica, com um olhar sério, interrompendo a conversa íntima.
 Os três se encontram.
- Verônica, você por aqui? - Ele se pasma.
Verônica descobre a traição do namorado e responde:
- Acho que eu cheguei na hora certa, né?
- Não é nada disso que você está pensando. - Ele se defende.
- Como, Yuri? Como você pode ter feito isso comigo? Você tem outra!
Daniela fica sem palavras ao ver Verônica no estado de ira.
- Yuri, quem é essa mulher? - Dani decide interrogá-lo.
- Dani, eu..... - Ele não consegue falar.
- Eu sou a namorada dele, entendeu. - Diz Verônica.
- Você o que? - Dani se intriga com a resposta. - Yuri, diga que não é verdade?
Sem ouvir nada em sua defesa, Yuri se cala e Daniela, o empurra irritada, jogando-o no mar.
- Por que você não me disse que estava indo viajar com outra garota?
- Dani, desculpa!
- Eu te odeio! - Diz Dani, péssima. - Seu falso! Mentiroso! Seu sentimento é pura ilusão. Não me procure mais!
Verônica e Dani se encaram de frente. 
- Eu sinto muito por tudo isso mas não sabia. - Diz Dani.
Verônica não menciona palavra alguma e Dani se afasta correndo, pegando seu jet-ski.
Verônica se aproxima de Yuri que estava saindo da água e tirando o anel do dedo, joga-lhe no rosto.
- Yuri, nunca mais me procure, ok! E curta a viagem sozinho, porque eu estou farta de você!- Diz ela, saindo devagar.
Yuri é abandonado pelas duas jovens no píer.

Dani chega em casa e Wanda a encontra triste.
- O que aconteceu agora, filha?
- Eu não quero mais ver o Yuri, mãe.
- Por quê? O que ele fez agora?
- Ele tem outra. Ele me enganou, mãe.
Wanda abraça a filha, que se lamenta.
- Ele parecia ser um bom rapaz.
- Mas não é. Ele é um falso. Ele nos enganou direitinho e eu tola, caí nas lábias dele.
- Mesmo assim, eu ainda fico desconfiada. Ele me provou que te ama.
- Era tudo mentira. Eu conheci a jovem que diz ser namorada dele. Mãe, a senhora não sabe a raiva que estou sentindo por dentro. - Diz Daniela, entristecida.
- Não fica assim não meu amor! Se ele fez isso com você, é porque ele não te merece. Você é linda e vai encontrar alguém melhor do que ele.

“Jamais senti que Yuri fosse desleal comigo. Ele parecia um cara legal. Parecia que nunca iria me fazer sofrer, mas me enganei. Como sou tola em ter acreditado que ele seria diferente como os outros rapazes. Eu nunca vou perdoá-lo por isso. Quero esquecer que essa fase ruím da minha vida ocorreu há poucas horas deste trágico dia. A minha vontade era de matá-lo com as minhas próprias mãos, mas não vou me sujeitar á tal ato. Quero rabiscar esse momento do meu caderno!”

Verônica também chega em casa e encontra o empregado Tenório, que arruma o helicóptero.
- Ora, quem chegou cedo! É a princesinha.
- Não vem cheio de graça pra cima de mim, não.
- Por quê? Já está mordida, é?
- Sim, eu tive um dia péssimo hoje, ok? Meu pai está?
- Não. Ele saiu faz duas horas.
- Que droga! Você ainda não consertou essa porcaria?
- Não. Por quê? Pretende usufruir dos meus serviços?
- Você gosta de zoar, né? Eu não vou pegar o helicóptero hoje, não. Eu vou de iate, que é mais seguro.
- Está com medo de que possa acontecer algo?
- Se você pilotar, eu tenho medo, sim. Sou muito nova pra morrer. - Ela sai.
- Riquinha egoísta! - Ele diz, num tom baixo.
Nesse momento, a empregada Isadora chega e os dois conversam.
- Você adora cutucar a onça com vara curta né?
- Eu gosto de provocar mesmo. Nunca fui com a cara dessa menina.
- Eu também não mas ela é filha do magnata. Por isso nem gosto de dar certas opiniões. Emprego hoje em dia está difícil e se eu perder este, eu tô ferrada com minhas prestações do mês.
- Eu entendo você. Eu não sei como o Senhor Humberto aguenta essa garota mimada. Se eu fosse o pai dela, ela não estaria assim não.
- Bom, vamos mudar de assunto né? Já tomou o seu café?
- Ainda não.
- Vem tomar então! - Ela o convida e ele a acompanha.
Tenório era o empregado braço-direito de Humberto. Ele mantinha uma relação de confiança com o seu patrão. Eram cúmplices em tudo. Ele tem um segredo oculto, que maltrata seu coração e sua alma por dentro. Um segredo que só Humberto sabia e que cansava de aconselhá-lo a respeito. Atualmente, ele não é casado. Ele se dedica inteiramente ao trabalho e faz disso, um hobbie. Gosta de pilotar o helicóptero da família e se diverte pescando nas melhores localidades da baía da Ilha Grande.

Praia Vermelha - Ilha Grande
Praia Vermelha

Na manhã seguinte, Rafaela se encontra com Ronaldo. Ele decide lhe contar algo.
- Você queria falar comigo? O que se trata?
- Senta aí. - Ele pede.
Rafaela senta num banco da praça e ouve.
- Bem, o que foi?
- Você se lembra de quando eu disse que não iria sossegar enquanto não achar o meu avô?
- Claro. Eu até estou do seu lado nesse desafio. Por quê?
- Porque eu recebi uma chance de encontrá-lo.
- Que boa notícia, meu amor. Onde ele está?
- Eu não sei direito onde ele está. Eu só tenho uma pista.
- O Jeff  ligou pra você avisando?
- Eu que liguei. Ele me contou sobre um senhor aposentado que tem um ateliê no centro de Angra e que possui o mesmo sobrenome de minha mãe. Ele acredita que é o meu avô.
- Bem, o que você vai fazer agora?
- Só tem um jeito de descobrir a verdade.
- Que jeito, Ronaldo?
- Eu vou ter que ir pra Angra. Vou procurar saber desse ateliê e desse senhor.
Rafaela muda de expressão.
- O que foi? Não gostou de saber da novidade?
- Não é isso. Eu gostei mas...
- Mas?
- Eu não vou poder ir com você.
Ronaldo fica surpreso.
- Por quê?
- Ronaldo, eu tenho o meu trabalho aqui e não vou poder me ausentar.
- Entendo. - Diz ele, a abraçando. - Eu queria muito que você fosse comigo.
- Eu também queria mas desculpa! Não vai dar.
- Tudo bem. Você fica então mas eu vou estar de volta em alguns dias ok!
- Ta bom! Ronaldo, e se não for o que você procura? Pode ser que seja mais uma pista falsa.
- Meu amor, eu só vou ter certeza da verdade se eu tentar. Me deseja sorte!
- Claro. Toda a sorte do mundo. Você sabe que eu te dou a maior força, né? Pode contar comigo sempre!
- Como eu queria que você fosse comigo.
- Eu não posso, Ronaldo. Eu já disse! Eu dependo do meu trabalho. Você sabe disso! Não se preocupe, eu vou ficar bem. - Diz ela, sorrindo.
- Eu vou sentir muito a sua falta. Eu não vou saber o que fazer sem você por lá.
- Deixa de bobeira tá! Você precisa ir ao encontro de seu avô. Eu não posso seguir com você. Esse desafio é só seu e de mais ninguém. Nós vamos manter contato sempre, através do telefone e além do mais, você não estará tão distante assim. São apenas alguns dias.
- Eu sei disso, Rafa. Mas não faz sentido eu te largar aqui.
- Ronaldo, escute! - Ela olha em seus olhos. - Eu te amo muito! Você não vai estar sozinho. Você vai conseguir encontrar o que tanto procura e aí, sim, eu ficarei muito feliz por você ter conseguido. Você não pode desanimar, não! Vá à luta, acredite que eu estarei do teu lado e siga em busca do seu caminho.
- Obrigado! - Ele a abraça feliz. - Tenho muito orgulho de ter lhe conhecido.
- Eu que tenho orgulho de você. - Ela diz, feliz. - Você é uma pessoa maravilhosa.

“Bem, queria tanto que ela fosse comigo! Que ela estivesse ao meu lado nos momentos em que eu me sentisse sozinho. Ah, como seria legal tê-la o tempo todo comigo. Eu não pensaria em mais nada, a não ser, beijá-la, abraçá-la carinhosamente, afagar seus lindos cabelos, dormir ao seu lado em cada noite. Acho que eu vou sentir muito a falta dessa mulher. Ela não imagina o quanto eu vou me sentir sem a sua presença. Mas, eu preciso focar o meu propósito em encontrar o paradeiro da minha família, nem que eu tenha que ir longe. Eu preciso achar o meu avô e saber dele onde está o meu pai. Essa é a chave de toda a minha história. Eu vou ficar com o meu coração partido em deixá-la, mas o que posso fazer? Ela tem o trabalho dela. Eu não posso atrapalhar a sua vida agora. Eu preciso me concentrar no meu plano. Eu tenho que achar a resposta dessa agonia que me tortura por dentro.”


*Continua...

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