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Leandro Elesbão
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sábado, 22 de fevereiro de 2020


Pâmela tenta disfarçar mas Robson insiste:
- E então, vocês se reencontraram? Me fala!
Ela o encara séria e finalmente responde, para surpresa do rapaz.
- Sim! A gente se reencontrou, Robson.
- Poxa, Pâmela! E a gente? - Ele fica totalmente sem chão, já imaginando um monte de coisas.
- Calma, Robson! - Diz ela, percebendo que ele já estava mudando de expressão e ficando um pouco nervoso com a situação, decidindo ocultar a verdade. - Não rolou nada entre eu e ele depois daquela noite.
- Como assim, Pâmela? Difícil acreditar, viu! - Diz Robson, já tenso.
- Isso significa que você não confia em mim, né?
- Pâmela, você reencontrou o cara do clube. Vocês devem ter conversado e...
- Nem mais uma palavra, Robson! - Diz ela, já mudando sua expressão. - Você acha que sou o quê? Respeito é bom e eu gosto.
- Pâmela, desculpa...
- Eu já falei o que era pra ter dito. Peço desculpas por ter escondido isso de você, mas não me compare com qualquer uma não! Eu não sou mulher de ficar com um e com outro.
- Pâmela, eu não disse isso.
- Mas me pareceu e não gostei. - Diz ela, tensa.
- Me desculpa tá! Eu não quis te ofender. Eu só não quero te perder pra este cara aí.
- Robson, vou indo! Eu ainda preciso organizar umas coisas pois tenho uma viagem pra fazer ou você esqueceu que vou pra Paraty neste fim de semana?
- Não me esqueci mas vou poder te visitar?
- Quem sabe! Até! - Diz ela, se afastando e deixando-o chateado.


Me Esquece

Enquanto isso, Humberto senta e olhando seriamente para a filha, resolve falar a verdade sobre a fotografia que ela achara sem querer.
- Essa mulher da foto era a minha amante no passado. 
Verônica fica cheia de raiva neste momento e rebate.
- O senhor não tem um pingo de vergonha que seja. Por que ainda guarda essa maldita foto aqui dentro deste escritório?
- Filha, eu não fazia a menor ideia de que esta foto ainda estava aqui dentro.
- Mentiroso! Ah como sou tão burra! Meu pai, mesmo com a minha mãe morta, ainda pensa na tal amante. E essa foto te faz lembrar dela, né? Te traz boas lembranças, meu pai?
- Desculpa! Eu realmente deveria ter me livrado dessa foto há muito tempo.
Verônica observa a foto cautelosamente e olhando para o pai com ira, diz:
- Olha o que vou fazer com a sua doce lembrança do passado!
- Verônica, não faça isso! - Tenta impedir Humberto, quando a filha resolve rasgar a única foto que ele tinha do passado e se faz em mil pedaços. - Você não tinha esse direito!
- O senhor que não tinha esse direito de ficar desejando a sua amante até os dias de hoje.
- Verônica, tem certas coisas que você não entende.
- Por causa dessa mulher, a minha mãe morreu!
- Não fale besteiras. A sua mãe já se encontrava doente quando soube do meu caso.
- A sorte dessa mulher é que não a conheço porque se eu a conhecer, meu pai eu vou fazer da vida dela um inferno. - Diz a jovem, saindo porta afora e deixando o pai nervoso.

André decide convidar Joseane pra sair e ela aceita gentilmente. Os dois tomam sorvete juntos e passeiam pela praça conversando alegremente sobre os ensaios na peça de teatro e o dia-a-dia corrido deles.
- Eu curti muito a sua apresentação da noite passada. - Ela diz.
- Que bom, Joseane! Fico feliz que tenha gostado. - Ele responde, grato.
- Você é um ótimo ator. Sabe representar bem nos palcos.
- Que nada! Você que é uma boa atriz. Admiro muito a sua determinação em cena. - Ele a elogia.
Joseane sorri um pouco e ele continua.
- Mas falando sério agora, você tem futuro no teatro.
- Hum. Obrigada! - Diz ela, sorrindo.


Encontro

Na manhã seguinte em Paraty, Cleusa faz seus afazeres da casa quando tocam a campainha. Ela deixa a panela de feijão cozinhando no fogo e resolve atender a porta.
- Oi! Já vou abrir! - Diz ela, destrancando a fechadura.
Ao abrir a porta, ela se surpreende com a chegada do filho, que abre um sorriso largo ao vê-la.
- Alan, meu filho amado! Quanta saudade de você! - Os dois se abraçam apertados, emocionados com aquele encontro.

Alan passara cinco meses na academia militar e estava se formando pra ser piloto de avião de caça, já que era seu sonho pilotar aviões deste tipo. Seu interesse por aviação começou desde cedo aos cinco anos, quando via desenhos infantis que continham personagens pilotos e que faziam várias piruetas no céu. Certo dia, ganhara do pai – quando ainda estava vivo – um helicóptero da defesa civil e aquela vontade de ser um piloto ficava cada vez mais forte e incontrolável. Quando o pai falecera aos dezesseis anos, ele disse para Alan correr atrás do seu sonho e ir em busca da sua felicidade. Alan entendera aquelas palavras como um incentivo para a sua carreira que iria começar dois anos depois e tomou uma importante decisão: ele queria ir para a marinha e se formar como piloto de avião de caça e Cleusa não podia detê-lo e nem impedi-lo de realizar seu sonho. Ela se segurou e apertou seu forte coração e permitiu que o filho seguisse a tal carreira. Cleusa não era diferente de muitas mães. Ela tinha preocupação e tinha também aquela pontinha de manter os filhos sobre a sua guarda, como se quisesse protegê-lo o tempo inteiro. Como uma mãe coruja, ela era uma pessoa que se esforçava ao máximo pra ver seus filhos felizes e cada abraço que ela dava era um incentivo, uma maneira de dizer que estava sempre ali por perto, quando fosse necessário e tanto Alan quanto Vânia eram privilegiados por terem a companhia da mãe por perto.
- Mãe, senti muito a sua falta! - Diz o filho, largando a mochila no sofá.
- Eu também, filho! mas conta as novidades! - Diz a mãe, se sentando no sofá.
- Mãe, o lugar onde estudei é incrível. - Diz ele, decidindo contar passo á passo como era viver em uma academia militar.
Cleusa decide ouvi-lo por alguns instantes.

Mirela vai à casa de Daniela e Wanda a cumprimenta. Aproveitando a ausência da filha, Wanda decide conversar com Mirela sobre um assunto particular.
- Minha filha está determinada em encontrar o Humberto. Acredito que isso não deva ser bom pra ela.
- Dona Wanda, me desculpa te dizer isso mas a Dani tem esse direito.
- Eu sei, mas eu quero evitar que ela se meta numa confusão. Apenas isso!
- Vamos deixar a Dani decidir sobre esse assunto. Ela já sabe que o pai é um empresário milionário e dono de um resort luxuoso. 
- Tenho medo de perder minha filha. - Diz Wanda, preocupada.
Mirela a abraça e a consola.
- Dani te ama. Não vai perdê-la!
- Obrigada! - Diz Wanda, sorrindo.

Ronaldo decide fazer uma ligação para o Jeff e os dois conversam.
- Eu preciso confirmar contigo se realmente a pista é certa.
- É sim, Ronaldo só não posso confirmar a suspeita de que ele é mesmo o seu avô desaparecido. - Diz Jeff, determinado. - Mas eu pesquisei sobre o assunto e minhas informações chegaram até ao senhor Odilon.
- Odilon! - Diz Ronaldo, repetindo por algumas vezes.
- Sim.
- Eu só vou confirmar de que ele é mesmo o meu avô quando eu estiver cara a cara com ele.
- Bom, se passaram muito tempo como você mesmo disse. Ele pode não te reconhecer.
- Verdade mas eu quero entrar na vida dele e descobrir tudo.
- Uma visita ao ateliê dele seria um passo importante agora. - Diz Jeff.
- Mas isso está nos meus planos desde que cheguei aqui. Agora tem uma outra coisa me incomodando.
- O que seria?
- Saudade da minha branquinha. Preciso ligar pra ela. - Diz Ronaldo.
- Ah sim! - Diz Jeff, sorrindo. - Faça isso e boa sorte com a sua visita. Acho que desta vez a gente acertamos na mosca.
- Obrigado Jeff pelas informações. Agora é comigo! - Diz Ronaldo, decidido.

Robson decide reunir a sua família pra contar uma novidade.
- Que novidade é essa meu filho? - Pergunta Nívea.
- Eu gostaria de trazer a minha namorada aqui em casa, mãe! - Diz Robson feliz.
Weslley se levanta do sofá da sala e encara a notícia perplexo.
- Que bom, meu filho! Eu adoraria conhecê-la. - Diz Nívea, junto do marido. - Quando você pretende trazê-la?
- Em breve, mãe! Eu vou conversar com a Mariana pra combinar direitinho.
Nívea fica radiante ao ver a alegria transparecer no sorriso do filho.
Weslley decide puxar assunto também.
- E Se depender de mim, eu também vou trazer a minha namorada pra vocês conhecerem. Ela se chama Pâmela.
- Pâmela é um belo nome. Não vejo a hora de conhecermos também. - Diz Nívea, contente.
Weslley decide ir á cozinha pegar uma cerveja e Robson o segue.
- Você está bem? Parece que não curtiu muito a novidade?
- Que isso irmão! Curti sim. Tem certeza que quer mesmo trazer a sua namorada pra todos conhecerem? Você sabe como nossa mãe é!
- Relaxa, mano! Mariana é diferente de todas as garotas que conheci e acho que vou investir nessa relação. - Ele responde, sincero. - Você não imagina o quanto a amo.

“Eu também, irmão! Eu também sou apaixonado por ela desde o instante que a conheci naquele clube no sábado á noite.” - Pensa ele por alguns instantes, quando Robson o distrai:
- Tem alguém ae?
- Ah desculpe! Foi mal, irmão! - Diz Weslley, se desculpando.
- Tudo bem. Acho que você precisa encontrar a sua garota, mano! Você não está legal hoje. - Ele brinca.
- Tem razão, Robson! E é o que vou fazer agora. - Diz Weslley, saindo porta afora.



E Weslley telefona pra Pâmela e pede que o encontre pela manhã. A jovem fica sem entender mas não recusa o pedido do rapaz. Ao desligar o telefone, ela vira-se á Shania e diz:
- O Weslley acabou de marcar um encontro comigo. Ele quer que eu o encontre amanhã!
- Amiga, o que será que houve? Por que o Weslley quer te ver amanhã?
- Eu não sei, Shania! Será que o Robson descobriu que eu conheci o irmão dele antes?
- Não pode ser, Pâmela! Se Robson descobrisse a verdade, ele estaria te ligando agora furioso. Se ele não ligou, é porque existe outro motivo!
- Eu só espero que tudo dê certo e que essa situação seja resolvida com calma e sem nenhum desentendimento.
- Amiga, vamos torcer para que tudo dê certo mesmo!
- Mas e ae, o que faço? Vou neste encontro ou não?
- Mas é claro que você vai. Você precisa saber o que está acontecendo!
- Eu vou ligar pra ele, Shania! - Diz Pâmela, começando a discar o número.
Shania fica aguardando a jovem telefonar.
No primeiro toque, Weslley atende com uma voz séria e diferente.
- Eu estou ligando pra saber o que está havendo por ae? - Pergunta ela preocupada.
- Não está havendo nada, Pâmela! Não está havendo nada ainda.
- Como assim, Weslley? - Ela se indaga.
- Pâmela, por que você continua ocultando a verdade para o meu irmão?
- Weslley, eu não tive coragem de dizer a verdade á ele.
- E agora pra completar, você vai vir na minha casa e conhecer a família inteira?
- Oi? - Pâmela fica em choque.

Verônica fica pensativa enquanto toma seu uísque de frente para a piscina quando se lembra de que Tenório pode saber onde mora a amante do seu pai e ela não hesita e pede para a empregada chamá-lo imediatamente. Assim que o piloto se aproxima, ela o interroga:
- Eu quero o endereço da amante do meu pai.
- Como assim, Verônica? Ficou doida!
- Não mas vou ficar se você não me disser.
- Eu não vou lhe dizer nada. Eu só devo obrigações para o meu patrão.
- Tudo bem. Deixa pra lá. Eu mesma vou descobrir sozinha. - Diz ela, se afastando e o deixando sério.
Em imediato, Tenório vai no escritório e passa a informação para Humberto que fica irritado.
- Verônica não pode interferir no meu passado desse jeito. Mas que raiva!
- Pior se ela descobrir aquele assunto, patrão. - Diz Tenório.
- Jamais. Vire essa boca pra lá! Vamos tentar ser discretos e não deixar que ela chegue na Wanda. - Diz o empresário, preocupado.
Do lado da porta, Verônica ouve a conversa e fica com um olhar sério.
"Então ela se chama Wanda? Bom saber!"


sábado, 8 de fevereiro de 2020


Pâmela tenta reorganizar suas ideias, já pensando num pretexto de entender o que Weslley falara ali em sua frente e diz para o rapaz, que esperava por uma resposta sua, com uma expressão bem séria:
- Posso pelo menos saber do que está falando pra eu entender melhor esta sua conversa?
Weslley sorri com sua resposta, de uma forma um pouco debochada e diz:
- Não acredito que está me perguntando isso!
- Por favor, que história é essa de eu estar mentindo pro seu irmão? Quem é seu irmão? - Interroga Pâmela que já se sente um pouco desconfortável com a situação.
Weslley coloca a mão na cabeça e respira ofegante. Em seguida, responde:
- Eu a vi beijando meu irmão no mesmo clube que nos conhecemos.
Ao ouvir aquilo, a jovem fica perplexa e aparentando um jeito diferente de agir, diz:
- Desculpa. Eu não sabia que vocês dois eram irmãos.
- Sabe o que me impressiona, Pâmela é a sua ideia de revelar seu nome verdadeiro pra ele.
Pâmela fica sem hesitação no momento e responde:
- Eu ia dizer a verdade ok! Tudo no seu momento certo. A gente se conheceu pela internet e eu não tinha noção nenhuma antes de como era o seu irmão. Eu menti sobre minha identidade pra tentar me preservar.
- Já se passaram dias. - Diz Weslley, rebatendo. - Você devia ter dito que não se chama Mariana e sim, Pâmela. Mas isso não é o pior não! Ele não faz ideia que a gente também se conheceu e que nos beijamos.
- Nosso encontro foi legal também. - Diz ela, séria. - Se eu soubesse que você era irmão dele, eu nunca teria me aproximado.

Revelação

- A culpa não é só sua! Eu também me aproximei. Aliás, fui o primeiro a puxar conversa naquela mesa de bar. - Responde Weslley, se sentindo chateado.
- Vocês dois são legais. Bastante diferentes, claro! Mas eu preciso pensar no que vou fazer daqui pra frente. Eu não quero magoar ninguém.
- Eu já estou sentindo que nesta guerra eu vou perder feio. 
- Por que diz isso? Weslley, pode parar ok! Foi apenas um encontro. Eu estou me sentindo confusa agora e querendo apenas descansar um pouco pra ver o que eu vou fazer.
- Um encontro apenas que me fez gostar de você. Mas você já declarou sua resposta. Você quer o Robson e não a mim. - Diz ele, saindo imediatamente e a deixando desolada.



Helen e Walter tentam conversar sem que houvesse algum desentendimento, mas ambos não conseguem. E o assunto é Renata como sempre!
- Eu já lhe disse mais de mil vezes para você não tomar conta de uma criança que não é sua. Já basta a nossa filha! - Diz Walter sério.
- Eu sei que você disse, mas eu gosto do menino, oras!
- Você é muito boba, Helen! Você precisa mudar, mulher! A Renata precisa ter consciência de que ela é mãe e que você não deve ter obrigações de cuidar do filho dela.
- Walter, eu já conversei com a Renata e ela está disposta á arrumar um canto pra ela e o filho morarem. Não vejo problemas nenhum em cuidar do menino. E além do mais, ela está procurando.
- Sei. Está procurando há três meses. Se tivesse realmente procurando, já teria achado.
- Você implica demais com ela. A Renata até se sente desconfortável com essa situação.
- Sério? Não me diga! Ela tem que se sentir sim. Enquanto ela se diverte, você cuida do filho dela que nem uma otária. - Diz Walter, tenso. - Acho melhor ela ir embora dessa casa mesmo. A estadia dela já passou dos limites. 
Ele sai e ela fica pensativa no sofá.

Dani e Ronaldo tomam um café numa lanchonete e o assunto rende.
- O que um turista como você faz aqui em Angra? - Pergunta Dani.
- Eu vim a negócios. - Disfarça Ronaldo.
- Interessante. E já conhece as ilhas?
- Ainda não tive tempo. Mas eu pretendo um dia.
- Se quiser, a gente pode dar um passeio.
- Eu vou gostar. Mas onde você iria me levar? - Se intriga Ronaldo.
- Logo você vai saber. - Diz Dani, pedindo a conta.
Alguns minutos depois, os dois passeiam juntos pela orla da Costeirinha, que se segue para a área do Colégio Naval. Ronaldo se encanta com a beleza do lugar e decide tirar uma selfie. 

Mirante da Costeirinha

No fim do dia, ele agradece Dani por o ter levado à lugares que ele não conhecia e ela sorrindo, diz:
- Você ainda não viu nada, Ronaldo! Amanhã está livre?
- Sim. - Diz ele, sorrindo.
- Então vamos marcar de se ver de novo.
- Tá bom. Vamos sim! - Diz Ronaldo satisfeito.
E conforme combinado na manhã seguinte, os dois saíram novamente juntos. Dani mostrou alguns lugares conhecidos pra Ronaldo e até andaram de jet-sky. Foram momentos intensos de alegria e prazer. 

Cafezinho

Na manhã seguinte, Humberto chega na ilha de Lopes Mendes, por volta das sete e meia da manhã. Ele encontra Tenório a sua espera no resort.
- Que surpresa vê-lo, senhor! Eu não sabia que já estava de volta. Por que não me disse? Eu o iria buscá-lo no aeroporto. - Diz o piloto, lhe ajudando com as malas.
- Não seria necessário. Agradeço a sua gentileza, Tenório! Eu peguei um avião fretado. Queria fazer uma surpresa pra Verônica. Ela está?
- No quarto. - Ele responde.
- Eu vou até lá. - Diz Humberto, se dirigindo ao quarto da filha enquanto os empregados e Tenório recolhem as bagagens.
Ao chegar lá, ele encontra a filha, que o olha pasma.
- Você não vai me dar um abraço?
- Pai, por que demorou tanto á chegar?
- Eu peguei um tempo ruim em São Paulo e os negócios....
- Eu já entendi, tá legal!
- Filha, porque você está me tratando assim? Nem parece que está feliz com a minha presença.
- O senhor sabe que eu odeio essa casa e odeio viver aqui sozinha. Se eu estivesse em Abraão, tudo bem, mas aqui é chato demais.
- Filha, você precisa entender que a nossa casa é aqui e eu não gosto que você fique na casa dos outros.
- São minhas amigas e os pais delas gostam de mim. Me dão atenção, coisa que o senhor não faz.
- Você acha que eu não lhe dou atenção né? - Pergunta ele, já se sentindo indignado.

Na parte de baixo da casa, os empregados já conseguem ouvir a discussão e Tenório comenta:
- Essa Verônica só arranja problemas pro pai. Se fosse minha filha, eu não deixaria falar desse jeito comigo não!
- Se aquieta Tenório. O problema da Verônica é que ela se acha demais nesta casa e o próprio pai não consegue perceber isso. - Diz uma das empregadas.
Tenório muda de expressão um pouco e a governanta percebendo, pede silêncio entte os empregados e chegando próximo do piloto, diz:
- Aconteceu alguma coisa?
- Só estou pensando. 
- Eu acho que já sei o que está pensando. Quer um conselho: por que você não vai atrás dele logo?
- Eu não tenho como achá-lo. Se passaram anos. - Diz Tenório.

Verônica e o pai ainda não se entendem.
- Eu não quero morar aqui com o senhor, meu pai. Eu quero a casa de minha mãe. Eu quero viver no mesmo lugar em que ela morou até o meu nascimento.
- Filha, a nossa primeira casa está fechada há anos. Eu não vejo nenhum problema da gente morar aqui.
- Claro que o senhor não vê problema, porque foi aqui que o senhor traía a minha mãe.
Humberto sente uma raiva por dentro e a ameaça lhe dar um tapa no rosto, mas ele não toma a atitude.
- Por que o senhor não me bate, meu pai? Ande! Estou esperando!
- Filha, eu cheguei cansado da viagem. Portanto, não me chateie com a sua infantilidade. Eu sei que você ainda não superou a morte de sua mãe, como eu também não superei, é claro. Mas eu quero que saiba que essa é a sua casa agora e que a gente tem um ao outro.
- Eu seria mais feliz se minha mãe estivesse viva e o senhor, morto!
- Então é assim que você me agradece? Eu te dou tudo e faço de tudo pra você se sentir feliz e em troca, eu recebo essa ingratidão. Você é muito diferente da sua mãe! - Diz Humberto, que sai do quarto apressado e se dirige ao escritório, deixando a filha sozinha resmungando.
Ao trancar a porta do escritório, ele se lembra de sua falecida mulher que prometeu amor eterno ao seu lado no altar e dos momentos que viveram juntos.
"- Você me ama, Humberto? - Ela perguntou numa das noites tristes que passara ao lado do marido, após uma crise de sua doença, que havia se manifestado pelo corpo.
- Sim, meu amor. Eu te amo muito! - Ele respondeu.
- Se eu morrer hoje, morrerei feliz, sabia? Feliz por você ter me contado toda a verdade sobre o seu caso e por você estar na minha companhia nesses momentos tão difíceis.
- Você não vai morrer, Valquíria! Você vai se recuperar dessa doença e nós dois iremos ter uma vida tranquila e cheia de planos.
- Eu quero tanto acreditar nisso, meu amor. Como eu queria acreditar?
- Você é a mulher da minha vida. Eu não saberia viver sem a sua presença.
- Você vai conseguir viver sem mim, Humberto. Você vai criar a Verônica, vai dar amor a ela, vai ensinar tudo que você sempre sonhou. Você vai conseguir porque você é forte, batalhador, sentimental do jeitinho que eu conheço. Humberto, você não vai se sentir sozinho. Nunca!
- Mesmo assim, eu não quero ficar sem você! Vai ser difícil cuidar dela sozinha.
- Mas você precisa, meu amor! Eu sei que você vai conseguir.
Humberto começa a se lamentar diante da mulher, que já estava se sentindo fraca.
- Amor? - Ela chama sua atenção ao vê-lo de cabeça baixa.
- Oi. 
- Eu vou ficar bem. Não se preocupa! Promete que vai seguir sua vida a partir de hoje?
- Eu não quero que você me deixe, mas te prometo sim!
- Eu te amo muito! Isso é tudo que você precisa saber. - Disse ela, no momento em que fechou os olhos e adormeceu.
A partir daquela exausta noite, Humberto decidira esquecer o passado. Ele nunca mais procurou a amante e decidiu dar uma guinada em sua vida. Criou a filha única.
Após a morte de sua mulher, ele saiu de Mambucaba, com a filha e o empregado Tenório, que já estava trabalhando há dois anos. Naquele tempo, ele ainda não era piloto experiente. Só depois de um certo tempinho, é que ele fez um curso pago pelo seu próprio patrão, para que pudesse pilotar o helicóptero recém-comprado.
A casa em Mambucaba fora fechada. Em memória a mulher, Humberto não vendera e nem alugara. Apenas fechara."

Vila Histórica de Mambucaba
Vila Histórica de Mambucaba

Humberto pensara naquele assunto há horas, quando de repente, decide pegar um livro na prateleira da biblioteca. Ele folheia as páginas do livro denominado Espumas flutuantes de Castro Alves, quando Verônica bate a porta.
Distraído, Humberto decide guardar o livro novamente na prateleira, mas uma fotografia cai das páginas. Ele destranca a porta.
- Eu queria me desculpar por ser tão rude contigo!
- Não precisa, filha! Você tinha motivos, não é mesmo?
- Sim. Eu acho que sou mesmo infantil e ingrata. O senhor me dá tudo e eu não valorizo isso.
Humberto fica em silêncio.
- Desde que mamãe se foi, eu vejo o quanto o senhor se esforçou pra me deixar bem e confortável.
- Que bom! Você é a minha única filha e o dia que eu partir desta vida, você precisa estar pronta pra administrar tudo.
- Por que falar desse jeito agora? O senhor não vai morrer!
- Ninguém sabe o dia de amanhã, Verônica. Tudo isso aqui que eu construí é seu patrimônio.
- Eu sei meu pai e vou fazer de tudo pra cuidar muito bem deste patrimônio.
- Eu não tenho dúvidas disso. - Diz Humberto, virando-se e indo pra mesa.
Verônica se aproxima da mesa onde estava o pai e o abraça fortemente, porém ao ver a fotografia de uma mulher caída no chão, sua expressão muda radicalmente.
Ela larga o pai em seguida e pegando a foto, pergunta séria:
- Eu posso saber quem é essa mulher da foto?
Humberto fica sem jeito com a pergunta.

Pâmela trabalha na loja quando Weslley reaparece.
- Será que a gente pode conversar?
- Da última vez que conversamos, não foi legal.
- Pâmela, eu não quero que o Robson saiba que a gente se conheceu no clube.
- Como é que é? Mas você e ele são irmãos! Ele precisa saber que nos conhecemos no clube.
- Ele não iria entender. Pâmela, o Robson é uma pessoa totalmente diferente do que você imagina. Ele se sentiria traído entende?
- Isso é loucura, Weslley! Eu não vou conseguir encarar o seu irmão sem dizer a verdade á ele.
- Eu estou apaixonado por você, Pâmela e quero ficar contigo pra sempre!
Pâmela fica atônita com a situação.
- Eu sei que você sente o mesmo por mim. O brilho dos seus olhos diz que o nosso primeiro encontro é o começo de tudo que ainda poderemos viver juntos. - Diz Weslley, pegando a mão delicada de Pâmela e levando em seu peito.
- Por favor, Weslley não faça isso!
- Sinta o meu coração, Pâmela! Cada batida significa uma palavra que se transforma num imenso carinho que sinto por sua pessoa.
- Não fala assim....
Sem dizer mais nada, ele o beija nos lábios dela e ambos se entregam ao profundo sentimento, que antes estava oculto, mas que agora estava vivo e em chamas novamente.


Shania chega na loja e os encontram, interrompendo a cena do beijo.
- Acho que cheguei numa má hora né?
Pâmela se afasta surpresa e fica confusa com o que acabou de acontecer.
- Deixa de ser boba. - Diz a jovem sem pensar. - Este é Weslley, irmão do Robson!
Shania encara Pâmela com um olhar surpreso e cumprimenta o bom moço.
- É um prazer conhecê-lo! - Ela diz.
- O prazer é todo meu! - Responde Weslley, gentilmente. - Pâmela, pensa no que eu te disse com carinho. 
- Pode deixar. - Diz a jovem.
Ele se despede das duas e sai porta afora.
Shania encara Pâmela com um olhar paralisante e questiona:
- Posso saber o que aconteceu aqui?
- Claro! - Ela responde, sem hesitação.

A noite, Robson encontra Pâmela na praça.
- Senti tanto a sua falta, meu amor! - Ele diz.
- Eu também! - Diz ela, lhe abraçando.
- Você está bem? - Ele pergunta.
- Sim. Estou! E você?
- Levando. Você disse que queria falar comigo algo importante. O que se trata, gata? - Ele fica curioso.
- Eu queria te contar uma coisa que houve no dia em que nós dois marcamos o primeiro encontro.
- Ah se for aquele mesmo assunto, sem problemas! Eu até nem lembro mais. Aquela noite foi péssima pra nós dois. Eu e você desencontramos e não rolou nada. Mas hoje finalmente as coisas mudaram né?
- O que eu queria te falar era mais do que isso, Robson! - Ela se prepara pra contar a verdade.
Robson a encara surpreso.
- Você está me assustando! O que houve naquela noite?
- Eu devia ter te contado quando nos conhecemos dias atrás, mas eu não te contei talvez por medo de perdê-lo, eu não sei.
- Por favor, me conta logo e sem rodeios!
- Ok!  - Ela suspira fundo. - Quando nos desencontramos no clube naquela noite, eu conheci uma pessoa e rolou um certo clima entre nós dois. Eu não sabia que voltaria à te ver novamente. Desculpa! - Ela diz, ofegante.
Robson fica hesitante um pouco.
- Eu não sei o que dizer. Mas Pâmela, porque me conta isso agora? Você e esse cara se reencontraram? - Pergunta Robson fazendo a jovem ficar séria.

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