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As histórias que são postadas aqui são de ficção, porém apenas pra degustação para que os leitores possam conhecer os personagens e a trama envolvida. Caso o autor tenha interesse em compartilhar um conteúdo na íntegra, o site lhe informará automaticamente, portanto não deixe de ativar nossas notificações pra ficar por dentro de cada novidade.
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Leandro Elesbão
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quarta-feira, 13 de novembro de 2019

O taxista encara para Mateus e diz:
- Tudo bem. Você não está fugindo, né?
- Claro que não. -Ele mente.
- Ta certo. Então, onde te deixo?
- Você conhece a rua Marechal Floriano?
- Sim. - Ele responde.
- Pode me deixar lá? -Diz o garoto.
- Ok! Mas não levo ninguém de graça.
Mateus tira do bolso uns trocados e lhe entrega. Em seguida, o taxista liga o carro.

Laís chega em casa e encontra o filho Daniel sentado em frente á televisão jogando vídeo game. Daniel tinha dezoito anos, era magro, moreno claro e um pouco alto.
- Filho, você ainda não foi para o colégio?
- Eu vou, mãe. Deixa eu virar esse jogo. -Diz ele, dando de ombros.
Martha encontra Daniel feliz e vira a Laís.
- Você tem muita sorte de ter o seu filho em casa.
- Martha, você não pode sofrer assim.
- Eu sinto falta do meu filho, Laís. Eu conto os dias, as horas, pra encontrá-lo.
- Eu entendo a sua aflição, amiga. Se eu perdesse o Daniel, também me sentiria assim.
- Eu sinto que ele está vivo.
- Você nunca deixou de acreditar nisso, né?
- Nunca. Eu sonho com ele, Laís. Sonho que está voltando pra casa.
- Quantos anos ele teria hoje?
- Vinte e um, segundo o meu cálculo.
- Martha, você não disse que a polícia fechou o caso?
- A polícia fechou, sim, Laís. Mas eu não acho que ele está morto.
- Bem, procuramos em todo canto. Até pela internet, tentamos encontrá-lo.
- Eu sei, Laís. Mas o que eu não consigo entender é por que ele sumiu. Ele estava tão próximo de mim naquela festa.
- Eu também não entendo, Martha. -Diz Laís. - Mas quando as coisas têm que acontecer, elas acontecem sem a nossa permissão.

Consolo de Amiga

Roney, um senhor de quarenta anos, passeia pela rua da cidade de carro e avista alguns pontos do seu bairro. De repente, ele pára o carro e sai. Ele percebe um grupo de jovens que sorriem juntos, sentados num banco da praça e se lembra dos seus momentos da infância.
Um táxi se aproxima no mesmo local e de dentro dele, sai Mateus, que observa tudo.
- Pronto! Aqui é a rua marechal Floriano!-Diz o motorista.
- Valeu, cara! - Diz ele.
O táxi sai e deixa o adolescente parado na esquina.
- Acho que é aqui que eu vou encontrar a minha tia. - E lá vai ele, seguindo pela calçada com a mochila nas costas.

Betina procura pelo filho assim que esvazia mais uma garrafa de cerveja.
- Mateus, onde você está? - Ela pergunta ao ver o quarto vazio. - Mas que droga! Ele não pode ter saído.
De repente, ela vê que a janela está quebrada.
- Filho da mãe! - Ela se ira. - Você vai me pagar caro por isso!

Mariana chega em casa e encontra a mãe, que olha a foto de Luís sobre a prateleira.
- Filha, você já chegou?
- Sim, mãe. O que está fazendo?
- Apenas olhando a foto de seu irmão.
- Mãe, essa lembrança só lhe faz sofrer ainda mais.
- Eu não me conformo, filha.
- Eu sei que a senhora sente saudades dele, mas vamos ter que reconhecer uma coisa. Nós fizemos de tudo para encontrá-lo.
- Você desistiu de procurar o seu irmão?
- Mãe, eu não desisti. Ainda tenho esperança como a senhora. Mas eu não posso deixar de viver a minha vida, pra tentar achar uma agulha num palheiro.
- Eu entendo, filha. Mas o que eu vou fazer, se ainda sinto falta dele? Eu sinto que meu filho está em algum lugar a minha espera.
- Mãe, a senhora precisa seguir sua vida. Não é fácil pra nenhum de nós essa situação, mas a vida que segue. A senhora já viu como está o seu estado? Poxa, a senhora deixou de viver por causa do Luís.-Diz Mariana.


- Filha, enquanto eu não achar o meu filho eu não vou sossegar. O meu coração diz que ele está vivo e eu preciso seguir essa intuição.
- Já se passaram anos minha mãe!
- Não importa Mariana. Luís vai voltar pros meus braços e a gente vai formar uma família novamente. Filha, eu quero muito que você fique do meu lado sempre.
- Eu estarei sempre do seu lado, mãe. - Ela a beija no rosto. - E a minha avó? Passou por aqui?
- Não. Acredito que nem venha. -Diz Martha.
- Bom, então, eu vou para o meu quarto tomar um banho que o dia hoje foi cansativo.
- Como vai o seu trabalho lá?
- Vai bem. O Orlando acredita no meu trabalho e no meu potencial.
- Que bom! E a Sandra, filha? Ela tem feito muita provocação?
- Ela continua a mesma rabugenta de sempre. Mãe, acredita que ela quer me tirar de lá?
- Toma cuidado, filha.
- Pode deixar! Não estou mais no tempo da escola. Uma hora, ela vai ter que entender isso.

Adalberto chega na empresa de Rubens e os dois ficam de frente.
- Eu não sabia que você viria aqui?
- Rubens, eu vim te dar um aviso. Não se meta com Vera.
- Por que, Adalberto? Vocês acham que eu vou desistir da luta, né?
- Eu se fosse você, desistiria. Rubens, você não tem escolha, a não ser vender a empresa.
- Esse é o meu local de trabalho e vocês não podem se intrometer nisso. É um direito meu!
- Veja bem! Você não tem nada a perder.
- Eu não vou me entregar fácil como vocês imaginam. Eu vou continuar lutando.
- Então, você não vai aceitar a proposta de Vera?
- Minha resposta é não. Agora, caia fora do meu escritório.
- Tudo bem, eu vou embora. Mas depois não diga que lhe avisei, Rubens. Fique sabendo que a Vera não vai desistir nunca.-Ele diz e sai.
- Idiota! - Rubens se ira ao fechar a porta.- Se eles pensam que vão me comprar com dinheiro, estão muito enganados.

Rivalidade

segunda-feira, 11 de novembro de 2019


Mariana encontra Orlando, um senhor que era meio calvo e que tinha olhos claros, que a convida pra sentar diante do seu gabinete.
- É uma grande honra tê-la conosco em minha clínica.
- Obrigada, senhor! Eu me sinto muito honrada em trabalhar com uma equipe tão profissional e dedicada.
- Pois bem, você já conhece os setores, né?
- Eu conheci alguns locais, senhor.
- Encontre o local de enfermagem e conheça os funcionários que trabalham nessa área.
- Obrigada!  -Ela agradece, após receber um papel.
- Ah e seja bem-vinda em nossa equipe!
Mariana se levanta e aperta a mão de Orlando, que sorri feliz.
- Fico grata por essa oportunidade.

O adolescente rebelde não aguenta mais a situação que vive ao lado da mãe e decide ir embora de casa. Ele arruma as suas coisas e sai escondido pela porta da frente. Sua mãe o encontra saindo e grita pelo seu nome.
O adolescente não obedece ao pedido da mulher e segue seu caminho. Ela decide seguí-lo.
- O que a senhora quer comigo? Me deixa em paz!
- Volta agora pra casa, antes que eu te enfie porrada. -Diz ela, o segurando pelo braço.
- Pode me bater, mãe, que eu não volto pra aquele ninho.
- Você não diz isso da sua casa, não.
- Chama aquilo de casa? Eu não aquento mais morar naquela casa ao lado da senhora que cheira bebida.


Revolta

- Você vai me obedecer ou não, pivete?
- Quer mesmo a resposta? Nãooooo!
A mulher o joga contra o chão e pega suas coisas.
- Agora, você vai ver o que eu faço contigo, Mateus!
A mulher leva o filho pra dentro de casa e o tranca de cadeado no quarto.
- Me solta daqui! Mãe, me solta!
Ela liga o rádio numa altura média e decide pegar uma cerveja na geladeira.
Enquanto o filho implorava por sua liberdade, ela se debruçava no sofá e assistia TV, acompanhado de cigarros e bebidas.
- Pode xingar a vontade que eu não ligo ok!-Ela ainda debocha.

Enquanto isso, o delegado Jota decide pegar uma foto num armário e o observa cauteloso. O seu amigo policial entra na sala.
- Senhor, ainda vai ficar aqui?
- Eu vou organizar algumas coisas antes de sair.
- Posso saber que foto é essa?
- Claro. É a foto do menino desaparecido.
- Ele está morto, senhor.
- Eu não consigo acreditar nisso. Sei que ele está vivo, em algum lugar daqui.
- Já se passaram dezessete anos.
- Eu sei. Mas mesmo assim, eu sinto que ele está vivo.
- Bom, eu já vou. -Desconversa o policial.
- Também. Eu só vou aprontar algumas coisas pra sair contigo. Me espera?
- Claro. -Diz o oficial, o aguardando pra acompanhá-lo.
Na saída, o delegado caminha devagar junto com o policial e faz um comentário.
- Se eu tivesse pelo menos uma pista de onde ele estaria.
- Senhor, essa história do Luís sempre te incomodou né?
- Sim. A minha amiga Martha não merecia isso.
- Eu gostaria de saber mais detalhes dessa história.
- Sim. Claro! Eu conto. -Diz o delegado, tragando um cigarro.
O celular toca e o delegado atende na mesma hora. Era Amaral, seu amigo da polícia.
- Oi! Eu não esperava falar com você hoje.
- Pois é amigo Jota! Eu liguei para lhe dar uma informação preciosa.
- Informação preciosa? Como assim?
- Eu analisei aquele documento que me pediu.
- Ah sim e daí? Alguma novidade?
O policial fica ouvindo atentamente a conversa enquanto o delegado fala no telefone.
- Sim. Parece que hoje é o seu dia de sorte meu amigo porque descobri o nome da mulher que pode ser a sequestradora de Luís.
- Sério? E como ela se chama? Onde a encontramos?
- Eu não sei o endereço dela, mas o nome se chama Betina. Ela entrara de penetra naquela festa de aniversário e achei testemunhas que a conheceram.
- Tem foto dessa mulher?
- Vou mandar pro seu whatsapp agora!
- Muito obrigado mesmo Amaral!
- Conte comigo sempre meu amigo. Abraços! - E ele desliga o telefone.
Ao receber a foto no whatsapp, o delegado vibra e o policial fica sério com a atitude dele.
- Dezessete anos esperei por isso! Aqui está a cara da mulher que roubou o menino. Filha da mãe! – Diz o delegado.

Dias se passam... Mariana se torna amiga de todos da clínica e Sandra fica enfurecida de raiva. O chefe Orlando percebe que a jovem é esforçada em seu trabalho. Enquanto isso, Martha e Laís decidem sair juntas para o supermercado e Vera não se contenta ao saber que Rubens tenta colocar sua empresa de pé novamente. Mateus decide fugir do quarto a qualquer custo e se livrar da mãe, que se embriaga a cada dia.
- Eu vou sair daqui ou eu não me chamo Mateus! -Diz o garoto que quebra a janela do quarto com uma cadeira e sai, levando a mochila nas costas. - Adeus, mãe!

Janela Quebrada

E lá vai ele, correndo pela rua, à procura de um táxi, disposto a fugir para bem longe dali. De repente, um táxi se aproxima e ele pega.
- Pra onde vamos, garoto? - Pergunta o motorista.
- Me leva pra bem longe daqui e rápido.


quarta-feira, 6 de novembro de 2019

2019.

No seu primeiro dia de trabalho, Mariana conhece o seu novo chefe Orlando e alguns funcionários de lá. Sua maior surpresa foi encontrar uma antiga rival de escola. Sandra era o seu nome. Ela tinha cabelos curtos negros e olhos da mesma cor, além de um corpo magro e estatura baixa. Diferente de Mariana, que tinha olhos claros e cabelos meio chanel, num corpo físico atlético.
- Posso saber o que está fazendo aqui? -Pergunta Sandra com a mão na cintura.
- Meu pai do céu! Você aqui garota? Eu devo ter cometido algum pecado. Só pode!-Diz Mariana.
- Quanto tempo hein Mariana? Desde o colegial que não olho para as suas fuças. Posso saber porque está invadindo meu pedaço?
- Seu pedaço. Ora! Não me faça rir. Aqui é um hospital, um lugar público e eu sou a mais recente contratada pelo Dr. Orlando.
- Ele não pode te contratar porque já tem a mim aqui.
- Ah é? Bom, então vai falar com ele querida já que o pedaço é todo seu né? 
- Mariana, vamos deixar bem claro que eu não quero a sua amizade. Você pode estar trabalhando aqui, mas eu não quero ter nenhum tipo de amizade contigo.
- Sandra, eu pensei que você mudou em relação a mim.
- Você se enganou, Mariana. Eu ainda a odeio, desde os tempos da escola.
- Você não vai esquecer o passado mesmo, né? Você jamais me perdoou por eu ter competido contigo naquele concurso de representante da escola.
- Você sabe que não é só por isso que eu a odeio. Você sempre foi a queridinha da turma. Foi uma boa representante, se fez de uma pessoa intelectual, companheira. Eu nunca tive esse privilégio. Você foi a melhor da escola.
- Isso tudo é tão infantil, Sandra. Nós crescemos, nos tornamos adultas. Amadurecemos. Vamos esquecer o passado por favor!
- Você pode esquecer o passado, mas eu não. Mariana, quero que saiba que eu vou fazer de tudo pra você sair daqui. Nem que pra isso, eu tenha que fazer o impossível.
- Você me odeia tanto assim, a ponto de me prejudicar?
- E o que você acha, Mariana? Acha que eu vou passar uma borracha em tudo e deixar como está? Eu estou no meu local de trabalho e você não merece ficar aqui queridinha.
- Sandra, eu não vou sair daqui tão rápido quanto pensa. Eu só saio, se Orlando mandar. Tenha um bom dia! -Ela sai.
- Você vai sair ou eu não me chamo Sandra.-Ela diz, pegando em seu braço esquerdo.
Mariana fica boquiaberta com as palavras da rival.
- Você é louca! -Diz Mariana em seguida.
- Mas você se acha né garota! -Diz Sandra, cheia de si apontando o dedo pra ela.
- Quem está se achando aqui é você! -Diz Mariana nervosa.
Orlando chega e encontra as duas discutindo.
- Mas que algazarra é essa aqui no hospital?
- Desculpa chefe! Eu perdi a compostura. -Diz Sandra, tentando ser inocente.
- Aconteceu alguma coisa para que vocês duas pudessem estar nervosas?
- Não! -Diz Mariana, tentando amenizar aquele clima. - Só houve um pequeno mal-entendido, entre mim e essa garota, mas está tudo bem né Sandra?
- Sim. Está tudo ótimo. -Diz ela, séria e imóvel.
- Mariana venha pra minha sala! -Diz Orlando sério e fazendo a jovem a acompanha-lo.
Sandra fica irada por dentro ao ver que a sua rival se encontra no mesmo local que ela.

Sério?

Enquanto isso, um rapaz rouba uma padaria e provoca confusões nas ruas. A polícia o segue em cada esquina. Esse rapaz de vinte e um anos é um encalço para o delegado local que tem um forte desejo de prendê-lo.
- E vocês, conseguiram pegá-lo? - o delegado pergunta, bravo á um dos policiais que chegam no seu gabinete.
- Não conseguimos. O moleque é mais rápido que nós, senhor. -Diz o oficial.
- Que droga! Da próxima vez que o encontrar, seja esperto do que ele. Não o deixe escapar.

O adolescente volta pra casa e encontra a mãe embriagada.
- O que você pegou pra mim hoje? -Ela pergunta.
- Eu não consegui nada. -Ele mente, escondendo o dinheiro por detrás do bolso.
- Seu mentiroso, safado! -Ela o agride com palavras. -Eu quero a grana.
- Esse dinheiro é meu! Fui eu que peguei. -Diz o adolescente rebelde, de boné vermelho, olhos negros, cabelos da mesma cor e caucasiano, ao ver que a mãe o tomara dele.
- Seu é uma pinóia! Quem te sustenta aqui? Sou eu ou você? -Diz a mulher irritada.
- Eu que me sustento, mãe. A senhora não trabalha, mas manda eu roubar.
- Filho ingrato! Você vai ficar de castigo. Merece uma coça pra aprender a respeitar os mais velhos.
- Eu tenho vinte e um anos. Eu cresci, mãe.
- E daí? Você vai para o seu quarto agora e vai ficar sem jantar.
- Eu odeio a senhora. -Ele sai, irritado. - Eu odeio tudo nessa casa.
- Lava essa boca com sabão antes de falar da comida que come e das roupas que usa. -Diz ela, enchendo o copo de cerveja.
Essa mulher que hoje se passa como mãe, tem 1.75 de altura, cabelos compridos negros, pele morena e olhos castanhos. Ela se chama Betina, a sequestradora.
- Um dia vai me agradecer por tudo que estou fazendo. – Diz ela.

Na mesma cidade, existe uma família que espera um novo membro chegar. Estou falando de Beth, uma mulher viúva de cinqüenta anos, dona de cabelos loiros e olhos castanhos que tem um filho chamado Carlos Augusto e que espera ansiosa pelo outro filho, Marcos. Carlos tem uma namorada chamada Vivian, uma jovem dançarina de clube, que possui cabelos longos negros até o pescoço e um corpo magrelo, no qual a ama muito. Mas Beth não a suporta por achar ela muito esnobe.
Já Marcos é um playboy, boa pinta, que faz da vida uma festa. Ele não se preocupa com nada e acha que tudo é normal. Apesar de ter largado a escola cedo, o rapaz tem um forte desejo de ganhar grana fácil sem nenhum tipo de esforço. A faculdade de administração ele nem mais pensa em continuar.
Quanto á Augusta, uma mulher negra e de olhos claros e destemida, que tem um casal de filhos chamados Natan e Rayane, passa por certas dificuldades em sua vida, mas luta dia por dia pra trazer o sustento para o seu simples lar. Ela possui uma casa que sofre com alagamentos e rachaduras e o seu maior sonho é reformá-la. Só que a sua situação financeira não é das boas, portanto o motivo de sua tristeza. Seu marido a largou pra viver uma aventura amorosa e a deixou com os dois filhos sem se importar com o futuro deles. Mas ela não se entrega a amargura. Ela luta até o fim pra realizar seu sonho da casa própria, nem que para isso, ela tenha que pedir ajuda.

No escritório de umas das empresas mais luxuosas do país, Vera Lopez, uma das famosas empresárias, de cabelos castanhos avermelhados e um par de olhos negros, assina alguns documentos importantes, quando Rubens Couto, de pele caucasiana, usando óculos e corpo magro, a encontra.
- Rubens, você por aqui? Qual é o motivo de sua visita?
- Vera, deixa de ser cínica uma vez na vida.
- Por que está me ofendendo em meu local de trabalho?
- Você sabe por que estou aqui.
- Ah, claro. Eu imagino a sua raiva contra mim. É por causa da empresa, não é?
- Sim. O meu assunto é sobre a empresa. Por que está tentando comprar os meus sócios?
- Rubens, sua empresa não vale mais nada. Ela está falindo. Você tem que reconhecer isso. Eu sou a sua esperança.
- Eu não vou deixar você se meter nos meus negócios.
- Presta atenção! Eu quero comprar a sua empresa e salvar a sua vida Rubens. Você só tem que me vender ela pra mim.
- Jamais farei isso, Vera. Você pensa que vou desistir assim? Está enganada ao meu respeito.
- Ótimo. É guerra que você quer?
- Sim. -Responde ele.
Então, você terá, Rubens. Sua empresa irá ser meu um dia. Pode acreditar!
- Nem passando pelo meu cadáver, sua cobra! -Diz ele, saindo da sala transtornado e atraindo atenção dos funcionários dela.
Ela senta e reflete sozinha pensativa:
“A sua sorte de que não me tem como sogra”


segunda-feira, 4 de novembro de 2019


2003.

Balões coloridos, um bolo enorme na mesa e crianças por todos os lados correndo e brincando. Uma mãe nervosa com um filho do outro canto da parede reclamando por ele ter puxado o cabelo de uma menina. Na outra ponta da casa, um outro menino tentando conquistar uma garota com palavras bonitas e levando um baita fora. Enquanto isso, algumas pessoas ficam conversando no quintal e o cheiro do churrasco invade até a esquina. Algumas crianças ao redor brincam de pique esconde até que uma delas caem no chão chorando e o pai se aproxima para ajudá-la.
Entretanto, em meio a uma festa de aniversário conturbada, há uma mulher que tinha trinta e cinco anos, olhos azuis claros e cabelos longos negros, sorridente arrumando o filho de cinco anos no quarto.
- Mãe, eu estou feio com essa roupa. -Diz Luís, ao olhar o paletó no espelho.
- Filho, você está um verdadeiro príncipe! -Diz a mãe segura e confiante de si. - Vai arrumar muitas gatinhas na festa.
- Será? -Ele pergunta, fazendo uma cara de desacreditado.
Martha coloca a mão em sua cabeça e beija seu rosto, dizendo:
- Você é um menino muito especial pra mim. Nunca diga pra você mesmo que você é feio porque a beleza externa não se compara com o que você tem aí dentro. - E ela toca no peito dele. - Em seu coração guarda caráter e isso é importante e o mais belo de tudo.
- Eu sei. A senhora sempre fala isso pra mim.
- Eu nunca vou me cansar de falar isso, mas prometo não falar mais.
- Mãe... - E ele a abraça fortemente, como se soubesse o que o futuro lhe planejava.
- Que foi meu filho? - E ela sente ele um pouco receoso. - Aconteceu alguma coisa?
- Eu não quero ir nessa festa. -Diz o menino.
- Bom, é uma festa de aniversário do seu melhor amigo de escola. Você vai se divertir. Vai perder a festa do seu amigo? -Diz ela, sempre caridosa.
- Ta bom! -Diz ele, se convencendo a ir.
Martha desce a escada com o filho Luís, pegando em sua mão e as crianças correm até ele pedindo pra brincar.
- Vai lá filho! Eu vou conversar com a Laís um pouco. -Diz ela.
Luís larga da mão de Martha e se aproxima das crianças enquanto ela se dirige a amiga na cozinha. Aquela era a última vez que ela veria o filho. Laís, como sempre fica nervosa quando o assunto é festa e conhecendo bem a amiga, Martha decide dar uma força. Ela era uma mulher de trinta anos, cujos cabelos ruivos e olhos verdes claros a fazem um perfil de modelo.
- Eu sabia que ia precisar de ajuda. Estou aqui!
- Ah amiga que bom! Eu preciso terminar de fazer os cachorros-quentes. -Diz ela, já tensa.
- Relaxa! Festa de aniversário é assim mesmo.
- Eu estou preocupada amiga!
- Com o quê Laís?
- Você é uma mulher fina, elegante me ajudando aqui na cozinha. Vera não vai gostar de ver você assim.
- Ah balela! E desde quando minha mãe se intromete na minha vida? Pára com isso! Somos amigas e ela não pode falar nada até porque um dia já foi pobre. Não nasceu em berço de ouro.
- Vocês duas são muito diferentes. Ela é uma ricona que só se importa com o dinheiro e você uma madre Teresa de Calcutá.
- Eu sei reconhecer quem é importante na minha vida e adoro sua amizade.
- Ai amiga! Que bom ouvir isso de você. Eu também te adoro demais. -Diz Laís, sorrindo.
Chega a hora dos parabéns. Todos cercam a mesa onde no centro está Daniel feliz da vida por ver seus amigos e familiares ali. Ele comemorava seis anos de idade.
Laís acende as velas e pede pra ele fazer um pedido enquanto todos cantam em coro. O menino fecha os olhos e faz o pedido em pensamento. Depois assopra as velas. Todos aplaudem em seguida. Nesse momento, Luís sorri para Daniel e quando as pessoas se distraem, ele é puxado pelo braço por uma mulher, aparentemente convidada pra prestigiar aquele momento. Luís não entende porque está se afastando das pessoas e a desconhecida promete levar a um certo lugar. Ele a acompanha inocente, olhando ao redor.


Parabéns

Martha se via alegre diante das pessoas, totalmente distraída do filho e Laís pede a Daniel para repartir o primeiro pedaço e oferecer a alguém especial. Daniel faz e o primeiro pedaço do bolo é pra ela, claro! De repente, ele sai da mesa e fica olhando pelos lados como se estivesse procurando algo e algumas pessoas não conseguem entender aquela atitude. Laís percebendo, se aproxima dele e pergunta, com o prato do bolo na mão:
- Filho, aconteceu alguma coisa?
- Cadê o Luís? -Foi a única pergunta que ele fez ao olhar nos olhos dela.
Martha ao ouvir aquilo, se aproxima do menino e começa a olhar também para os lados. As pessoas ao redor fazem o mesmo e aquela situação fica tensa porque o Luís não é achado por ninguém. A casa toda ficou em alerta e uma tristeza começava a se abater no peito daquela mãe que desesperada já não sabia o que fazer naquele momento. Tudo o que ela queria era saber do Luís.
Martha procura saber do filho através dos convidados da festa, mas ninguém o vira. Ela se preocupa com Luís. Laís tenta encontrar o menino, mas não consegue nenhuma informação.
- Não é possível que ninguém viu um menino de cinco anos. – Reclama Laís.
- Onde está o meu filho, Laís? - Ela pergunta preocupada.
- Eu não sei, Martha. Mas fica calma! Nós vamos encontrá-lo. Não se preocupe.
- Eu estou com medo de que algo tenha acontecido a ele.  Ele é apenas um menino de cinco anos, Laís. Onde ele foi?
- Calma Martha! Eu vou saber dos vizinhos próximos. Talvez eles o viram em algum lugar.
- Isso! Faça isso, Laís, que eu vou continuar procurando. - Se angustia ela.
Martha chegava a mostrar a fotografia de Luís para as pessoas da rua, mas ninguém sabia o que dizer naquela situação. E agora? O que fazer? Aquele fato se tornou um marco na vida de Martha que estava aflita por notícias do filho. O início de um grande drama estava prestes a acontecer pra Martha, que até hoje, sente falta de Luís. O caso de Luís parou nas emissoras de rádio e nos canais de televisão. A polícia abriu o inquérito e o delegado local fez interrogatório com todos que conheciam o menino. Todos participaram do caso. Vera, avó do menino, deu um depoimento aos moradores sobre o desaparecimento do neto dias depois prometendo uma boa recompensa em dinheiro para quem o achasse e Mariana decidiu ajudar na procura do irmão caçula criando cartazes.
E a cada pista que surgia, era uma esperança, mas tudo se passara de um alarme falso.
- Meu filhoooo! Eu preciso do meu filhooo! Luíssssss. - Ela se agoniava dia e noite.


Sem Chão

Era uma dor que penetrava em sua alma. Dilacerava seu coração por inteiro.
E aquele sofrimento sem fim a fazia debulhar em lágrimas.
Maltratava sua alma.
- Martha? Alguém a ajuda por favor! Martha acordaaaa! - Alguém falava em seu ouvido e tentava reanimá-la.
Um silêncio.
Martha estava em coma. Um médico a examinava.
Ela não morreu. Apenas desmaiou. E naquela amargura que a atormentava, fazia sofrer muito um homem por qual ela deu tanto amor: Rubens.
Dos olhos dele, saíam muitas lágrimas. Ele não queria perder o seu grande amor.
Atualmente, faz dezessete anos que Luís desapareceu.



Capa Perdidos de Saudade

*Disponível na Amazon e Clube de Autores. Sua degustação também está disponível na plataforma gratuita do Wattpad.

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sexta-feira, 21 de junho de 2019


Kathleen se afasta de Wellington e pede:
- Nunca mais me procure!
- Kathleen!  - Ele a chama vendo-a sair depressa com o filho e a amiga.
Chegando em casa, Kathleen se lamenta e deixa o filho com Keyla que não entende o ocorrido
- Aconteceu alguma coisa, maninha?
- Por favor, me deixa sozinha! - Ela fecha a porta.
- O que houve Vinícius? - Keyla pergunta ao menino que responde.
- Mamãe beijou Wellington na rua.
Em seu quarto, Kathleen vê a foto de Wellington e a pega cuidadosamente.
- Por que ele está fazendo isso comigo?
A cena do beijo não sai de sua cabeça.


Pensativa

Dias depois, Hiroshi encontra seu pai Takiro que o encara furioso.
- Por que mudou os seus planos?
- Pai, eu não imaginei que encontraria uma pessoa por lá.  Eu me apaixonei. Acontece com qualquer pessoa.
- Você sabe que eu não permito esse namoro.
- Pai, eu pensei que o senhor já tinha me entendido. Eu amo a Kathleen e vou me casar com ela.
- Será que você não vê que isso é loucura? Ela tem um filho de outro homem.
- Um filho que se dá muito bem comigo.
- Pode até ser, Hiroshi, mas não vai lhe trazer futuro. Seu plano era conhecer o Brasil e a sua origem. Quero que esqueça aquela mulher.
- Jamais! O senhor não pode mandar e desmandar no meu coração.
- Isso é uma ofensa! É uma desonra a nossa família!
- Pai, eu já estou certo da minha decisão. O senhor e ninguém vão me afastar da Kathleen.  -Diz ele, determinado.

Uma semana depois, Estela chega ao Japão e procura Takiro em seu escritório. Os dois se encontram.
- Oi, meu nome é Estela Grimaldi.
- Prazer. Takiro Takamura.
- É um prazer conhecê-lo, senhor Takiro!
- O prazer é todo meu. Mas que motivos a trazem aqui em Tókio?
- Senhor Takiro, eu vou ser bem objetiva. O assunto que me traz aqui é relacionado ao seu filho.
- Algum problema? O que ele fez dessa vez?
- Ele namora uma brasileira, não é mesmo?
- Sim.  Mas e daí?
- O fato é que essa brasileira é uma golpista.
- Golpista?  -Ele se pasma. - Senhorita Estela, acho que nossa conversa será longa. Portanto, irei pedir um café. Aceita me acompanhar? - Ele se levanta da cadeira.
- Claro.  - Ela se alegra.
O japonês sai da sala e Estela pensa com seus botões:
“Eu vou acabar com você, Kathleen! Pode ter certeza disso!”
Minutos depois, Takiro retorna à sala com dois copos de café e serve à jovem, que aceita gentilmente.
- Senhorita, pode me contar agora! Eu sou todo ouvido!
- Obrigada, senhor Takiro. Bom, o fato é que Kathleen não merece o seu filho Hiroshi.
- Bem, me desculpa te perguntar isso, mas o que essa jovem fez a você?
- Parece meio estranho eu atravessar a metade do mundo pra te dizer o que essa Kathleen representa para o seu filho, mas eu quero que saiba, senhor Takiro, que eu não estou vindo à toa. Eu tenho meus motivos pra querer afastar uma leviana do caminho de seu filho.
- Eu ainda não entendo aonde quer chegar com esse assunto?
- Senhor Takiro, a Kathleen está usando o seu filho. Ela não o ama de verdade, como diz amar. Ela anda afastando o meu futuro noivo de mim, pois eles já viveram uma história juntos. Simplificando, ela usa o meu noivo e o seu filho.
Takiro ouve atento cada palavra de Estela, que não hesita em disfarçar nada. Após alguns segundos, ele se exalta.
- Eu não vou permitir que essa golpista estrague a vida do meu filho. Você acredita que depois que Hiroshi conheceu essa mulher, ele está totalmente diferente comigo.
- O senhor está certíssimo, senhor Takiro! Se o senhor quiser contar comigo, eu estou disposta a ajudá-lo no que for.
- Obrigado por ter vindo até aqui pra me alertar sobre essa mulher.
- Não tem que me agradecer. Eu fiquei preocupada com o que Kathleen iria fazer na vida de seu filho. Aliás, ele está tão apaixonado. Não é mesmo?
- Sim. Você tem razão. Ele anda apaixonado até demais pelo meu gosto. Mas não se preocupe, com Hiroshi eu tomo minhas providências. Agora, eu quero o mais rápido afastar essa Kathleen dele de uma vez por todas.
- Senhor Takiro, eu espero que a nossa conversa não seja pronunciada a Hiroshi. Ele jamais aceitaria a realidade dos fatos.
- Eu entendo. - Ele diz, apertando as mãos de Estela.
- Foi um grande prazer conhecê-lo!
- Igualmente, senhorita! - Ele responde.
De repente, Yuko aparece na sala e Takiro a apresenta à Estela.
- Esta é Yuko. Ela foi namorada do meu filho.
- Hum. Prazer, Estela Grimaldi! -Diz a jovem sorrindo por dentro.

Um tempo depois, Hiroshi chega ao Brasil com o seu pai e Kathleen os encontram no aeroporto internacional Afonso Pena.
- Eu estava morrendo de saudades suas, Hiroshi! Eu e Vinícius.
Hiroshi encara sério o jeito de Kathleen e diz ao pai:
- Eu preciso ficar sozinho, meu pai!
- Claro, meu filho! - Ele responde.
Kathleen estranha a atitude do rapaz e comenta:
- Hiroshi, esse é o seu pai?
- Sim. - Interfere Takiro. - Eu sou o pai dele. Meu nome é Takiro.
Hiroshi fica em silêncio.
- Prazer em conhecê-lo, senhor Takiro. Meu nome é... - Ia dizer ela, quando ele responde.
- Eu já sei qual é o seu nome. Filho, eu vou deixá-lo à sós. – E se afasta friamente.
- Hiroshi, o que deu nele?
- Kathleen, podemos conversar?
- Claro, mas que cara é essa? O que houve?
- Eu preciso saber de uma coisa e só você pode me dizer.
- Tudo bem. Então, fale!
- Você ama o Wellington? -Ele pergunta.
- Como? - Ela fica assustada, pois a pergunta bate no fundo da alma. - Eu não entendo, Hiroshi.
- É claro que você entende Kathleen. E não se finja de sonsa porque você não é. Você ama esse tal de Wellington ou não?
- Hiroshi, porque não conversamos sobre isso em outro lugar?
- Chega! Pára com isso, Kathleen! Eu quero a resposta! Olhe no meu rosto e diga que gosta dele de verdade.
Kathleen fica sem saída no ato e seu silêncio parecia dizer algo.
- Você o ama, não é? Como eu sou tão idiota em lhe perguntar uma coisa, que eu sei qual é a resposta. Talvez, isso prove a minha certeza! - Ele tira do bolso algumas fotos recentes e Kathleen fica indignada.
- Como isso foi parar aí?
- A pergunta certa é: como eu fui tão idiota em ter acreditado no seu amor?
- Hiroshi, eu não queria! Eu juro! - Diz ela, pegando as fotos.
- Fique com elas. São todas suas. - Diz ele.
- Por favor, Hiroshi! Eu te amo muito e o que rolou entre eu e o Wellington não foi nada sério. Eu não o amo como amo você!
- Pára de mentir pra si mesma! Chega! Será que você não percebe que está tudo terminado entre a gente.
- Não!! Não faz isso comigo! - Ela se angustia.
- Kathleen, eu jamais vou ganhar um lugar no seu coração. Sabe, eu devia ter seguido os conselhos do meu pai e não deveria ter me prendido a você. Bom, como as coisas não saíram conforme eu planejei, então segue sua vida Kathleen que eu seguirei a minha.
- Hiroshi...
Ele se afasta devagar.
Kathleen se lamenta sozinha com as fotos e culpa Wellington, pensativa.



Já na escola, os ensaios continuam sob a supervisão da professora, que ensina os estudantes a dançar. Cecília ensaia com Ariosvaldo e Daisy se sente enciumada. Mel fica na expectativa de que a sua melhor amiga se dê bem com o estudante.

Kathleen chega em casa aos prantos e Sheyla, que ajudava nos afazeres da casa, fica assustada com a amiga.
- O que houve contigo?
- Mamãe, por que está chorando? - Vinícius interfere.
Kathleen abraça o filho e diz, sofrida:
- Eu vou cuidar de você, meu filho. Eu jamais vou precisar de homem nenhum nessa vida.
- Amiga, por que está dizendo isso? - Sheyla fica assustada mais ainda.
- Os homens não prestam. Nenhum deles.
- Tudo bem, mas conte o que realmente houve contigo, mulher?
- Hiroshi não quer mais saber de mim e tudo por culpa do Wellington.
- Mas ele parecia tão legal e tão apaixonado. O que fez mudar de ideia?
- Eu traí ele, Sheyla. Deixei-me levar pelo Wellington e acabei perdendo o amor de Hiroshi. Foi isso que aconteceu!
- Eu sinto muito, amiga. E agora, o que você fará?
- Eu não quero mais ninguém nessa vida. Prefiro ficar sozinha com o meu filho, que eu ganho mais. Cansei de ser humilhada.
Sheyla consola a amiga e Vinícius comenta:
- Não, mãe! Deixa que eu cuido da senhora. - Aquelas palavras lhe traz um belo sorriso de ambas.

Dias depois, a festa do rei e da rainha da primavera acontece. Todos os alunos dançam com o som alto da festa. Ariosvaldo e Daisy curtem a noite e Cecília respira fundo. De repente, a professora inicia a formação dos casais e os estudantes procuram seus pares. A música lenta começa a rolar.
Ariosvaldo e Cecília se posicionam de frente ao outro e começa dar os primeiros passos no chão. Cecília se alegra por dentro ao dançar pela primeira vez com o rapaz em uma festa da escola, pois nunca teve essa oportunidade.
- Eu não sabia que você dançava tão bem. -Diz ela.
- Nem eu jamais imaginei que estaria dançando. Nunca fiz isso com ninguém.
Daisy percebe de longe a aproximação.
- Você é um cara legal. Quero ser pra sempre a sua amiga!
- Você também é legal, Cecília! É a menina mais simpática que eu havia conhecido.
- É uma pena que nós dois nos distanciamos um pouco.
- É melhor essa distância. Eu estou com a Daisy e não quero estragar o que está sendo bom pra mim.
- Eu entendo perfeitamente.
- Mas a nossa amizade continua firme e forte.
- Ainda bem, né? Eu me sentiria culpada se tivesse perdido até isso. Já lhe causei tantas mágoas no passado.
- Não quero falar sobre isso.
- Mas eu cometi, Ariosvaldo! Eu fui tola em não ter percebido o quanto você é uma pessoa bacana, verdadeira. Eu te perdi porque fui burra, insana, uma completa idiota.
- Cecília, você não está bem. Acho melhor pararmos por aqui.
- Espere! Desculpa por ter falado tudo isso. Mas eu precisava dizer o que estou sentindo por dentro.
- Por que se importa comigo agora? - Ele se afasta um pouco. - Antes, me jogava na cara que não se importava com o que eu fazia e o que eu deixava de fazer. Agora mudou a sua opinião. O que houve hein? Cansou de ser a queridinha da turma, a nota dez da escola? Cansou de ser a estudante CDF que passava em todas as matérias?
- Eu mudei como você mudou, Ariosvaldo! Antes, eu era uma garota mimada, sim. Popular da escola. Mas hoje eu sou diferente, eu penso diferente. Eu estou disposta a corrigir todos os meus erros. Eu sou humana, poxa! Quem não erra nessa vida?
Daisy percebe Ariosvaldo está um pouco diferente com ela.
- Cecília, eu não me importo com a sua mudança.
- Eu não acredito nisso, Ariosvaldo! Eu sei que ainda existe um coração aí dentro que ainda bate pela minha pessoa. Você que não quer reconhecer a paixão que ainda sente no seu íntimo.
De repente, as luzes se apagam e a música pára. Cecília aproveita o escuro e tasca um beijo em Ariosvaldo que se rende. Daisy liga a lanterna do seu celular e flagra os dois. As luzes voltam.


Surpresinha

- Você está a fim de roubar o meu namorado, Cecília? - Ela se zanga, fazendo todos pararem.
Cecília fica imóvel e Ariosvaldo não responde palavra alguma.



Atenção: Para dar continuidade a leitura de "Encontros Casuais", a obra está disponibilizada nos seguintes links:



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