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  • COM QUEM EU FICO?: AS BELEZAS DE ANGRA E PARATY/RJ

As histórias que são postadas aqui são de ficção, porém apenas pra degustação para que os leitores possam conhecer os personagens e a trama envolvida. Caso o autor tenha interesse em compartilhar um conteúdo na íntegra, o site lhe informará automaticamente, portanto não deixe de ativar nossas notificações pra ficar por dentro de cada novidade.
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Leandro Elesbão
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quarta-feira, 17 de junho de 2020


Ao ver Pâmela aos beijos com seu irmão Robson, Weslley se sente péssimo e começa a acreditar que a jovem não vai dar um basta na situação. Ele se afasta da rua e se aproximando do carro, começa a beber goles de cerveja exageradamente até que o amigo André o encontra.
- Weslley, aconteceu algo? Parece abatido!
- Sabe quando você encontra uma garota que te deixa amarradão? Eu acabei achando ela. - Diz o rapaz, olhando pro céu com a garrafa na mão.

Sem Chão

- Entendo e o que houve com essa garota? Quer conversar sobre isso?
- Mano, você é um dos poucos amigos que eu converso mas vou te falar, tá complicado viu? A história que to tendo com essa garota ta me deixando numa sinuca de bico que tu não faz ideia.
- Pow, já vi que a coisa é séria mesmo. Nunca te vi falando assim desse jeito.
- André, ela tá me enrolando. E com o meu próprio irmão.
- Como é que é? - Se indaga André, perplexo.

Enquanto isso na folia, Marcelo segura o braço de Edileusa firme e diz, com toda a coragem:
- Ou você pára de ficar dando esses chiliques ou eu nunca mais vou olhar pra sua cara. Não temos mais nada um com o outro há anos. Entenda isso de uma vez por todas!
- Desculpa! Eu me excedi. - Diz ela, voltando à si e largando a lata de cerveja de lado. - Você tem toda razão. 
Marcelo, continuando sério com ela diz:
- Tenta se controlar pra não estragar mais o clima. A gente está aqui pra se divertir e não pra sair que nem cachorro brigando no meio do sambódromo.
Edileusa não reage e Renata, interfere:
- Eu também resolvo pedir desculpas. Agi mal. Foi uma brincadeira péssima de mau gosto.
- Tudo bem. Já está resolvido. - Diz Marcelo, continuando a beber.
Edileusa, colocando um pouco a mão na consciência resolve pedir um abraço à Renata, que aceita.

Em Lopes Mendes, Humberto assiste o carnaval pela TV quando a empregada se aproxima e pergunta:
- O senhor ainda vai precisar dos meus serviços?
- Não. Pode ir dormir. Sabe me informar se minha filha vai dormir fora de casa hoje?
- Ela não me deixou nenhum aviso, senhor mas se quiser eu posso tentar ligar pra ela.
- Não precisa. Deixa que eu resolvo isso. Peça para o Tenório vir aqui, por favor!
- Tá bom, senhor! Com licença! - Ela diz e sai.
Alguns minutos depois, Tenório chega.
- O senhor me chamou. Precisa de algo?
- Tenório, eu quero te pedir uma coisa muito importante.
- Sim. Diga-me. - Diz o piloto, sério.
- Você ainda se mantém informado sobre a Wanda?
- Bom, senhor de vez em quando eu dou umas voltas por aquela região lá mas se encontrar com ela e conversar, o senhor sabe que não. Mas por quê?
- Eu estou pensando em visitá-la.
- Visitá-la? Mas faz muito tempo.
- Sim. Eu sei. Mas eu queria vê-la de novo. - Diz Humberto, sério.
- E quanto sua filha?
- Esquece ela. Tenório, me leve até ela amanhã.  - Pede o empresário.
- Tudo bem. Eu levo o senhor até ela. - Ele consente.

André fica pasmo ao saber a história pelo amigo Weslley.
- Como você pretende resolver essa situação, mano?
- Eu não sei. Eu achei que a Pâmela iria resolver, mas parece que não.
- Caramba! Que história doida a sua. Robson vai ficar louco.
- E o pior que ele ta amarradão também nela. Você tem que ver, André como eles estavam agora há pouco. 
- Faço ideia de como você está se sentindo. Mano, parte pra outra! Deixa essa garota aí.
- Difícil. To apaixonado, cara! Eu não sei se vou conseguir ficar longe dela não. - Diz Weslley, sincero.

Wanda curte a folia acompanhada da filha Daniela e da amiga Mirella, quando Ronaldo chega. Daniela ao ver o rapaz, diz às duas que vai falar com um amigo e decide se afastar. Mirella e Wanda se entreolham curiosas.
- Quem é o bonitão? - Pergunta Wanda à jovem.
- Juro que eu não sei. - Responde ela.

Amigas no Carnaval

Ao se aproximar de Ronaldo, Daniela sorri pergunta:
- Por acaso, está perdido?
- Claro que não! - Ele sorridente, responde. - Esqueceu que eu já tinha vindo aqui antes contigo?
- Eu sei. Estou feliz por ter vindo.
- Obrigado por me convidar.
- Disponha. Minha mãe e minha amiga estão ali. - Ela aponta para as duas que sorriem e acenam juntas.
- Ah legal! Parecem ser legais. 
- Vou te apresentar. - Diz Daniela, pegando na mão do rapaz e o levando até as duas.
Ronaldo fica surpreso com a atitude da jovem e um pouco envergonhado, acaba conhecendo Wanda e Mirella ali no meio da rua, em plena noite de carnaval.
Mas de repente, o celular toca e ele decide atender, pedindo desculpas às três.
Mirella cutuca Daniela e a questiona, séria:
- Amiga, onde você arrumou um gato desses? Me conta tudo!
- Somos apenas amigos. - Diz Daniela.
Wanda interfere:
- Tudo começa na amizade, minha filha. Tenho que concordar com a sua amiga: ele é mesmo um gato. 
- Pára mãe! Até a senhora. Ele veio do Rio pra cá e está procurando pelo avô que não vê há anos. - Revela Daniela. - A gente tem uma história parecida. Eu procuro pelo meu pai e ele pelo avô.
Wanda e Mirella se entreolham de novo enquanto Ronaldo conversa no telefone.
- Eu to curtindo o carnaval com uma amiga que conheci aqui em Angra.
- Você está aproveitando o carnaval com uma amiga? - Pergunta Rafaela séria.
- Sim. Mas é apenas uma amiga. Vai ficar com ciúmes não né?
- Você sabe muito bem que não tenho ciúmes. Mas estou surpresa em saber que você tem uma amiga agora em Angra.
- Eu conheci a Daniela por acaso. Ela tem uma história parecida com a minha. Pode ser uma chance de eu encontrar o meu avô.
- Ronaldo, mas o seu amigo Jeff não lhe deu informações precisas sobre isso? Por que você tinha que fazer amizade com uma garota?
- Ah meu Deus! Já ta com ciúmes. Rafaela, você não confia em mim não?
- Eu confio só não confio nessa garota. - Rebate Rafaela, séria. - Agora, aproveita o seu carnaval!
Ao sentir a ligação ser desligada, Ronaldo fica sério e Wanda diz à filha:
- Acho que o seu boy está preocupado com algo.

Em Paraty, o clima de carnaval toma conta da cidade.
Enquanto Vânia se diverte com Alan e Christian, Cleusa conversa com Elaine por telefone.
- Não se preocupa com isso! A Vânia não interfere em minha decisão. Se é da vontade da Pâmela de vir pra cá, então ela virá.
- Eu me preocupo porque as duas não se bicam muito sabe?
- A Vânia precisa entender que certas coisas tem limite e além do mais, as duas não são mais crianças. Estão bem grandinhas né? Pra que ficar remoendo coisas do passado?
- A gente acha isso, mas elas não! Bom, pelo menos da parte da minha filha acho que ta tudo certo. O problema é a Vânia concordar com isso.
- Avise a Pâmela que ela tem total liberdade pra visitar a minha casa. As portas estarão sempre abertas pra ela. - Diz Cleusa, gentil.
Vânia escuta a mãe falar essas palavras e fecha a cara de raiva.
- Obrigada, Cleusa por tudo! Meu coração fica mais tranquilo. - Diz Elaine.
- Nós somos família. Conte comigo pro que for. - Diz ela, sorrindo.

Nesse ínterim, Pâmela e Robson ficam abraçadinhos quando de repente, ele diz:
- Eu vou pegar uma bebida. Aceita?
- Sim. - Diz ela.
- Tá. Fique aqui! - Ele pede e se afasta.
Pâmela pega o celular e começa a mexer quando Weslley a encontra:
- Pelo visto, está tendo uma noite agradável né?
A jovem se assusta.
- Nossa, Weslley! Me assustou. O que faz aqui?
- Por que ainda não contou pra ele?
- Ainda não é o momento.
- Eu sinto que você está me enrolando.
- Eu gosto de você tá legal. Gosto muito mesmo e você precisa confiar em mim.
- Pâmela, eu te amo muito. Não me decepcione!
- Robson não pode ver a gente junto pelo menos por enquanto. Vá embora antes que ele chegue!
Weslley se afasta rapidamente e Pâmela começa a ficar chateada. Robson chega e diz:
- Eu trouxe sua bebida. O que houve? - Ele percebe sua expressão.
- Não foi nada.
- Como assim não foi nada? Você estava bem há alguns minutos atrás.
- Eu vou te contar o que houve. Ta legal! Eu encontrei o rapaz do clube. Foi isso?
- E onde esse filho da mãe está agora? Cadê ele?
- Calma! - Pede Pâmela. - Por que essa atitude bruta agora?
- Você mudou por causa dele. Por acaso, ele falou algo que te chateou? Eu acabo com ele! - Diz Robson, intolerante.
- Não falou nada que me chateou. Eu só fiquei surpresa de encontrá-lo de novo por aqui.
- Pâmela, me conta a verdade: você gosta desse rapaz? - Questiona Robson, sério.

sábado, 29 de fevereiro de 2020


Verônica aproveita que o pai sai junto com Tenório e invade o escritório, mexendo nas gavetas e armários, procurando qualquer indício da tal amante. A jovem folheia algumas anotações, livros e fuxica todos os cantos. Inconformada, ela acredita que exista mais alguma coisa da amante do pai naquele escritório quando decide parar um pouco pra pensar. Alguns minutos depois, ela vai até o quarto dele e começa a procurar pelo guarda-roupa e observa o cofre em sua frente. Ao perceber que o pai estava se aproximando, ela se esconde rapidamente fechando tudo. Humberto entra no quarto e abrindo o guarda-roupa, decide abrir o cofre pra guardar algo. Verônica observa o pai colocando a senha. Assim que ele volta a trancar o cofre, sai e ela decide abrir. Verônica descobre o nome completo da ex do pai e também encontra o endereço dela, assim como outras coisas a mais. A jovem fica pensativa com as informações que acha.

Pâmela fica perplexa ao saber por Weslley, o que Robson fizera.
- Eu não disse nada que iria. Você precisa confiar em minha palavra!
- Desculpa, Pâmela! Mas é que está difícil confiar em você. Eu achei que você ia resolver isso, mas pelo que estou percebendo você não está se importando.
- Não diga isso, Wesley! Eu vou resolver esta questão mas preciso pensar um pouco numa forma de dizer isso à ele.
- O tempo está passando e ele vai descobrir a verdade sobre a gente. - Diz Weslley, preocupado.
- O seu irmão não podia ter criado uma situação dessas. Dizer pra sua família que vai me apresentar, sendo que não foi combinado nada.
- Mas você quer conhecer a minha família do lado dele?
- Por enquanto não, mas vou ter que conversar com teu irmão sobre isso. - Diz Pâmela, séria.

Não Sei o que Fazer

No jantar na casa de Cleusa, Alan fica sabendo que a prima Pâmela pretende passar alguns meses em sua residência e Vânia desaprova.
- Por que ela está mal humorada desse jeito? - Pergunta ele ao vê-la subir a escada irritada.
- Ela não gosta da Pâmela, meu filho! - Diz Cleusa, pensativa.
- A Vânia precisa entender que as coisas mudaram e o passado ficou lá atrás, oras. - Diz Alan.
- Ela nunca vai entender isso, meu filho. Eu estou quase ligando pra minha irmã e pedindo pra avisar a Pâmela pra não vir. - Diz Cleusa.
- Que situação complicada hein? Espere um pouco que vou conversar com minha irmã.- Diz Alan, deixando a mesa e subindo a escada.
Cleusa fica em silêncio e deixa o prato de lado.


Ronaldo encontra um ateliê na rua do comércio e se encanta com os quadros que o pintor Odilon faz. Percebendo a expressão do rapaz ao ver um dos quadros, o artista se aproxima dele e comenta:
- Trindade é um dos meus favoritos.
Ronaldo se vira para falar com ele:
- Eu ainda não tive a oportunidade de conhecer.
- Então, não perca tempo meu amigo. Aposto que vai gostar muito de passar as férias.
- Eu estou precisando tirar férias mesmo. O senhor faz excelentes trabalhos. Gostei muito do espaço.
- Muito obrigado meu amigo!
- Como se chama?
- Me chamo Odilon e você?
- Ronaldo. - Ele se apresenta e os dois apertam as mãos.

"O local é paradisíaco e sua beleza natural e preservada parece ter parado no tempo. Ideal para quem gosta de praias menos lotadas. Nesta mesma vila, se encontram as praias de Cepilho, Meio, Fora, Cachadaço, Ranchos e Brava."
Trindade - Paraty
Praia de Trindade - Paraty

Chegando em Praia do Bonfim, Verônica procura por Wanda e indicada por algumas pessoas que moram na região, consegue encontrar a casa da mulher. Ela decide apertar a campainha. Wanda, que estava sozinha, atende:
- Oi! - Ela cumprimenta.
- Oi, você é a Wanda? - Pergunta Verônica.
- Sim. Sou eu mesma. Quem é você?
- Meu nome é Verônica. Sou filha de Humberto Fontana. Esse nome lhe lembra algo?
Naquele momento, as pernas de Wanda se bambeavam. Ela nunca podia imaginar que a filha de um empresário, que porventura, foi seu amante, estaria na porta de sua casa. Aquilo era inacreditável! Parecia ser uma coisa irreal!
Por que ela estava ali? O que ela queria depois de tanto tempo?
Aquilo era uma surpresa inesperada pra ela.
- Bem, eu conheço seu pai pela televisão, pelos jornais. - Diz Wanda.
- Não é disso que estou falando.
- Então, o que é?
- Eu vou ser bem clara e direta. - Inicia Verônica. - Meu motivo de estar aqui é um motivo muito sério. Eu vim por causa de meu pai.
- Bem, eu não estou entendendo aonde quer chegar.
- Wanda, não se faça de sonsa, porque você não é. Eu já estou sabendo de tudo o que houve no passado. Você foi amante do meu pai durante anos.
Wanda se surpreende com o assunto.
- Você sabe de tudo?
- Sei. Agora, confesse que não teve um caso com o meu pai!
- Depois de tanto tempo, você vem me procurar pra me dizer isso?
- Sei que é tarde pra nos falarmos desse assunto, mas eu não tive a única saída a não ser procurá-la.
- Por que, Verônica? Seu pai e eu não temos mais nada.
- Será? E o que houve com aquele episódio do passado, hein? - Ela decide jogar um verde pra colher maduro, ou seja, fala algo pra saber mais coisas a respeito.
- Como sabe disso? - Ela se intriga.
- Não importa como eu sei. Eu só quero saber aonde você vai com essa história.
- Você deve estar louca! Eu não preciso do dinheiro de seu pai. Eu só quero que a minha filha o conheça, porque ela tem direitos. Só isso! - Ela acaba confessando.
- Então, você está disposta a fazer os dois se encontrarem? Que boa notícia!
- Por quê? O que você vai fazer a respeito?
- Se você acha que meu pai vai fazer algo por sua filha, saiba que ele não fará absolutamente nada. Enquanto eu estiver viva e morando com ele, jamais você ganhará algo com isso. - Diz Verônica, sem medir as palavras.
Wanda sente ódio pela jovem, que por dentro fica contente de saber que seu jogo deu certo.
- Eu quero que vá embora agora!
- Claro mas não se esqueça: eu vou voltar, ok!
- Vá embora agora! - Se irrita Wanda com a ousadia de Verônica, que sai.

Alguns dias se passam e o carnaval se aproxima. 
Edileusa e Renata reúnem as amigas do bairro e vão para a sapucaí no Rio de Janeiro pra curtirem a folia. Enquanto as escolas de samba colorem a avenida, as duas caem no samba e bebem cervejas à vontade. Marcelo encontra Edileusa na sapucaí e os dois se cumprimentam. Renata não perde a chance de dar em cima do ex da amiga e acaba ocorrendo um desentendimento.
- Tu ficou doida, Renata de ficar dando em cima do meu homem? - Grita Edileusa.
- Nem seu homem ele é, Edileusa! Está livre e desimpedido.
- Tu não tem noção do que está falando. Tu sabe o quanto eu ainda quero esse homem.
- Edileusa, pára com isso! - Interfere Marcelo, tentando controlar a situação.
- Marcelo, paro nada! A minha melhor amiga dando em cima de você e eu vou ficar calada. Jamais! Eu quebro a cara dela aqui mesmo. - Diz Edileusa, revoltada deixando Marcelo sério e Renata perplexa.

Em Folia

Viradouro
Viradouro - Campeã 2020

Enquanto as pessoas curtem o carnaval, Robson e Pâmela discutem em plena folia, no bairro.
- Eu só fiz isso pra poder você se tocar de que realmente estou interessado em você.
- Mentindo? Falando pra tua família que eu vou conhecer eles?
- Mas isso não vai acontecer cedo ou tarde? O que é que tem falar isso. - Questiona Robson.
- Eu acho isso muito desagradável da sua parte. A gente devia combinar as coisas antes de pôr em prática. - Diz ela, se sentindo chateada.
- Pâmela, eu quero você na minha vida! - Se declara Robson, a abraçando.
- Eu não posso conhecer tua família. Pelo menos ainda!
- Tudo bem. A gente esquece esse assunto. Tá legal! - Diz ele, a beijando nos lábios.
Pâmela se rende aos beijos do rapaz e Weslley, distante vê a cena.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020


Helen pede calma para o marido que fica indiferente, quando surge Renata toda arrumada.
- Helen, eu estou indo tá bom? Se precisar de mim, me liga!
- Pode deixar. - Diz Helen, sempre caridosa.
Walter não resiste e decide soltar uma pergunta no momento.
- Renata, você encontrou um lugar pra ficar?
Ela o encara hesitante e responde:
- Eu estou pesquisando um lugar, senhor Walter. Mas não se preocupe: eu vou sair da sua casa assim que arranjar um canto para eu e meu filho.
Helen decide interferir.
- Renata, você pode pesquisar com calma e sem pressa ok!
Walter encara a esposa e sai em silêncio.
Renata percebe e comenta com Helen:
- Acho que ele não está satisfeito com a minha presença nesta casa?
- Deixa Walter pra lá, Renata! Se você quiser continuar aqui, pode ficar até conseguir um lugar pra você e o seu filho. Não se preocupe!
- Obrigada amiga! Eu não seria nada sem você!  - Diz Renata a abraçando e saindo porta afora.
Entrando no quarto da filha Nanda, Helen sente a menina febril e decide dar um medicamento pra abaixar a febre.
- Mãe, é amargo! - Reclama a menina na cama ao tomar um pouquinho.
- Sim mas cura. - Diz Helen. - Imagina que só neste líquido dentro da colher tem um monte de seres do bem dispostos a exterminar o mal que está aí dentro do seu corpo, te fazendo esquentar bastante.
A menina sorri com o jeito da mãe.
- Sério! Uma colher de remédio que você toma pode fazer com que estes seres do bem consigam vencer uma guerra, limpando todo o seu organismo de seres que só fazem mal. Você vai deixar estes seres do mal ganharem? Acho que não!
- Não vou deixar não! - Diz ela, sorrindo e tomando a colherada de remédio.
- Agora, tenta descansar ta bom pra amanhã você acordar super bem.
 Nanda consente e Helen dá um beijo em sua testa. Depois desliga as luzes e sai. Em seguida, ela entra no quarto de visitas e vê o filho de Renata, o pequeno Davi que dorme tranquilo e fica pensando se está fazendo a coisa certa.

Edileusa sai de casa toda arrumada e decide verificar o interior de sua bolsa á procura das chaves pra trancar o portão principal. Marcelo surge na esquina com o seu carro e pára em frente á um sobrado que fica ao lado da rua principal do bairro. A jovem observa o rapaz alto e estiloso e se surpreende ao reconhecê-lo.
- Marcelo, é você? - Ela pergunta ao se aproximar dele.
O rapaz vira-se e a encontra em sua frente.
- Sim. E você? - Ele não a reconhece.
- Sou eu, Marcelo! Edileusa. Se lembra de mim?
Marcelo não consegue acreditar no que vê.
- Edileusa, mas você está diferente hein?
- Diferente como? - Ela se indaga, sorrindo.
- Está bonita como sempre esteve. - Ele responde.
Ela sorri e diz:
- E você está diferente também! Cada vez mais bonito como sempre esteve.
Marcelo sorri agora e pergunta:
- Desculpe a pergunta, mas pra onde vai toda arrumada assim?
- Eu vou á um pagode que está rolando aqui no bairro. Está a fim de ir?
- Ah sei. Ainda curte um pagode? Mas obrigado pelo convite! É muita gentileza sua, mas não posso ir. - Ele recusa.
- Que pena! - Diz ela, desapontada.
- Mas haverá outras oportunidades, Edileusa. Como vai a sua vida?
- Muito trabalho e você?
- Também a rotina está puxada. Mas foi bom te reencontrar de novo!
- Eu também gostei muito de te encontrar. Desde que nós dois nos afastamos, eu nunca deixei de pensar em você por nenhum momento.
- Edileusa, que tal não falarmos sobre o passado?
- Ah claro! Desculpe tocar neste assunto!
- Sem problemas. É que o passado é algo que eu gosto de manter guardado, trancado á sete Chaves entende?
- Sim. Entendo! Você sempre deixou os assuntos do passado bem longe não é mesmo?
- Exatamente. - Ele responde, sincero. - Agora eu preciso ir. Tenha uma boa noite e divirta-se!
- Obrigada! - Ela responde e o deixa seguir seu caminho.
"Edileusa, você faz tudo errado."

Na manhã seguinte, Cínthia decide fazer umas compras pra casa num supermercado próximo e Mateus decide ficar em casa, ajudando Odilon nas telas. Ao passar as compras no caixa, Cínthia decide pegar o cartão de crédito. Giuliano, um rapaz que faz o atendimento naquele exato momento, observa cauteloso o jeito de Cínthia e passa as compras dela.
- Bom dia! cartão de crédito ou débito? - Ele pergunta.
- Crédito. - Ela responde, gentil.
- Ok. Eu nunca te vi por aqui. Você é alguma turista?
- Não. Meus pais moram aqui há doze anos. Sou da cidade mesmo.
- Ah, bem. - Ele diz, meio sem jeito.
- Desculpe perguntar, mas isso é uma interrogativa?
- Por quê? Ah, desculpe! Eu não queria incomodá-la.
- Não. Imagina! Eu só estou brincando contigo.
Ele sorri com o jeito da jovem.
- Posso saber ao menos o seu nome?
- Sim. Me chamo Cínthia. - Ela responde.
- Prazer em conhecer, meu nome é Giuliano.
- Eu já sabia. - Ela diz, num tom divertido.
- Como assim? - Se indaga o rapaz, confuso.
- Pelo seu crachá na camisa. - Ela responde e sai. - A gente se vê por aí, Giuliano e não precisa se sentir constrangido. Eu também gostei de tê-lo conhecido.
O atendente sorri com o jeito de Cínthia e não desgruda os olhos dela por nenhum segundo. Até que...
- Senhor, eu estou com pressa! - Interrompe uma cliente totalmente séria. - Tenho que trabalhar daqui há alguns minutos.
- Desculpe! - Diz Giuliano, voltando a si.

Excelente Atendimento

Ronaldo anda pela Rua do Comércio quando encontra uma loja de sapatos em sua frente. Ele pensa em entrar, mas decide observar os modelos na vitrine. Nessa mesma hora, Daniela também passa na rua com a sua bolsa a tiracolo. De repente, ela se lembra da foto em sua carteira e decide verificar a bolsa.
"Será que eu guardei a foto do meu pai aqui?"
Por um ímpeto, um rapaz surge apavorado na rua do comércio e encontra Dani com a bolsa a tiracolo. Ele a joga no chão e pega a bolsa de sua mão. Dani fica desesperada com o furto e o segue, pedindo que alguém a ajude ali naquele momento.
- Pega esse ladrão! - Ela sofre agoniada.
Ronaldo ouve uma algazarra em sua frente e encontra o bandido ser seguido por uma jovem. Ele decide tomar a frente da situação e tenta pegá-lo, a qualquer custo. Uma das pessoas que estavam no local decide ligar pra polícia. Dani corre, mas suas pernas não conseguem alcançá-lo. Ronaldo que estava a um passo à frente detém o bandido e consegue dominá-lo na força.
- Espera! Por favor! - Ele suplica ao ser pego pela garganta. - Não faça nada comigo!
- Isso não te pertence! - Se enfurece Ronaldo, tentando pegar a bolsa.
O bandido consegue empurrar Ronaldo e foge imediatamente. O rapaz o segue pela rua principal até que chega um exato instante em que consegue pegá-lo outra vez e detê-lo a força.
- Tu é da polícia, mano? Caramba! Só preciso de uma grana.
Ronaldo não responde.
A policia chega e os encontram. O bandido se rende e ao verificar que o mesmo não tinha arma nenhuma, Ronaldo avisa aos policiais que se aproximam imediatamente.
Dani se aproxima devagar, tensa.
- Obrigada! Muito obrigada mesmo! - Ela agradece ao vê-lo com a bolsa.
Ronaldo entrega a bolsa a ela enquanto os policiais normalizam a situação.
- Bem, acho que eu estou em dívida com você.
- Não precisa me pagar nada.
- Se você não faz questão, eu posso saber o seu nome?
- Claro. Me chamo Ronaldo! - Ele se apresenta.
- Prazer. Meu nome é Daniela. - Ela responde, feliz. - Obrigada por ter me ajudado, Ronaldo! Valeu mesmo! Tem certeza de que não precisa de minha ajuda?
- Bem... - Ele pensa em seu avô, mas não lhe revela nada por enquanto. - Acho que não.
- Ok! Bom, eu vou indo. Foi um prazer conhecê-lo! - Ela se despede e sai.
- Igualmente. - Ele diz.
De repente, ele se lembra de algo e a chama de volta.
- O que foi? - Ela se intriga curiosa.
- Posso pelo menos lhe convidar pra tomar um café?
- Adoraria. - Ela diz, sorrindo.
A partir daquele exato momento, o olhar sério de menina viu a sua sorte cair como um raio. Seria o início de um romance ou apenas uma amizade repentina? Talvez o destino lhe responderia essa questão em breve.

Cínthia chega em casa com as compras e encontra seu pai conversando com Mateus na sala.
- Vejo que vocês dois estão se dando muito bem, hein! - Diz ela.
- Seu pai está me contando sobre o trabalho dele por aqui. - Diz Mateus.
- Hum. - Ela sussura.  - Por que você não quis vir comigo?
- Eu decidi ficar aqui um pouco pra arrumar minhas coisas. - Ele responde.
- Mateus, você não precisava ter ficado aqui. Você é praticamente um turista aqui na cidade. Deveria ter acompanhado a minha filha, pelo menos pra conhecer um pouco. - Interfere Odilon.
- Eu vou ter muito tempo pra conhecer cada ponto dessa cidade. Não se preocupe! - Diz Mateus, sorrindo.
- Você chegou e eu tô saindo! - Diz Odilon, disposto a abrir a porta.
- Pra onde vai, pai? - A filha pergunta.
- Seu pai precisa trabalhar, ora. Tenho um ateliê á minha espera, que precisa ser aberto para o público.- Ele diz, sorrindo alegremente e beijando a filha na testa. - Já vou! Diga a sua mãe que já fui trabalhar ok?
- Tá bom, meu pai! - Ela o acompanha até a porta.
Mateus a abraça fortemente e pergunta:
- O que iremos fazer hoje, hein?
- Que tal um passeio de escuna! - Ele responde.
- Ótima ideia! Eu estava querendo fazer um mergulho.
- Vamos nos preparar, então! - Se arruma Cínthia, disposta. - Tem algum lugar que queira conhecer?
- Bom, você será a minha guia. - Diz Mateus, fazendo ela sorrir.
"Segunda maior ilha da baía de Angra, de enseadas estreitas, pequenas e de mar calmo, oferecendo recantos imperdíveis, como a Ilha do Dentista (Jurubaíba), Praia das Flechas, Praia das amendoeiras,  além de pontos para mergulho como as praias de Sururu, Piedade, da Fazenda e da Venda."
Ilha da Gipóia - Angra dos Reis/RJ
Ilha da Gipóia

Depois do trabalho, Weslley pega seu carro e decide dar uma passada na casa de um amigo e ao chegar no bairro, ele se surpreende ao ver Pâmela trabalhando como vendedora numa loja de roupas femininas.
- Não pode ser! Só pode ser ela! - Ele se indaga.
Apressadamente, ele sai do carro e tranca a porta, fazendo soar um pequeno alarme anti-roubo. Ele se aproxima devagar e de repente, André o encontra e bloqueia seu caminho.
- Fala Weslley! Beleza, cara? - Ele o cumprimenta, apertando a sua mão.
- E ae, tranqüilidade, mano?
- Tudo certo. O que faz por aqui justamente hoje?
- Eu vim dar uma passada aqui pra falar com você.
- Ah claro! Diz ae, brother!
- Antes, me responda algo: conhece aquela garota? - Ele aponta Pâmela na loja e André observa.
- Eu sei quem é, Weslley! É Pâmela! - Ele vira-se e responde a pergunta. - Por quê?
Weslley fica sério com aquela resposta que particularmente confirma tudo e responde:
- Nada. É que apenas me confundi.
- Weslley, vou nessa! Preciso fazer umas coisas. - Diz André, se despedindo apertando sua mão.
Assim que Weslley se despede de André, ele decide ir até a loja onde está Pâmela.
Ao entrar, ela fica surpresa ao vê-lo.
- Oi!
- Eu vou ser bem direto na minha pergunta. - Diz ele, a deixando séria. - Por que está mentindo para o meu irmão?
Pâmela fica sem jeito ao ouvir aquilo.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020


Robson se preocupa ao ver a reação de Weslley.
- Irmão, não precisa ficar nervoso. Relaxa!
- Pow, foi sem querer! Fiquei surpreso com o que você me perguntou.
- Tudo bem. Então...
- O que eu acho? - Ele se indaga com a pergunta que o irmão fizera antes.
- Sim. O que você acha? Será que ela toparia?
- Mano, você enlouqueceu? Você mal conhece a garota. - Diz ele, catando os vidros na pia e jogando no lixo ao lado.
- Ah cara! Ela é legal, gente boa. Eu curti muito ela e sei que ela deve ter curtido também me conhecer.
- Não acha que está tomando uma atitude precipitada? Afinal, você mesmo disse que ela é diferente de algumas garotas que você conheceu.
- Você tem razão! Acho que eu não posso fazer isso. Pelo menos não agora!
- Escute o que o seu irmão diz aqui: você não pode levar a Mariana pra cama!
- Que isso, brother! Eu não to te entendendo.
- Bom, eu só queria te fazer entender apenas. Nada demais!
- Weslley, você é um bom irmão! Eu sei que você se preocupa comigo, mas pode deixar que eu sei o que faço ok! - Diz Robson, sorrindo e batendo no ombro de Weslley fortemente. - Te amo irmão!
- Também te amo, cara! - Diz Wesley, decidindo sair da cozinha.
Robson volta pra mesa e decide terminar o seu café, quando Nívea chega.
- Eu não pude deixar de ouvir a conversa de vocês dois.
- Ah mãe! A senhora vai tomar o seu café? Está pronto!
- Eu sei filho! Vou sim. Bom, eu fico feliz que você e seu irmão se entendem né?
- Mãe, desde que a senhora pegou o Weslley pra criar como seu filho legítimo, eu sempre curti uma boa companhia.
- Eu sei filho. Lembro de como você o ajudou e continua ajudando ele até hoje.
- É verdade. Eu sempre estive ao lado do meu irmão em todos os momentos e sempre apoiei. Nunca brigamos por coisas infantis e sempre fomos muito unidos. Mãe, até as minhas ex-namoradas ficaram com ele!
Nívea sorri com as palavras de Robson.
- Eu tenho orgulho de vocês dois. Vocês sabem disso!
Robson consente e Nívea continua:
- Eu e seu pai amamos muito vocês! Você e o Weslley são filhos ótimos que com certeza qualquer mãe sonharia em ter.
- Nós sabemos sim mãe e por isso, lhe amamos também! A senhora e o meu pai são os nossos exemplos.
Nívea sorri e o abraça fortemente. Wanderson se aproxima da porta e brinca:
- Acho que esqueceram de me chamar na conversa.
Robson e Nívea sorriem.

Michelle toma o seu café ao lado da amiga Priscila, que decidira passar a noite na casa dela, pois a conversa passada havia se estendido por algumas horas.
- Bom, depois que você me contou que encontrou o Marcelo, tudo ficou claro agora!
- Será que ele ainda pensa... Não! Isso é tolice.
- Eu não acho, Pri. O Marcelo ainda gosta de você.
- Isso é um absurdo, amiga! Eu jamais ficaria com um cara como ele.

Amiguissimas

- E porquê, Pri? Pode ser que ele tenha mudado.
- Eu não gosto dele. Ele é um cara muito diferente. Nossas vidas são tão diferentes que você nem imagina e tem mais: eu não quero me envolver com ninguém agora. Acabei de me separar de uma relação complicada e não quero me envolver novamente com mais ninguém.
- Nossa, amiga! Você fala de um jeito que parece que nunca vai ser feliz novamente.
- Não é isso que eu quis dizer, My! Eu quero sim encontrar alguém futuramente que goste de mim do jeito que sou e que me respeite, mas o Marcelo... Não! Isso é uma grande idiotice!
- Idiotice ou não, eu já disse o que penso disso tudo. Marcelo gosta de você sim e só você não enxerga isso. - Diz a jovem, sensata.
Priscila fica séria diante da amiga.


Edileusa observa as fotografias de um álbum antigo e lamenta por ter errado no passado. Uma amiga que dividia a casa com ela cujo nome era Márcia se aproxima e adivinha a sua tristeza.
- Você ainda sente falta dele né?
- Bastante. Ele nunca deixou de existir pra mim!
- É difícil amar uma pessoa mesmo sabendo que ela não sente mais nada por você.
- Como é amiga! Sabe quando você sente que há esperança e que na verdade você passa o tempo todo procurando alguma chance de encontrá-la?
- Eu sei. - Diz Márcia, sentando ao seu lado e vendo as fotos.
- É assim que eu me sinto, Márcia! Eu não me conformo até hoje porque ele me deixou pra viver com outra.
- Edileusa, siga em frente e desiste do Marcelo! É o melhor que você tem que fazer.
- Eu vou tentar, amiga! Eu juro que vou tentar.
- Qualquer coisa, conte comigo! - Diz Márcia abraçando a amiga.
- Obrigada pelo apoio! Amigas como você jamais serão esquecidas. - Diz Edileusa, sincera.

Pâmela encontra Shania em casa e a abraça.
- O que aconteceu entre você e Robson?
- Bom, eu finalmente o conheci. - Ela revela.
- Mas e como ele era? Me conte!
- Ele é legal, gente fina. Gostei dele, amiga!
- Mas você não tinha perdido o número dele?
- Perdi mas ele me ligou e a gente combinou um encontro. Foi aí que a gente se conheceu.
- Certo. Mas e o Wesley como fica nesta história?
- Eu não sei amiga! - Diz Pâmela, confusa.
Shania decide se sentar ao seu lado.
- Pâmela, estou percebendo que existem dúvidas em seu coração né?
- Sim, Shania! Mas eu vou ver o que faço. Preciso pensar em que atitude tomar agora.
- Ok! - Diz a amiga, a abraçando mais uma vez. - Te desejo sorte.

Odilon pergunta curioso para a filha que estava na sala acompanhada do namorado e da mãe:
- Bem, agora você pode me contar a novidade ou não?
Todos estavam reunidos na sala acompanhados por um bule de café quente e biscoitos, numa mesinha do centro.
- Pai, eu vou te contar! - Se prepara Cínthia pra falar.
Catarina olha a reação do marido e decide ouvir atenta a conversa.
- Bom, pai e mãe.. eu e o Mateus decidimos algo que tínhamos pensado juntos.
- E aí, o que vocês decidiram? - Interfere o pai.
- Eu e o Mateus decidimos...... - Ela analisa o olhar dos pais e continua. - Bem, nós nos amamos muito. Por conta desse nosso envolvimento, nós dois havíamos planejado algo há pouco tempo.
De repente, Catarina abre a boca e diz, atrapalhando a conversa.
- Filha, você não vai me dizer que está grávida, né?
Odilon encara a mulher e se abala.
- Ora essa, mulher! Não fale uma besteira dessas. Pelo amor de Deus! Vamos ouvir os dois.
- Não! Não, mãe. Não estou grávida. Fique tranquila! - Diz Cínthia assustada. - Nós pensamos em morar junto. Apenas isso!
- Nossa vida! Pelo amor que você tem da gente, não nos assuste mais, ok? Eu pensei que a hipótese de sua mãe se realizasse agora. - Diz Odilon, nervoso.
Catarina fica sem reação ao ouvir aquilo.
- Bem, vocês não estão bravos com a minha decisão? Estão? - Ela pergunta.
- Pra te dizer a verdade, eu vou sentir falta da minha filha, mas fazer o quê? - Brinca Odilon.
- Pai, que bom que o senhor aceitou. Eu estou muito feliz por vocês. - Ela o abraça, carinhosamente.
- E a gente feliz por vocês também. Tanto suspense! Meu Deus! - Diz Catarina sorrindo.
- E você, rapaz, espero que faça a minha filha mais feliz do que já é, hein? - Ele diz a Mateus.
- Pode ficar tranquilo, senhor Odilon. Eu amo muito a sua filha e a farei feliz, sim. - Responde ele.
- Por que fez tanto mistério em nos contar isso? Poderia ter nos dito pelo telefone. - Pergunta Odilon.
- Ora, pai. Eu não sabia se isso o faria bem. - Diz ela.
- Filha, o importante é que você está feliz e nós já sabemos de tudo. Eu te desejo muita sorte daqui pra frente. - Diz Catarina, alegremente. - Mateus, meu futuro genro. - Ela o abraça.
- Eu tenho muito orgulho de ser sua filha. - Ela abraça a mãe e o pai ao mesmo tempo em seguida.
- Seja bem vindo em nossa família, Mateus! - Diz Odilon, sorridente para o rapaz que via a cena.

Enquanto isso, Yuri chega na casa de Verônica na ilha do Abraão, de iate e os dois se encontram.
- Eu sinto muito se te magoei. Me desculpa! - Ele pede.
- O que faz aqui, Yuri? Será que nada do que eu disse não valeu nada pra você?
- Olha, eu sei que eu cometi uma grande bobagem contigo, mas vamos passar uma borracha em tudo, ok? Vamos tentar de novo!
- Eu quero você fora da minha casa agora! - Ela o expulsa.
- Você não pode fazer isso comigo, Verônica. Eu te amo!
- Caia fora antes que eu chame os seguranças.
- Você vai me tirar da sua vida pra sempre?
- Se for necessário, eu tiro, sim. Agora, saia da minha frente e desapareça.
- Verônica, você vai se arrepender do que está fazendo comigo.
- Será mesmo, Yuri? Mais fácil você ter arrependimento do que eu. Agora, a porta é a serventia da casa. Suma! - Ela abre a porta.
Yuri a encara com desprezo e sai porta afora, ouvindo por trás um grande barulho ao ser fechado.
- Você não tem mais o meu sentimento! - Ela diz em tom alto.
A partir daquele dia, Yuri nunca mais procurou Verônica e nem Daniela. Segundo os boatos, ele havia viajado para Fortaleza sozinho. Por lá, ele tinha encontrado um novo amor.


Nesse momento, Ronaldo chega em Angra. Ele decide se hospedar num hotel no balneário de frente para o mar, onde pretende tirar algumas horas do dia descansando para o dia seguinte. O azul do mar é transparente e a brisa suave vem sempre do horizonte, onde se encontra o sol, bem distante, disposto a mergulhar nas ondas, preenchendo o céu de tons alaranjados e vermelhos. Ronaldo se encanta com a despedida do sol que mergulha devagar no mar, fazendo um pequeno chiado. Logo depois, a lua surge no céu acompanhado das estrelas e a região se ilumina. O centro da cidade é ocupado por um inúmero grupo de pessoas, que ficam nas praças e principalmente, nos pontos de ônibus esperando o transporte chegar. Em Angra, só existe uma viação coletiva de ônibus: é a Senhor do Bomfim, que se localiza na grande Japuíba, um dos municípios principais.

Angra dos Reis
Vista da Sapinhatuba

Na ilha de Lopes Mendes, está tudo pronto para a grande festa dada por Verônica. Ela chama os amigos que lotam a mansão de Humberto. Entre bebidas e muita música rolando, a patricinha se diverte sem se importar com o dia de amanhã. Os empregados ficam doidos com tanto trabalho de última hora. Já em São Paulo, Humberto fica pensativo com a filha e recebe uma ligação de Tenório, que avisa da tal festa. Ele fica irado por dentro mas ao mesmo tempo se contém.
"Essa Verônica vai me ouvir quando eu chegar. Ah se vai!"

Há duas horas de Angra, se localiza uma cidade chamada Paraty. Conhecida como patrimônio histórico nacional, preserva encantos arquitetônicos e naturais. As pedras "pés-de-moleques" de suas ruas nos remetem à uma época colonial em que a escravidão prevalecia. Os casarões, as igrejas e os misteriosos símbolos maçônicos nos levam a um túnel do tempo. Foi fundada em 1667 em torno à Igreja de Nossa Senhora dos Remédios, padroeira da cidade.

Paraty
Rua do Centro Histórico

E é nesta cidade que vamos conhecer personagens importantes.
Um veleiro ancora no píer e algumas pessoas desembarcam. Entre eles, Alan, um rapaz turista que veio conhecer a cidade de Paraty e que fica encantado com a beleza do lugar. Ele é um modelo, bem requisitado pelas maiores revistas pornográficas do mundo. Alan decide registrar cada momento, com muitas selfies, gravações de vídeos e boas compras.

Paraty
Rio de Paraty

Na mesma cidade, Christian estuda com amigos na escola e após entrar em intervalo, ele recebe uma ligação de sua mãe avisando da chegada de Pâmela.
- Minha prima vai vim para Paraty? - Ele se empolga no telefone.
- Vai sim, meu filho! Deve chegar de hoje pra amanhã!
- Opa! Que bom, mãe! - Diz ele, feliz da vida.
Chegando em casa, Christian decide confirmar com a mãe se é mesmo verdadeiro a notícia que ela deu a ele e Vânia ouve da sala.
- Eu não sei porque tanta felicidade. Ela vai vim ocupar espaço mais ainda.
- Pára com essa implicância, filha! - Diz a mãe.
- Deixa ela, mãe! A gente não pode fazer nada se a Vânia não gosta da Pâmela.
- Eu vou sair um pouco. Estou cansada de discutir! - Diz Vânia, saindo porta afora.
Christian e a mãe Cleusa se entreolham.

Na baía da Ilha Grande, um barco de pesca fica ancorado próximo da praia de Japariz. Dentro do barco alguns pescadores conversam com um rapaz inteligente e perspicaz chamado Fabrício, o conhecido como "Biólogo do mar".
- Eu vou ter que levar amostras dessas espécies para o meu laboratório.
- fique a vontade, doutor! - Diz um dos pescadores.
- Essa baía da Ilha Grande guarda muitas riquezas naturais.
- São 365 ilhas em um arquipélago inteiro. - Rebate o outro pescador.
- Talvez um dia eu conheça todas elas. - Diz Fabrício, sorrindo.

"A praia de Japariz é parada obrigatória para quem passeia de escuna, lancha ou barco e tem uma vizinha conhecida, que vale a pena conhecer também e é chamada de Praia do Funil."
Praia do Japariz
Praia do Japariz

Algumas horas depois, André ensaia uma cena com sua equipe de teatro quando o diretor surge trazendo uma nova aluna pra participar também dos ensaios. A jovem se apresenta como Joseane e cumprimenta á todos. André admira a beleza da jovem iniciante e o diretor pede para a equipe continuar a cena que estava em pausa. A equipe obedece e André não consegue desviar os olhares de Joseane.

Neste ínterim, Helen prepara o jantar quando Walter chega do trabalho.
- Tudo bem querida?
- Tudo certo, amor. - Responde ela, servindo os pratos.
Walter percebe que Renata se arruma pra sair e decide conversar com a esposa.
- Pra onde ela vai? - Ele pergunta curioso.
- Ela vai sair hoje á noite. - Responde a mulher, atarefada.
- Você não vai cuidar do filho dela de novo não vai?
- Amor, eu prometi á ela. - Responde Helen.
- Será que isso nunca vai acabar Helen? O filho é dela, não seu! - Diz Walter, de forma arrogante e deixando a mulher sem graça.

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