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As histórias que são postadas aqui são de ficção, porém apenas pra degustação para que os leitores possam conhecer os personagens e a trama envolvida. Caso o autor tenha interesse em compartilhar um conteúdo na íntegra, o site lhe informará automaticamente, portanto não deixe de ativar nossas notificações pra ficar por dentro de cada novidade.
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Leandro Elesbão
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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020


Helen pede calma para o marido que fica indiferente, quando surge Renata toda arrumada.
- Helen, eu estou indo tá bom? Se precisar de mim, me liga!
- Pode deixar. - Diz Helen, sempre caridosa.
Walter não resiste e decide soltar uma pergunta no momento.
- Renata, você encontrou um lugar pra ficar?
Ela o encara hesitante e responde:
- Eu estou pesquisando um lugar, senhor Walter. Mas não se preocupe: eu vou sair da sua casa assim que arranjar um canto para eu e meu filho.
Helen decide interferir.
- Renata, você pode pesquisar com calma e sem pressa ok!
Walter encara a esposa e sai em silêncio.
Renata percebe e comenta com Helen:
- Acho que ele não está satisfeito com a minha presença nesta casa?
- Deixa Walter pra lá, Renata! Se você quiser continuar aqui, pode ficar até conseguir um lugar pra você e o seu filho. Não se preocupe!
- Obrigada amiga! Eu não seria nada sem você!  - Diz Renata a abraçando e saindo porta afora.
Entrando no quarto da filha Nanda, Helen sente a menina febril e decide dar um medicamento pra abaixar a febre.
- Mãe, é amargo! - Reclama a menina na cama ao tomar um pouquinho.
- Sim mas cura. - Diz Helen. - Imagina que só neste líquido dentro da colher tem um monte de seres do bem dispostos a exterminar o mal que está aí dentro do seu corpo, te fazendo esquentar bastante.
A menina sorri com o jeito da mãe.
- Sério! Uma colher de remédio que você toma pode fazer com que estes seres do bem consigam vencer uma guerra, limpando todo o seu organismo de seres que só fazem mal. Você vai deixar estes seres do mal ganharem? Acho que não!
- Não vou deixar não! - Diz ela, sorrindo e tomando a colherada de remédio.
- Agora, tenta descansar ta bom pra amanhã você acordar super bem.
 Nanda consente e Helen dá um beijo em sua testa. Depois desliga as luzes e sai. Em seguida, ela entra no quarto de visitas e vê o filho de Renata, o pequeno Davi que dorme tranquilo e fica pensando se está fazendo a coisa certa.

Edileusa sai de casa toda arrumada e decide verificar o interior de sua bolsa á procura das chaves pra trancar o portão principal. Marcelo surge na esquina com o seu carro e pára em frente á um sobrado que fica ao lado da rua principal do bairro. A jovem observa o rapaz alto e estiloso e se surpreende ao reconhecê-lo.
- Marcelo, é você? - Ela pergunta ao se aproximar dele.
O rapaz vira-se e a encontra em sua frente.
- Sim. E você? - Ele não a reconhece.
- Sou eu, Marcelo! Edileusa. Se lembra de mim?
Marcelo não consegue acreditar no que vê.
- Edileusa, mas você está diferente hein?
- Diferente como? - Ela se indaga, sorrindo.
- Está bonita como sempre esteve. - Ele responde.
Ela sorri e diz:
- E você está diferente também! Cada vez mais bonito como sempre esteve.
Marcelo sorri agora e pergunta:
- Desculpe a pergunta, mas pra onde vai toda arrumada assim?
- Eu vou á um pagode que está rolando aqui no bairro. Está a fim de ir?
- Ah sei. Ainda curte um pagode? Mas obrigado pelo convite! É muita gentileza sua, mas não posso ir. - Ele recusa.
- Que pena! - Diz ela, desapontada.
- Mas haverá outras oportunidades, Edileusa. Como vai a sua vida?
- Muito trabalho e você?
- Também a rotina está puxada. Mas foi bom te reencontrar de novo!
- Eu também gostei muito de te encontrar. Desde que nós dois nos afastamos, eu nunca deixei de pensar em você por nenhum momento.
- Edileusa, que tal não falarmos sobre o passado?
- Ah claro! Desculpe tocar neste assunto!
- Sem problemas. É que o passado é algo que eu gosto de manter guardado, trancado á sete Chaves entende?
- Sim. Entendo! Você sempre deixou os assuntos do passado bem longe não é mesmo?
- Exatamente. - Ele responde, sincero. - Agora eu preciso ir. Tenha uma boa noite e divirta-se!
- Obrigada! - Ela responde e o deixa seguir seu caminho.
"Edileusa, você faz tudo errado."

Na manhã seguinte, Cínthia decide fazer umas compras pra casa num supermercado próximo e Mateus decide ficar em casa, ajudando Odilon nas telas. Ao passar as compras no caixa, Cínthia decide pegar o cartão de crédito. Giuliano, um rapaz que faz o atendimento naquele exato momento, observa cauteloso o jeito de Cínthia e passa as compras dela.
- Bom dia! cartão de crédito ou débito? - Ele pergunta.
- Crédito. - Ela responde, gentil.
- Ok. Eu nunca te vi por aqui. Você é alguma turista?
- Não. Meus pais moram aqui há doze anos. Sou da cidade mesmo.
- Ah, bem. - Ele diz, meio sem jeito.
- Desculpe perguntar, mas isso é uma interrogativa?
- Por quê? Ah, desculpe! Eu não queria incomodá-la.
- Não. Imagina! Eu só estou brincando contigo.
Ele sorri com o jeito da jovem.
- Posso saber ao menos o seu nome?
- Sim. Me chamo Cínthia. - Ela responde.
- Prazer em conhecer, meu nome é Giuliano.
- Eu já sabia. - Ela diz, num tom divertido.
- Como assim? - Se indaga o rapaz, confuso.
- Pelo seu crachá na camisa. - Ela responde e sai. - A gente se vê por aí, Giuliano e não precisa se sentir constrangido. Eu também gostei de tê-lo conhecido.
O atendente sorri com o jeito de Cínthia e não desgruda os olhos dela por nenhum segundo. Até que...
- Senhor, eu estou com pressa! - Interrompe uma cliente totalmente séria. - Tenho que trabalhar daqui há alguns minutos.
- Desculpe! - Diz Giuliano, voltando a si.

Excelente Atendimento

Ronaldo anda pela Rua do Comércio quando encontra uma loja de sapatos em sua frente. Ele pensa em entrar, mas decide observar os modelos na vitrine. Nessa mesma hora, Daniela também passa na rua com a sua bolsa a tiracolo. De repente, ela se lembra da foto em sua carteira e decide verificar a bolsa.
"Será que eu guardei a foto do meu pai aqui?"
Por um ímpeto, um rapaz surge apavorado na rua do comércio e encontra Dani com a bolsa a tiracolo. Ele a joga no chão e pega a bolsa de sua mão. Dani fica desesperada com o furto e o segue, pedindo que alguém a ajude ali naquele momento.
- Pega esse ladrão! - Ela sofre agoniada.
Ronaldo ouve uma algazarra em sua frente e encontra o bandido ser seguido por uma jovem. Ele decide tomar a frente da situação e tenta pegá-lo, a qualquer custo. Uma das pessoas que estavam no local decide ligar pra polícia. Dani corre, mas suas pernas não conseguem alcançá-lo. Ronaldo que estava a um passo à frente detém o bandido e consegue dominá-lo na força.
- Espera! Por favor! - Ele suplica ao ser pego pela garganta. - Não faça nada comigo!
- Isso não te pertence! - Se enfurece Ronaldo, tentando pegar a bolsa.
O bandido consegue empurrar Ronaldo e foge imediatamente. O rapaz o segue pela rua principal até que chega um exato instante em que consegue pegá-lo outra vez e detê-lo a força.
- Tu é da polícia, mano? Caramba! Só preciso de uma grana.
Ronaldo não responde.
A policia chega e os encontram. O bandido se rende e ao verificar que o mesmo não tinha arma nenhuma, Ronaldo avisa aos policiais que se aproximam imediatamente.
Dani se aproxima devagar, tensa.
- Obrigada! Muito obrigada mesmo! - Ela agradece ao vê-lo com a bolsa.
Ronaldo entrega a bolsa a ela enquanto os policiais normalizam a situação.
- Bem, acho que eu estou em dívida com você.
- Não precisa me pagar nada.
- Se você não faz questão, eu posso saber o seu nome?
- Claro. Me chamo Ronaldo! - Ele se apresenta.
- Prazer. Meu nome é Daniela. - Ela responde, feliz. - Obrigada por ter me ajudado, Ronaldo! Valeu mesmo! Tem certeza de que não precisa de minha ajuda?
- Bem... - Ele pensa em seu avô, mas não lhe revela nada por enquanto. - Acho que não.
- Ok! Bom, eu vou indo. Foi um prazer conhecê-lo! - Ela se despede e sai.
- Igualmente. - Ele diz.
De repente, ele se lembra de algo e a chama de volta.
- O que foi? - Ela se intriga curiosa.
- Posso pelo menos lhe convidar pra tomar um café?
- Adoraria. - Ela diz, sorrindo.
A partir daquele exato momento, o olhar sério de menina viu a sua sorte cair como um raio. Seria o início de um romance ou apenas uma amizade repentina? Talvez o destino lhe responderia essa questão em breve.

Cínthia chega em casa com as compras e encontra seu pai conversando com Mateus na sala.
- Vejo que vocês dois estão se dando muito bem, hein! - Diz ela.
- Seu pai está me contando sobre o trabalho dele por aqui. - Diz Mateus.
- Hum. - Ela sussura.  - Por que você não quis vir comigo?
- Eu decidi ficar aqui um pouco pra arrumar minhas coisas. - Ele responde.
- Mateus, você não precisava ter ficado aqui. Você é praticamente um turista aqui na cidade. Deveria ter acompanhado a minha filha, pelo menos pra conhecer um pouco. - Interfere Odilon.
- Eu vou ter muito tempo pra conhecer cada ponto dessa cidade. Não se preocupe! - Diz Mateus, sorrindo.
- Você chegou e eu tô saindo! - Diz Odilon, disposto a abrir a porta.
- Pra onde vai, pai? - A filha pergunta.
- Seu pai precisa trabalhar, ora. Tenho um ateliê á minha espera, que precisa ser aberto para o público.- Ele diz, sorrindo alegremente e beijando a filha na testa. - Já vou! Diga a sua mãe que já fui trabalhar ok?
- Tá bom, meu pai! - Ela o acompanha até a porta.
Mateus a abraça fortemente e pergunta:
- O que iremos fazer hoje, hein?
- Que tal um passeio de escuna! - Ele responde.
- Ótima ideia! Eu estava querendo fazer um mergulho.
- Vamos nos preparar, então! - Se arruma Cínthia, disposta. - Tem algum lugar que queira conhecer?
- Bom, você será a minha guia. - Diz Mateus, fazendo ela sorrir.
"Segunda maior ilha da baía de Angra, de enseadas estreitas, pequenas e de mar calmo, oferecendo recantos imperdíveis, como a Ilha do Dentista (Jurubaíba), Praia das Flechas, Praia das amendoeiras,  além de pontos para mergulho como as praias de Sururu, Piedade, da Fazenda e da Venda."
Ilha da Gipóia - Angra dos Reis/RJ
Ilha da Gipóia

Depois do trabalho, Weslley pega seu carro e decide dar uma passada na casa de um amigo e ao chegar no bairro, ele se surpreende ao ver Pâmela trabalhando como vendedora numa loja de roupas femininas.
- Não pode ser! Só pode ser ela! - Ele se indaga.
Apressadamente, ele sai do carro e tranca a porta, fazendo soar um pequeno alarme anti-roubo. Ele se aproxima devagar e de repente, André o encontra e bloqueia seu caminho.
- Fala Weslley! Beleza, cara? - Ele o cumprimenta, apertando a sua mão.
- E ae, tranqüilidade, mano?
- Tudo certo. O que faz por aqui justamente hoje?
- Eu vim dar uma passada aqui pra falar com você.
- Ah claro! Diz ae, brother!
- Antes, me responda algo: conhece aquela garota? - Ele aponta Pâmela na loja e André observa.
- Eu sei quem é, Weslley! É Pâmela! - Ele vira-se e responde a pergunta. - Por quê?
Weslley fica sério com aquela resposta que particularmente confirma tudo e responde:
- Nada. É que apenas me confundi.
- Weslley, vou nessa! Preciso fazer umas coisas. - Diz André, se despedindo apertando sua mão.
Assim que Weslley se despede de André, ele decide ir até a loja onde está Pâmela.
Ao entrar, ela fica surpresa ao vê-lo.
- Oi!
- Eu vou ser bem direto na minha pergunta. - Diz ele, a deixando séria. - Por que está mentindo para o meu irmão?
Pâmela fica sem jeito ao ouvir aquilo.

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

2019.

No seu primeiro dia de trabalho, Mariana conhece o seu novo chefe Orlando e alguns funcionários de lá. Sua maior surpresa foi encontrar uma antiga rival de escola. Sandra era o seu nome. Ela tinha cabelos curtos negros e olhos da mesma cor, além de um corpo magro e estatura baixa. Diferente de Mariana, que tinha olhos claros e cabelos meio chanel, num corpo físico atlético.
- Posso saber o que está fazendo aqui? -Pergunta Sandra com a mão na cintura.
- Meu pai do céu! Você aqui garota? Eu devo ter cometido algum pecado. Só pode!-Diz Mariana.
- Quanto tempo hein Mariana? Desde o colegial que não olho para as suas fuças. Posso saber porque está invadindo meu pedaço?
- Seu pedaço. Ora! Não me faça rir. Aqui é um hospital, um lugar público e eu sou a mais recente contratada pelo Dr. Orlando.
- Ele não pode te contratar porque já tem a mim aqui.
- Ah é? Bom, então vai falar com ele querida já que o pedaço é todo seu né? 
- Mariana, vamos deixar bem claro que eu não quero a sua amizade. Você pode estar trabalhando aqui, mas eu não quero ter nenhum tipo de amizade contigo.
- Sandra, eu pensei que você mudou em relação a mim.
- Você se enganou, Mariana. Eu ainda a odeio, desde os tempos da escola.
- Você não vai esquecer o passado mesmo, né? Você jamais me perdoou por eu ter competido contigo naquele concurso de representante da escola.
- Você sabe que não é só por isso que eu a odeio. Você sempre foi a queridinha da turma. Foi uma boa representante, se fez de uma pessoa intelectual, companheira. Eu nunca tive esse privilégio. Você foi a melhor da escola.
- Isso tudo é tão infantil, Sandra. Nós crescemos, nos tornamos adultas. Amadurecemos. Vamos esquecer o passado por favor!
- Você pode esquecer o passado, mas eu não. Mariana, quero que saiba que eu vou fazer de tudo pra você sair daqui. Nem que pra isso, eu tenha que fazer o impossível.
- Você me odeia tanto assim, a ponto de me prejudicar?
- E o que você acha, Mariana? Acha que eu vou passar uma borracha em tudo e deixar como está? Eu estou no meu local de trabalho e você não merece ficar aqui queridinha.
- Sandra, eu não vou sair daqui tão rápido quanto pensa. Eu só saio, se Orlando mandar. Tenha um bom dia! -Ela sai.
- Você vai sair ou eu não me chamo Sandra.-Ela diz, pegando em seu braço esquerdo.
Mariana fica boquiaberta com as palavras da rival.
- Você é louca! -Diz Mariana em seguida.
- Mas você se acha né garota! -Diz Sandra, cheia de si apontando o dedo pra ela.
- Quem está se achando aqui é você! -Diz Mariana nervosa.
Orlando chega e encontra as duas discutindo.
- Mas que algazarra é essa aqui no hospital?
- Desculpa chefe! Eu perdi a compostura. -Diz Sandra, tentando ser inocente.
- Aconteceu alguma coisa para que vocês duas pudessem estar nervosas?
- Não! -Diz Mariana, tentando amenizar aquele clima. - Só houve um pequeno mal-entendido, entre mim e essa garota, mas está tudo bem né Sandra?
- Sim. Está tudo ótimo. -Diz ela, séria e imóvel.
- Mariana venha pra minha sala! -Diz Orlando sério e fazendo a jovem a acompanha-lo.
Sandra fica irada por dentro ao ver que a sua rival se encontra no mesmo local que ela.

Sério?

Enquanto isso, um rapaz rouba uma padaria e provoca confusões nas ruas. A polícia o segue em cada esquina. Esse rapaz de vinte e um anos é um encalço para o delegado local que tem um forte desejo de prendê-lo.
- E vocês, conseguiram pegá-lo? - o delegado pergunta, bravo á um dos policiais que chegam no seu gabinete.
- Não conseguimos. O moleque é mais rápido que nós, senhor. -Diz o oficial.
- Que droga! Da próxima vez que o encontrar, seja esperto do que ele. Não o deixe escapar.

O adolescente volta pra casa e encontra a mãe embriagada.
- O que você pegou pra mim hoje? -Ela pergunta.
- Eu não consegui nada. -Ele mente, escondendo o dinheiro por detrás do bolso.
- Seu mentiroso, safado! -Ela o agride com palavras. -Eu quero a grana.
- Esse dinheiro é meu! Fui eu que peguei. -Diz o adolescente rebelde, de boné vermelho, olhos negros, cabelos da mesma cor e caucasiano, ao ver que a mãe o tomara dele.
- Seu é uma pinóia! Quem te sustenta aqui? Sou eu ou você? -Diz a mulher irritada.
- Eu que me sustento, mãe. A senhora não trabalha, mas manda eu roubar.
- Filho ingrato! Você vai ficar de castigo. Merece uma coça pra aprender a respeitar os mais velhos.
- Eu tenho vinte e um anos. Eu cresci, mãe.
- E daí? Você vai para o seu quarto agora e vai ficar sem jantar.
- Eu odeio a senhora. -Ele sai, irritado. - Eu odeio tudo nessa casa.
- Lava essa boca com sabão antes de falar da comida que come e das roupas que usa. -Diz ela, enchendo o copo de cerveja.
Essa mulher que hoje se passa como mãe, tem 1.75 de altura, cabelos compridos negros, pele morena e olhos castanhos. Ela se chama Betina, a sequestradora.
- Um dia vai me agradecer por tudo que estou fazendo. – Diz ela.

Na mesma cidade, existe uma família que espera um novo membro chegar. Estou falando de Beth, uma mulher viúva de cinqüenta anos, dona de cabelos loiros e olhos castanhos que tem um filho chamado Carlos Augusto e que espera ansiosa pelo outro filho, Marcos. Carlos tem uma namorada chamada Vivian, uma jovem dançarina de clube, que possui cabelos longos negros até o pescoço e um corpo magrelo, no qual a ama muito. Mas Beth não a suporta por achar ela muito esnobe.
Já Marcos é um playboy, boa pinta, que faz da vida uma festa. Ele não se preocupa com nada e acha que tudo é normal. Apesar de ter largado a escola cedo, o rapaz tem um forte desejo de ganhar grana fácil sem nenhum tipo de esforço. A faculdade de administração ele nem mais pensa em continuar.
Quanto á Augusta, uma mulher negra e de olhos claros e destemida, que tem um casal de filhos chamados Natan e Rayane, passa por certas dificuldades em sua vida, mas luta dia por dia pra trazer o sustento para o seu simples lar. Ela possui uma casa que sofre com alagamentos e rachaduras e o seu maior sonho é reformá-la. Só que a sua situação financeira não é das boas, portanto o motivo de sua tristeza. Seu marido a largou pra viver uma aventura amorosa e a deixou com os dois filhos sem se importar com o futuro deles. Mas ela não se entrega a amargura. Ela luta até o fim pra realizar seu sonho da casa própria, nem que para isso, ela tenha que pedir ajuda.

No escritório de umas das empresas mais luxuosas do país, Vera Lopez, uma das famosas empresárias, de cabelos castanhos avermelhados e um par de olhos negros, assina alguns documentos importantes, quando Rubens Couto, de pele caucasiana, usando óculos e corpo magro, a encontra.
- Rubens, você por aqui? Qual é o motivo de sua visita?
- Vera, deixa de ser cínica uma vez na vida.
- Por que está me ofendendo em meu local de trabalho?
- Você sabe por que estou aqui.
- Ah, claro. Eu imagino a sua raiva contra mim. É por causa da empresa, não é?
- Sim. O meu assunto é sobre a empresa. Por que está tentando comprar os meus sócios?
- Rubens, sua empresa não vale mais nada. Ela está falindo. Você tem que reconhecer isso. Eu sou a sua esperança.
- Eu não vou deixar você se meter nos meus negócios.
- Presta atenção! Eu quero comprar a sua empresa e salvar a sua vida Rubens. Você só tem que me vender ela pra mim.
- Jamais farei isso, Vera. Você pensa que vou desistir assim? Está enganada ao meu respeito.
- Ótimo. É guerra que você quer?
- Sim. -Responde ele.
Então, você terá, Rubens. Sua empresa irá ser meu um dia. Pode acreditar!
- Nem passando pelo meu cadáver, sua cobra! -Diz ele, saindo da sala transtornado e atraindo atenção dos funcionários dela.
Ela senta e reflete sozinha pensativa:
“A sua sorte de que não me tem como sogra”


segunda-feira, 4 de novembro de 2019


2003.

Balões coloridos, um bolo enorme na mesa e crianças por todos os lados correndo e brincando. Uma mãe nervosa com um filho do outro canto da parede reclamando por ele ter puxado o cabelo de uma menina. Na outra ponta da casa, um outro menino tentando conquistar uma garota com palavras bonitas e levando um baita fora. Enquanto isso, algumas pessoas ficam conversando no quintal e o cheiro do churrasco invade até a esquina. Algumas crianças ao redor brincam de pique esconde até que uma delas caem no chão chorando e o pai se aproxima para ajudá-la.
Entretanto, em meio a uma festa de aniversário conturbada, há uma mulher que tinha trinta e cinco anos, olhos azuis claros e cabelos longos negros, sorridente arrumando o filho de cinco anos no quarto.
- Mãe, eu estou feio com essa roupa. -Diz Luís, ao olhar o paletó no espelho.
- Filho, você está um verdadeiro príncipe! -Diz a mãe segura e confiante de si. - Vai arrumar muitas gatinhas na festa.
- Será? -Ele pergunta, fazendo uma cara de desacreditado.
Martha coloca a mão em sua cabeça e beija seu rosto, dizendo:
- Você é um menino muito especial pra mim. Nunca diga pra você mesmo que você é feio porque a beleza externa não se compara com o que você tem aí dentro. - E ela toca no peito dele. - Em seu coração guarda caráter e isso é importante e o mais belo de tudo.
- Eu sei. A senhora sempre fala isso pra mim.
- Eu nunca vou me cansar de falar isso, mas prometo não falar mais.
- Mãe... - E ele a abraça fortemente, como se soubesse o que o futuro lhe planejava.
- Que foi meu filho? - E ela sente ele um pouco receoso. - Aconteceu alguma coisa?
- Eu não quero ir nessa festa. -Diz o menino.
- Bom, é uma festa de aniversário do seu melhor amigo de escola. Você vai se divertir. Vai perder a festa do seu amigo? -Diz ela, sempre caridosa.
- Ta bom! -Diz ele, se convencendo a ir.
Martha desce a escada com o filho Luís, pegando em sua mão e as crianças correm até ele pedindo pra brincar.
- Vai lá filho! Eu vou conversar com a Laís um pouco. -Diz ela.
Luís larga da mão de Martha e se aproxima das crianças enquanto ela se dirige a amiga na cozinha. Aquela era a última vez que ela veria o filho. Laís, como sempre fica nervosa quando o assunto é festa e conhecendo bem a amiga, Martha decide dar uma força. Ela era uma mulher de trinta anos, cujos cabelos ruivos e olhos verdes claros a fazem um perfil de modelo.
- Eu sabia que ia precisar de ajuda. Estou aqui!
- Ah amiga que bom! Eu preciso terminar de fazer os cachorros-quentes. -Diz ela, já tensa.
- Relaxa! Festa de aniversário é assim mesmo.
- Eu estou preocupada amiga!
- Com o quê Laís?
- Você é uma mulher fina, elegante me ajudando aqui na cozinha. Vera não vai gostar de ver você assim.
- Ah balela! E desde quando minha mãe se intromete na minha vida? Pára com isso! Somos amigas e ela não pode falar nada até porque um dia já foi pobre. Não nasceu em berço de ouro.
- Vocês duas são muito diferentes. Ela é uma ricona que só se importa com o dinheiro e você uma madre Teresa de Calcutá.
- Eu sei reconhecer quem é importante na minha vida e adoro sua amizade.
- Ai amiga! Que bom ouvir isso de você. Eu também te adoro demais. -Diz Laís, sorrindo.
Chega a hora dos parabéns. Todos cercam a mesa onde no centro está Daniel feliz da vida por ver seus amigos e familiares ali. Ele comemorava seis anos de idade.
Laís acende as velas e pede pra ele fazer um pedido enquanto todos cantam em coro. O menino fecha os olhos e faz o pedido em pensamento. Depois assopra as velas. Todos aplaudem em seguida. Nesse momento, Luís sorri para Daniel e quando as pessoas se distraem, ele é puxado pelo braço por uma mulher, aparentemente convidada pra prestigiar aquele momento. Luís não entende porque está se afastando das pessoas e a desconhecida promete levar a um certo lugar. Ele a acompanha inocente, olhando ao redor.


Parabéns

Martha se via alegre diante das pessoas, totalmente distraída do filho e Laís pede a Daniel para repartir o primeiro pedaço e oferecer a alguém especial. Daniel faz e o primeiro pedaço do bolo é pra ela, claro! De repente, ele sai da mesa e fica olhando pelos lados como se estivesse procurando algo e algumas pessoas não conseguem entender aquela atitude. Laís percebendo, se aproxima dele e pergunta, com o prato do bolo na mão:
- Filho, aconteceu alguma coisa?
- Cadê o Luís? -Foi a única pergunta que ele fez ao olhar nos olhos dela.
Martha ao ouvir aquilo, se aproxima do menino e começa a olhar também para os lados. As pessoas ao redor fazem o mesmo e aquela situação fica tensa porque o Luís não é achado por ninguém. A casa toda ficou em alerta e uma tristeza começava a se abater no peito daquela mãe que desesperada já não sabia o que fazer naquele momento. Tudo o que ela queria era saber do Luís.
Martha procura saber do filho através dos convidados da festa, mas ninguém o vira. Ela se preocupa com Luís. Laís tenta encontrar o menino, mas não consegue nenhuma informação.
- Não é possível que ninguém viu um menino de cinco anos. – Reclama Laís.
- Onde está o meu filho, Laís? - Ela pergunta preocupada.
- Eu não sei, Martha. Mas fica calma! Nós vamos encontrá-lo. Não se preocupe.
- Eu estou com medo de que algo tenha acontecido a ele.  Ele é apenas um menino de cinco anos, Laís. Onde ele foi?
- Calma Martha! Eu vou saber dos vizinhos próximos. Talvez eles o viram em algum lugar.
- Isso! Faça isso, Laís, que eu vou continuar procurando. - Se angustia ela.
Martha chegava a mostrar a fotografia de Luís para as pessoas da rua, mas ninguém sabia o que dizer naquela situação. E agora? O que fazer? Aquele fato se tornou um marco na vida de Martha que estava aflita por notícias do filho. O início de um grande drama estava prestes a acontecer pra Martha, que até hoje, sente falta de Luís. O caso de Luís parou nas emissoras de rádio e nos canais de televisão. A polícia abriu o inquérito e o delegado local fez interrogatório com todos que conheciam o menino. Todos participaram do caso. Vera, avó do menino, deu um depoimento aos moradores sobre o desaparecimento do neto dias depois prometendo uma boa recompensa em dinheiro para quem o achasse e Mariana decidiu ajudar na procura do irmão caçula criando cartazes.
E a cada pista que surgia, era uma esperança, mas tudo se passara de um alarme falso.
- Meu filhoooo! Eu preciso do meu filhooo! Luíssssss. - Ela se agoniava dia e noite.


Sem Chão

Era uma dor que penetrava em sua alma. Dilacerava seu coração por inteiro.
E aquele sofrimento sem fim a fazia debulhar em lágrimas.
Maltratava sua alma.
- Martha? Alguém a ajuda por favor! Martha acordaaaa! - Alguém falava em seu ouvido e tentava reanimá-la.
Um silêncio.
Martha estava em coma. Um médico a examinava.
Ela não morreu. Apenas desmaiou. E naquela amargura que a atormentava, fazia sofrer muito um homem por qual ela deu tanto amor: Rubens.
Dos olhos dele, saíam muitas lágrimas. Ele não queria perder o seu grande amor.
Atualmente, faz dezessete anos que Luís desapareceu.



Capa Perdidos de Saudade

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